Quem é o meu próximo sermão

Autor: Josivaldo de França Pereira . Esta é uma daquelas perguntas normalmente respondidas com um enfático “todo mundo!”. Conquanto seja verdade que todos devem ser considerados próximos, que você é o meu próximo e eu o seu, é importante atentarmos para o significado preciso e específico da palavra “próximo”, sobretudo quando ensinado por Jesus em Lucas 10. Frei Carlos Mesters O porquê da pergunta do doutor Quem é o meu próximo? Foi o doutor da Lei que fez a pergunta. Ele a fez, foi mais para justificar-se (Lc 10,29). Diante da reação de Jesus à sua pergunta anterior, ele ficou com vergonha. Perguntara: Mestre, o que devo fazer para obter a… O seu círculo de amor é muito limitado, sua atuação muito restrita. 3. Na concepção cristã, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e quem podemos ajudar. 4. A Voz é Nossa, Mas a Palavra é de Deus! Pr. Neumoel StinaA Voz da Profecia Rodovia SP 66 - KM 86 Jd São Gabriel Jacareí - SP - CEP 20001-970 Tel: (12)2127-3000 ou (0300)789-1111 Email: [email protected] Escute o Pr. Neumoel Stina abordar o tema,Quem é o meu próximo? Música - Regina Mota 'Muitas Mãos'… O meio mais fácil de amar a Deus é amá-LO no próximo. Santa Catarina de Gênova, disse um dia a Nosso Senhor: — ''Meu Deus, vós me ordenais que ame a meu próximo e eu não posso amar senão a Vós'. — 'Minha filha, respondeu-lhe Jesus, quem me ama, ama tudo que amo'. A santa compreendeu a lição e costumava dizer: — 'para se conhecer bem se se ama a Deus é preciso ver bem se se ... A pergunta quem é o meu próximo desvia o foco egoísta de meus interesses para os interesses dos outros, principalmente daqueles em posição desfavorável na sociedade. Eu me recordo de um sermão que ouvi em minha adolescência com o seguinte título: “Troque seus Espelhos por Janelas”. QUEM É O MEU PRÓXIMO? esboço outubro 26, 2011 Texto: Lc 10.25-37 . I. ... Que a maior expressão de culto a Deus é a demonstração de amor ao próximo e, acontece no “templo” da estrada da vida. b) ... Você pode até dizer que sabe quem é o caminho. A questão de Jesus, todavia, é COMO você anda no caminho. 23/10/11. É por isso que é preciso ler o contexto. Alguém chegou pra Jesus e perguntou: “Quem é o meu próximo?” E Jesus contou essa estória para explicar que o meu próximo é quem precisa de mim, ainda que seja o meu inimigo. O texto quer dizer o que o seu autor quer dizer. Você não pode pegar a parábola e dar outra interpretação. Quem é meu próximo? Palestrante: Rev. Eber Coelho abril 23, 2018 em Sermão Nenhum comentário 391. OUVIR. BAIXAR. Compartilhe. Rev. Eber Coelho. Gravações Recentes. A essência da vinda do Cristo. agosto 06, 2020 . Vinde a mim os cansados e sobrecarregados. agosto 06, 2020 ... 'Quem é o meu próximo?' Esta é uma questão legítima. Precisamos saber quem é o nosso próximo e como devemos tratá-los. 1. O que é um 'próximo'? A. Esta é uma pergunta diferente da que fizemos em um sermão anterior ('Quem é meu irmão?') a. Irmão é exclusivo e limitado, não aplicado a qualquer um b.

A lenda da Garota do Bueiro

2020.08.15 02:12 evangeon A lenda da Garota do Bueiro

Olá Luba, editores, gatas, papelões, e pessoas que estão a ver.
Este é um relato sobre uma noite de bebedeira. (Terceira vez que tento postar)
No ano de 2011, fui em uma excursão para um Congresso de Direito, na cidade de Londrina/PR. Depois da primeira noite do evento, eu e três colegas de curso, que chamarei de Mikaely, Tabata e Wagner, decidimos ir dar um rolê pela cidade. Saímos do alojamento por volta das 22:30h, compramos uma garrafa de Vodka Balalaika, pegamos um táxi e seguimos para o centro da cidade.
Infelizmente, era segunda-feira, e praticamente tudo já estava fechado, e os poucos bares abertos, estavam acima do nosso orçamento. Então, alguém nos indicou um lugar chamado "Balakobako", que disse ser bom e barato. Saímos em busca do tal bar.
As meninas já haviam conseguido um copo com gelo, momento em que tomei a primeira decisão errada da noite: "Vou tomar vodka pura. Quem mal pode fazer?" Como sou fraco para bebida, rapidamente já estava feliz e cantando. Em todo lugar que parávamos pra pedir informações, as pessoas riam de mim, pois já sou retardado por natureza. Imagina bêbado.
Enfim, não achamos o bar, e decidimos voltar a pé para o ponto de táxi e terminar de beber a vodka misturada com um refrigerante que as meninas compraram. Após andar duas quadras, Tabata, que também já estava feliz, pediu carona a um rapaz que dirigia uma Van. Ele, muito gentil, aceitou levar quatro estranhos até o ponto de táxi.
Já no ponto de táxi, fizemos amizade com um dos taxistas, que chamarei de Daniel. Ele disse que deixaria o turno logo mais, e que tinha whisky e energético no carro, e nos convidou para passear pela cidade com ele. Eu relutei de início, pois é certo desconfiar de tanta generosidade, isso enquanto rolava no chão e dizia que não iria. Mas Mikaely me convenceu, pois disse que seria difícil ele sequestrar quatro pessoas. Entramos no carro, e seguimos pelas ruas de Londrina, bebendo e curtindo som. Com os bares fechados, a primeira parada, foi em um tal Parque Igapó. Ali as coisas começaram a sair do controle.
Ao chegar, veio aquela vontade coletiva de urinar. Eu desci do carro já fui me aliviando ali mesmo. Wagner, procurou uma árvore. E Tabata, viu um canto escuro, e adentrou no breu. Só ouvi o estrondo. Foi como o barulho de uma jaca madura quando cai da árvore. Tabata caiu dentro de um dos canais que escorriam as águas da chuva para o lago que tinha no parque. Olhei para os outros e gritei: "Meu Deus, a Janaína caiu!". Os outros, sem entender nada, perguntaram quem era Janaína, e eu disse que era a menina que estava com a gente. Sim, eu havia conhecido Tabata e Wagner naquela noite, e ainda não havia decorado os nomes. Todos riram, pois achávamos que estava tudo bem.
Pouco tempo depois, Daniel nos chamou de volta para o carro, pois Tabata havia se machucado. Quando chegamos, eu que já estava vendo as coisas meio embaçadas, olhei para a perna da menina e disse: "Mano, que buraco enorme na tua perna!". Ela havia batido a canela, e quase dava pra ver o osso. Super tranquila, ela disse pra colocar um band-aid, e tava sussa. Obviamente, por estar anestesiada no álcool.
Daniel colocou todos no carro, e rumamos para o hospital mais próximo. O primeiro era particular, e não atendeu, Tabata por razões óbvias de não termos grana. A menina se desesperou. Chorava e falava que não queria morrer. Então fomos para outro hospital que era público. Wagner, que estava mais centrado, acompanhou Tabata, enquanto os outros aguardavam no estacionamento. Neste momento, Mikaely disse (pois não me lembro desta parte) que eu deitei no chão do estacionamento, disse que o céu estava lindo, e apaguei. Ela gritou para eu ir dormir no carro. Levantei, cheguei perto dela e disse: "Estou muito preocupado com a Viviane." Sim, eu passei a noite inteira chamando Tabata de todos os nomes possíveis, menos o dela. Logo depois, entrei no carro e dormi de novo.
Quando acordei, já estávamos de volta ao rolê, e Tabata já com a perna enfaixada. Foi aí que eu virei o bêbado chato, e briguei com o pessoal, pois estávamos com uma pessoa estranha, bêbados, a menina com a perna machucada, e todos festando como se nada tivesse acontecido. Então Daniel me disse pra relaxar, e nos levou a última parada da noite, um lugar com umas espécies de gazebos iluminados, e umas fontes com uns peixes bem bonitinhos. Ali, mais calmo, conversei com Mikaely e decidimos que já era hora de retornar ao alojamento.
Voltamos umas 05h da manhã. Tabata estava hospedada em um dos quartos do segundo andar. E como ela estava com a perna machucada, ainda subi as escadarias com ela no colo.
Alguns dos universitários tinham passado a noite bebendo e jogando truco no alojamento mesmo. Cumprimentamos os que ainda estava acordados, e fomos dormir. Detalhe, o alojamento era um espaço que nos foi cedido, dentro de um Seminário Palotino.
No outro dia de manhã, o Professor responsável pela excursão, entrou nos alojamentos, e passou o maior sermão, pois quase fomos expulsos pela bagunça que os outros universitários ficaram fazendo. Porém, como nós chegamos da rua já amanhecendo, a maioria das pessoas que não estavam envolvidas, pensaram que fomos nós quatro que tínhamos feito a tal bagunça.
Resultado, passamos a noite fora e levamos a culpa por uma festa que não damos, e Tabata ficou conhecida na faculdade como "A Garota do Bueiro". Mas valeu a pena. Pois apesar de tudo, foi uma noite muito foda.
Desculpem o textão. Abraços! <31
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2020.08.01 20:03 hebreubolado Crítica cinematográfica do filme Mogli - O Menino Lobo (2016) do Jon Favreau.

Os Livros da Selva é uma coletânea de contos do universo criado por Rudyard Kipling (1865–1936). Os dois Livros somam o total de quinze contos. Este filme adapta (ou ao menos tenta adaptar) de uma forma bastante recortada alguns contos que têm Mowgli como protagonista (importante ressalvar que não são todos os contos de Os Livros da Selva que têm o menino lobo como protagonista, alguns sequer se passam na Selva, ex: A Foca Branca, conto de número 4 na edição Clássicos da Zahar). Eu percebi inspirações no conto “Os irmãos de Mowgli”, o primeiro do universo do Kipling, “A Caçada de Kaa”, que narra o sequestro de Mowgli pelo Bandar-logo, o Povo Macaco, e “Como surgiu o Medo”, o conto mais mitológico em minha opinião, que narra o período de seca da Selva que os animais chamam de Trégua da Água. Em minha crítica, irei estabelecer algumas comparações do filme com a obra original do Kipling com objetivo de defender a opinião de que: enquanto um filme de animação, é um filme muito bem produzido, dirigido e criado, porém, enquanto adaptação cinematográfica de uma obra literária, deixou tanto a desejar, de tal forma que me faz acreditar que trata-se mais de uma adaptação da animação da própria Disney de 1967 do Wolfgang Reitherman do que uma adaptação da obra de Kipling, como veremos mais à frente. Para estabelecer essas comparações, utilizarei o meu exemplar de Os Livros da Selva: contos de Mowgli e outras histórias, da editora Zahar, publicado no ano de 2016, traduzido por Alexandre Barbosa de Souza.
Nota IMPORTANTÍSSIMA: compreendo e sou da opinião de que cinema e literatura são artes distintas e que possuem linguagens diferentes; também concordo que nenhuma adaptação é 100% fiel à obra literária, nem mesmo o tão renomado O Senhor dos Anéis; porém, quando usa-se o nome de um autor como fonte e principalmente sua obra como inspiração, é necessário o devido respeito à propriedade intelectual e criadora, não somente por questões jurídicas, mas por questões éticas. Sob esta premissa, vamos às comparações.
ATENÇÃO: Como trata-se de uma análise do filme, recomendo que a crítica seja lida somente por pessoas que já assistiram o filme. Se você também leu o livro e é um admirador da obra do Kipling e do que ela representa, será uma leitura ainda mais profunda.
