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Mantenha-se informado 26/03

2020.03.26 17:54 tatubolinha2000 Mantenha-se informado 26/03

📰 JRMUNEWS 🗞 Ano 2 – Nº 403 🗺 Notícias do Brasil e do Mundo 🗓 Quinta-Feira, 26 de março de 2020 ⏳ 86º dia do ano no calendário gregoriano 🌘 Lua Crescente 2% visível
💭 Frase do dia: "Não permita que nada tire a sua capacidade de sonhar." - Gazeta FM
Hoje é dia... 🔹 do Amigo Virtual 🔹 do Cacau 🔹 da Conscientização Sobre Epilepsia 🔹 do Mercosul 🎂 Aniversário do Club ATHLETICO PARANAENSE de Curitiba
😇 Santos do dia: 🔹 Santa Lúcia Filippini 🔹 São Bráulio
🎂 Municípios aniversariantes: Fonte: IBGE • Antônio Martins-RN • Barueri-SP • Campo Redondo-RN • Capela do Alto-SP • Carapicuíba-SP • Galinhos-RN • Ipuã-SP • Itaberaba-BA • Jaçanã-RN • Lagoa de Velhos-RN • Lindolfo Collor-RS • Mariana Pimentel-RS • Martinópole-CE • Paraná-RN • Poá-SP • Porto Alegre-RS • Reserva-PR • Riolândia-SP • Ruy Barbosa-RN • Santa Luzia-MA • Santa Rita de Cássia-BA • Santo Antônio do Jardim-SP • Terra Roxa-SP • Uruoca-CE • Vera Cruz-RN • Xangri-lá-RS
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🌎 INTERNACIONAL 🌍 🇫🇷 França retira tropas do Iraque por causa do novo coronavírus 🇬🇧 Reino Unido diz que meio milhão de pessoas pedem assistência 🇬🇧 Tribunal de Londres nega pedido de fiança de Julian Assange 🇺🇳 ONU lança apelo global de US$ 2 bilhões para ajudar países vulneráveis 🇺🇸 Senado dos EUA vota pacote de US$ 2 tri para combater coronavírus 🇺🇳 OMS diz que países devem usar tempo de confinamento para combater coronavírus 🇪🇬 Egito desinfeta área de pirâmides esvaziadas de turistas 🇻🇦 Jornal do Vaticano interrompe publicação diante de pandemia 🇷🇺 Putin adia votação de mudanças para se preservar no poder
🖤 MORTES 🖤 ✝ Stuart Gordon, diretor de 'A hora dos mortos-vivos, aos 72 anos ✝ Bill Rieflin, baterista do R.E.M, aos 59 anos ✝ Floyd Cardoz, chef do 'Top Chef', por complicações do coronavírus, aos 59 anos
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🔎 #FAKENEWS: Não é verdade que Toffoli, Maia e Alcolumbre criaram a quarentena em um pacto para derrubar Bolsonaro. Fonte: Boatos..org
🛳 TURISMO ✈️ 🎒 Conheça Itabuna-BA: A Capital do Cacau, no sul do estado da Bahia está a cerca de 430 km da capital, é a quinta cidade mais populosa do estado. A cidade de Itabuna, em conjunto com o município vizinho de Ilhéus, forma uma aglomeração urbana classificada pelo IBGE como uma capital regional B, exercendo influência em mais de 40 municípios que juntos apresentam pouco mais de um milhão de habitantes. A região servia como principal ponto de passagem de tropeiros que se dirigiam a Vitória da Conquista. Na região cortada pelo rio Cachoeira, surgiu o Arraial de Tabocas, em meio à mata que então era desbravada. O nome Tabocas, segundo a tradição, deve-se a um imenso jequitibá, de cuja derrubada fora feita uma disputa, sendo aquele o "pau da taboca", ou seja, da roça que se abria. Itabuna se destaca pela vasta cultura, com grupos de teatro, grupo de capoeira, dança e bandas musicais com trabalho autoral expressivo de diferentes gêneros. Itabuna é um centro regional de comércio, indústria e de serviços. Sua importância econômica cresceu no Brasil durante a época áurea do cultivo de cacau, que, por ser compatível com o solo da região, levou-a ao 2º lugar em produção no país, exportando para os Estados Unidos e Europa. A cidade é um importante entreposto comercial do estado situado às margens da BR-101 e BR-415 e hoje se destaca com indústrias de grande porte, consolidando como polo médico, prestador de serviços e de educação. O município conta com Shoppings, um dos maiores do interior da Bahia. Fonte: Guia do Turismo Brasil
📚 FIQUE SABENDO... ...Por que o prêmio recebeu o nome de Oscar? ⁉️ Até 1931, o troféu, era chamado apenas de estatueta. Nesse ano, conta a lenda, a bibliotecária da Academia, Margaret Herrick, ao observar a estatueta em cima da mesa de um dos diretores da Academia, comentou: "Nossa, parece meu tio Oscar". Ela se referia a Oscar Pierce, um fazendeiro do Texas. O crítico de cinema Sidney Skolsky ouviu a brincadeira e a publicou. O nome pegou. O Troféu imprensa, cópia fiel do Oscar, foi criado em 1958 para premiar os melhores da TV Brasileira. Fonte: O Guia dos Curiosos
📖 BÍBLIA: Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos. Provérbios 16:3 🙏
Que seu dia seja como a vontade de DEUS: bom, perfeito e agradável!! 🥖
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
The post Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana appeared first on The Intercept.
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2017.06.19 21:26 eduardorse7 NOFAP : Afectados por el porno

Nuevas investigaciones señalan que cada vez más jóvenes entre los 13 y 25 años sufren disfunción eréctil, a causa del consumo excesivo de material triple X en internet. La buena noticia es que puede tratarse a tiempo.
Para nadie es una novedad saber que el porno es uno de los productos de mayor consumo en internet, pues se estima que el 12 por ciento de las páginas web tienen este tipo de material y el 35 por ciento de todas las descargas hechas en la red contienen imágenes y videos sexuales explícitos. Sin embargo, el rápido y fácil acceso a estos contenidos está provocando varios problemas en las nuevas generaciones. Por lo menos 25 estudios científicos con amplias muestras clínicas han revelado, durante el último lustro, que el uso habitual de porno está asociado con problemas como disminución de la libido o disfunción eréctil, que afecta cada vez más a jóvenes entre los 13 y 25 años.
Aunque las mujeres también miran porno, su nivel de consumo no es equiparable con el de los hombres. Un estudio publicado en 2014 reveló que un tercio de la población masculina miraba pornografía todos los días, y probablemente esa cifra haya aumentado ahora con el auge de los smartphones y los planes con datos de alta velocidad que permiten navegar y ver videos en alta definición al instante. Según Andrew Smiler, psicoterapeuta experto en el género masculino y autor del libro Citas y sexo: una guía para el niño adolescente del siglo XXI, por lo menos uno de cada diez jóvenes sufre disfunción eréctil. “Los niños adolescentes se habitúan a tener orgasmos viendo porno y creen que el sexo es algo fácil y que nadie les negará lo que pidan”, dice el autor. Pero la realidad es otra y cuando se enfrentan a una relación sexual real sufren bloqueos. La disfunción eréctil, problema que normalmente afecta a hombres mayores de 40 años, es un claro reflejo de esto.
Los expertos dicen que los jóvenes no se esfuerzan por desarrollar sanamente su sexualidad con otra persona, por cuenta de pasar tanto tiempo viendo porno. Por eso se les vuelve un desafío muy grande relacionarse, conquistar y saber cómo comportarse a la hora de tener sexo. “Muchos pierden sensibilidad física y psicológica a la estimulación y excitación sexual normal. Pero otros tantos, en cambio, desarrollan hipersexualidad o un deseo sexual desaforado, una conducta potenciada por el consumo excesivo de porno”, afirma Angela Gregory, psicoterapeuta sexual del Hospital de la Universidad de Nottingham, en Reino Unido. De hecho, se estima que el 85 por ciento de los hombres le piden a sus parejas hacer algo que vieron en una película triple X.
Si lo anterior se traslada al escenario de los adolescentes y jóvenes que apenas inician su vida sexual ocasiona una situación delicada, pues el porno muestra en su mayoría escenas que tienden a exagerar y deformar el acto sexual. Normalmente esto altera la percepción y las expectativas que los afectados tienen del sexo y también modifica su percepción sobre lo que resulta atractivo y placentero.
Aunque varios neurocientíficos afirman que la adicción al porno existe, pues el cerebro presenta alteraciones similares a las que se observan en los pacientes con problemas de drogadicción o ludopatía, este desorden no aparece en el Manual Diagnóstico y estadístico de los trastornos mentales DSM-5. A Smiler no le gusta hablar de adicción, sino de prevalencia de alto consumo de este tipo de material y considera que es un problema que puede tratarse con la ayuda de un especialista. “Si un hombre se masturba entre una o tres veces por semana viendo porno no tendrá problemas en su vida sexual. El problema es que lo haga a diario, de forma compulsiva y que por ello deje de relacionarse en la vida real”, afirma el autor.
Lo más importante es prevenir que los menores de edad entren en contacto con este tipo de contenidos, pues se estima que en promedio a los 11 años los pequeños ya han visto películas triple X. Por eso los expertos insisten en que se debe mejorar la educación sexual en los colegios y que los papás hablen con sus hijos desde temprana edad sobre el sexo y el porno. De esa forma, tendrán conciencia y sabrán enfrentar de mejor manera este tipo de material que pulula en la red.
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2017.01.24 08:35 Fisco2015 LA VERDAD ES QUE ESTA PRENSAMÁSMIERDA, NO DEJA DE SORPRENDERME (O MEJOR DICHO SORPRENDERNOS)

http://www.elconfidencialdigital.com/dinero/Podemos-amenaza-poder-economico-mundial_0_2862313764.html
Podemos deja de ser una amenaza para el poder económico mundial Ana Botín, Francisco González y Luis de Guindos han confirmado en Davos un cambio de percepción: PP y PSOE se van a entender; Trump y Le Pen son los nuevos desafíos
Podemos ya no asusta al poder económico mundial. Así lo han podido constatar altos ejecutivos españoles, como Ana Botín, Francisco González y Sánchez Galán, o el propio ministro Luis de Guindos, durante algunos encuentros reservados que han mantenido con líderes mundiales en el último Foro Económico de Davos.
Precisamente, Pablo Iglesias e Iñigo Errejón vienen protagonizando, en los últimos meses, una batalla sobre cómo debe ser el futuro proyecto de Podemos. Los dos máximos dirigentes se han enfrentado sobre cuál tiene que ser el estilo, el tono y, en definitiva, la manera de actuar de la formación, de aquí en adelante, en las instituciones.
“El día que dejemos de dar miedo”, defiende Iglesias,” seremos uno más y ese día no tendremos ningún sentido como fuerza política”. Mientras, Errejón responde: “A los poderosos ya les damos miedo, ese no es el reto. Lo es seducir a la parte de nuestro pueblo que sufre pero aún no confía en nosotros”.
Podemos ya no asusta al poder económico Según ha sabido El Confidencial Digital, a través de miembros de la delegación española en Davos, los presidentes del Santander, BBVA e Iberdrola mantuvieron apartes, en privado, con máximos ejecutivos de los principales fondos y bancos de inversión extranjeros, como Goldman Sachs, Blackrock y Bridgewater.
También se incorporó a algunos de esos encuentros reservados el ministro Luis de Guindos.
Estos líderes mundiales les mostraron sin rodeos su “enorme alivio” por los peligros que, desde su punto de vista, podía haber acarreado que Podemos tuviera opciones de Gobierno.
En un año en el que Francia, Alemania y, probablemente Italia, celebran elecciones, esa inquietud estaba instalada entre los ejecutivos del Foro Económico Mundial.
Les preocupaba que la cuarta economía del euro, España, entrase otra vez en una fase de inestabilidad y volviera a incumplir el déficit provocando un nuevo debate sobre si puede escapar esta vez de la sanción de Bruselas.
PP y PSOE se van entender a medio plazo Ante este cambio de escenario, altos ejecutivos, especialmente de fondos norteamericanos, han destacado a los directivos españoles que “Podemos ha dejado de ser una amenaza”. La conclusión de la mayoría es que “va a haber estabilidad en España a medio plazo”.
Dan por hecho que no va a haber elecciones anticipadas este año y probablemente tampoco antes de 2019. Consideran que el PSOE necesita tiempo para rehacerse y aunque habrá algún que otro encontronazo político, visualizan que “se va a entender con el PP”.
Reproches a España por no frenar a Podemos En la anterior edición de Davos, tal y cómo se contó en ECD, algunos de estos mismos líderes mundiales consideraban que los análisis sobre Podemos expuestos por Luis de Guindos, Ana Botín, Francisco González e Ignacio Sánchez Galán, solo pretendían calmar la incertidumbre momentánea de los grandes inversores.
Mientras, los directivos españoles no entendían la dura reprimenda. Se les vio salir de aquellas reuniones con rostro serio y abochornado. No sabían cuál era su responsabilidad directa en el auge en España del partido de Pablo Iglesias. La mayoría de ellos quedaron enmudecidos.