O filme tem uma animação muito bonita; não entendo de cinema em termos técnicos, mas sem dúvidas trata-se de uma película bastante agradável de se assistir. Fora a animação de altíssima qualidade, as cores, personagens e músicas fazem do filme bastante agradável de se ver e rápido de assistir também. Incomoda-me em um filme que possui uma proposta infantil (a recomendação aqui no Brasil é para maiores de 10 anos de idade) hajam os famigerados Jump-scare. Imagine você sentado na sala assistindo com seu filho uma cena do Mowgli em um pasto verde e calmo e de repente BAM! Um tigre salta de trás da tela rugindo e fazendo um estardalhaço enorme. O recurso de jump-scare é, até mesmo em filmes adultos como no gênero de terror e suspense, considerado um recurso de baixa qualidade e previsível. Contei ao todo dois jump-scares no filme.
Em uma das primeiras cenas do filme vemos Mowgli, já na idade de menino (idade esta que permanece durante todo o filme. No último conto do Kipling, “A Corrida da Primavera”, ele já possui dezessete anos), assistindo uma assembléia dos lobos, que discutem se sua presença na alcateia deve ou não ser tolerada. Aqui já podemos perceber uma mudança drástica na história original: nos livros, Mowgli simplesmente aparece onde a alcateia Seonee vive, não levado por Bagheera como no filme retrata um pouco mais a frente. Akela e o lobo que criou Mowgli são dois lobos diferentes, não o mesmo: este último aparece nos contos com o nome de Pai Lobo apenas. Akela em hindi significa solteiro, solitário, o que não faz sentido colocá-lo como pai de Mowgli e dono de uma família. A intimidação do tigre Shere Khan provoca aos lobos foge do nosso autor britânico da mesma forma: enquanto que no filme o tigre não apenas mata Akela com um único golpe mas domina toda o bando, nos livros ele é intimidado pelos caninos.
“[…] Shere Khan talvez tivesse enfrentado Pai Lobo, mas não desafiaria Mãe Loba, pois sabia que, ali onde estava, ela tinha a vantagem do terreno e lutaria até a morte. Por isso voltou atrás, rosnando ao deixar a boca da caverna […]” (KIPLING, p. 33).
Bagheera e Shere Khan travam uma batalha durante a escolta de Mowgli em retorno para a vila dos homens; nos livros, essa luta nunca aconteceu.
Ao encontrar com os elefantes, a pantera negra pede para que Mowgli se ajoelhe e o informa da importância desses terríveis elefantídeos na criação e manutenção da Selva. Esse aspecto deve ser parabenizado por ter sido incorporado no filme: Kipling retratou os elefantes como a força criadora da Selva, e sendo Hathi, O Silencioso, o mais antigo deles. Embora a curtíssima cena tenha deixado implícito a importância dos elefantes, senti falta do personagem de Hathi, que é de suma importância em todos os contos que ocorrem na Selva.
“[…] Quando Hathi, o elefante selvagem, que vive cem anos ou mais, viu uma longa e esguia faixa de rocha seca bem no meio do rio, entendeu que estava olhando para a Pedra da Paz e, na mesma hora, ergueu sua tromba e proclamou a Trégua da Água, como seu pai antes dele havia proclamado cinquenta anos atrás.” (KIPLING, p. 185).
“[…] Shere Khan foi embora sem ousar rosnar, pois sabia, assim como todo mundo, que, no final das contas, Hathi é o Senhor da Selva” (KIPLING, p. 191)”.
O antagonismo inexistente de Kaa: a temível Píton é apresentada no filme como uma vilã que, após revelar a história de Mowgli para ele, tenta devorá-lo. Este personagem também foi desconstruído e teve sua personalidade alterada, assim como vários outros, que comentarei mais à frente. Nos livros, a píton é vista como um animal sábio e astuto, mas que respeita Mowgli como o Senhor da Selva que ele se tornou. A primeira vez que ele é mencionado na obra é no conto “A Caçada de Kaa”, aquele citado mais acima, que retrata o sequestro de Mowgli. Percebendo sua incapacidade de perseguir o Bandar-Log, o Povo Macaco, Baloo e Bagheera decidem pedir ajuda à píton em troca de alguns cabritos. Após relembrar Kaa de que o Bandar-log costumava chamá-lo de perneta, minhoca amarela, a pantera e o urso acabam convencendo a píton a se unir à eles na caçada aos macacos para resgatar Mowgli. O antagonismo de Kaa no filme pode ter várias explicações (que infelizmente só nos seriam acessível diretamente pelo diretor ou roteirista), porém, me parece que colocar uma cobra como vilã é um reforço de um esteriótipo medíocre. A cobra malvada. Não, sr. Favreau, isto não existe no universo de Kipling. Muito embora astuto e um caçador destemível, Kaa não apenas ajuda nesse conto em específico como também em “Cão Vermelho”, quando auxilia Mowgli na batalha contra dos lobos contra os cães vermelhos, chamados de dholes (inclusive, é nesse conto que Akela morre devido à feridas causadas na batalha contra os dholes, diferentemente da sua morte estúpida no filme com uma só mordida de Shere Khan, o que nos demonstra uma ideia bastante frágil de um lobo alfa que deveria estar a frente de sua alcateia e portanto, se o mais forte entre todos os lobos. Akela morre com pelos brancos como neve, ressaltando sua idade avançadíssima). Neste conto, Kaa fornece a Mowgli ideias de como combater e sair em vantagem contra os dholes, além de protegê-lo no rio durante o seu percurso e ser também ativo no plano de Mowgli para emboscar os dholes na toca das abelhas, etc etc.
Nem é preciso informar que não, Baloo não salvou Mowgli de ser comido por Kaa em Os Livros da Selva. Ainda no primeiro conto, “Os irmãos de Mowgli”, o Conselho da Alcateia está decidindo o destino do filhote de homem. A Lei da Selva, código de ética e moral que rege a todos os povos livres com exceção do Bandar-log, intercede a favor de Mowgli:
“Pois bem, a Lei da Selva dispõe que, em caso de disputa do direito sobre um filhote a ser aceito pela alcateia, pelo menos dois membros, além do pai e da mãe, devem interceder ao seu favor.” (KIPLING, p. 35). Adivinhe quem fala por Mowgli além dos seus pais lobos? Isso mesmo. O velho Baloo, encarregado de ensinar a Lei da Selva para os filhotes, fala em nome do menino. Sendo assim, falta apenas mais um voto. Baloo era o único fora da alcateia que tinha direito de falar no Conselho; sendo assim, restava convencer um lobo entre a alcateia para que Mowgli fosse aceito.
Porém, não foi isso que aconteceu: Bagheera intercede e, não podendo votar por não ser parte da Alcateia Seonee, argumenta em cima da Lei da Selva:
“ — Ó Akela, ó Povo Livre — ronronou -, não tenho voto na assembléia de vocês, mas a Lei da Selva diz que, não se tratando de um caso de morte, se existe uma dúvida quanto a um novo filhote, a vida dele pode ser comprada por um certo preço. E a lei não diz nada sobre quem pode ou não pagar esse preço. Estou certo?
[…] — Agora, além do voto de Baloo, acrescento um touro, e um bem gordo, que acabei de matar a menos de um quilômetro daqui, para que o filhote de homem seja aceito de acordo com a lei. Seria possível?” (KIPLING, p. 35–36). Oferta esta que o Povo Livre aceitou prontamente. Concluímos, portanto, que Baloo não apenas conheceu Mowgli desde sua chegada na Alcateia Seonee, mas foi o responsável, junto com Bagheera, por sua aceitação na alcateia. Esta alteração no roteiro do filme pode ser explicada pelo fato de que a linguagem do cinema requer algo mais dinâmico e rápido que os detalhes da literatura. Foi a forma do Favreau contar como Mowgli chegou na Selva e introduzir Baloo no filme, dois coelhos em uma cajadada só, como dizem por aí.
“E foi assim que Mowgli entrou para a Alcateia dos Lobos de Seeonee, ai preço de um touro e graças às palavras favoráveis de Baloo.” (KIPLING, p. 37) A ausência nos filmes desse aspecto da história faz com que a obra tenha um déficit e deixe de retratar uma parte bastante importante nos contos de Kipling: as reflexões filosóficas por trás do conto, tais como: o valor de uma vida entre os lobos, o conceito de moralidade (certo e errado), o valor de um homem, a questão da Lei da Selva sendo usada na prática (o que no filme não passa de uns versos engraçados que são recitados em uma decoreba), etc.
A mudança da personalidade de Baloo no filme é o que mais me irrita nessa adaptação: nos contos de Kipling, Baloo é o professor da lei da selva, como citei mais acima, e no filme, quando ele pergunta a Mowgli se os lobos cantam, o menino responde negativamente e recita para ele a Lei da Selva (dialogo que acontece no minuto 40 do filme, aproximadamente) , Baloo responde “Aí, isso não é uma canção. É um monte de regra!” FAVREAU, AMADO??
Transformar o professor da Lei em um urso trapalhão reforça o fato de o filme ser uma adaptação do filme da Disney, como citei mais acima, e acabou empobrecendo o roteiro no que diz respeito aos conceitos profundíssimos que Kipling introduz através de Baloo, desde a importância da sociedade e união (no conto “A Caçada de Kaa”), as lições que acompanharam a educação do garoto desde que ele tinha entre onze e quinze anos e até mesmo os detalhes da própria Lei da Selva, que no filme os lobos simplesmente recitam aos quatro ventos, e nos contos é aprendida desde filhotinhos pela boca do próprio Baloo.
No conto “Tigre! Tigre!”, após Mowgli decidir sair da alcateia e ir para a vila dos homens, realmente Shere Khan influencia os filhotes e habita a Pedra do Conselho, como mostrado no filme, mas esse reinado sobre os lobos dura apenas algumas páginas, ao passo de que quando Mowgli retorna para a Selva (a sua estadia na vila dos homens também foi omitida no filme), acaba dando um jeito no tigre, mas isso trataremos mais a frente.
A cena de Mowgli salvando o filhote de elefante também não existe nos contos. Também me incomoda a incapacidade de falar dos elefantes, visto que todo bicho na selva, na obra de Kipling, tem essa capacidade. Os elefantes são inteligentes como todos os outros e seu líder, Hathi, como já dito mais acima, não apenas era o mais inteligente de todos, mas o verdadeiro Senhor da Selva e criador da própria.
As engenhocas de Mowgli realmente são importantes nos contos, como no filme mostra, mas a motivação do sequestro não foi a Flor Vermelha, tão desejada pelo Rei Louie. Essa cena é tão distante da obra e das intenções do Kipling que merece, mais que todas as outras, ser tratada com mais detalhes:
Primeiro, O REI LOUIE NÃO EXISTE! Uma das características mais importantes do Bandar-log é sua incapacidade de ser organizados socialmente, por isso não têm líder. No filme, criar um personagem e colocá-lo no cargo de líder do Bandar-log acaba desconfigurando o mesmo e também o desconstruindo, o que aconteceu aconteceu com vários personagens, como vimos acima.
“- Escute, filho de homem — rugiu o urso, e sua voz ressoou como o trovão numa noite quente. — Ensinei a você a Lei da Selva inteira, que vale para todos os Povos da Selva, menos para o Povo Macaco que vive nas árvores. Eles não têm lei. São marginais. Não têm fala própria, mas usam palavras roubadas que ouvem por aí enquanto espiam e esperam no alto dos galhos. Os costumes deles são diferentes dos nossos. Eles não têm líder. Não têm lembranças. São bravateiros, fofoqueiros e fingem ser os maiorais e estar sempre prestes a desempenhar grandes feitos na selva, mas é só uma noz cair no chão que desatam a rir e se esquecem de tudo. Nós da selva não queremos nada com eles. Não bebemos onde os macacos bebem, não vamos aonde os macacos vão, não caçamos onde eles caçam, não morremos onde eles morrem. Alguma vez você me ouvir falar do Bandar-log até hoje?
- Não — respondeu Mowgli num sussurro, pois a floresta ficou muito quieta quando Baloo terminou.