El mérito no es atribuible al Gobierno y la banca Ahora, en los encuentros de los últimos días, también les han trasladado que el mérito de frenar a Podemos no es atribuible al Gobierno y a la banca.
Les han reprochado no haber desarrollado “una labor de explicación y de pedagogía hacia los españoles sobre qué futuro les aguardaba si Podemos llegaba a gobernar”. Y también les han echado en cara decisiones políticas y financieras que no han contribuido precisamente a rebajar el populismo.
Consideran que no han sido tampoco capaces de explicar a la población que “lo más responsable es votar a políticos que se muestren decididos a tomar las medidas que consoliden la recuperación económica”. Hacerles ver que es necesario respaldar, en definitiva, un programa político que garantice la estabilidad y la salida de la crisis.
Por ello, algunos de estos líderes mundiales están convencidos de que han sido los propios ciudadanos quienes han decidido poner el Gobierno en manos de dirigentes que aseguren la estabilidad política, entre otras cosas para no amenazar la recuperación económica del país.
Le desplazan Trump, Le Pen y el populismo alemán El selecto foro ha tenido también lugar esta edición en otro escenario político y económico complicado. Pero ahora los desafíos apuntan a otra dirección: el mandato de Trump, el Brexit y el auge de los populismos en otros países europeos que celebran elecciones este año, como Francia, Alemania y Holanda.
Así las cosas, la elección de Donald Trump como presidente de Estados Unidos y la amenaza de la salida del Reino Unido del mercado único europeo han monopolizado los debates. Ambos asuntos son contrarios a la globalización que propugna Davos.
El nuevo presidente norteamericano ha cargado contra la globalización en campaña electoral. El único miembro de su equipo que ha asistido al Foro Económico Mundial es el gestor de fondos Anthony Scaramucci.
El pasado fin de semana además, coincidiendo con la toma de posesión de Trump y la reunión de Davos, se han dado cita también en Berlín los principales representantes de la ultraderecha europea, con la francesa Marine Le Pen a la cabeza.
Sinceramente, al leer el titular "RESPIRÉ ALIVIADO". Pero en cuanto me puse a leer más intensamente y me surgió de nuevo la "desazón". Siguen inventando. Pero claramente hablan de que pp y p..e formarán ese tanden que necesita ¿? España. Quizás lo peor lo resume este párrafo: "Por ello, algunos de estos líderes mundiales están convencidos de que han sido los propios ciudadanos quienes han decidido poner el Gobierno en manos de dirigentes que aseguren la estabilidad política, entre otras cosas para no amenazar la recuperación económica del país."
QUE FORMA TAN "ASQUEROSA" DE MENTIR
Francisco.
pd(mienten a su electorado, claro)
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2016.11.08 13:06 EDUARDOMOLINA ENTREVISTA / Mervyn King, ex gobernador del Banco de Inglaterra: "España debería abrir un debate sobre su pertenencia a la zona euro". "No tiene ningún sentido imponer altos niveles de austeridad a países cuyo único resultado es una alta tasa de desempleo y una contracción de la demanda"

Hernán Garcés
http://www.eldiario.es/alternativaseconomicas/Espana-deberia-debatir-pertenencia-euro_6_576102417.html
"El Banco de España es una institución singular: la cúpula yerra y sus inspectores aciertan. Para muestra, un botón: los inspectores avisaron al Gobierno en 2006 de la crisis que se avecinaba, alertaron años después de que la salida de Bankia supondría "nacionalizar pérdidas" y ahora denuncian "la pasividad y la autocomplacencia" de los actuales responsables de la institución. Otros vientos corren al otro lado del canal de la Mancha. El Banco de Inglaterra es una de las joyas de la corona del Reino Unido, respetado por su independencia y solidez intelectual. Si la institución mantiene su flamante prestigio después de la crisis es, en parte, gracias a un eminente profesor de economía (Harvard, MIT, LSE...), Mervyn King, que entró en la institución como economista jefe en 1991 y fue gobernador durante una década, de 2003 a 2013.
Ahora llega a las librerías El fin de la alquimia (Deusto), que ha sido celebrado por los economistas y la prensa internacional como uno de los mejores libros sobre la crisis. Cerca de cumplir los 70 años, Lord King despliega su erudición para transmitir al lector profano en economía los mecanismos de la sociedad capitalista y una completa historia de la moneda y la banca. Con la autoridad de haber sido uno de los principales protagonistas de la crisis de 2008, denuncia que el presente marco intelectual está obsoleto y que si no se hacen cambios profundos, otra crisis llegará que "colapsará nuestro sistema económico y financiero o tomará la forma de un conflicto político o incluso militar". La entrevista tiene lugar a mediados de octubre en la Facultad de Derecho de la New York University (NYU), donde King es actualmente profesor.
En su libro usted afirma que culpar a los individuos de la crisis es contraproducente. ¿Por qué?
Como explico en el libro, las personas, por naturaleza, tienden a buscar a alguien a quien culpar y castigar. ¿Pero qué ocurre si la causa del problema no sólo es de los individuos, sino del sistema? Pues que otra crisis podría volver a ocurrir. Lo hemos visto durante largos períodos de tiempo en forma de crisis bancarias; llegan a intervalos impredecibles, pero siguen llegando. Son muy difíciles de lidiar, y es la gente sencilla y trabajadora la que paga el precio, la que soporta su costo. Por ello, pienso que lo más importante que los economistas pueden hacer es intentar explicar a una audiencia mucho más amplia por qué algunas de las actuales ideas económicas nos han llevado a este desastre, y qué tenemos que hacer para cambiarlas.
Usted usted cita a Hegel ("Lo que la experiencia y la historia nos enseñan es que la gente y los gobiernos nunca han aprendido nada de la historia, o no han actuado sobre los principios que se deducen de ella"). ¿Cuándo piensa usted que la gente y los gobiernos van a aprender las lecciones de la crisis?
Me temo que hará falta otra crisis antes de que la gente realmente pueda decir que debemos hacer algo. Y pienso que la crisis de 2008 fue enorme, tanto por sus consecuencias absolutas sobre nuestras economías como por ser una crisis global que afectó a la totalidad de los países industrializados. Otra crisis del mismo tipo demostraría a la gente que hay algo esencialmente erróneo que debe ser corregido. No estoy seguro de que la gente haya aprendido, aún hoy, las lecciones de la última crisis.
Usted tiene la reputación de ser un hombre muy prudente. Sin embargo, escribió que "la siguiente crisis o colapsará nuestro sistema económico y financiero o tomará la forma de un conflicto político o incluso militar".
Pienso que sí, y lo que los políticos hacen es sólo tratar de seguir adelante, carecen de ideas. Como no han cambiado el enfoque básico, tampoco tienen respuestas. Es posible que seamos capaces de salir del paso por un largo tiempo, pero salir del paso no va a resolver el problema de volver al camino de crecimiento en el que estábamos. Después de la Gran Depresión de la década de 1930, cabía preguntarse hacia dónde iba la economía de EEUU. En realidad, veinte años después estábamos en la misma senda de crecimiento: el empleo perdido se había recuperado por completo. Estamos muy lejos de eso ahora. Podemos recuperarlo, pero solo haciendo cambios significativos en la economía mundial, tanto reequilibrando nuestras economías como reconstruyendo la forma en que regulamos las finanzas, y no veo que progresemos mucho ni en lo uno ni en lo otro.
Según el presidente del Gobierno de España, "los españoles han hecho un trabajo extraordinario en los últimos años para superar las dificultades económicas extrema y han tenido una historia de éxito que es reconocido y admirado más allá de nuestras fronteras". ¿Cuál es su evaluación de la economía española?
Obviamente ha habido algunos progresos, pero no los suficientes para que España pueda volver al pleno empleo sin tener una cuenta corriente deficitaria. Si España quisiera volver al pleno empleo pienso que sería difícil lograrlo sin tener que endeudarse de nuevo en el extranjero. Y la pregunta es, ¿ por qué alguien estaría dispuesto a prestarle a España cuando volver al pleno empleo significa tener un déficit por cuenta corriente?
Como hemos visto entre 2012 y 2015, el endeudamiento externo es posible, pero sólo funciona porque el resto del mundo piensa que cualquier préstamo a España está garantizado, esencialmente, por Alemania y otros países del Norte. Eso es algo que ellos niegan oficialmente, pero en términos prácticos la Unión Europea se las ha ido arreglando en el Sur para eliminar el déficit comercial y de cuenta corriente mediante tasas de desempleo suficientemente altas. Y España, por supuesto, aún está lejos de volver al pleno empleo.
¿En su opinión, es la austeridad un obstáculo para volver al pleno empleo?
En mi opinión, hay dos aspectos diferentes en la austeridad. Uno, que un gobierno necesita tener un programa creíble para gestionar las finanzas públicas. No puede seguir teniendo permanentemente un gran déficit presupuestario. El criterio tradicional del FMI era decir: dejemos que baje el tipo de cambio, eso hará crecer las exportaciones y te permitirá disminuir lentamente el déficit presupuestario con el tiempo, la demanda externa sostendrá a la economía y mantendrá el pleno empleo. Pero cuando pierdes la capacidad de bajar el tipo de cambio para generar mayor demanda de tus exportaciones, el único impacto que tiene la austeridad fiscal es crear más desempleo.
El verdadero problema aquí es que cuando los países del Norte de Europa se unieron a la zona euro se les dijo, y así lo dice el Tratado, que cada país se responsabilizaría de su propia deuda nacional. Después de 2010 todo eso se tiró por la ventana. En propiedad, la propuesta del Banco Central Europeo (BCE) de llevar a cabo Operaciones Monetarias de Compraventa (OMT) consistió en prometer que si un país encuentra que el tipo de interés que tiene que pagar para recibir préstamos es demasiado alto, entonces el BCE le comprará sus bonos. Eso es una transferencia de los países del Norte a los países del Sur. El BCE dijo que haría esas compras, pero en realidad nunca hicieron ninguna.
Si esas transacciones fuesen de nuevo necesarias, serían muy controvertidas, porque los economistas alemanes dicen: "Oye, mira: esta no es la unión monetaria que nosotros aceptamos firmar; nosotros firmamos una unión monetaria que no tenía una cláusula de rescate, sino sólo un Pacto de Estabilidad y Crecimiento. Entonces, ¿por qué tenemos para eso que pagar por la expansión fiscal de España, Grecia, o Portugal?". Puedes entender su punto de vista. Pero, por supuesto, si vas a los países del Sur también es verdad que no tiene ningún sentido imponer altos niveles de austeridad a países cuyo único resultado una alta tasa de desempleo y contracción de la demanda.
Lo que está faltando es la capacidad de permitir modificar la tasa de cambio. Es ingenua la idea de que tú puedes sustituir la flexibilidad del tipo de cambio presionando a la baja los salarios y precios. Puedes intentarlo, pero cada vez que hemos visto eso en la historia ha demostrado ser extraordinariamente difícil y muy doloroso. La cuestión es, ¿resulta razonable hacer sufrir a España tanto dolor para hacer frente a esta situación?
¿Y cuál es su respuesta?
La preocupación que la Unión Europea debería tener es, en mi opinión, que ahora estamos embarcados en un rumbo donde tanto los países del Norte como los del Sur de alguna manera se sienten abandonados por la forma en que el euro se ha desarrollado. España, Italia, Grecia, Portugal –y hasta cierto punto incluso Francia– han estado sufriendo por estar encerrados en un sistema de tipo de cambio fijo mucho antes de que hayan convergido plenamente en un Estado donde el pueblo estuviera dispuesta a aceptarlo.
En cualquiera otra parte del mundo donde se ha dado una unión monetaria exitosa siempre ha ido acompañada de una unión fiscal y política. Hoy esto implicaría tener un único ministro de Finanzas para la zona euro, lo que significa que los impuestos y el gasto de España sería decidido por un ministro de Finanzas en Bruselas, en Berlín o donde fuera, pero no por el ministro de Hacienda español.
Bueno, si la gente en España vota por eso, la unión fiscal podría funcionar, pero no ha votado por eso ni se le ha dicho que ese es el plan, y no veo ninguna señal en algún país europeo de que quiera sacrificar su soberanía de esa forma, entregarla a un órgano central que no ha sido elegido y que no es representativo. Pienso que, en muchos sentidos, fue una irresponsabilidad empezar una unión monetaria antes de haber creado ese grado de unión política. No puedes forzar a la gente a una unión política a toda velocidad sólo porque hay una crisis. Aquella puede evolucionar orgánicamente a lo largo de cincuenta años, o de cien, no tenemos ni idea. Pero fue una locura poner primero la unión monetaria y después creer que una crisis crearía la unión política, porque lo que ha ocurrido es lo contrario.
¿Cuál es la perspectiva desde Alemania?
Cuando Alemania decidió abandonar el marco, el pueblo alemán hizo un sacrificio extraordinario. El marco era el símbolo de una Alemania democrática y exitosa después de la guerra. Mucha gente en el mundo admiraba el éxito y la estabilidad del marco, pero lo abandonaron con la esperanza de que de ese modo vincularían Alemania a Europa, demostrarían que Alemania ya no era un país del que se debía tener miedo.
¿Cuál ha sido el resultado?
Alemania es más poderosa política y económicamente hoy que en 1999 gracias al euro, y hay más sentimiento antialemán en Europa que en cualquier otro momento desde el fin de la Segunda Guerra Mundial. Esto es muy injusto para Alemania, pero se puede entender por qué la gente piensa así. No es Alemania quien está creando el problema, es la unión monetaria. Más que antialemán, la gente debería oponerse más a la unión monetaria.
En El mundo de ayer, de Stefan Zweig, se puede leer que " para el pueblo alemán el orden ha sido siempre más importante que la libertad y la justicia. El propio Goethe dijo que preferiría una injusticia a un desorden". ¿Alemania se enfrenta a un problema de orden?
Yo lo veo de otra manera. Los intereses de Alemania hoy son muy diferentes de los intereses de España, Portugal y Grecia. Sin embargo, los políticos siguen pretendiendo que sus intereses son comunes. Ellos dicen que tienen visiones diferentes sobre cómo tiene que funcionar la unión monetaria, pero eso refleja un conflicto fundamental de intereses. Ahí es donde estamos ahora. Muchas economías del Sur de Europa, sencillamente, no son competitivas con la tasa de cambio actual, y Alemania es súper competitiva. Esto significa que Alemania tiene aún un superávit por cuenta corriente enorme, que es insostenible, y que los países del Sur tendrían un abultado déficit por cuenta corriente si consiguiesen volver al pleno empleo.
La única manera de resolver esto es reconocer que el tipo de cambio debe cambiar. Sin embargo, el problema con la unión monetaria es que al no hacerlo así están creando un conflicto entre Alemania y otros países. No es que Alemania haya provocado un conflicto o quiera tenerlo, sino que están atrapados en un sistema que lo hace inevitable: esa es la razón por la cual asistimos a un diálogo de sordos. Y ahora tenemos una situación en la que la gente que está a cargo de las instituciones europeas tampoco reconoce la realidad y piensa que la respuesta es tener un único ministro de finanzas en Europa.
Muchos políticos de la Unión Europea piensan que es la solución.
Pero eso es demasiado absurdo. Es un poco como decir que la unión monetaria está causando muchos problemas, pero sabemos la solución: asumamos que Europa es un país y el problema está resuelto. Pero no lo está. Es increíble que los políticos puedan actuar en base a una premisa tan falaz. Lo extraordinario es que nunca ha habido un tiempo en nuestra historia en el que la gente en Europa pase más tiempo viajando a los demás países, estudiando y viviendo en los diferentes países que forman Europa, casándose los unos con los otros. La gente en Europa se lleva estupendamente bien, hay mucha menos tensión. Los ingleses, por ejemplo, adoran ir a otros países. Toda la cultura del Reino Unido en los últimos 60 años se ha transformado por la posibilidad de viajar a Europa. Esto no era así hace 60 o 70 años... bebían cerveza, no tenían las mismas opciones de restaurantes... Hemos visto las pinturas y la cultura de otros países de Europa; eso es algo que a todo el mundo le encanta. No hay una tendencia nacionalista contra los países.
La gente realmente quiere llevarse bien, agradarse unos a otros, intercambiar todo tipo de experiencias, pero los políticos han decidido hacer esto más difícil imponiendo a los pueblos de Europa un calendario de integración política, lo que es completamente antinatural, y una unión monetaria que está desintegrando la economía de Europa. Es una tragedia en muchos sentidos, porque los pueblos de Europa quieren llevarse muy bien y tener relaciones pacíficas, tener más comercio y quizás disfrutar de una mayor integración con el paso de los años, quién sabe.
Es extraordinario que la integración política haya sido impuesta en Europa independientemente de lo que la gente ha dicho en sus propios países. La razón por la que a los británicos les gusta ir a España es porque es diferente del Reino Unido. La idea de que no podemos ser buenos amigos unos de otros a menos que pretendamos que somos todos ciudadanos de un Estado artificial llamado Europa es bastante absurda. Eso es un falseamiento de la historia. Es realmente trágico que esta tentativa de imponer integración política y una sola unión monetaria esté siendo impuesta en un marco temporal que ha causado tanto daño a la creación de una Europa estable y pacifica.
¿Cree usted que España debería abrir un debate acerca de su pertenencia a la zona euro?
Debería haber un debate, porque creo que es uno de los mayores obstáculos para el progreso económico en Europa, y dado que Europa es el bloque monetario dominante en el mundo, incluso más grande que el bloque del dólar, en realidad es muy importante que la gente piense con cuidado acerca de lo que está logrando y si es positivo. Tratar de suprimir el debate no va a funcionar, la gente quiere hablar de ello. No se puede simplemente dejarlo en los extremos, debería ser el principal centro de discusión y debate. Cómo hacerlo es difícil. Puedo entender que el Gobierno pueda tener dificultades debido a que son miembros de un sistema al que sienten que quieren apoyar.
Pero creo que lo que deberían hacer es intentar abrir un debate a través de toda la zona euro; es decir, cómo diablos vamos a salir del lío en el que nos encontramos, no huir hacia delante a ciegas, afirmando simplemente que casi hemos llegado. Hemos tenido problemas con los mercados financieros en 2010. La idea de que hemos resuelto estos problemas creo que es totalmente falsa.
En un artículo reciente en el 'New York Review of Books', usted criticaba el trabajo de cierto tipo de prensa en el debate sobre el Brexit. En los periódicos españoles de papel es casi un tabú hablar de si España debe salir de la zona euro; es todo lo contrario en la prensa financiera inglesa. ¿En su opinión, qué papel debería jugar la prensa en el debate económico?
Una de las lecciones de nuestra experiencia en el referéndum sobre el Brexit ha sido que la única organización que realmente intentó hacer una presentación objetiva y equilibrada de los temas fue la BBC. Es interesante que fuera mucho más criticada por la gente partidaria del remain [permanecer en la UE] porque fue equilibrada. El lado del remain dijo que el otro era obviamente idiota y que no se le debía dar ningún tiempo de antena. En realidad, la BBC hizo un muy buen trabajo en circunstancias difíciles, así que creo que las emisoras del sector público tienen una gran responsabilidad para asegurar que hay un debate y presentar las diferentes partes de la discusión. Realmente es una posición extraordinaria decir que no debes dar a la otra parte ningún tiempo en la televisión o la radio porque escuchar sus argumentos podría confundir al común de la gente.
En nuestros tribunales tenemos un sistema de jurado en el que doce hombres y mujeres buenos son escogidos para estar en un jurado, no porque sean expertos en la cuestión enjuiciada sino porque a menudo son más hábiles para juzgar el carácter y decidir si alguien está mintiendo o no. Así es como nosotros organizamos la elección de nuestros líderes políticos. El electorado a menudo es lo bastante bueno como para reconocer a alguien que está intentando sinceramente hacer lo mejor posible frente a quien está tratando de engañarlo. Y esa es la gran esperanza, la salvación de la democracia. Pero requiere que la gente tenga la oportunidad de escuchar los argumentos. Me deprimió bastante nuestra campaña del referéndum en Gran Bretaña porque ambos lados se rebajaron a la propaganda. Lo interesante fue que la mayoría de la gente corriente se dio cuenta de ello.
En su libro usted ofrece un nuevo enfoque de la crisis financiera. ¿Podría explicarlo?
Es muy interesante encontrarse en Estados Unidos porque en este país hay una gran tendencia a percibir al resto del mundo como una extensión de EE UU. Piensan que todos los problemas empezaron en EE UU, que la crisis financiera iniciada en su mercado de hipotecas de baja calidad se propagó a todo el sistema bancario estadounidenses y que eso dañó a la economía de EE UU y luego a la economía mundial. Yo siempre sigo el razonamiento inverso y digo que el problema empezó en realidad en la economía mundial, que hizo caer los tipos de interés a largo plazo y los bancos centrales de Occidente respondieron a eso recortando a su vez sus tipos de interés, lo que llevó a que el precio de todos los activos fuera hacia arriba, como el de las viviendas, por lo que la gente tuvo que endeudarse más para comprar los activos o financiarlos. El sistema bancario hizo lo que se suponía que tenía que hacer: satisfacer la demanda de créditos proporcionando más préstamo. Entonces el sistema bancario se hizo muy grande, y en vez de aumentar su capital se financió con créditos, lo que fragilizó el sistema bancario y bastó una simple chispa en un mercado, el de las hipotecas de baja calidad, para que la gente se diera cuenta de hasta qué punto era riesgoso y vulnerable el sistema bancario. Y entonces todo empezó a derrumbarse.
La razón por la que pienso que esto es importante es que si adoptas el criterio tradicional de que de alguna manera todo empezó en el mercado de la vivienda, entonces piensas que una regulación minuciosa de esa sola parte del sector financiero evitará una futura crisis y que eso hará muy fácil volver a la normalidad. Aún hoy algunos bancos centrales alrededor del mundo siguen pensando que mantener los tipos de interés bajos durante un tiempo más solucionará nuestros problemas. Sin embargo, si te vas al comienzo de todo esto lo que está muy claro es que ninguna economía puede salir de esto por sí sola. Incluso China, que sabe que tiene que tiene que pasar de producir para exportar a producir para satisfacer sus propias demandas internas, ha fracasado en hacer ese cambio en los recursos; de hecho, no tiene ante sí ningún incentivo evidente para efectuar tal cambio si al mismo tiempo el resto del mundo no reequilibra también sus economías.
Lo que tenemos delante es a países que se endeudaron, incluso países como España, que deprimieron la demanda y tienen un alto desempleo, que no están volviendo en absoluto a la normalidad, y bancos centrales que acaban reduciendo los tipos de interés. No es sólo que necesitan mantener bajo los tipos de interés, sino que tienen que continuar reduciéndolos. Y es por esta escalera mecánica hacia abajo que caminan las tasas de interés sin que nadie pueda bajarse. Considero que el problema ahora es muy serio. Solo un intento realmente substancial de cooperación entre los países puede sacarnos de ahí. Uno de los grandes obstáculos es, a mi juicio, el euro."
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2016.10.01 21:26 podemosspb El Da Vinci español que dijo 'no' a Apple. Ideas evolutivas versus ideas revolucionarias.

Noticia original con fotos en: http://www.elmundo.es/papel/historias/2016/09/30/57ecfc92e5fdea17108b463a.html
Imagine que recibe un email de un cazatalentos internacional de Apple en el que se le pide una cita para tomar un café dentro de media hora. ¿Qué hace? ¿Acudir corriendo?
Mejor montar en bici. Eso hizo Rodrigo García un día después de haber triunfado en Londres con una exposición de sus inventos en el Royal College of Art. Imposible fiarse de un taxi en hora crítica de tráfico más aún cuando vives en la otra punta de la ciudad.
Pedaleó como si fuera un escapado que huye del pelotón en una etapa del Tour hasta que milagrosamente alcanzó la meta. Entonces le informaron que había un error y que el encuentro era al día siguiente. Daba igual: había llegado a tiempo. Apple, la empresa más valorada en bolsa del mundo por aquel entonces, quería ficharlo para su prestigioso equipo de diseño. Dos años después, Rodrigo García (Vitoria, 1984) reconoce no tener mucho dinero. Pero no se arrepiente de haber rechazado la oferta del imperio fundado por Steve Jobs. Quiere seguir su propio camino.
Tras varios meses de tanteos telefónicos, por fin hace una escala en Madrid, donde viven sus padres, y podemos encontrarnos. Desconocido en nuestro país, puede presumir de haber sido el primer europeo (pionero, así los llaman) invitado a participar en el programa We Solve for X, una comunidad creada por Google que reúne a inventores y pensadores para hablar de soluciones tecnológicas y medioambientales. De su imaginación han surgido artilugios tan curiosos como una maleta que te sigue como un perrito faldero gracias al bluetooth del móvil, una nube artificial que distribuye agua y una plantilla perforada con agujeros para ver más nítidamente, ideal para fabricar gafas de forma sencilla en países en vías de desarrollo. Aunque seguramente su creación más relevante sea la gotella, al menos la que ha generado más expectativas.
Un invento que ha puesto en alerta al lobby de la industria del plástico y cuya implantación podría suponer una revolución ecológica. Sin aventurar sobre el futuro de sus proyectos, sí se puede asegurar que este chico es una de las mentes más inquietas y creativas del siglo XXI español.García espera refugiado en un toldo, que hace de escudo frente al sol de verano, de la cafetería de Avenida de América donde hemos quedado. Al contrario que con Apple, se ha presentado a la cita con cinco minutos de adelanto. Pide un zumo de naranja y va armado con un ordenador portátil y un teléfono analógico que parece rescatado de finales del siglo pasado.