- O Povo da Selva os mantém longe das bocas e das cabeças. Eles são muitos, maus, sujos, despudorados e desejam, se é que se concentram em algum desejo, ter a atenção do Povo da Selva. Mas nós não prestamos atenção neles nem quando atiram nozes e porcarias em nossas cabeças.” (KIPLING, p. 54). Segundo: a motivação do Bandar-log em sequestrar Mowgli não era para ter a flor vermelha, isto é, o fogo, e se espalhar pela floresta, mas sim simplesmente ter a atenção do Povo da Selva e usar as engenhocas de Mowgli ao seu favor. Nesse trecho que se segue, vemos mais uma vez a incapacidade de terem um líder, por isso a impossibilidade de existir um Rei Louie, dentre outros defeitos bastante característicos do povo macaco:
“ […] Eles viviam no topo das árvores, e, como os bichos raramente olham para cima, os macacos e o Povo da Selva nunca se encontravam. […] Estavam sempre a um passo de ter um líder, suas próprias leis e seus costumes, mas nunca chegavam a fazê-lo, pois sua memória não durava de um dia para o outro […]. Nenhum dos bichos conseguia alcançá-los, mas, em compensação, nenhum dos bichos lhes dava atenção, e foi por isso que ficaram tão contentes quando Mowgli foi brincar com eles e ouviram como Baloo tinha ficado bravo.
Nunca aspiraram realizar coisa alguma — no fundo, o Bandar-log nunca aspira a nada -, mas um deles teve o que lhe pareceu uma ideia brilhante e contou os outros que Mowgli seria muito útil para a tribo, porque sabia amarrar gravetos para protegê-los do vento; então, se o capturassem, poderiam obrigá-lo a lhes ensinar como fazê-lo” (KIPLING, p. 55). O conto “A Caçada de Kaa” inicia-se com Baloo repassando algumas lições para Mowgli até perceber que ele esteve com o Povo Macaco. Durante um sermão (o diálogo citado acima que começa com “escute, filhote de homem”), Mowgli é sequestrado pelos macacos, Baloo e Bagheera tentam correr atrás dele, mas acabam pedindo ajuda a Kaa, como citado mais acima. A mudança na personalidade do Bandar-log, a criação de Rei Louie e a mudança no roteiro original da história no que toca à motivação do sequestro dos macacos é o pico do distanciamento entre o filme e sua obra inspiradora. No entanto, gostaria de confessar aqui que o Rei Louie era o meu personagem favorito na animação de 1967 e a musiquinha dele é realmente contagiante, haha! A motivação para manter o Rei Louie nessa versão do filme me parece mais uma demonstração de que trata-se de uma adaptação do filme da disney de 1967, e não da obra do Rudyard Kipling. A minha crítica em relação a permanência do Rei Louie é justamente por se tratar de uma das características do Bandar-log a falta de líder. No prefácio desta edição de Os Livros da Selva que tenho em mãos, o tradutor relata o simbolismo profundo por trás do Bandar-log, o que no filme ficou ofuscado, escondido e, ouso dizer, inexistente: “ Nessa estrutura social, há o nível mais baixo de todos. Nele estão justamente os parentes mais próximos dos humanos, considerados incapazes de aprimorar a organização interna de sua sociedade. Com evidente ironia, Kipling identifica o Povo Macaco com a antítese de um real esforço de construção do bem-estar coletivo. […]” (Apresentação, p. 10) o parágrafo segue-se citando o sermão de Baloo, também citado por mim acima várias vezes, aquele mesmo que começa com “escute, filhote de homem”, onde Baloo explicita com todas as letras. A cena terrível de Baloo praticando psicologia reversa em Mowgli para que ele pense que não é amado e parta para a vila dos homens de uma vez por todas é de revirar o estômago para todo leitor de Kipling. Baloo tem uma relação não apenas de amizade com Mowgli, mas também de respeito mútuo e servidão, visto que nos últimos contos Mowgli é visto como o Senhor da Selva por todos os animais, até mesmo o próprio Hathi, o mais antigo deles. Nos contos, Mowgli decide para a vila dos homens após perceber que não era mais bem-vindo na alcaeteia seeonee (isto porque Shere Khan influenciava os lobos menores e os atiçava contra Mowgli e, tendo seus pais morrido, somente Akela estava alí para interceder por ele, e sendo já um lobo idoso, não tinha muita voz contra os muitos lobos jovens fantoches do tigre), retornando apenas para dar um jeito no Shere Khan, que estava dominando a alcateia (eu vou chegar lá, calma!), e esta parte da obra também contém um simbolismo bastante profundo, mostrando a dualidade do homem entre seus instintos animais e sua civilidade que, de certa forma, acaba castrando estes mesmos instintos. Podemos interpretar de várias formas os dos “Mowglis” que aparecem nos contos de Kipling, como a dualidade presente no homem de sua razão e suas emoções, representados pelo Mowgli na Selva, sobrevivendo através de seus instintos, e o Mowgli na vila dos homens, submetido à fala dos homens, vivendo como homens nas regalias da tecnologia (não ipods ou tablets, e sim uma simples cama e uma cabana. Lembremos que tecnologia vem do grego techne, que significa arte, e logos, que significa ciência. O conceito significa, entre outros, técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular e/ou técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular). Toda essa reflexão acerca da dualidade do homem, dos dois mundos — a Selva e a vila dos homens -, tudo isso é omitido nos filmes. A cena de Mowgli na vila dos homens tem uma duração de menos de 30 segundos. O filme força mais uma batalha inexistente: desta vez, Baloo contra Shere Khan. Mais uma vez, essa luta não existe nos contos. Sendo Baloo um urso velho e gordo, muito embora seja o mestre da lei, não possui a competência de lutar com um tigre. Ele não caça, pois se alimenta de mel e plantas. A única cena de luta que existe na obra de Kipling envolvendo o urso se encontra no conto “A Caçada de Kaa”, quando ele ajuda a cobra e a pantera a lutar contra as centenas de milhares de macacos. À propósito, esta cena também foi omitida nos filmes, o que daria uma batalha épica, e substituída por uma cena estúpida onde Baloo bajula o inexistente Rei Louie para distrair os macacos. Mowgli prepara uma tocaia, já no fim do filme, utilizando suas engenhocas e a famosa flor vermelha para matar Shere Khan. Favreau, passou bem longe de novo! No conto “Tigre! Tigre!”, quando Mowgli se encontra na vila dos homens trabalhando como pastor de búfalos, ele usa destes búfalos para encurralar Shere Khan em um defiladeiro utilizando da ajuda do velho Akela e os lobos seus irmãos para tocar o búfalo contra Shere Khan. O tigre, que havia acabado de se alimentar e por isso estava preguiçoso e preferia não lutar, acabou caindo no desfiladeiro ou morrendo pisoteado (Kipling deixa a forma de morte de Shere Khan na ambiguidade). Outro detalhe que foi omitido nos filmes e possui um simbolismo profundo foi o fato de Mowgli ter retirado a pele do tigre e posta na Pedra do Conselho, onde o lobo alfa da alcateia se posta durante os Conselhos, o mesmo lugar onde Shere Khan estava quando dominava a alcateia na ausência de Mowgli. Podemos refletir bastante sobre o que isso pode significar, levando em conta que Shere Khan é a retratação do Mal na obra de Kipling. A representação de Shere Khan foi um dos dois personagens que, na minha opinião, mais se assemelharam aos originais. Mowgli dos livros é um garoto divertido, engenhoso, e ao mesmo tempo brincalhão e bastante curioso. Devido a sua educação, cresceu mais que as crianças da cidade e de uma forma mais forte e saudável. No filme, ele não passa de uma criança entre lobos; insegura, cabisbaixa e bastante incoveniente; não vemos nenhum relato explícito do humor de Mowgli, humor este que chega ao nível de fazer piadas com Kaa e o próprio Hathi, o Senhor da Selva. A mãe-loba de Mowgli teve uma boa representação, porém, senti falta do simbolismo do seu nome, Raksha, que em sânscrito significa “pedir proteção” e, ao mesmo tempo, no budismo trata-se de um demônio, que podemos interpretar como o instinto de proteção da mãe, inato e instintivo, presente em todas as espécies, e ao mesmo tempo, na sua qualidade implacável, forte e até mesmo cruel quando se trata de proteger seus filhos. O simbolismo da mãe loba foi omitido no filme, fazendo dela apenas mais uma personagem. Shere Khan é um tigre manco, e por isso somente mata gados (KIPLING, p. 29), característica essencial para a construção do personagem e também foi omitida no filme. Shere singifica tigre e khan significa chefe no idioma hindu e persa.
No mais, gostaria de reinterar, mais uma vez pois nunca é demais, que concordo com a opinião de que o cinema e literatura são linguagens diferentes e que devem ser respeitadas como o tal, mas, novamente, a partir de um momento que um filme possui a intenção e premissa de ser uma adptação cinematográfica, há coisas que devem ser levadas em conta somente por uma questão de ética e respeito para com a obra do autor. Novamente, deixo meus elogios à direção de arte do filme e qualidade de animação, mas no que toca ao roteiro e à adaptação, eu colocaria esse filme no topo da lista de frustrações, ao lado de Percy Jackson e o Ladrão de Raios. É um filme excelente para assistir com a família e as crianças certamente vão adorar. Lembrem-se, como diria Platão, uma vida sem criticas não vale á pena ser vivida. Forte abraço à todos.
Referências: KIPLING, R. Os Livros da Selva. trad. Alexandre Barbosa de Souza, Rodrigo Lacerda. Clássicos Zahar, SP: 2016.
Wallace Guilhereme. Contato: [[email protected]](mailto:[email protected])
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2020.07.30 04:22 JhowneeBitch SOU O IDIOTA NESSA HISTÓRIA?

Já faz um tempo, eu trabalhava numa loja de papelaria. Eu odiava, odiava mesmo. Mas essa questão fica pra outra história...
Enfim, minha patroa (Dona da loja, no caso, porque lá não tinha gerente, era só a dona mesmo)
Era uma pessoa muito invasiva, manipuladora, totalmente falsa e irritante. Ela era a típica pessoa que te xinga, te humilha e depois quer te dar um agrado pra abafar o caso. E eu não engulo gente assim. Eu não queria ter vínculo pessoal nenhum com ela, mesmo ela sendo uma conhecida da família. Eu como funcionário, só queria exercer esta função, ser pago e acabou. Sem lenga lenga nem amizade forçada. Mas ela era extremamente controladora ao ponto de se intrometer nas minhas questões pessoais.
Acontece que eu sou fumante, e ela implicava muito comigo por causa disso.
(Galera que fuma sabe como a gente fica na fissura durante o horário de trabalho, ainda mais quando é estressante). Eu fumava no horário de almoço (na rua), eu também tinha uma pausa de 15 minutos durante a tarde que, adivinhe, eu aproveitava pra sair pela calçada e fumar também.
De repente, ela começou a reclamar demais do cheiro de cigarro que, gente, de vez em quando, pode acontecer do cheiro ficar na roupa, acontece. Só que não era uma simples reclamação, muitas vezes eu tinha que escutar por longos minutos a fio o quanto isso fazia mal, parecia que eu tava numa palestra anti-fumo.
E vamos ser honestos. O que eu faço da porta pra fora do serviço não é da conta de ninguém, nem mesmo dela, ainda que seja patroa. Ainda sim eu tomava sermão. Acredite, eles eram longos e extremamente invasivos, ela falava como se fosse minha mãe. Se eu estivesse fumando DENTRO da loja... Tudo bem. Mas não era o caso. E eu estava no meu direito, respeitando meus horários de almoço e pausas para tal.
OK, uma vez, durante um sermão, ela me perguntou se eu tinha vontade de parar de fumar. Eu respondi que sim, é claro. Muitos fumantes querem parar, mas não conseguem ou simplesmente não se esforçam o bastante. Eu estava entre um e outro. Eu queria parar, mas toda vez que colocava um cigarro na boca, essa ideia ia pra bem longe. (Ninguém é perfeito). Mas, ter dito que sim, que eu tinha vontade de parar de fumar, foi um grande erro que eu cometi naquele momento. A história abafou, passaram-se alguns dias e uma cliente entrou na loja, a tal cliente, por acaso era muito amiga da minha patroa. Ela me chamou de canto, achei que ela queria ser atendida exclusivamente por mim ou algo assim, mas não. Ela me deu um envelope, dizendo que era um presente dela, para mim.
Eu fiquei feliz. Pensando que "Nossa, devo estar atendendo as senhorinhas tão bem que agora elas estão até puxando meu saco". Ai, que inocência minha. Agradeci pelo presente, dei até um abraço nela, ela foi muito fofa.
E perguntei "O que tem no envelope?"
Ela respondeu "Ah, é uma surpresa. Não abra até você chegar em casa. Não mostre pra ninguém, ok?"
Eu fiquei empolgado com aquele mistério todo, e acatei ao pedido.
Cheguei em casa super ansioso para ver o que era e quando abri o envelope... O SUSTO. Tinha uma nota de 50 reais ali dentro. Fiquei sem graça. Passaram muitas coisas pela minha cabeça que é melhor nem mencionar. Mas, hey, quem é que fica triste quando vê 50 conto "Caindo do céu" assim? Eu certamente não fiquei. Até que, noto que no fundo do envelope, havia um cartão. Nele, dizia "Consultório do doutor alguma coisa lá" (Porque não lembro o nome agora).
Agora ficou estranho.... Pelo número de telefone no cartão, era um local próximo. E ao pesquisar no google o nome do Doutor e o endereço do consultório, vi do que se tratava. Ele aparentemente oferecia a cura para parar de fumar através de medicamentos. E uma consulta com ele, não era grátis. Agora entendi para que era o dinheiro...
PQP, que saia justa. E AGORA? Bem, no dia seguinte eu "Confrontei" minha patroa sobre isso. Ela disse que não sabia de nada, se fez de sonsa por alguns minutos mas estava na cara que isso tinha sido armação dela. No meu ponto de vista, foi muito NOJENTO da parte dela trazer uma pessoa de fora pra dentro da história, ainda mais uma amiga dela que nem me conhecia direito, que não tinha nenhum afeto por mim. Ela de algum modo, convenceu aquela mulher a ficar com pena de mim e me dar 50 reais pra pagar a tal consulta. Gente... que coisa absurda, coitada da mulher. Depois eu descobri que a coitadinha tem um filho que sofre com uma doença no pulmão por ter fumado muito, e que por isso, ela Se comoveu fácil quando minha patroa disse a ela "O DRAMA SUPER MEGA HIPER TRISTE DO FUNCIONÁRIO DELA QUE ESTÁ SOFRENDO MUITO POR NÃO CONSEGUIR LARGAR O VÍCIO". (O que não era verdade).

Ela foi longe demais. Fiquei com muito ódio dela, e com muita dó daquela pobre senhora que só veio fazer o bem, inocentemente, e foi manipulada pela cobra da minha patroa. Ah, detalhe, a consulta com o tal doutor, custava 200 reais, aqueles 50 que ela me deu foi só um "Incentivo", segundo minha patroa.
Isso tinha que parar. Eu sabia, e Deus também sabia que eu não tinha o menor interesse de ir naquela consulta. Muito menos desembolsar os outros 150 reais pra isso. (Estou sendo honesto aqui, não sou nenhum santo).
Então eu INSISTI que minha patroa me dissesse onde aquela senhora morava, depois de muito custo, ela me disse e eu fui lá, na tentativa de devolver o dinheiro. Sério, se eu não ia usar pra ir na consulta, então, eu me sentiria HORRÍVEL torrando o dinheiro que alguém me deu com tantas boas intenções, com alguma coisa supérflua. Olha, eu agradeci muito, fui muito simpático, abracei, sorri, disse da forma mais graciosa o possível o clássico "Eu não posso aceitar, é demais". Mas mesmo assim, sempre agradecendo constantemente. GENTE, ela ficou EXTREMAMENTE OFENDIDA por eu tentar devolver o dinheiro. Sério, só faltou ela soltar fumaça pelos ouvidos. Da boca dela não saiu, mas deu pra ver os olhos dela gritando "INGRATO".
Eu expliquei a coisa toda pra ela, que foi um mal entendido entre ela e minha patroa. Pedi desculpas também, e expliquei tudo nos mínimos detalhes de como tudo isso tinha sido uma situação que saiu de controle tudo por causa da patroa lá, que era obcecada em tomar conta da minha vida pessoal. (Obviamente não usei essas palavras, fui mais sutil). Não adiantou, ela não aceitou o dinheiro de volta de jeito nenhum. Até que em um momento eu desisti de insistir em ser bonzinho e falei "Tudo bem, então, a gente se vê por aí... Muito obrigado mesmo assim." (Com toda educação e simpatia, é claro. Porque se eu fosse grosseiro, depois ela ia me difamar pra patroa e não seria bom.
Mas eu tinha que me vingar de alguma forma da minha patroa... algo que fizesse ela pelo menos se doer pelo que tinha feito, e visse que todo o "Plano grandioso e mirabolante" dela de manipular pessoas e situações pra conseguir aquilo de mim, tinha afetado negativamente uma pessoa inocente. Eu queria ver a cara de taxo dela quando percebesse que todo o esquema dela iria por água abaixo.
No outro dia, ela me perguntou o que aconteceu e eu contei tudo, que a senhorinha não tinha aceitado o dinheiro de volta de jeito nenhum.
Então, ela perguntou "Hum, então o que você vai fazer com o dinheiro?"
E eu respondi feito vilã de novela mexicana - "Já gastei. Comprei um pacote de cigarros de 10 maços. Agora não vou precisar comprar cigarros por pelo menos umas duas semanas."
(Risada maligna)
PS: Ela nunca mais reclamou do cigarro.
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2020.07.25 08:11 evangeon A Lenda da Menina do Bueiro.

Olá Luba, editores, gatas, papelões, e pessoas que estão a ver.
Este é um relato sobre uma noite de bebedeira.
No ano de 2011, fui em uma excursão para um Congresso de Direito, na cidade de Londrina/PR. Como todo bom estudante universitário, íamos a estes Congressos, já pensando nas festas que poderiam rolar. Então, depois da primeira noite do evento, eu e três colegas de curso, que chamarei de Mikaely, Tabata e Wagner, decidimos passear pela cidade em busca de diversão. Saímos do alojamento por volta das 22:30h, passamos em uma conveniência, compramos um garrafa de Vodka Balalaika, pegamos um táxi e fomos para o centro da cidade.
Infelizmente, era segunda-feira, e praticamente tudo já estava fechado aquele horário, e os poucos bares abertos, estavam acima do nosso orçamento. Então, alguém nos indicou um lugar chamado "Balakobako", que disse ser bom e barato. Partimos em busca do tal bar. As meninas já haviam conseguido um copo com gelo, momento em que tomei a primeira decisão errada da noite: "Vou tomar vodka pura. Quem mal pode fazer?" Como sou fraco para bebida, rapidamente já estava feliz e cantando. Em todo lugar que parávamos pra pedir informações, as pessoas riam de mim, pois já sou retardado por natureza. Bêbado então.
Enfim, não achamos o bar, e decidimos voltar a pé para o ponto de táxi e terminar de beber a vodka misturada com um refrigerante que as meninas compraram. Neste momento, Tabata que também já estava feliz, pediu carona a um rapaz que dirigia uma Van. Ele, muito gentil, aceitou levar quatro estranhos até o ponto de táxi. No caminho ele até colocou pra tocar uma música autoral, pois ele sonhava em ser pagodeiro.
De volta ao ponto de táxi, continuamos bebendo. Nisso fizemos amizade com um dos taxistas, que chamarei de Daniel. Ele disse que deixaria o turno logo mais, e que tinha whisky e energético no carro, e nos convidou para passear pela cidade. Eu relutei de início, pois é certo desconfiar de tanta generosidade, isso enquanto rolava no chão e dizia que não iria. Mas Mikaely me convenceu, pois disse que seria difícil ele sequestrar quatro pessoas. Entramos no táxi, e seguimos pelas ruas de Londrina, bebendo e curtindo som. Com os bares fechados, a primeira parada, foi em um tal Parque Iguapó. Ali as coisas começaram a sair do controle.
Ao chegar, veio aquela vontade coletiva de urinar. Eu que já estava bêbado igual uma cachorra, apenas desci do carro já fui me aliviando ali mesmo. Wagner, procurou uma árvore. E Tabata, viu um canto escuro, e adentrou no breu. Só escutei a pancada. Foi como o barulho de uma jaca madura quando cai da árvore. Tabata caiu dentro de um dos canais que escorriam as águaa da chuva para o lago que tinha no parque. Olhei para os outros e gritei: "Meu Deus, a Janaína caiu!". Os outros, sem entender nada, perguntaram quem era Janaína, e eu disse que era a menina que estava com a gente. Sim, eu havia conhecido Tabata e Wagner naquela noite, e ainda não havia decorado os nomes. Todos riram, pois achávamos que estava tudo bem.
Eu corri para a beira do lago, e Mikaely e Wagner foram atrás de mim, com medo de eu me jogar na água. Mas não o fiz. Pouco tempo depois, Daniel nos chamou de volta para o carro, pois Tabata havia se machucado. Quando chegamos, eu que já estava vendo as coisas meio embaçadas, olhei para a perna da menina e disse: "Mano, que buraco enorme na tua perna!". Ela havia batido a canela, e quase dava pra ver o osso. Ela então falou que era só colocar um band-aid e tava tudo certo. Obviamente, por estar anestesiada na cachaça.
Daniel colocou todos no carro, e rumamos para o hospital mais próximo. O primeiro era particular, e não atendeu, Tabata por razões óbvias de não termos grana. A esta altura, a menina já chorava e falava que não queria morrer. Voltamos para o carro e fomos a um hospital público. Wagner que estava mais sóbreo, acompanhou Tabata, enquanto os outros aguardavam no estacionamento. Neste momento, Mikaely disse (pois não me lembro desta parte) que eu deitei no chão do estacionamento, disse que o céu estava lindo, e apaguei. Ela me acordou e falou para eu dormir no carro. Levantei, cheguei perto dela e disse: "Estou preocupado com a Cristiane"(Sim, eu passei a noite inteira chamando Tabata de todos os nomes possíveis, menos o dela). Logo depois, entrei no carro e dormi.
Quando acordei, já estávamos andando pela cidade de novo, com todos bebendo, e Tabata já com a perna enfaixada após receber o atendimento. Foi neste momento que eu virei o bêbado chato moralista, e briguei com o pessoal, pois estávamos com uma pessoa estranha, bêbados, a menina com a perna machucada, e todos ainda bebendo como se nada tivesse acontecido. Então Daniel me disse pra relaxar, e nos levou a última parada da noite, um lugar com umas espécies de gazebos, e umas fontes com uns peixes bem bonitinhos. Ali, mais calmo, conversei com Mikaely e decidimos que já era hora de retornar ao alojamento.
Voltamos ao alojamento umas 05h da manhã. Por um azar do destino, Tabata estava hospedada em um dos quartos do segundo andar. E como ela estava com a perna machucada, subi as escadarias com ela no colo. Bebida me dá superforça ao que parece, pois nem sei como fiz aquilo.
Alguns dos universitários tinham passado a noite bebendo e fazendo algazarra no alojamento mesmo. Cumprimentamos os que ainda estava acordados, e fomos dormir. Detalhe, o alojamento era um espaço que nos foi cedido, dentro de um Seminário Palotino.
No outro dia de manhã, o Professor responsável pela excursão, entrou nos alojamentos, e passou o maior sermão, pois quase fomos expulsos pela bagunça que os outros universitários ficaram fazendo. Porém, como nós chegamos da rua já pela manhã, a maioria das pessoas que não estavam envolvidas, pensaram que fomos nós quatro que tínhamos feito a tal bagunça.