¿El hombre tecnológico no tiene un 'smartphone'? (Se ríe) Éste funciona bien. Hace cuatro años me vi obligado a comprarme un smartphone en Inglaterra, que todavía uso en el trabajo, porque iba de un lado a otro siempre con un callejero de bolsillo y varias veces me equivocaba de dirección. Orientarse en Londres es complicado, hay muchas calles con el mismo nombre y tuve que recurrir a los mapas por GPS.
Es alto, ordenado y cuando no encuentra la palabra exacta, se disculpa: dice que lleva mucho tiempo comunicándose en inglés. García ha fundado en la capital británica Skipping Rocks, una empresa con un reducido grupo de socios, la mayoría químicos, levantada con ayudas europeas y el dinero de los premios internacionales que García ha ganado con sus inventos.
¿Cómo nace una idea capaz de resolver una necesidad o incluso crearla? Mira (coge su zumo de naranja), se puede decir que hay dos tendencias básicas en diseño: la primera se podría llamar evolutiva, en la que podríamos coger este vaso que ya sabemos que cumple su función y pensar en un nuevo material o en lograr un diseño más ergonómico. Con la otra tendríamos la revolucionaria, que consiste en plantearse de cero el problema de cómo beber.
¿Podríamos lograr un mecanismo capaz de beber de la mano de forma higiénica? ¿Hacer que el líquido se contenga en sí mismo sin necesidad de vaso? Ése es el planteamiento. Esa reflexión debe ser complicada cuando tienes tantos en proyectos en marcha. En nuestro grupo somos muy buenos en empezar cosas y malos para terminarlas -se ríe-. Trabajamos hasta en 20 ideas. Últimamente nos hemos dedicado a investigar en unas dobles pieles fáciles de desprender que podrían emplearse en el tratamiento de quemaduras o para protegerte del sol si vas a la playa.
En el portátil me muestra la evolución de su gotella (gota+botella), un trabajo en el que ha invertido mucho tiempo. Esta alternativa a la botella de plástico nace a partir de un alga tratada con la técnica de esferificación, un proceso de coagulación empleado durante décadas en la industria alimentaria y que Ferran Adrià trasladó a la alta cocina. De ahí surge un envase de textura gelatinosa barato (dos céntimos cada unidad), resistente, biodegradable como una piel de fruta y hasta comestible (eso sí, totalmente insípido).
Su filosofía: "No quiero llenar el mundo de cosas nuevas. Tan sólo que las cosas sean más sencillas"
Las mayores empresas embotelladoras del mundo se han puesto en contacto con él, aunque su implantación industrial parece todavía lejana. El valor de este producto creado por García radica en su coste medioambiental, infinitamente inferior al del polietileno habitual en envases y botellas. Un asunto nada baladí si tenemos en cuenta que se estima que, en la era del plástico, el ser humano lleva producidos 5.000 millones de toneladas en los últimos 40 años y sus vertederos se extienden por tierras y mares.
La imaginación de este hombre más que precoz es preclara.
De adolescente estaba convencido en estudiar diseño industrial, pero al final se decantó por la arquitectura. Iba a sorprender con su heterodoxia desde su ingreso en la Escuela de la Politécnica de Madrid. Todas sus ideas constructivas iban dirigidas a reducir el impacto del urbanismo en el paisaje y no dudó en plantear proyectos tan originales como casas que se esconden, casas con patas o algo tan arriesgado como su multipremiado proyecto final de carrera: un edificio de 12 plantas con estructuras desplegables basadas en los fundamentos de la geometría. Lo impactante es que esa mole estaba diseñada para montarse en tan sólo tres horas.
De Madrid pasaría por Suecia, India y Chile, destinos académicos tan distintos como claves en su formación. Su entusiasmo pausado no anuncia la cantidad de cosas que es capaz de hacer a la vez. Compagina su vocación científica en distintos campos con la de actor. Sí, Rodrigo García es experto en el arte teatral de la improvisación, que cultiva desde sus años escolares, incluso ha ganado alguna competición y colaborado con distintas compañías. Algo muy útil ya que para él esta disciplina y la innovación tecnológica se rigen por normas similares: «En ambos mundos hay que estar abierto a todo y aprender que el error es un acierto», asegura.
Además de su labor como profesor en Kingston y en el Imperial College y la gestión de su empresa, García viaja por toda Europa contratado por empresas de muy diferente perfil con la misión de «solucionar problemas». Es como el Señor Lobo del I+D.Cuando uno piensa en un inventor español recuerda sus libros de texto de la EGB y las menciones a Isaac Peral y su submarino o a Juan de la Cierva, precursor del helicóptero. Quien ha disfrutado de un profesor de Ciencias estimulante quizás haya oído hablar del injustamente olvidado Torres Quevedo, considerado nuestro Leonardo Da Vinci.
Otra referencia coloquial a la innovación más loca se produce al oír a nuestros padres o abuelos identificar un disparate con la frase «esto es como un invento del TBO», alusión a aquellas ideas estrafalarias como el coche salta-vallas o los melones cuadrados que ilustraban esta revista infantil de posguerra.
Tampoco resultaba extraño que en la adolescencia, cuando el ocio discurría entre billares y recreativos, un amigo sentenciara con orgullo patrio: «El futbolín es un invento español». Sin olvidar el chupachups y el gran hito de la ingeniería doméstica nacional: la fregona. Esto conforma la biblia popular de la invención española. Nuestra escasa tradición tecnológica tiene diferentes justificaciones históricas, aunque siempre en artículos y libros se cita a don Miguel de Unamuno como paradigma insigne de este retraso.
El fragmento de su obra El pórtico del templo -tan sobado como tergiversado- pronto se convirtió en la asunción atávica de la pereza científica: «Inventen, pues, ellos y nosotros nos aprovecharemos de sus invenciones. Pues confío y espero en que estarás convencido, como yo lo estoy, de que la luz eléctrica alumbra aquí tan bien como allí donde se inventó». Sea culpa o no de Unamuno (suponemos que no), lo cierto es que en España hemos inventado poco. Y el presente tampoco es optimista. Según el último informe de la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual, ocupamos el puesto 18 a nivel europeo en innovación. En el mundo, la posición 28. En cuanto a solicitudes de patentes estamos todavía más retrasados.
¿Por qué no hay más rodrigosgarcías en España?
Hay gente muy buena y mucha creatividad, de eso no hay duda, pero hay cosas que podrían funcionar mejor. Se abusa del estudio teórico y no se enseña a resolver problemas prácticos. Otra cosa que he visto es que en España la edad es un factor muy importante en el ámbito laboral. En otros países les da igual que tengas 20 ó 30 años a la hora de dirigir equipos con gente más mayor.
Planteo la misma pregunta a Carlos Elías, catedrático de Ciencia, Tecnología y Opinión pública de la universidad Carlos III de Madrid. Su diagnóstico es similar: «En nuestro sistema hay un culto a las publicaciones y un desprecio a la experiencia. Es mucho más fácil que hagan catedrático de Cine a alguien que ha hecho una tesis sobre Almodóvar que al propio Almodóvar». Gran parte de nuestras patentes nacen en el sector público. Eso genera muchas veces una falta de incentivos. El premio que reciben por su investigación los funcionarios se traduce, tras una compleja evaluación periódica, en unos pocos euros más de sueldo. Los centros donde trabajan, principalmente universidades, son los propietarios de sus patentes y los que negocian su explotación comercial.
Los inventores públicos al final se quedan con un porcentaje de los royalties que generan. «Para mí el gran problema estructural es la falta de inversión en los alumnos. En Harvard el 10% de su dinero va destinado a los profesores, mientras que en las universidades españolas es el 90%. Eso quiere decir que ellos destinan muchísimos más fondos a iniciativas de sus estudiantes, a abogados especializados en patentes, asesores empresariales, etc», explica el profesor Elías. Esto hace que nuestros rodrigosgarcías sean fruto de la generación espontánea y muchos se vayan a otros países en busca de estímulos y mayores recompensas.
"En España hay creatividad, pero se abusa de la teoría y no se enseña a resolver problemas prácticos"
En España, según los expertos consultados, lo más preocupante es la falta de inversión privada. No existe interés de fondos de capital riesgo por nuestros creadores. La mayoría de los estudiantes de Diseño del curso que imparte García en el Reino Unido colaboran en proyectos reales impulsados por empresas. Incluso muchos cobran ya royalties ganados por su trabajo sin haberse destetado aún del aula universitaria.
¿Te planteas regresar?
Si me llaman para trabajar en un proyecto interesante con buenas condiciones, estoy seguro de que sí. Dile que queda por inventar a alguien que cree que ya está todo inventado...
No quiero llenar el mundo de cosas nuevas. Tan sólo quiero que las cosas sean más sencillas. A pesar de dedicarme una hora larga, se niega a que pague el zumo (que ya no sé si es evolutivo o revolucionario) y me invita al café, algo que hay que decir no hacía nunca Unamuno, que tenía fama de tacaño entre sus contemporáneos. Pero dejemos ya de echarle la culpa a Unamuno de todo.
CINCO INVENTOS DE RODRIGO GARCÍA
Proyecto denominado Ooho! en los países anglosajones. Surge a partir de un extracto de algas Kelp y con un proceso basado en la técnica de la esferificación. Se consigue un envase sencillo, barato, ecológico e incluso comestible.
AER es un artefacto autónomo diseñado por García similar a un dirigible que purifica, transporta y distribuye el agua. Es capaz de obtener vapor a partir del agua salda del mar gracias a la energía del sol. El vapor de agua es más ligero que el aire, así que el invento puede volar y dotar de agua limpia a poblaciones que la necesitan
El sistema ZIPZIP surgió cuando el inventor estudiaba Arquitectura. Permite realizar edificaciones desplegables de gran altura. Está formado por una estructura de pares de barras, transportable, que una vez desplegada es completada con distintos elementos constructivos generando espacios habitables.
WOW es una colección de objetos funcionales basados en técnicas utilizadas por los ilusionistas. Una fregona que aparece y desaparece, una bicicleta que se dobla rápidamente gracias a un material bioestable (en la imagen), un balón que rueda solo...
El sistema HOP de García permite que tu maleta te siga. Contiene tres receptores que son capaces de recibir, identificar y triangular las distintas señales que llegan desde el teléfono móvil. Aparte de su comodidad, suprimiría todos los elementos destinados al movimiento de equipajes.
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2016.06.07 03:37 ShaunaDorothy Notas críticas sobre la “muerte del comunismo” y las condiciones ideológicas del mundo postsoviético (Noviembre de 2015)

https://archive.is/QazK6
Espartaco No. 44 Noviembre de 2015
Notas críticas sobre la “muerte del comunismo” y las condiciones ideológicas del mundo postsoviético
Por Joseph Seymour
A continuación publicamos, ligeramente editado, un documento de Joseph Seymour, miembro del Comité Central de la Spartacist League. El documento, fechado el 14 de marzo de 2009, fue una contribución a las discusiones y debates que precedieron a la XIII Conferencia Nacional de la Spartacist League/U.S., sección de la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista), ese mismo año y se publicó originalmente en Workers Vanguard No. 949 (1° de enero de 2010).
En el pleno de nuestro Comité Ejecutivo Internacional, celebrado a principios de 2008, hubo una discusión y, creo, diferencias incipientes en torno al contenido del término “muerte del comunismo”, lo cual es clave para entender las condiciones político-ideológicas del mundo postsoviético. En ese entonces, yo argumenté:
“Una cuestión importante al discutir el trabajo en Sudáfrica y México...es si estos países —se ha mencionado a China y Grecia— son una excepción a lo que hemos llamado el ‘retroceso en la conciencia’ y la ideología de la ‘muerte del comunismo’, y en qué sentido lo son. Pero el concepto de excepción implica una norma. Así que, ¿cuál es esa norma? La abrumadora mayoría de nuestra tendencia se ubica en los países capitalistas-imperialistas avanzados de Europa Occidental y Norteamérica... Es aquí donde todos los días, de manera generalizada, encontramos la ideología de la ‘muerte del comunismo’. Y creo que esto ha determinado un cierto entendimiento parcial y deformado de las delineaciones y divisiones políticas radicalmente modificadas en todo el mundo.
“Casi cada vez que usamos el término ‘muerte del comunismo’ lo vinculamos al triunfalismo burgués. No nos referimos al triunfalismo de la burguesía de la India, Egipto o Brasil. Nos referimos al triunfalismo de la burguesía imperialista occidental, principalmente la estadounidense. Pero el escepticismo respecto a la posibilidad de una sociedad comunista internacional futura —y esto es el núcleo de la ‘muerte del comunismo’— en los países del Tercer Mundo no puede identificarse con el triunfalismo y la dominación del imperialismo estadounidense. Más bien, nos encontramos con un ascenso, bastante significativo y con amplias bases de apoyo, de movimientos político-ideológicos que se presentan como oponentes del triunfalismo imperialista estadounidense. El ejemplo más obvio es, claro, el populismo nacionalista latinoamericano ejemplificado por Hugo Chávez. Pero también encontramos el mismo fenómeno en un sentido muy derechista, que es el ascenso del fundamentalismo islámico antioccidental en los países del Medio Oriente. Osama bin Laden, Hugo Chávez, Tony Blair, Bill Clinton: todos ellos representan la ‘muerte del comunismo’ de diversos modos y en diversos contextos nacionales”.