Resultado, passamos a noite fora e levamos a culpa por uma festa que não damos, e Tabata ficou conhecida na faculdade como "A Menina do Bueiro". Mas valeu a pena. Pois apesar de tudo, foi uma noite muito foda.
Desculpem o textão. Abraços! <31
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2020.06.17 22:01 sugaeuteamo O dia que quase deu polícia na casa da minha vó

Olá Matheus, Luiz, tuxo, turma, donas da casa (gatas) e interlocutor Luba que está a ver, convidado que não tem.
Eu sempre pensei em escrever essa história, e sempre me deu preguiça, mas como não tenho nada para fazer resolvi escrever ela, perdão se tiver algum erro e que eu estou acostumada em escreve só uma inglês. Tudo aconteceu na copa e 2014 onde minha tia surrou o marido e a cunhada dela. Mas antes que eu conte o fato em si, devo contar o motivo desse apocalipse na casa da minha vó. Minha tia tinha três anos de casada com esse cara que era dez anos mais novo que ela e isso estava tudo bem porém o que não estava bem era o fato dele ser um tremendo FDP porque ele traía minha tia com várias mulheres, acho que minha tia tinha tanto chifre quanto o Jean, o pior e que todo mundo sabia menos, é claro, a minha tia. Nessa época eu fui à um barzinho com uma galera da faculdade para beber em comemoração aos meus dezoito anos (Sério, fazer dezoito anos não é nada especial) a noite não podia ser melhor até que em uma determinada hora eu falei que ia ao banheiro e no caminho qual não foi minha surpresa ao encontra o marido da minha tia sentado na parte aberta do bar, bom eu como uma menina que ainda tinha esperança pensei. “Pode ser que ele esteja com minha tia.” Ledo engano, ele tanto não estava com ela como a pessoa que estava com ele era quem eu menos esperava, a mulher do meu tio (cunhada da minha tia traída) que tinha nada mais nada menos que dezessete Fuck anos de casada com meu tio, ele estava sozinho na mesa e ela chegou já beijando ele, pareciam bem íntimos o que me fez pensar que eles já tinha um tempo fazendo isso. Fiquei tão surpresa que passou até a vontade de mijar, voltei para mesa e dei uma desculpa qualquer para sair dali antes que eles me vissem. Naquele dia pensei o que devia fazer, ficar calada? Contar tudo? Poxa o casamento do meu tio com a mulher que eu chamava de tia era um exemplo para mim e o pior, ela era missionária, que moral ela tinha para dá sermão nos outros. Isso aconteceu em fevereiro que é o mês do meu niver, e agora já era dia doze de junho primeiro jogo do Brasil, eu sei a data tão precisamente por que minha vó faria aniversário dia treze de junho e os seus filhos decidiram fazer um almoço em família e convenientemente assistir o jogo na casa dela. Todos começaram a chegar e como eu moro há quatro casas da minha vó não estava com pressa, principalmente por saber que aqueles adúlteros estariam lá. Já era onze horas da manhã e eu tinha que ir, minha vó me bateria se eu não fosse, ao chegar lá vejo o meu tio conversando e rindo com o traíra e minha tia em uma roda de conversa respirando o mesmo ar que a crente do c* quente. Aquilo me deu uma raiva. Todo mundo já tinha almoçado e alguns tios, tias e primos estavam bebendo na parte de fora da casa, estava quase na hora do jogo e tudo parecia tranquilo todos estavam rindo, até que minha tia que já estava um pouco alta ,pelo álcool, levanta e vai para dentro da casa. Não demorou nem dez minutos e todos escutam estrondo de coisas caindo no chão e gritos, o que fez todos entrarem para dentro da casa. Lá encontramos a seginte cena, minha tia segurando com as duas mãos nos cabelos da cunhada dela e o traíra segurando minha tia pedindo calma. Não dava para escutar o que eles falavam era muita gritaria e palavrões, minha tia e professora de judô então ela se atracou com a mulher e depois pegou os dois de uma forma surreal ela parecia um polvo, seria engraçado se não tivesse sido tão desesperador na hora. Só sei que a briga durou uns trinta minutos. Sério uma professora de judô traída com álcool no sangue é assustadora, foi preciso quatro homens para segurar ela, parecia despacho de macumba quando o espírito desse. Minha vó começou a mandar todo mundo embora, por que avizinhas que assistem BBB estavam bisoiando pela janela e elas eram problemática, já chamaram a polícia para meu pai... Mas isso é outra história. Depois do show todos foram embora, ficou apenas a minha tia traída, meus pais, minha vó e eu, aí sim, ela desabou no choro e contou o que aconteceu, ela viu os adúlteros se acariciando e marcando de se encontrarei, tinha mais coisa mas parecia que minha tia não queria lembrar. Bom o que aconteceu depois dessa briga foi que minha tia se separou, vendeu a casa dela e foi para o Uruguai morar perto do filho dela e lá ela se casou ano passado com um pai de um aluno dela, meu tio perdoou a mulher dele mas uns meses depois descobriu que ela estava gravida e meu tio fez vasectomia, então ele se separou dela um ano depois do acontecido. Minha tia não falou com meu tio durante dois anos por ele ter perdoado a mulher dele. É essa é a história de um dos barracos que teve na minha família, tenho alguns outro que deu até polícia, e putros que o cara pulou o muro da minha casa pelado... (minha família e a vizinhança é barraqueira) mas deixa para uma próxima turma-feira, assim sobra conteúdo para os próximos vídeos. Beijos 
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2020.03.24 05:59 hebreubolado Crítica de "Mogli - O Menino Lobo" (2016) do John Favreau.

Os Livros da Selva é uma coletânea de contos do universo criado por Rudyard Kipling (1865–1936). Os dois Livros somam o total de quinze contos. Este filme adapta (ou ao menos tenta adaptar) de uma forma bastante recortada alguns contos que têm Mowgli como protagonista (importante ressalvar que não são todos os contos de Os Livros da Selva que têm o menino lobo como protagonista, alguns sequer se passam na Selva, ex: A Foca Branca, conto de número 4 na edição Clássicos da Zahar). Eu percebi inspirações no conto “Os irmãos de Mowgli”, o primeiro do universo do Kipling, “A Caçada de Kaa”, que narra o sequestro de Mowgli pelo Bandar-logo, o Povo Macaco, e “Como surgiu o Medo”, o conto mais mitológico em minha opinião, que narra o período de seca da Selva que os animais chamam de Trégua da Água. Em minha crítica, irei estabelecer algumas comparações do filme com a obra original do Kipling com objetivo de defender a opinião de que: enquanto um filme de animação, é um filme muito bem produzido, dirigido e criado, porém, enquanto adaptação cinematográfica de uma obra literária, deixou tanto a desejar, de tal forma que me faz acreditar que trata-se mais de uma adaptação da animação da própria Disney de 1967 do Wolfgang Reitherman do que uma adaptação da obra de Kipling, como veremos mais à frente. Para estabelecer essas comparações, utilizarei o meu exemplar de Os Livros da Selva: contos de Mowgli e outras histórias, da editora Zahar, publicado no ano de 2016, traduzido por Alexandre Barbosa de Souza.
Nota IMPORTANTÍSSIMA: compreendo e sou da opinião de que cinema e literatura são artes distintas e que possuem linguagens diferentes; também concordo que nenhuma adaptação é 100% fiel à obra literária, nem mesmo o tão renomado O Senhor dos Anéis; porém, quando usa-se o nome de um autor como fonte e principalmente sua obra como inspiração, é necessário o devido respeito à propriedade intelectual e criadora, não somente por questões jurídicas, mas por questões éticas. Sob esta premissa, vamos às comparações.
ATENÇÃO: Como trata-se de uma análise do filme, recomendo que a crítica seja lida somente por pessoas que já assistiram o filme. Se você também leu o livro e é um admirador da obra do Kipling e do que ela representa, será uma leitura ainda mais profunda.
O filme tem uma animação muito bonita; não entendo de cinema em termos técnicos, mas sem dúvidas trata-se de uma película bastante agradável de se assistir. Fora a animação de altíssima qualidade, as cores, personagens e músicas fazem do filme bastante agradável de se ver e rápido de assistir também. Incomoda-me em um filme que possui uma proposta infantil (a recomendação aqui no Brasil é para maiores de 10 anos de idade) hajam os famigerados Jump-scare. Imagine você sentado na sala assistindo com seu filho uma cena do Mowgli em um pasto verde e calmo e de repente BAM! Um tigre salta de trás da tela rugindo e fazendo um estardalhaço enorme. O recurso de jump-scare é, até mesmo em filmes adultos como no gênero de terror e suspense, considerado um recurso de baixa qualidade e previsível. Contei ao todo dois jump-scares no filme.
Em uma das primeiras cenas do filme vemos Mowgli, já na idade de menino (idade esta que permanece durante todo o filme. No último conto do Kipling, “A Corrida da Primavera”, ele já possui dezessete anos), assistindo uma assembléia dos lobos, que discutem se sua presença na alcateia deve ou não ser tolerada. Aqui já podemos perceber uma mudança drástica na história original: nos livros, Mowgli simplesmente aparece onde a alcateia Seonee vive, não levado por Bagheera como no filme retrata um pouco mais a frente. Akela e o lobo que criou Mowgli são dois lobos diferentes, não o mesmo: este último aparece nos contos com o nome de Pai Lobo apenas. Akela em hindi significa solteiro, solitário, o que não faz sentido colocá-lo como pai de Mowgli e dono de uma família. A intimidação do tigre Shere Khan provoca aos lobos foge do nosso autor britânico da mesma forma: enquanto que no filme o tigre não apenas mata Akela com um único golpe mas domina toda o bando, nos livros ele é intimidado pelos caninos.
“[…] Shere Khan talvez tivesse enfrentado Pai Lobo, mas não desafiaria Mãe Loba, pois sabia que, ali onde estava, ela tinha a vantagem do terreno e lutaria até a morte. Por isso voltou atrás, rosnando ao deixar a boca da caverna […]” (KIPLING, p. 33).
Bagheera e Shere Khan travam uma batalha durante a escolta de Mowgli em retorno para a vila dos homens; nos livros, essa luta nunca aconteceu.
Ao encontrar com os elefantes, a pantera negra pede para que Mowgli se ajoelhe e o informa da importância desses terríveis elefantídeos na criação e manutenção da Selva. Esse aspecto deve ser parabenizado por ter sido incorporado no filme: Kipling retratou os elefantes como a força criadora da Selva, e sendo Hathi, O Silencioso, o mais antigo deles. Embora a curtíssima cena tenha deixado implícito a importância dos elefantes, senti falta do personagem de Hathi, que é de suma importância em todos os contos que ocorrem na Selva.
“[…] Quando Hathi, o elefante selvagem, que vive cem anos ou mais, viu uma longa e esguia faixa de rocha seca bem no meio do rio, entendeu que estava olhando para a Pedra da Paz e, na mesma hora, ergueu sua tromba e proclamou a Trégua da Água, como seu pai antes dele havia proclamado cinquenta anos atrás.” (KIPLING, p. 185).
“[…] Shere Khan foi embora sem ousar rosnar, pois sabia, assim como todo mundo, que, no final das contas, Hathi é o Senhor da Selva” (KIPLING, p. 191)”.