El núcleo de la “muerte del comunismo” es precisamente ése: un escepticismo respecto a la posibilidad de una civilización comunista global en el sentido marxista. Eso es un terreno común básico que comparten diversas tendencias políticas que a veces tienen actitudes fuertemente hostiles al imperialismo occidental, la democracia parlamentaria, la economía capitalista de mercado y otras cuestiones controvertidas (como la degradación ambiental), que separan a la izquierda de la derecha en el sentido convencional de estos términos.
Para asegurarme de que todos tenemos un entendimiento común de los términos, voy a reafirmar brevemente las principales características que tendría una sociedad plenamente comunista a escala global. La escasez económica ha sido superada, por lo que ha podido eliminarse el trabajo asalariado (“de cada cual, según su capacidad; a cada cual, según sus necesidades”). El trabajo enajenado ha sido remplazado por trabajo creativo, científico y cultural (Marx alguna vez usó la composición musical como ejemplo de esto). El estado se ha extinguido de manera que, en palabras de Engels, el gobierno sobre los hombres ha dado paso a la administración de las cosas. Las afiliaciones racial, nacional y étnica han desaparecido mediante una extensa procreación interétnica y la movilidad global (“el género humano es la Internacional”). La familia ha sido remplazada por instituciones colectivas para el trabajo doméstico, la crianza y la socialización de los niños.
La abrumadora mayoría de quienes se consideran izquierdistas y pasan de los 40 o 50 años, consideran que una sociedad futura como la que describí es utópica. La abrumadora mayoría de los izquierdistas más jóvenes, representados, por ejemplo, por el medio de los “foros sociales”, para todo propósito práctico desconocen el concepto marxista de la civilización comunista global y son indiferentes a él. Sus preocupaciones son defensivas y minimalistas: apoyar los derechos democráticos de los pueblos oprimidos (por ejemplo, los palestinos), detener el desmantelamiento del “estado del bienestar” en Europa Occidental o impedir que el medio ambiente se siga degradando (calentamiento global).
Voy a replantear mi argumento haciendo referencia a El estado y la revolución de Lenin. Cuando esta obra se publicó en 1918 y en las décadas subsecuentes, la principal diferencia entre los marxistas revolucionarios y las demás tendencias de izquierda tenía que ver con el tema que se discute en el capítulo I (“La sociedad de clases y el estado”). Ahí, Lenin afirma concisamente:
“La doctrina de Marx y Engels sobre la ineluctabilidad de la revolución violenta se refiere al estado burgués. Éste no puede ser sustituido por el estado proletario (por la dictadura del proletariado) mediante la ‘extinción’, sino sólo, como regla general, mediante la revolución violenta” [énfasis en el original].
En el periodo postsoviético, la diferencia más fundamental entre nosotros y las demás tendencias de la izquierda tiene que ver con el tema que se discute en el capítulo V (“Las bases económicas de la extinción del estado”) y que se explica concisamente en el siguiente pasaje:
“La base económica de la extinción completa del estado significa un desarrollo tan elevado del comunismo que en él desaparece la oposición entre el trabajo intelectual y el manual. En consecuencia, deja de existir una de las fuentes más importantes de la desigualdad social contemporánea, una fuente que en modo alguno puede ser suprimida de golpe por el solo hecho de que los medios de producción pasen a ser propiedad social, por la sola expropiación de los capitalistas.
“Esta expropiación dará la posibilidad de desarrollar las fuerzas productivas en proporciones gigantescas. Y al ver cómo retrasa el capitalismo ya hoy, de modo increíble, este desarrollo y cuánto podríamos avanzar sobre la base de la técnica moderna ya lograda, tenemos derecho a decir con la mayor certidumbre que la expropiación de los capitalistas originará inevitablemente un desarrollo gigantesco de las fuerzas productivas de la sociedad humana” [énfasis en el original].
La generación postsoviética de activistas de izquierda no puede entender fácilmente las ideas expuestas arriba porque no ha pensado en ellas.
El triunfalismo del imperialismo estadounidense no es el problema
Si bien la claridad sobre la cuestión de la “muerte del comunismo” no bastará para resolver nuestros problemas, la continua confusión a este respecto sí contribuirá a agravarlos. El no reconocer la diferencia más fundamental que nos separa del resto de la izquierda —el hecho de que no compartimos un mismo fin último— ha sido un importante factor subyacente en los recurrentes problemas políticos del partido.
Cuando aún era editor de Workers Vanguard, Jan Norden [actualmente del centrista Grupo Internacionalista] consideraba, de manera consciente y sistemática, que la “muerte del comunismo” era principalmente una expresión del triunfalismo del imperialismo estadounidense. De ahí que creyera que el levantamiento zapatista de los empobrecidos campesinos indígenas del sur de México en 1994 sería un poderoso contragolpe que debilitaría, al menos en América Latina, el efecto ideológico de la caída de la Unión Soviética. Desde que Norden desertó de nuestra organización en 1996, ha habido una tendencia en nuestro partido a amalgamar bajo el rubro de “retroceso en la conciencia” (un término que acuñé yo en la lucha contra Norden) el escepticismo respecto a la sociedad comunista futura, el triunfalismo imperialista occidental y el reformismo socialdemócrata tradicional. Algunos camaradas han argumentado que la principal diferencia que nos separa del resto de la izquierda versa sobre si el estado capitalista puede o no reformarse, como si estuviéramos en los tiempos de Lenin contra Kautsky en la secuela inmediata de la Revolución de Octubre.
Una formulación estándar tanto en nuestra literatura pública como en nuestro discurso interno es que el efecto de la “muerte del comunismo” ha sido internacionalmente “desigual”. El término “desigual” implica que el efecto puede medirse cuantitativamente en una escala lineal: muy alto en Estados Unidos y Francia, mucho más bajo en México y Sudáfrica. Como alguna vez fui estudiante de economía académica y después fui maestro, me imagino una gráfica de barras que mide y compara, por ejemplo, la producción nacional per cápita de distintos países. Pero el efecto diferencial que tuvo internacionalmente la “muerte del comunismo” no puede entenderse de ese modo. Lo que encontramos no son distintos niveles, sino distintas formas de la ideología postsoviética.
Tomemos por caso a Rusia. Al explicar el concepto de la “muerte del comunismo”, frecuentemente usamos la formulación de que la antigua Unión Soviética es considerada, en el mejor de los casos, un “experimento fallido”. Eso en general es cierto en Europa Occidental y Norteamérica. No es tan cierto en el Tercer Mundo. Y no es cierto en absoluto en Rusia. Todo lo contrario. El sector políticamente dominante de la nueva clase capitalista rusa, representado por Vladímir Putin, considera que la Unión Soviética fue el más exitoso de los experimentos, por decirlo así, de la construcción estatal centrada en Rusia. En 2005, Putin declaró que el colapso de la Unión Soviética había sido “la mayor catástrofe geopolítica del siglo XX” (citado en Edward Lucas, The New Cold War: Putin’s Russia and the Threat to the West [La nueva Guerra Fría: La Rusia de Putin y la amenaza al Occidente, 2008]). Supongo que en toda la sociedad rusa está extendida una actitud similar respecto a la antigua URSS.
En los últimos años, el régimen de Putin y en general la élite rusa han querido restaurar la reputación histórica de Stalin como el gran líder de una potencia mundial dominada por Rusia en el siglo XX. El embajador ruso en la OTAN adorna su oficina con un retrato de Stalin. Un popular programa de televisión, “El nombre de Rusia”, ubicó a Stalin como uno de los cinco personajes históricos más grandes del país (Economist, 27 de noviembre de 2008). En 2007, una guía educativa de patrocinio oficial, Una historia moderna de Rusia, 1945-2006: Manual para el maestro, comparaba favorablemente a Stalin con Pedro el Grande: “Stalin siguió la lógica de Pedro el Grande: exigir lo imposible...para obtener lo máximo posible”. Luego continúa:
“Él [Stalin] es considerado uno de los líderes más exitosos de la URSS. El territorio del país llegó a los límites del viejo imperio ruso (y en algunas áreas lo sobrepasó). Se consiguió la victoria en una de las mayores guerras; la industrialización de la economía y la revolución cultural se llevaron a cabo con éxito, lo que produjo no sólo educación de masas, sino el mejor sistema educativo del mundo. La URSS llegó a ser uno de los países líderes en ciencias; el desempleo fue prácticamente derrotado”.
—citado en Lucas, The New Cold War
No precisamente la descripción de un “experimento fallido”.
En cierto modo nos es más difícil lidiar con la forma que la “muerte del comunismo” presenta en Rusia que la que tiene en Europa Occidental y Norteamérica. En estas últimas regiones, la antigua Unión Soviética todavía se identifica principalmente con el “socialismo”, no con el “imperialismo ruso”. Stalin se considera un discípulo de Marx y Engels y como tal en general se le condena. En Rusia, Stalin se considera el sucesor de Pedro el Grande y Catalina la Grande, y como tal se le ensalza. Para muchos rusos, el comunismo no ha muerto porque nunca estuvo vivo.
Incluso antes de que la severidad de la actual desaceleración económica mundial se volviera evidente el pasado otoño, el triunfalismo del “libre mercado” había dejado de ser una corriente importante en el clima de la opinión burguesa incluso en Estados Unidos. Hoy, hay voceros prominentes y respetados del capital financiero estadounidense, como el antiguo director de la Reserva Federal, Paul Volcker, que anuncian una desaceleración global profunda y prolongada. Las comparaciones con la Gran Depresión de los años 30 se han vuelto un lugar común. El alcalde tory [conservador] de Londres comentó que en estos días leer el Financial Times de esa ciudad es como frecuentar una secta suicida milenarista. Sin embargo, ninguna opinión burguesa actual se muestra preocupada por la posibilidad de revoluciones socialistas inminentes en ningún lado o la resurrección de partidos comunistas de masas que reivindiquen la tradición marxista-leninista.
De fines y medios: Un recorrido histórico
En la sección titulada “La fase superior de la sociedad comunista” del capítulo V de El estado y la revolución, Lenin escribió:
“Desde el punto de vista burgués, es fácil declarar ‘pura utopía’ semejante régimen social y burlarse diciendo que los socialistas prometen a todos el derecho a recibir de la sociedad, sin el menor control del trabajo realizado por cada ciudadano, la cantidad que deseen de trufas, automóviles, pianos, etc. Con estas burlas siguen saliendo del paso, incluso hoy, la mayoría de los ‘sabios’ burgueses, que demuestran así su ignorancia y su defensa interesada del capitalismo”.
Con el término “sabios burgueses”, Lenin se refería a los intelectuales que apoyaban y justificaban abiertamente el sistema económico capitalista. Lenin no incluía en esta categoría a los voceros ideológicos de la II Internacional (Socialista), como Karl Kautsky, que se consideraba a sí mismo un marxista ortodoxo.
Si para 1917-1918 los líderes del ala derecha de los partidos socialdemócratas de masas (como Friedrich Ebert en Alemania, Albert Thomas en Francia o Emile Vandervelde en Bélgica) seguían creyendo o no subjetivamente en una futura sociedad socialista es un asunto distinto. Lo más probable es que no. Pero ninguno de ellos repudió públicamente la meta tradicional del movimiento socialista como proyecto utópico.
Al principio de la Revolución Alemana, en noviembre de 1918, el centrista Partido Socialdemócrata Independiente puso una serie de condiciones (exigencias) a su participación en un gobierno de coalición con el Partido Socialdemócrata (SPD) sobre la base de los consejos de obreros y soldados que entonces existían. La primera de ellas era: “Alemania debe ser una república socialista”. A eso, la dirección del SPD respondió: “Esta exigencia es la meta de nuestra propia política. Sin embargo es el pueblo quien debe decidir esto a través de la asamblea constituyente” (citado en John Riddell, ed., The German Revolution and the Debate on Soviet Power: Documents, 1918-1919: Preparing the Founding Congress [La Revolución Alemana y el debate sobre el poder soviético: Documentos, 1918-1919: Preparando el congreso de fundación, 1986]). Al atacar la Revolución de Octubre y a la recién nacida Internacional Comunista, los líderes socialdemócratas condenaban principalmente la dictadura del proletariado como una violación de la democracia, que identificaban con un gobierno de tipo parlamentario elegido por sufragio universal e igual.
Aquí es útil revisar el libro Moscú bajo Lenin, unas memorias que escribiera a finales de los años cuarenta y principios de los cincuenta Alfred Rosmer, colega y amigo de Trotsky. Rosmer había sido anarquista y después uno de los principales intelectuales sindicalistas de Francia, antes de sumarse a la recién fundada Internacional Comunista. En estos recuerdos, Rosmer narra la reacción inicial que provocó El estado y la revolución de Lenin entre los socialdemócratas ortodoxos como Kautsky y Jean Longuet (el nieto de Marx) así como entre los anarquistas:
“Era un libro extraordinario y su destino fue singular: Lenin, marxista y socialdemócrata, era atacado por los teóricos de los partidos socialistas que invocaban el marxismo: ‘¡Eso no es marxismo!’ gritaban, es una mezcla de anarquismo, de blanquismo; ‘de blanquismo a la salsa tártara’, escribía uno de ellos para hacer una frase ingeniosa. Por el contrario, este blanquismo y su salsa eran para los revolucionarios situados fuera del marxismo ortodoxo, sindicalistas y anarquistas, una agradable revelación. Jamás un lenguaje semejante salía de las bocas de los marxistas que ellos conocían”.