O antagonismo inexistente de Kaa: a temível Píton é apresentada no filme como uma vilã que, após revelar a história de Mowgli para ele, tenta devorá-lo. Este personagem também foi desconstruído e teve sua personalidade alterada, assim como vários outros, que comentarei mais à frente. Nos livros, a píton é vista como um animal sábio e astuto, mas que respeita Mowgli como o Senhor da Selva que ele se tornou. A primeira vez que ele é mencionado na obra é no conto “A Caçada de Kaa”, aquele citado mais acima, que retrata o sequestro de Mowgli. Percebendo sua incapacidade de perseguir o Bandar-Log, o Povo Macaco, Baloo e Bagheera decidem pedir ajuda à píton em troca de alguns cabritos. Após relembrar Kaa de que o Bandar-log costumava chamá-lo de perneta, minhoca amarela, a pantera e o urso acabam convencendo a píton a se unir à eles na caçada aos macacos para resgatar Mowgli. O antagonismo de Kaa no filme pode ter várias explicações (que infelizmente só nos seriam acessível diretamente pelo diretor ou roteirista), porém, me parece que colocar uma cobra como vilã é um reforço de um esteriótipo medíocre. A cobra malvada. Não, sr. Favreau, isto não existe no universo de Kipling. Muito embora astuto e um caçador destemível, Kaa não apenas ajuda nesse conto em específico como também em “Cão Vermelho”, quando auxilia Mowgli na batalha contra dos lobos contra os cães vermelhos, chamados de dholes (inclusive, é nesse conto que Akela morre devido à feridas causadas na batalha contra os dholes, diferentemente da sua morte estúpida no filme com uma só mordida de Shere Khan, o que nos demonstra uma ideia bastante frágil de um lobo alfa que deveria estar a frente de sua alcateia e portanto, se o mais forte entre todos os lobos. Akela morre com pelos brancos como neve, ressaltando sua idade avançadíssima). Neste conto, Kaa fornece a Mowgli ideias de como combater e sair em vantagem contra os dholes, além de protegê-lo no rio durante o seu percurso e ser também ativo no plano de Mowgli para emboscar os dholes na toca das abelhas, etc etc.
Nem é preciso informar que não, Baloo não salvou Mowgli de ser comido por Kaa em Os Livros da Selva. Ainda no primeiro conto, “Os irmãos de Mowgli”, o Conselho da Alcateia está decidindo o destino do filhote de homem. A Lei da Selva, código de ética e moral que rege a todos os povos livres com exceção do Bandar-log, intercede a favor de Mowgli:
“Pois bem, a Lei da Selva dispõe que, em caso de disputa do direito sobre um filhote a ser aceito pela alcateia, pelo menos dois membros, além do pai e da mãe, devem interceder ao seu favor.” (KIPLING, p. 35). Adivinhe quem fala por Mowgli além dos seus pais lobos? Isso mesmo. O velho Baloo, encarregado de ensinar a Lei da Selva para os filhotes, fala em nome do menino. Sendo assim, falta apenas mais um voto. Baloo era o único fora da alcateia que tinha direito de falar no Conselho; sendo assim, restava convencer um lobo entre a alcateia para que Mowgli fosse aceito.
Porém, não foi isso que aconteceu: Bagheera intercede e, não podendo votar por não ser parte da Alcateia Seonee, argumenta em cima da Lei da Selva:
“ — Ó Akela, ó Povo Livre — ronronou -, não tenho voto na assembléia de vocês, mas a Lei da Selva diz que, não se tratando de um caso de morte, se existe uma dúvida quanto a um novo filhote, a vida dele pode ser comprada por um certo preço. E a lei não diz nada sobre quem pode ou não pagar esse preço. Estou certo?
[…] — Agora, além do voto de Baloo, acrescento um touro, e um bem gordo, que acabei de matar a menos de um quilômetro daqui, para que o filhote de homem seja aceito de acordo com a lei. Seria possível?” (KIPLING, p. 35–36). Oferta esta que o Povo Livre aceitou prontamente. Concluímos, portanto, que Baloo não apenas conheceu Mowgli desde sua chegada na Alcateia Seonee, mas foi o responsável, junto com Bagheera, por sua aceitação na alcateia. Esta alteração no roteiro do filme pode ser explicada pelo fato de que a linguagem do cinema requer algo mais dinâmico e rápido que os detalhes da literatura. Foi a forma do Favreau contar como Mowgli chegou na Selva e introduzir Baloo no filme, dois coelhos em uma cajadada só, como dizem por aí.
“E foi assim que Mowgli entrou para a Alcateia dos Lobos de Seeonee, ai preço de um touro e graças às palavras favoráveis de Baloo.” (KIPLING, p. 37) A ausência nos filmes desse aspecto da história faz com que a obra tenha um déficit e deixe de retratar uma parte bastante importante nos contos de Kipling: as reflexões filosóficas por trás do conto, tais como: o valor de uma vida entre os lobos, o conceito de moralidade (certo e errado), o valor de um homem, a questão da Lei da Selva sendo usada na prática (o que no filme não passa de uns versos engraçados que são recitados em uma decoreba), etc.
A mudança da personalidade de Baloo no filme é o que mais me irrita nessa adaptação: nos contos de Kipling, Baloo é o professor da lei da selva, como citei mais acima, e no filme, quando ele pergunta a Mowgli se os lobos cantam, o menino responde negativamente e recita para ele a Lei da Selva (dialogo que acontece no minuto 40 do filme, aproximadamente) , Baloo responde “Aí, isso não é uma canção. É um monte de regra!” FAVREAU, AMADO??
Transformar o professor da Lei em um urso trapalhão reforça o fato de o filme ser uma adaptação do filme da Disney, como citei mais acima, e acabou empobrecendo o roteiro no que diz respeito aos conceitos profundíssimos que Kipling introduz através de Baloo, desde a importância da sociedade e união (no conto “A Caçada de Kaa”), as lições que acompanharam a educação do garoto desde que ele tinha entre onze e quinze anos e até mesmo os detalhes da própria Lei da Selva, que no filme os lobos simplesmente recitam aos quatro ventos, e nos contos é aprendida desde filhotinhos pela boca do próprio Baloo.
No conto “Tigre! Tigre!”, após Mowgli decidir sair da alcateia e ir para a vila dos homens, realmente Shere Khan influencia os filhotes e habita a Pedra do Conselho, como mostrado no filme, mas esse reinado sobre os lobos dura apenas algumas páginas, ao passo de que quando Mowgli retorna para a Selva (a sua estadia na vila dos homens também foi omitida no filme), acaba dando um jeito no tigre, mas isso trataremos mais a frente.
A cena de Mowgli salvando o filhote de elefante também não existe nos contos. Também me incomoda a incapacidade de falar dos elefantes, visto que todo bicho na selva, na obra de Kipling, tem essa capacidade. Os elefantes são inteligentes como todos os outros e seu líder, Hathi, como já dito mais acima, não apenas era o mais inteligente de todos, mas o verdadeiro Senhor da Selva e criador da própria.
As engenhocas de Mowgli realmente são importantes nos contos, como no filme mostra, mas a motivação do sequestro não foi a Flor Vermelha, tão desejada pelo Rei Louie. Essa cena é tão distante da obra e das intenções do Kipling que merece, mais que todas as outras, ser tratada com mais detalhes:
Primeiro, O REI LOUIE NÃO EXISTE! Uma das características mais importantes do Bandar-log é sua incapacidade de ser organizados socialmente, por isso não têm líder. No filme, criar um personagem e colocá-lo no cargo de líder do Bandar-log acaba desconfigurando o mesmo e também o desconstruindo, o que aconteceu aconteceu com vários personagens, como vimos acima.
“- Escute, filho de homem — rugiu o urso, e sua voz ressoou como o trovão numa noite quente. — Ensinei a você a Lei da Selva inteira, que vale para todos os Povos da Selva, menos para o Povo Macaco que vive nas árvores. Eles não têm lei. São marginais. Não têm fala própria, mas usam palavras roubadas que ouvem por aí enquanto espiam e esperam no alto dos galhos. Os costumes deles são diferentes dos nossos. Eles não têm líder. Não têm lembranças. São bravateiros, fofoqueiros e fingem ser os maiorais e estar sempre prestes a desempenhar grandes feitos na selva, mas é só uma noz cair no chão que desatam a rir e se esquecem de tudo. Nós da selva não queremos nada com eles. Não bebemos onde os macacos bebem, não vamos aonde os macacos vão, não caçamos onde eles caçam, não morremos onde eles morrem. Alguma vez você me ouvir falar do Bandar-log até hoje?
- Não — respondeu Mowgli num sussurro, pois a floresta ficou muito quieta quando Baloo terminou.
- O Povo da Selva os mantém longe das bocas e das cabeças. Eles são muitos, maus, sujos, despudorados e desejam, se é que se concentram em algum desejo, ter a atenção do Povo da Selva. Mas nós não prestamos atenção neles nem quando atiram nozes e porcarias em nossas cabeças.” (KIPLING, p. 54). Segundo: a motivação do Bandar-log em sequestrar Mowgli não era para ter a flor vermelha, isto é, o fogo, e se espalhar pela floresta, mas sim simplesmente ter a atenção do Povo da Selva e usar as engenhocas de Mowgli ao seu favor. Nesse trecho que se segue, vemos mais uma vez a incapacidade de terem um líder, por isso a impossibilidade de existir um Rei Louie, dentre outros defeitos bastante característicos do povo macaco:
“ […] Eles viviam no topo das árvores, e, como os bichos raramente olham para cima, os macacos e o Povo da Selva nunca se encontravam. […] Estavam sempre a um passo de ter um líder, suas próprias leis e seus costumes, mas nunca chegavam a fazê-lo, pois sua memória não durava de um dia para o outro […]. Nenhum dos bichos conseguia alcançá-los, mas, em compensação, nenhum dos bichos lhes dava atenção, e foi por isso que ficaram tão contentes quando Mowgli foi brincar com eles e ouviram como Baloo tinha ficado bravo.