Louis-Auguste Blanqui (1805-1881) fue el último de los grandes representantes de la tradición comunista jacobina originada con la Conspiración de los Iguales de Babeuf en los últimos días de la Revolución Francesa. La concepción babeufista del comunismo (desarrollada en una sociedad preindustrial) tenía que ver con la distribución y el consumo más que con la producción y la superación de la escasez económica. Sin embargo, al calificar a Lenin de “blanquista”, Kautsky, Longuet et al. no se referían a ese aspecto de la perspectiva jacobino-comunista. El “blanquismo” de Lenin era para ellos el derrocamiento insurreccional del estado capitalista organizado y dirigido por un partido revolucionario de vanguardia.
Como señala Rosmer, El estado y la revolución fue muy bien recibido entre varios anarquistas y sindicalistas, algunos de los cuales creyeron que Lenin se estaba moviendo del marxismo hacia el campo político de ellos. Sin embargo, los anarquistas más cultivados en cuestiones de doctrina entendieron que, si bien Lenin estaba de acuerdo con la necesidad de un derrocamiento insurreccional del estado burgués, todavía sostenía, e incluso enfatizaba, el programa marxista de la dictadura del proletariado como transición a una sociedad plenamente comunista. A este respecto, Rosmer cita a un anarquista alemán, Erich Mühsam, que, estando preso en 1919, escribió:
“Las tesis teóricas y prácticas de Lenin sobre la realización de la revolución y de las tareas comunistas del proletariado han dado a nuestra acción una nueva base... Ya no hay obstáculos insuperables para la unificación del proletariado revolucionario entero. Los anarquistas comunistas, ciertamente, han tenido que ceder en el punto de desacuerdo más importante entre las dos grandes tendencias del socialismo; han debido renunciar a la actitud negativa de Bakunin ante la dictadura del proletariado y rendirse en este punto a la opinión de Marx”.
Para Mühsam, el “desacuerdo” entre Bakunin y Marx respecto a la dictadura del proletariado tenía que ver con el medio de llegar a un fin último que ambos compartían: una sociedad igualitaria sin clases y sin estado.
Todos sabemos que en una polémica política las ideas y posiciones que no se discuten son, a su modo, tan importantes como las que se discuten. Uno no discute contra posiciones que el oponente no sostiene y especialmente donde hay un terreno común. Por ejemplo, al polemizar contra liberales negros o izquierdistas radicales en Estados Unidos, no refutamos la falsa noción que exponen algunos racistas de derecha de que los negros son “inferiores” a los blancos. En 1918-1920, Lenin y Trotsky escribieron sendos libros polémicos contra Kautsky. En ningún lado de La revolución proletaria y el renegado Kautsky como tampoco en Terrorismo y comunismo se argumenta contra la posición de que la sociedad comunista en el sentido marxista sea algo utópico, pues Kautsky no defendía tal posición.
Adelantémonos hasta finales de los años treinta, cuando el movimiento comunista internacional estaba ya totalmente estalinizado. Consideremos específicamente al joven Maxime Rodinson, un intelectual judío francés que luego se convertiría en un prominente académico de izquierda especializado en el Medio Oriente y la sociedad islámica. En un ensayo de 1981 titulado “Autocrítica”, Rodinson recordó cuál fue el estado de espíritu que lo llevó a ingresar al Partido Comunista Francés en 1937 (al cual abandonó en 1958):
“La adhesión al comunismo implicaba, e implica todavía, comprometerse con una lucha que supuestamente le permitirá a la humanidad realizar un salto esencial y eminentemente benéfico: acabar con un sistema que permanentemente produce pobreza y crimen, que subyuga y condena a millones de personas a lo largo del mundo a una vida atroz o incluso a la muerte. La intención es crear una humanidad liberada en la que todos puedan florecer hasta donde se los permita su potencial, en la que el colectivo de seres libres controle la administración sobre las cosas y establezca el mínimo indispensable de reglas para armonizar las relaciones entre los seres humanos”.
—Cult, Ghetto, and State: The Persistence of the Jewish Question (Culto, gueto y estado: La persistencia de la cuestión judía, 1983)
Como intelectual, Rodinson podía articular las metas liberadoras del marxismo mejor que los muchos millones de obreros jóvenes que ingresaron a los partidos comunistas de Francia e Italia, la India y Vietnam y otros lugares durante la era de Stalin. Sin embargo, muchos de esos obreros —aunque ciertamente no todos— también estaban motivados por una visión del futuro de liberación social multilateral. No consideraban a los partidos comunistas como meras agencias políticas para defender y promover sus intereses económicos o sociales (por ejemplo, nacionales) dentro del sistema capitalista-imperialista existente.
En general, los obreros políticamente avanzados y los intelectuales izquierdistas que apoyaban a los partidos socialdemócratas de masas no compartían la concepción marxista de una sociedad genuinamente comunista. Pero ellos también aspiraban a una sociedad radicalmente diferente y mejor que la presente. En 1961, un intelectual socialdemócrata de izquierda, el británico Ralph Miliband, publicó un libro altamente crítico del Partido Laborista titulado Parliamentary Socialism: A Study of the Politics of Labour [Socialismo parlamentario: Un estudio de la política del laborismo]. El libro apareció en la secuela inmediata de un intento fallido por parte de los líderes del ala derecha del partido por deshacerse de la Cláusula IV de la constitución partidista de 1918. La Cláusula IV en general se consideraba el programa máximo del Partido Laborista: “Asegurar a los trabajadores manuales e intelectuales la plenitud de los frutos de su industria y la más equitativa distribución de todo cuanto sea posible, sobre la base de la propiedad común de los medios de producción, distribución e intercambio”. Al describir la batalla sobre la Cláusula IV que tuvo lugar en 1959-1960, Miliband escribió: “Ante la violenta resistencia [por parte de las bases obreras del partido] que encontró, la propuesta tuvo que abandonarse”. Para los años 80, ya nadie hubiera usado el término “socialismo parlamentario” para encapsular el programa o incluso la doctrina oficial del Partido Laborista británico. Y, en 1995, la Cláusula IV fue suprimida del programa formal del partido en una conferencia especial, pese a la oposición de algunos de los grandes sindicatos.
De principios a mediados de los años 60, hubo en Estados Unidos una radicalización de izquierda entre la juventud estudiantil y algunos intelectuales de mayor edad. Una expresión institucionalizada de esto fue la Conferencia de Académicos Socialistas que se celebraba anualmente en la ciudad de Nueva York. En 1966, los organizadores de la conferencia invitaron al historiador marxista Isaac Deutscher a dar una presentación sobre el “hombre socialista”. En esa época, el carácter cultural y sicológico de una sociedad verdaderamente socialista era un asunto de vivo interés entre los jóvenes intelectuales izquierdistas no sólo en Estados Unidos, sino en todo el mundo. Por ejemplo, a principios de los años 60, el Ché Guevara escribía sobre la eliminación del trabajo enajenado en la Cuba “socialista”. Para un análisis retrospectivo del pensamiento de Guevara a este respecto, ver: “‘Radical Egalitarian’ Stalinism: A Post Mortem” [Estalinismo “igualitario radical”: Un post mortem] en Spartacist [Edición en inglés] No. 25 (verano de 1978). En su presentación sobre el “hombre socialista”, Deutscher tocó diversos puntos en los que la generación postsoviética de activistas de izquierda no está pensando en absoluto.
Huntington contra Fukuyama, otra vez
Empecé a desarrollar mis pensamientos sobre la “muerte del comunismo” y las condiciones ideológicas del mundo postsoviético principalmente durante las discusiones informales que tuve con Norden entre 1991 y su salida de nuestra organización en 1996. Como ya se ha señalado, Norden identificaba la “muerte del comunismo” principalmente como una expresión del triunfalismo imperialista estadounidense. Así, él solía ligar ese término con la fórmula de un “nuevo orden mundial”, que George Bush había proclamado en el momento de la Guerra del Golfo de 1991 contra Irak. Norden creía que el que el cuerpo central de la dirección de nuestra tendencia hubiera reconocido que el carácter del periodo postsoviético estaba marcado por un retroceso histórico en la conciencia de la clase obrera internacionalmente era una capitulación a las presiones del triunfalismo imperialista estadounidense.
La forma en que Norden enfocaba esta cuestión estaba influenciada por las opiniones del intelectual de derecha estadounidense (entonces neoconservador) Francis Fukuyama, que declaró que el colapsó del bloque soviético había marcado “el fin de la historia”. Una versión sobresimplificada de la tesis del “fin de la historia” de Fukuyama llegó a ser muy conocida entre lo que podría llamarse el público educado estadounidense, el tipo de gente que está suscrito al New York Review of Books y ocasionalmente lee el Foreign Affairs. No sé si Norden leyó realmente a Fukuyama. Yo sí lo hice, y también leí a otros ideólogos burgueses de la derecha estadounidense, especialmente a Samuel P. Huntington y Zbigniew Brzezinski, quienes disentían fuertemente de la versión color de rosa que tenía Fukuyama del mundo postsoviético. Estoy volviendo a este debate porque me fue útil para entender la relación entre la “muerte del comunismo” y las diversas corrientes postsoviéticas de la ideología burguesa, especialmente en los países capitalistas occidentales (pero no exclusivamente en ellos).
Fukuyama tomó el término y el concepto de “fin de la historia” del filósofo alemán Georg Hegel. Hegel usó esa expresión para describir las consecuencias histórico-mundiales de la Batalla de Jena de 1806, en la que el ejército de la Francia napoleónica derrotó al reino de Prusia. Tras la batalla, los franceses ocuparon y gobernaron el sur y el oeste de Alemania. Hegel estuvo entre los pocos intelectuales alemanes prominentes que apoyó al régimen napoleónico, al que consideraba históricamente progresivo, y colaboraron con él.
La concepción hegeliana del “fin de la historia” tenía un componente negativo y uno positivo. El componente negativo era que la ideología dominante de la Europa feudal tardía —el absolutismo monárquico sancionado y apoyado por las iglesias cristianas— había perdido su antiguo poder de determinar el curso futuro de la historia. El componente positivo era que los principios liberales de la Revolución Francesa, tal y como Hegel los entendía (y como los representaba Napoleón), habían llegado a ser capaces de conquistarlo todo en el ámbito de las ideas y con el tiempo se establecería a lo largo de Europa un nuevo orden sociopolítico en conformidad con el nuevo Zeitgeist (espíritu de los tiempos).
De igual modo, la versión de Fukuyama del “fin de la historia” tenía componentes negativos y positivos. El componente negativo, desde luego, era la “muerte del comunismo”:
“Si bien todavía hay en el mundo poder comunista, éste ha dejado de reflejar una idea dinámica y atractiva. Quienes se consideran a sí mismos comunistas se ven obligados a librar continuas batallas de retaguardia para preservar algo de su antigua posición y su antiguo poder. Los comunistas se encuentran en la poco envidiable situación de defender un orden social viejo y reaccionario cuya hora ha pasado ya hace mucho, como los monárquicos que lograron llegar al siglo XX”.
—The End of History and the Last Man (El fin de la historia y el último hombre, 1992)
Aquí Fukuyama expresa lo que es una moneda corriente entre todas las tendencias de la ideología burguesa postsoviética.
Eran las conclusiones positivas que sacó del colapso del bloque soviético las que constituían el núcleo de su tesis del “fin de la historia”. Sostenía que los valores socioculturales y las correspondientes instituciones económicas y políticas del mundo capitalista occidental terminarían por imponerse eventualmente a escala global:
“Es en este marco donde el carácter marcadamente mundial de la revolución liberal adquiere una especial significación, puesto que constituye una evidencia más de que está operando un proceso que dicta un patrón evolutivo común para todas las sociedades humanas; en pocas palabras, algo así como una Historia Universal de la Humanidad en dirección a la democracia liberal...
“Y si hemos llegado a un punto en el que se ha vuelto difícil imaginar un mundo sustancialmente distinto al nuestro, en el que el futuro no representa de ninguna manera evidente u obvia una mejoría respecto a nuestro orden actual, luego entonces debe considerarse la posibilidad de que la Historia misma haya llegado a su fin” [énfasis en el original].
La noción de Fukuyama de una “revolución liberal” universalmente triunfante sufrió un denso fuego por parte de algunos voceros intelectuales prominentes del imperialismo estadounidense. Su principal antagonista fue Samuel P. Huntington, que contraponía su propia tesis del “choque de civilizaciones” al “fin de la historia” de Fukuyama. Refiriéndose a este último, Huntington comentó con condescendencia: “El momento de euforia del fin de la Guerra Fría generó una ilusión de armonía, que pronto se reveló como tal” (The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order [El choque de civilizaciones y la reconstrucción del orden mundial, 1996]). Sin duda, Huntington concordaba con Fukuyama en que ya nunca podría haber estados poderosos ni un movimiento político internacional con apoyo de masas que afirmara representar una alternativa universal, como el comunismo, al capitalismo tipo occidental y la “democracia”. Pero también sostenía que una buena parte del mundo —y en particular Rusia, el Oriente islámico y China— se vería dominada por gobiernos y movimientos políticos antioccidentales basados en valores y tradiciones nacionales y religioso-culturales:
“En este nuevo mundo, los conflictos más generalizados, importantes y peligrosos no serán entre clases sociales, entre ricos y pobres, ni entre otros campos económicamente definidos, sino entre pueblos provenientes de diferentes entidades culturales...
“La civilización occidental es la más poderosa y seguirá siéndolo durante muchos años. Sin embargo, comparado con el de otras civilizaciones, su poder está declinando. Cuando el Occidente intenta afirmar sus valores y proteger sus intereses, las sociedades no occidentales enfrentan una alternativa. Algunas intentan emularlo o colgarse de él. Otras sociedades confucianas e islámicas intentan expandir su propio poder militar y económico para resistir y ‘contrarrestar’ a Occidente. Un eje central de la política mundial posterior a la Guerra Fría es, pues, la interacción del poder y la cultura occidentales con el poder y la cultura de civilizaciones no occidentales”.
El debate Huntington/Fukuyama subraya la necesidad de que diferenciemos entre la creencia en la “muerte del comunismo”, que es generalizada y sigue siendo actual, y el limitado y efímero triunfalismo imperialista estadounidense en la secuela inmediata de la caída de la Unión Soviética.
Breves conclusiones
Una pregunta importante que enfrentamos puede ser formulada de este modo: ¿es posible que un levantamiento espontáneo, que implique a grandes sectores de la clase obrera, contra un gobierno derechista, pueda llevar a situaciones prerrevolucionarias o incluso revolucionarias (es decir, a órganos de poder dual) aun si la masa de los obreros y los trabajadores en general no aspira al socialismo? Yo creo que sí. Aunque nunca hemos experimentado semejante acontecimiento, no debemos descartarlo. Por ahora, nuestra tarea principal consiste en propagar una visión marxista del mundo con la expectativa de reclutar cantidades relativamente pequeñas de intelectuales izquierdistas y obreros avanzados. Parafraseando a John Maynard Keynes: cuando la realidad cambie, cambiarán nuestras perspectivas.
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2016.05.24 15:28 ShaunaDorothy Las "reformas de mercado" en China: Un análisis trotskista ¡Defender al estado obrero deformado chino! ¡Por la revolución política proletaria! (1 - 2) (Primavera de 2007)

https://archive.is/mnbfW
Espartaco No. 27 Primavera de 2007
Las "reformas de mercado" en China: Un análisis trotskista
¡Defender al estado obrero deformado chino! ¡Por la revolución política proletaria!
El siguiente artículo ha sido traducido de Workers Vanguard Nos. 874 y 875 (4 de agosto y 1º de septiembre de 2006), periódico de nuestros camaradas de la Spartacist League/U.S.
Hace dos años, dos intelectuales estadounidenses de izquierda, Martin Hart-Landsberg y Paul Burkett, produjeron una severa y amplia condena a la economía china de la era de “reformas” desde una perspectiva supuestamente marxista. Su artículo, “China y el socialismo: Reformas de mercado y lucha de clases”, fue publicado originalmente en Monthly Review (julio-agosto de 2004) y subsecuentemente publicado como libro. En particular, los autores se dirigen a los intelectuales “progresistas” que consideran a China un modelo exitoso de desarrollo económico alternativo a las “reformas estructurales” del neoliberalismo, dictadas por el imperialismo estadounidense y el Fondo Monetario Internacional, que han devastado a muchos países subdesarrollados. Hart-Landsberg y Burkett escriben: “No sólo discrepamos con los progresistas que ven en China un modelo de desarrollo (sea socialista o no); pensamos que el proceso por el cual llegaron a esta posición subraya un problema aún más serio: el rechazo general del marxismo por la comunidad progresista.”
Entre los “progresistas” con quienes discrepan está Victor Lippit, quien, con sus copensadores en Critical Asian Studies (37:3 [2005]), respondió con algunos estudios críticos de “China y el socialismo”. A su vez, Hart-Landsberg y Burkett escribieron una larga réplica (Critical Asian Studies 37:4 [2005]).
Lippit, un político liberal que por mucho tiempo ha estudiado la economía china, es básicamente un partidario del programa de “reformas” orientadas al mercado, aunque con algunas críticas de izquierda. Por ejemplo, lamenta el deterioro en los sistemas de salud pública, especialmente en el campo, como “vergonzoso”. Para él, el régimen de Beijing debería gastar muchos más recursos en el cuidado de la salud, la educación y el mejoramiento de las condiciones de la población rural, incluso a costa de la reducción, por corto tiempo, del crecimiento económico como se mide convencionalmente. No obstante, Lippit es definitivamente un optimista sobre China; cita un estudio de Goldman Sachs, un banco inversionista de Wall Street, que proyecta que el producto interno bruto de China habrá sobrepasado al de Estados Unidos para 2041.
A pesar de sus diferencias, Hart-Landsberg y Burkett por un lado y Lippit por el otro comparten ciertas premisas básicas. Todos mantienen equivocadamente que las “reformas” orientadas al mercado han tenido como resultado la restauración del capitalismo en China y además que esto era inevitable. Para Lippit, la modernización de China requiere una continuación e incluso una integración cada vez mayor al sistema capitalista mundial. Él sostiene que “el capitalismo tendrá que haber concluido su papel histórico antes de que éste pueda ser suplantado”, agregando que “el capitalismo de estado benefactor del tipo de la Europa continental puede ser lo mejor que puede hacerse en el presente”. Para Hart-Landsberg y Burkett, un programa socialista en China o donde sea —el cuál identifican con la fórmula confusionista de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad”— debe tener poco o nada de comercio con los males corruptores del mercado capitalista mundial.
De manera más crucial, todos rechazan la posibilidad de revoluciones socialistas proletarias en los países capitalistas avanzados en cualquier periodo de tiempo históricamente significativo. Lippit lo hace explícitamente, Hart-Landsberg y Burkett implícitamente. Por tanto, la perspectiva trotskista de la modernización de China en el contexto de una economía socialista integrada y planificada a escala mundial está fuera de las fronteras conceptuales de estos protagonistas. Pero este marco, la antítesis del dogma nacionalista maoísta-estalinista de construir el “socialismo en un solo país”, es el único camino para la completa liberación de los trabajadores y las masas campesinas de China.
China hoy: Mitos y realidades
El gobernante Partido Comunista Chino (PCCh) bajo Deng Xiaoping introdujo su programa de reformas orientadas al mercado pocos años después de la muerte de Mao Zedong en 1976. Esto incluyó abrir a China a un enorme volumen de inversión directa de capital concentrado en la manufactura, que subsecuentemente atrajo, por parte de corporaciones occidentales y japonesas y de la burguesía China de ultramar. Los ideólogos burgueses convencionales han señalado el impresionante crecimiento económico de China, especialmente industrial, como prueba positiva de la superioridad de un sistema impulsado por el mercado sobre una economía centralmente planificada y colectivizada (despectivamente llamada “economía comandada” socialista). Por su parte, Lippit es representante de una capa de intelectuales de centro-izquierda que sostienen que China es un excelente ejemplo de una estrategia económica antineoliberal exitosa, basada en un nivel significativo de propiedad estatal y sobre todo en la dirección estatal de la economía.
Esta última perspectiva tiene el mérito de reconocer, a su manera, que los elementos centrales de la economía china, establecida después del derrocamiento del sistema capitalista con la Revolución de 1949, permanecen colectivizados. Las empresas estatales son dominantes en el sector estratégico industrial, tal como el acero, metales no ferrosos, maquinaria pesada, telecomunicaciones, energía eléctrica y refinación y extracción de petróleo. La nacionalización de la tierra ha impedido el surgimiento de una clase de capitalistas agrarios a gran escala que dominen socialmente al campo. El volumen de superávit económico generado fuera del sector de propiedad extranjera es canalizado tanto a los bancos estatales como a la tesorería gubernamental. El control efectivo del sistema financiero ha permitido hasta ahora al régimen de Beijing proteger a China de los movimientos volátiles del capital monetario especulativo que periódicamente causan grandes estragos en los países capitalistas neocoloniales desde el este de Asia hasta América Latina.
Ahora es un lugar común a través de todo el espectro político y geográfico, desde los voceros del régimen del PCCh hasta los analistas de Wall Street, proclamar que China ha avanzado mucho en el camino para convertirse en una “superpotencia” económica mundial hacia la mitad del siglo XXI. Esta perspectiva ignora la vulnerabilidad económica de China en sus relaciones con el mercado capitalista mundial. Ignora la implacable hostilidad de la burguesía imperialista, sobre todo de la clase gobernante estadounidense, hacia la República Popular China, un estado obrero burocráticamente deformado resultado de la Revolución de 1949. Es más, ignora la inestabilidad interna de la sociedad china, la cual ha visto un significativo y creciente nivel de protestas sociales contra las consecuencias del mal gobierno burocrático del PCCh.
En los últimos años, la estrategia económica seguida por el régimen del PCCh ha sido diseñada para lograr un enorme superávit en la balanza comercial con Estados Unidos, lo cual ha llevado a China a ser el más grande poseedor de reservas de divisas extranjeras en el mundo. Esto ha generado crecientes presiones por un proteccionismo económico antichino en los círculos gobernantes estadounidenses. En cualquier caso, tan solo el tamaño del déficit comercial con China será insostenible. Un mayor declive económico en Estados Unidos y/o medidas proteccionistas antiimportación significarían un severo golpe a la economía industrial china. Operaciones de propiedad extranjera y de propiedad conjunta y compañías privadas chinas, así como algunas empresas estatales cuya producción está orientada al mercado de exportación, serían forzadas a llevar a cabo grandes recortes de producción y despidos tanto de obreros industriales como de empleados de oficina. Esto tendría un fuerte efecto depresivo en toda la economía china.
Recientemente, China ha empezado a abrir parcialmente sus bancos a la propiedad extranjera. Si los banqueros de Wall Street, Frankfurt y Tokio adquieren un grado significativo de control sobre el sector financiero chino, los efectos económicos serán probablemente terribles. Algunas empresas estatales grandes con amplias deudas podrían ser forzadas a disminuir la producción y recortar las nóminas. Incluso podría haber un peligro real de una inesperada y masiva retirada de capital monetario, tal como la que provocó la crisis financiera y económica en el este asiático a finales de la década de 1990.
Según la opinión pública burguesa convencional, el capitalismo ya ha sido restaurado en China o está siendo rápida e irreversiblemente restaurado. Sin embargo, como fue el caso de la antigua Unión Soviética, la arena decisiva en la cual una contrarrevolución capitalista tendría que triunfar es al nivel político, en la conquista del poder estatal, no simplemente mediante una extensión cuantitativa del sector privado, ya sea doméstico o extranjero. A su propia manera, la burguesía imperialista, en especial la clase dominante estadounidense, entiende muy bien lo anterior. De ahí el abierto respaldo de los gobiernos de Estados Unidos e Inglaterra hacia los partidos y fuerzas agresivamente anticomunistas en el enclave capitalista de Hong Kong, una antigua colonia británica que es la única parte de la República Popular China (excepto Macao) donde el PCCh no ejerce el monopolio del poder y organización políticos. Por ende, también los gobernantes de Estados Unidos insisten en la necesidad de una “liberación política” en China.
Aspirando a repetir la destrucción contrarrevolucionaria de la Unión Soviética en 1991-92, los imperialistas quieren promover una oposición política anticomunista en China, basada principalmente en la nueva clase de empresarios capitalistas y los elementos entre los funcionarios del PCCh y el estrato de gerentes-profesionistas-tecnócratas atados estrechamente al capital nacional y extranjero.
Al mismo tiempo, el imperialismo estadounidense ha estado incrementando la presión militar sobre China, construyendo bases en Asia Central, intentando rodear a China con instalaciones militares y estableciendo un pacto con Japón el año pasado para defender el bastión capitalista de Taiwán, cuya burguesía sostiene considerables inversiones en la China continental. El Pentágono está tratando de llevar a cabo una estrategia abiertamente anunciada por la pandilla de Bush en Washington para neutralizar el pequeño arsenal nuclear de China en caso de un primer ataque nuclear estadounidense. Como trotskistas, estamos por la defensa militar incondicional de China y los estados obreros burocráticamente deformados restantes —Corea del Norte, Vietnam y Cuba— ante un ataque imperialista y la contrarrevolución capitalista. En particular, apoyamos las pruebas y posesión de armas nucleares de China y Corea del Norte, como una medida disuasiva necesaria contra un chantaje nuclear imperialista.