Nunca aspiraram realizar coisa alguma — no fundo, o Bandar-log nunca aspira a nada -, mas um deles teve o que lhe pareceu uma ideia brilhante e contou os outros que Mowgli seria muito útil para a tribo, porque sabia amarrar gravetos para protegê-los do vento; então, se o capturassem, poderiam obrigá-lo a lhes ensinar como fazê-lo” (KIPLING, p. 55). O conto “A Caçada de Kaa” inicia-se com Baloo repassando algumas lições para Mowgli até perceber que ele esteve com o Povo Macaco. Durante um sermão (o diálogo citado acima que começa com “escute, filhote de homem”), Mowgli é sequestrado pelos macacos, Baloo e Bagheera tentam correr atrás dele, mas acabam pedindo ajuda a Kaa, como citado mais acima. A mudança na personalidade do Bandar-log, a criação de Rei Louie e a mudança no roteiro original da história no que toca à motivação do sequestro dos macacos é o pico do distanciamento entre o filme e sua obra inspiradora. No entanto, gostaria de confessar aqui que o Rei Louie era o meu personagem favorito na animação de 1967 e a musiquinha dele é realmente contagiante, haha! A motivação para manter o Rei Louie nessa versão do filme me parece mais uma demonstração de que trata-se de uma adaptação do filme da disney de 1967, e não da obra do Rudyard Kipling. A minha crítica em relação a permanência do Rei Louie é justamente por se tratar de uma das características do Bandar-log a falta de líder. No prefácio desta edição de Os Livros da Selva que tenho em mãos, o tradutor relata o simbolismo profundo por trás do Bandar-log, o que no filme ficou ofuscado, escondido e, ouso dizer, inexistente: “ Nessa estrutura social, há o nível mais baixo de todos. Nele estão justamente os parentes mais próximos dos humanos, considerados incapazes de aprimorar a organização interna de sua sociedade. Com evidente ironia, Kipling identifica o Povo Macaco com a antítese de um real esforço de construção do bem-estar coletivo. […]” (Apresentação, p. 10) o parágrafo segue-se citando o sermão de Baloo, também citado por mim acima várias vezes, aquele mesmo que começa com “escute, filhote de homem”, onde Baloo explicita com todas as letras. A cena terrível de Baloo praticando psicologia reversa em Mowgli para que ele pense que não é amado e parta para a vila dos homens de uma vez por todas é de revirar o estômago para todo leitor de Kipling. Baloo tem uma relação não apenas de amizade com Mowgli, mas também de respeito mútuo e servidão, visto que nos últimos contos Mowgli é visto como o Senhor da Selva por todos os animais, até mesmo o próprio Hathi, o mais antigo deles. Nos contos, Mowgli decide para a vila dos homens após perceber que não era mais bem-vindo na alcaeteia seeonee (isto porque Shere Khan influenciava os lobos menores e os atiçava contra Mowgli e, tendo seus pais morrido, somente Akela estava alí para interceder por ele, e sendo já um lobo idoso, não tinha muita voz contra os muitos lobos jovens fantoches do tigre), retornando apenas para dar um jeito no Shere Khan, que estava dominando a alcateia (eu vou chegar lá, calma!), e esta parte da obra também contém um simbolismo bastante profundo, mostrando a dualidade do homem entre seus instintos animais e sua civilidade que, de certa forma, acaba castrando estes mesmos instintos. Podemos interpretar de várias formas os dos “Mowglis” que aparecem nos contos de Kipling, como a dualidade presente no homem de sua razão e suas emoções, representados pelo Mowgli na Selva, sobrevivendo através de seus instintos, e o Mowgli na vila dos homens, submetido à fala dos homens, vivendo como homens nas regalias da tecnologia (não ipods ou tablets, e sim uma simples cama e uma cabana. Lembremos que tecnologia vem do grego techne, que significa arte, e logos, que significa ciência. O conceito significa, entre outros, técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular e/ou técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular). Toda essa reflexão acerca da dualidade do homem, dos dois mundos — a Selva e a vila dos homens -, tudo isso é omitido nos filmes. A cena de Mowgli na vila dos homens tem uma duração de menos de 30 segundos. O filme força mais uma batalha inexistente: desta vez, Baloo contra Shere Khan. Mais uma vez, essa luta não existe nos contos. Sendo Baloo um urso velho e gordo, muito embora seja o mestre da lei, não possui a competência de lutar com um tigre. Ele não caça, pois se alimenta de mel e plantas. A única cena de luta que existe na obra de Kipling envolvendo o urso se encontra no conto “A Caçada de Kaa”, quando ele ajuda a cobra e a pantera a lutar contra as centenas de milhares de macacos. À propósito, esta cena também foi omitida nos filmes, o que daria uma batalha épica, e substituída por uma cena estúpida onde Baloo bajula o inexistente Rei Louie para distrair os macacos. Mowgli prepara uma tocaia, já no fim do filme, utilizando suas engenhocas e a famosa flor vermelha para matar Shere Khan. Favreau, passou bem longe de novo! No conto “Tigre! Tigre!”, quando Mowgli se encontra na vila dos homens trabalhando como pastor de búfalos, ele usa destes búfalos para encurralar Shere Khan em um defiladeiro utilizando da ajuda do velho Akela e os lobos seus irmãos para tocar o búfalo contra Shere Khan. O tigre, que havia acabado de se alimentar e por isso estava preguiçoso e preferia não lutar, acabou caindo no desfiladeiro ou morrendo pisoteado (Kipling deixa a forma de morte de Shere Khan na ambiguidade). Outro detalhe que foi omitido nos filmes e possui um simbolismo profundo foi o fato de Mowgli ter retirado a pele do tigre e posta na Pedra do Conselho, onde o lobo alfa da alcateia se posta durante os Conselhos, o mesmo lugar onde Shere Khan estava quando dominava a alcateia na ausência de Mowgli. Podemos refletir bastante sobre o que isso pode significar, levando em conta que Shere Khan é a retratação do Mal na obra de Kipling. A representação de Shere Khan foi um dos dois personagens que, na minha opinião, mais se assemelharam aos originais. Mowgli dos livros é um garoto divertido, engenhoso, e ao mesmo tempo brincalhão e bastante curioso. Devido a sua educação, cresceu mais que as crianças da cidade e de uma forma mais forte e saudável. No filme, ele não passa de uma criança entre lobos; insegura, cabisbaixa e bastante incoveniente; não vemos nenhum relato explícito do humor de Mowgli, humor este que chega ao nível de fazer piadas com Kaa e o próprio Hathi, o Senhor da Selva. A mãe-loba de Mowgli teve uma boa representação, porém, senti falta do simbolismo do seu nome, Raksha, que em sânscrito significa “pedir proteção” e, ao mesmo tempo, no budismo trata-se de um demônio, que podemos interpretar como o instinto de proteção da mãe, inato e instintivo, presente em todas as espécies, e ao mesmo tempo, na sua qualidade implacável, forte e até mesmo cruel quando se trata de proteger seus filhos. O simbolismo da mãe loba foi omitido no filme, fazendo dela apenas mais uma personagem. Shere Khan é um tigre manco, e por isso somente mata gados (KIPLING, p. 29), característica essencial para a construção do personagem e também foi omitida no filme. Shere singifica tigre e khan significa chefe no idioma hindu e persa.
No mais, gostaria de reinterar, mais uma vez pois nunca é demais, que concordo com a opinião de que o cinema e literatura são linguagens diferentes e que devem ser respeitadas como o tal, mas, novamente, a partir de um momento que um filme possui a intenção e premissa de ser uma adptação cinematográfica, há coisas que devem ser levadas em conta somente por uma questão de ética e respeito para com a obra do autor. Novamente, deixo meus elogios à direção de arte do filme e qualidade de animação, mas no que toca ao roteiro e à adaptação, eu colocaria esse filme no topo da lista de frustrações, ao lado de Percy Jackson e o Ladrão de Raios. É um filme excelente para assistir com a família e as crianças certamente vão adorar. Lembrem-se, como diria Platão, uma vida sem criticas não vale á pena ser vivida. Forte abraço à todos.
Wallace Guilhereme. Contato: [[email protected]](mailto:[email protected])
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2019.11.30 04:26 iwbbthanme Estou perdido e fodi o relacionamento com a minha família

Bom eu não sou muito ativo na comunidade e tenho um certo medo (inexplicável) de comentar ou responder em redes sociais em geral, mas ainda sim eu tenho um desabafo
Hoje eu tenho alguns problemas mentais/psicológicos ( não sei ao certo se são muito graves pois nem eu nem minha família temos coragem de procurar ajuda/diagnostico) e tudo começou na minha infância. Eu sou filho de um assassino, um homem que foi procurado pela policia e por traficantes até finalmente ser morto dois ano atras, e como é de se esperar, por ser filho desse desgraçado eu mal tive uma infância em parte por não poder sair de casa ou seria morto ( o que é impressionante é que após a morte do meu pai alguns meses se passaram e eu e minha mãe descobrimos que um membro dos traficantes que procurava meu pai estava morando no bairro vizinho) em parte por ter desenvolvido uma paranoia absurda ainda com 5 anos de idade (quando minha mãe achou que era hora de eu saber dos crimes do meu pai). Ainda nesse período eu passei a me isolar muito e após um tempo desenvolver um comportamento narcisista, pois percebi que era o que mantinha os outros longe o suficiente para não serem uma "ameça".
O tempo passou, o narcisismo foi se esvaindo aos poucos e passei a confiar um pouco mais nas pessoas, mas ao mesmo tempo que o narcisismo se ia algo tomava conta de mim aos poucos era como um vazio, minha alto estima descia a cada dia que se passava e os pensamentos suicidas (que antes eu considerava bobagem) não me deixavam (e ainda não deixam). Isso foi a mais ou menos três anos e nesse período foi quando eu pela primeira vez me uni a um circulo de amizades que me fazia bem. Eles eram gente boa cuidavam uns dos outros, mas eu cometi um terrível erro: eu me apaixonei por uma das garotas que fazia parte desse circulo de amizades. Por conta disso diversas vezes eu acabei com os sentimentos feridos e acabei ferindo os sentimentos da minha melhor amiga que veio a gostar de mim. O sentimento de vazio as vezes era mais forte as vezes mais fraco, mas sempre estava ali tentando me afogar e no fim daquele ano eu me cortei pela primeira vez, originalmente aquilo era uma tentativa de suicídio, mas assim que me cortei a dor física foi maior que o vazio e eu senti que pude respirar de novo depois de meses sofrendo por um coração partido.Não preciso nem dizer que minha mãe ficou horrorizada quando viu os cortes e me deu um puta sermão de algumas horas.
Foi no segundo ano do ensino médio (ano passado) que eu conheci os amigos verdadeiros, pessoas que aos não se falavam muito no começo e com a minha chegada e a ajuda de um amigo meu ( que conheci no mesmo ano) unimos todos e hoje somos quase uma segunda família pra maioria. Mas mesmo assim aquele maldito sentimento não quis me largar e ficava cada vez mais intenso conforme o tempo passava e passar por outra rejeição amorosa não ajudou muito. Aos poucos eu fui aprendendo a lidar com isso e como evitar situações gatilho ( infelizmente uma delas é ficar sozinho oque numa casa grande demais para 4 pessoas, onde 3 vivem trabalhando é um tanto impossível de evitar). Mais tarde eu viria a me tornar um dos melhores amigos da garota que me rejeitou e descobrir que ela tinha tantos problemas quanto eu e até mais e ser o porto seguro de alguém tendo seus próprios demônios não é nem um pouco fácil e muitas vezes o que ela me falava piorava muito meu estado, mas eu sempre fui bom em disfarçar toda a merda que circula na minha cabeça. Ano passado foi quando eu estive mais próximo de um suicidio por conta de toda a merda envolvendo a garota de quem eu gostava, mas não o fiz e se quer tentei me cortar por apresso a meus amigos e minha mãe.
Os pensamentos suicidas nunca efetivamente me deixaram (ou eu nunca os deixei , eu não sei dizer), mas se tornaram tão frequentes que hoje só me corroerem lentamente e não chegam a ser um problema muito grande, mas agora o meu maior medo ta se concretizando eu to me formando provavelmente vou perder todos os meus amigos e eu me sinto tão perdido sobre o que fazer no futuro eu não tenho planos, não tenho desejos, não tenho uma carreira que quero seguir eu só estou a deriva, enquanto eu tinha a escola eu pelo menos tinha algum objetivo algo a alcançar, mas agora que cheguei aqui eu me sinto sem chão o tempo todo a única coisa que eu tenho certeza que eu vou acabar fazendo é me matar. E para piorar nos ultimos meses eu passei por duas situações bem estressantes uma sendo o termino com a minha amiga que gostou de mim desde e o primeiro ano e depois de alguns meses simplesmente foi embora e não fala mais comigo, me evita etc. E por conta disso eu voltei a me cortar e por disso minha mãe teve uma discussão (unilateral) comigo e agora ela não olha mais na minha cara, não fala mais comigo a semanas e eu não sei mais o que fazer a cada dia que passa ela parece mais estressada eu ajo normalmente (como sempre faço independente da merda), mas ela só me ignora e isso obviamente ta me fazendo uma mal fudido e não sei o que fazer em relação a nada disso.
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2019.05.11 00:10 RYANIILDO Sexta-feira 13 : Back in white

Hum,hum...essa história foi 100% escrita por mim, e é a primeira vez que eu faço um post aqui na comunidade então... Olá!, O Jason é um dos meus personagens favoritos de filmes de terror, mais sinceramente faz tempo que não vejo uma boa história sobre ele, então eu fiz a minha própria história...e acredito que está bem ruimzinha, mas talvez você goste, ( e ainda não tá pronta...que bosta)
Perguntou um policial ao seu amigo, no centro de uma cidade chamada Cristal Woods, era relativamente pequena, e desconhecida, exceto por ser a cidade mais próxima do famoso Lago Cristal Lake, onde décadas atrás ouve uma série de assassinatos, cometidos pela lenda, Jason Voorhees, mas com o tempo e com a suposta morte de Jason toda essa história havia se perdido em meio, a tantas outras atrocidades.
Donny, acabou se distraindo porque tava ouvindo música no headphone.
Donny exclamou, tirando os fones.
Donny se disencostou da viatura de polícia, pra ver mais de perto a vidraça da loja de roupas.
Então da casa ao lado da loja, saiu um velhinho Com uma calça jeans dobrada entre as mãos.
Andou tremendo na direção dos dois, e chad sorrindo pegou a calça.
Interrompeu Donny, que claramente não tava com saco pra ouvir a história do velho, e Chad agarrou nos ombros do Donny com força e disse:
O velho Kelvin riu enquanto colocou as mãos no bolso.
Chad interrompeu tampando a boca de Donny.
Então Donny entrou na viatura, e logo Chad abriu a porta, e enquanto entrava dizia adeus ao velho Kelvin.
Ato I
Assim Donny da um suspiro de alívio, que obviamente incomoda o Chad.
Donny estava prestes a ligar os fones denovo mais preferiu dar atenção ao Chad desta vez.
Chad percebeu, que dar um sermão pro Donny seria apenas perda de tempo e saliva, era inverno , as ruas estavam cheias de Neve e a cidade já estava começando as decorações pro Natal, que seria daqui a quase um mês, e também o aniversário da filha do Chad de 6 anos, era ruiva com olhos verdes claro, um doce de criança e muito divertida, Donny não tinha planos pro Natal, muito provavelmente ele iria ficar o feriado inteiro jogando videogame, ele não ia passar o natal com os pais Devido a algumas desavenças na família.
A semana estava indo bem, nada acontecia na cidade, como sempre, então eles foram trabalhar faltando um dia pro Natal.
Eram mais ou menos umas cinco horas da tarde, Donny e Chad estavam dentro da viatura sem fazer nada apenas observando a Neve cair, bem menos o Donny que estava ouvindo música no seu fone de ouvido ( happy toghether - turtles), enquanto cantava bem baixinho com a música, o dia tava um porre como sempre então, eles ouvem uma chamada do Vic, que era o sheriff da cidade, apesar de ser o sheriff ele não levantava aquela bunda gorda dele, da cadeira de jeito nenhum.
-Vic, Bem a dona Leonor avisou que ouviu gritos na casa ao lado da dela, talvez possa estar avendo uma briga é bom você checar -
Chad, pisa fundo no acelerador e vai em direção a casa da dona Leonor pra investigar, o que demora menos de 5 minutos, e rapidamente ele e Donny descem na casa do ocorrido, logo eles vão adrentando na casa que aparentemente era bem velha, lá dentro tinha cheiro de merda, era tudo bagunçado e sujo, eles iam bem devagar e conseguiam ouvir o barulho de um grito abafado, então revisando a asa juntos eles vêm calmamente um quarto de onde poderia estar vindo os gritos, logo eles abrem a porta e vem um homem de preto tentando enforcar com uma corda, um outro rapaz de óculos e cabelos longos.
Gritou o cara que usava roupa preta, soltando o de óculos, Antes que Chad e o Donny pudéssem dizer, ou fazer alguma coisa, o cara de preto pulou a janela que ficava no lado dele, e correu pra frente da casa.
Gritou Chad correndo o mais rápido possível, pra sair daquele "lixão"
Donny questionou andando de ré do quarto.
Portanto Donny acompanhou Chad até o lado de fora, e o cara de preto pegou um ,carro velho e cinza, e sem placa, e rapidamente ligou e saiu correndo.
Então os dois entraram no carro, e sem perder tempo Chad ligou o carro, pisou na embreagem, moveu pra terceira marcha, e pisou fundo no acelerador, com o suspeito já quase sumindo na esquina a direita, por sorte havia pouco movimento na cidade, mesmo que fosse Natal a maioria da população era repleto de idosos que só queriam descansar, principalmente naquela época do ano, o barulho da sirene se espalhava por todos os lados, e todo mundo na rua ficava observando a perseguição, e ficavam facilmente impressionados com a situação.
falava Donny enquanto mexia no celular.
Chad irritado pegou o celular de Donny, e jogou pela janela.
Enquanto eles discutiam o carro do suspeito começou a diminuir a velocidade, ele era muito velho e com toda a pressão que tava levando ele não aguento, e distraídos eles não perceberam que ele ficou pra trás, bem, Chad alguns segundos depois notou, e rapidamente freiou a viatura no canto da estrada.
Chad pegou a espingarda que ficava no lado de sua cadeira e saiu da viatura empunhando a arma ja Mirando no carro do suspeito, Donny bufando decidiu levar o revólver 44., E foi bastante desanimado.
Ao chegar no carro cinza, eles perceberam que aqueles pequenos segundos foram o suficiente pra que suspeito fugisse, porém como tudo estava coberto de Neve, ficou evidente o Rastro que ele deixou.
Donny sem Questionar nem dizer nada apenas foi atrás dos rastros.
Os dois foram adentrando mais e mais na floresta até que os sol estava começando a se pôr e as pegadas estava começando a se apagar, Chad estava preucupado em chegar tarde demais, porque ele Sabia que Juliet (sua filha) não gostava quando ele demorava muito no trabalho, e Donny não tava mais aguentando aquilo, ele parou um pouco e alongou as costas.
Era uma proposta tentadora mais logo faria com que os seus esforços não fossem levado em conta, como era véspera de Natal vários dos policiais da Cidade estavam com a família, porém a cidade não podia ficar sem polícia pela semana inteira, só porque é uma cidade pequena, não quer dizer que não existe crime, então Donny aceitou já que pra ele, ficar com a família não era uma opção, e Chad também porque ama verdadeiramente o seu trabalho, e acredita que poderia deixar a família de outro polícial feliz, mesmo que ele sacrifique o tempo com a própria família.
Logo eles continuaram e o rastro levou a um lago congelado que deixava mais complicado seguir os rastros, porém, dava pra perceber o suspeito que aparentemente havia quebrado o gelo e tomado um mergulho nem um pouco acolhedor, e isso ficava claro porque eles estva acolhido no lado do buraco, mais assim que eles dois chegaram perto ele começou a andar, todo desengonçado e morrendo de frio, e Donny e Chad correram pelo gelo como se estivessem andando por cima de ovos pra evitar de acontecer a mesma coisa que o infeliz, porém alem dele evidenciar o frio, ele parecia estar com medo de alguma coisa além de um rasgado no braço que provavelmente se cortou com o gelo ou com um galho. Ele saiu do lago e foi subindo um barrando logo atrás Donny e Chad.
Assim que subiram o barranco viram uma sequência de cabanas, como se fosse um acampamento, mais eles não ingrenaram a situação, porque eles tinham um objetivo de pegar o sujeito de preto, que foi avistado entrando em uma das cabanas que Quase não abriu, assim que ele abriu, caiu no chão e mesmo que tentasse se esforçar todo aquele frio e desespero o impediam de criar forças pra se levantar, logo ficou no chão, e não demorou muito pra que a dupla de polícias conseguissem o alcançar, e já chegando lá Chad se jogou em cima do suspeito, que parecia que iria morrer congelado ali mesmo.
Falou Chad enquanto o Algemava, e o ladrão tremendo e molhado começou a suplicar:
Os dois ficaram pensando em o que fazer com o sujeito, não podiam levar ele pro carro já que ficava muito longe dali, e ja teria anoitecido e ele já teria morrido, o que fazer naquela situação, eles não podiam simplesmente deixar ele pra morrer, então do lado de fora eles começam a ouvir passos pesados.
Exclamou Chad que foi o primeiro a perceber uma presença do lado da cabana, poderia ser apenas estalos daquela madeira velha e mofada, mas claramente não era, então o suspeito começou a ficar mais agitado.
Ouvindo os gritos do meliante, Donny por preucaussão apontou a .44, pra porta enquanto os passos ficavam mais próximos, então um enorme homem apareceu, virado pro lado direito da porta.
Logo o Homem enorme, lentamente virou a cabeça, e o resto de luz que havia naquele dia iluminava uma parte do seu rosto e percebia que ele estava usando uma mascara de hockey, que estava em claramente péssimas Qualidades e totalmente rachada, e de um tom amarelado fraco, seus olhos ficavam invisíveis pela escuridão, Donny assim que percebera a máscara e toda aquela presença do Homem sentiu um frio, no estômago, não só pela aparência mais pelo modo em que moverá a cabeça, como se fosse meio robótico, toda aquela situação só o fazia visualizar um futuro nem um pouco otimista daquela situação, Chad tirou a atenção do prisioneiro,e assim que notou a figura, e lembrou daquela máscara, e sabiá de quem aquela máscara, pertencia e que nome ela remetia a todos que um dia ouvirá falar de Cristal Lake, Jason Voorhees.
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2014.10.20 13:54 MundoemGraca Quem é Jesus para Você ?

No livro de Mateus no capitulo 16 apartir do versículo 13 Jesus interroga seus discípulos sobre o que os homens achavam dele, claro que sua intenção não era saber o que os ´´homens´´ achavam ou pensavam de sua natureza, mais sim o que seus seguidores achavam. Mateus Cap. 16 Vers. 13 ao 17. Jesus havia acabado de proferir um sermão duro e difícil de digerir a alguns fariseus e saduceus que haviam o tentado, pedindo a ele algum sinal do céu. Eles queriam na verdade tentar a Jesus para que ele realizasse algum sinal miraculoso diante deles para poderem o acusar, porém Jesus sabendo o desejo e intento de seus corações respondeu-lhes: ´´Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos? ´´ Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se.
Jesus através do ´´sinal´´ do Profeta Jonas estava revelando sua identidade diante deles, porém seus corações estavam endurecidos, distantes do Deus verdadeiro, apegados a religião a ponto de não reconhecerem Jesus Cristo como o Messias de Israel. Por isso quando os seus discípulos se preocupam de não haverem trazido pão no capítulo 16 versiculo 05 ele diz: ´´Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus´´ Como é possível, os discípulos ainda estarem preocupados com pão, se eles haviam vivido milagres na presença de jesus a ponto de verem o mestre alimentar 5.000 homens com apenas cinco pães, e quatro mil homens com apenas sete pães? Por duas vezes eles haviam visto estas maravilhas. Porém seus corações ainda estavam cheios do fermento dos fariseus e saduceus.
No Capitulo 16 versículo 13 ele (Jesus)os interroga, dizendo:´´Quem dizem os homens ser o Filho do homem? ´´ E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Com essa declaração de pedro, Jesus o faz um elogio, aponto de chamá-lo de bem aventurado. disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Aqui Pedro estava revelando a natureza de Cristo, como filho de Deus o Messias de Israel. Nos dias hodiernos muitos estão como esses fariseus e saduceus citados acima, cheios do fermento da religião distante do Único Deus Verdadeiro, não só os que não o conhecem mais também os que se dizem o conhecer. Os ´´cristãos´´ da atualidade se revelam a cada dia como se não conhecessem a Cristo, pois se dizem seguidores de Jesus mais negam seus ensinamentos mais simples e essenciais para vida cristã.
Com o advento da teologia da posperidade e outras inovações adquiridas de religiões pagãs e orientais, como o budismo e pensamentos da nova era, o cristianismo protestante tem se tornado mais propenso a uma religião sincretista que nada tem a ver com o verdadeiro evangelho, que prima o amor ao próximo, a santidade e relacionamento sincero com Jesus. Quando vemos ´´crentes´´ priorizando buscar as coisas terrenas como se fossem por isso que Jesus morreu, ficamos aterrorizados e entristecidos. Igrejas realizando cultos baseados somente em dízimos e ofertas, campanhas de prosperidade e reuniões baseadas em louvores sem fundamento teológico e pregações direcionadas para aumentar a auto estima das pessoas, isso é cristianismo? Isso é conhecer a Cristo? Devemos ter a Cristo não somente como nosso salvador mais também como nosso Senhor, devemos levar a sério seus ensinamentos e sua palavra, se não correremos o risco de ser meramente mais uma religião falsa, que prioriza o homem e seus desejos. É forte mais é verdade, até quando vamos tratar Jesus como o gênio da lâmpada que apenas realiza nossos desejos quando precisamos? Fica a pergunta: Quem é Jesus para Você? ´
Autor: Jorge A. Ferreira - Autor do Livro ( A Arte de Interpretar as Escrituras) - www.mundoemgraca.com
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