A pesar y en parte debido a su rápido crecimiento económico y especialmente industrial, China ha llegado a ser una caldera hirviente de descontento popular. Un enorme y estratégicamente poderoso proletariado industrial enfrenta a una sociedad de absoluta y creciente inequidad y desigualdad. Como parte de sus reformas orientadas al mercado, el régimen estalinista de Beijing ha dejado sin recursos financieros al servicio de salud pública y la educación primaria, cuando, más que nunca antes, tales recursos están disponibles para solventar las necesidades básicas del pueblo trabajador chino. Han ocurrido extensas y continuas protestas obreras contra despidos en empresas estatales, por salarios, pensiones y otras prestaciones no pagadas, y abusos similares. Furiosas protestas de campesinos son muy comunes en el campo, y frecuentemente incluyen enfrentamientos violentos con la policía, contra la toma de tierras por parte de funcionarios locales del PCCh dedicados a la especulación inmobiliaria.
La burocracia gobernante está claramente dividida entre los elementos que quieren que las “reformas” económicas continúen sin perder intensidad, y los que quieren más intervención estatal para frenar los estragos de la mercantilización y, por lo tanto, contener el descontento, y otros que procuran regresar a la economía burocráticamente planificada. En algún punto, probablemente cuando los elementos burgueses de dentro y alrededor de la burocracia se movilicen para eliminar el poder político del PCCh, las múltiples tensiones sociales explosivas de la sociedad china harán estallar en pedazos la estructura política de la casta burocrática gobernante. Y cuando eso pase, el destino del país más poblado de la Tierra será planteado agudamente: ya sea por una revolución política proletaria que abra el camino al socialismo o el regreso a la esclavitud capitalista y la subyugación imperialista.
Nosotros estamos por una revolución política proletaria que barra con la opresiva y parasitaria burocracia estalinista y la remplace con un gobierno basado en consejos de obreros y campesinos democráticamente electos. Tal gobierno, bajo la dirección de un partido leninista-trotskista, restablecería una economía centralmente planificada y administrada —incluyendo el monopolio estatal del comercio exterior— no por el arbitrario “comandismo” de una casta burocrática excluyente (que ha producido desastres tales como el del “Gran Salto Adelante” de Mao a finales de los años 50), sino por la más amplia democracia proletaria. Este gobierno expropiaría a la recién surgida clase de empresarios capitalistas chinos y renegociaría los términos de la inversión extranjera según los intereses de la población obrera china, insistiendo, por ejemplo, en mantener las condiciones de los trabajadores por lo menos al mismo nivel que en el sector estatal. Un gobierno obrero revolucionario en China promovería la colectivización voluntaria de la agricultura sobre la base del cultivo mecanizado y científico a gran escala, reconociendo que esto requiere ayuda material sustancial de revoluciones obreras exitosas en los países económicamente más avanzados.
Una revolución política proletaria en China alzando la bandera del internacionalismo socialista sacudiría en verdad al mundo. Haría añicos el clima ideológico de la “muerte del comunismo” propagado por las clases gobernantes imperialistas desde la destrucción de la Unión Soviética. Radicalizaría al proletariado de Japón, la fuerza industrial y el amo imperialista del este asiático. Provocaría una lucha por la reunificación revolucionaria de Corea —mediante una revolución política en la asediada Corea del Norte y una revolución socialista en la Corea del Sur capitalista— y reverberaría entre las masas del sur de Asia, Indonesia y las Filipinas, subyugadas por la austeridad imperialista. Sólo mediante el derrocamiento del dominio de la clase capitalista internacionalmente, particularmente en los centros imperialistas de América del Norte, Europa Occidental y Japón, puede conseguirse la completa modernización de China como parte de un Asia socialista. Es con el fin de proporcionar la dirección necesaria del proletariado en estas luchas que la Liga Comunista Internacional lucha por reforjar la IV Internacional de Trotsky, el partido mundial de la revolución socialista.
El desarrollo económico y la perspectiva mundial comunista
La diferencia entre Hart-Landsberg y Burkett por un lado y Lippit por el otro no es fundamentalmente sobre una evaluación empírica de las condiciones socioeconómicas cambiantes en China durante el pasado cuarto de siglo de la era de “reformas”. Por supuesto que tienen diferencias importantes al respecto —por ejemplo, sobre en qué medida cuantitativa se ha superado la pobreza—. Pero lo que básicamente separa a Hart-Landsberg y Burkett de Lippit es lo que podría nombrarse una jerarquía de valores diferente. Los primeros elevan los antiguos valores de igualdad y comunalidad por encima de la expansión de las fuerzas productivas, ignorando que esto último es una condición necesaria para la liberación de la mayoría de la humanidad de la escasez y el trabajo penoso. Así, argumentan en su réplica: “El éxito de China según los criterios de desarrollo estándares (crecimiento económico, afluencias de inversión extranjera directa y exportaciones), lejos de crear las condiciones para el éxito real o potencial en lo referente al bienestar humano, pudo haber minado, en cambio, las condiciones del desarrollo humano para la mayoría de la población trabajadora china.”
No menos que Lippit, o incluso que los partidarios del neoliberalismo, Hart-Landsberg y Burkett creen que el capitalismo en su presente forma “globalizada” se ve forzado a maximizar el crecimiento económico medido a través del incremento de los bienes y servicios. Esto es directamente contrario al entendimiento marxista de que el modo de producción capitalista y el sistema estado-nación, los cuales están enraizados en el impulso por la acumulación privada de ganancias, detienen el desarrollo progresista de las fuerzas productivas a escala mundial. Un ejemplo es el profundo y creciente empobrecimiento de las masas del África semicolonial, América Latina y partes de Asia.
Escribiendo a principios de los años 30 en el contexto de la depresión económica mundial y el resurgimiento de las rivalidades interimperialistas que pronto llevaron a la Segunda Guerra Mundial, León Trotsky explicó:
“El capitalismo se ha sobrevivido a sí mismo como sistema mundial. Ha dejado de cumplir su misión esencial, el incremento del poder y el bienestar humano. La humanidad no puede permanecer en el nivel que ha alcanzado. Sólo un poderoso incremento en las fuerzas productivas y una organización de la producción y la distribución racional y planificada, esto es, socialista, puede asegurar a la humanidad —a toda la humanidad— un nivel de vida decente y al mismo tiempo darle el precioso sentimiento de libertad con respecto a su propia economía. Libertad en dos sentidos —primero que nada, el hombre no estará más obligado a dedicar la mayor parte de su vida al trabajo físico. Segundo, ya no será más dependiente de las leyes del mercado…
“La tecnología liberó al hombre de la tiranía de los viejos elementos —tierra, agua, fuego y aire— sólo para sujetarlo a su propia tiranía. El hombre dejó de ser un esclavo de la naturaleza para convertirse en un esclavo de la máquina, y todavía peor, un esclavo de la oferta y la demanda. La actual crisis mundial testifica de manera especialmente trágica cómo el hombre, que se sumerge al fondo del océano, que se eleva a la estratosfera, que conversa a través de ondas invisibles con las antípodas, cómo este orgulloso y osado gobernante de la naturaleza permanece siendo esclavo de las fuerzas ciegas de su propia economía. La tarea histórica de nuestra época consiste en remplazar el incontrolable papel del mercado por la planeación razonable, disciplinando las fuerzas de la producción, obligándolas a trabajar juntas en armonía y obedientemente para servir a las necesidades de la humanidad. Sólo sobre esta nueva base social el hombre será capaz de estirar sus cansados miembros y —todo hombre y toda mujer, no sólo unos pocos seleccionados— convertirse en un ciudadano completo en el reino del pensamiento.”
—“En defensa de la Revolución Rusa” (1932), reimpreso en Leon Trotsky Speaks [Discursos de León Trotsky] (1972)
Esta genuina visión marxista del futuro es completamente ajena al pensamiento de Hart-Landsberg y Burkett.
Panaceas anarco-populistas...
Lo que Hart-Landsberg y Burkett contraponen al neoliberalismo es la noción de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad”. Tanto el término como el concepto son totalmente ajenos al marxismo. “Comunidad” es un término convencional burgués que sirve para oscurecer las divisiones de clase y los conflictos de intereses en la sociedad. Aplicada en particular a China, la noción de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad” oscurece la diferencia de clases entre los trabajadores y los campesinos. El último es un estrato pequeñoburgués cuyos ingresos se derivan de la propiedad y venta de bienes. Los campesinos tienen un interés material en que los productos comestibles y otros productos agrícolas que ellos venden tengan precios altos en comparación con los precios de los bienes manufacturados que deben comprar tanto para la producción (por ejemplo, fertilizantes químicos, equipo de cultivo) como para el consumo personal. Además, el interés de los campesinos por los precios altos en los productos comestibles no es eliminado mediante la transformación de las parcelas familiares en colectivos agrícolas. El ingreso para los miembros de los colectivos sigue dependiendo en gran medida de los precios que reciben al vender su producción, ya sea a una agencia gubernamental de aprovisionamiento o en el mercado privado.
A pesar de declararse marxistas, la perspectiva de Hart-Landsberg y Burkett equivale a una forma de anarco-populismo. Su noción de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad” tiene una afinidad con el clásico programa de una federación de comunas políticamente autónomas y en gran medida económicamente autosuficientes asociado con el aventurero anarquista Mijaíl Bakunin en el siglo XIX. Esto puede observarse en la naturaleza de su crítica a la economía china durante la era de Mao, al sostener que la sobrecentralización de la economía fue ineficiente y, de manera más importante, al identificar implícitamente una economía centralmente planificada con control político autoritario:
“La planificación económica se había vuelto sobrecentralizada y, conforme la economía se volvía más compleja, incapaz de responder efectiva y eficientemente a las necesidades de la gente...
“Había una necesidad crítica de construir sobre la solidez de los logros obtenidos por China en el pasado y de conferir poder a los obreros y campesinos para crear nuevas estructuras de toma de decisión y planificación. Entre otras cosas, esto implicaba una reestructuración y descentralización de la economía y de la toma de decisiones por parte del estado para aumentar el control directo de los productores asociados sobre las condiciones y productos de su trabajo.”
Hart-Landsberg y Burkett condenan las crecientes desigualdades generadas por el programa de “reformas” orientadas al mercado. No obstante, lograr un nivel uniforme de salarios y prestaciones en todas las diferentes empresas, industrias y regiones necesariamente requiere una economía centralmente administrada. Solamente un sistema así es capaz de redistribuir los recursos económicos de las empresas, industrias y regiones más productivas hacia las menos productivas.
En las aproximadamente 150 páginas de “China y el socialismo” y la réplica a Lippit y otros, Hart-Landsberg y Burkett no explican cómo una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad” funcionaría en los hechos. La mayor parte del tiempo usan esa formulación como un mantra para espantar a los males del neoliberalismo. En algún momento dan como un ejemplo hipotético “la creación de un sistema nacional de salud”, explicando que:
“esto requeriría desarrollar una industria de la construcción para edificar clínicas y hospitales, una industria farmacéutica para tratar enfermedades, una industria de máquinas-herramientas para hacer equipo, una industria de programas de computación para llevar un registro y un sistema educativo para entrenar doctores y enfermeras, etc., todo determinado por el desarrollo de las necesidades y capacidades de la población a los niveles local, nacional y regional.”
En ningún lugar mencionan las instituciones políticas y mecanismos económicos estructurales necesarios para lograr esta loable tarea. ¿Cómo se determinaría la fracción del total de recursos económicos disponibles a gastar en el sistema de salud, y no en otras necesidades tales como la inversión en la expansión industrial y la infraestructura, defensa militar, educación, pensiones, etc.? La coordinación de actividades económicas diferentes (por ejemplo construcción, equipo médico, programas de computación) para desarrollar el sistema de salud requeriría una planificación y administración centralizada. Tal sistema es totalmente compatible con la participación democrática activa de los trabajadores en el lugar de producción, por ejemplo, aconsejando sobre el mejor uso de la tecnología, estableciendo y reforzando estándares seguros, manteniendo una disciplina laboral y cosas por el estilo. La división del total de los recursos económicos entre necesidades contendientes debería ser debatida y decidida en el nivel más alto de un gobierno basado en la democracia proletaria, es decir, un gobierno de consejos obreros y campesinos. La democracia proletaria es esencial para el funcionamiento racional de una economía planificada.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/27/china.html
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2015.10.06 12:54 qryq Los yihadistas huyen hacia Turquía y Jordania.

Ofensiva devastadora rusa contra el Estado Islámico en Siria causando una desbandada. Irak también solicita la ayuda rusa cuya aviación empezará en los próximos días.
Los aviones rusos han realizado nuevos bombardeos contra las posiciones del Estado Islámico en Siria, cuyos videos ha publicado en su cuenta de YouTube el Ministerio de Defensa de Rusia. El primer registro muestra el ataque aéreo contra el depósito de municiones de los terroristas en la ciudad de Tell Bisa, en la provincia de Homs.
Una serie de explosiones indica que la bomba alcanzó el objetivo y provocó la detonación de un gran número de municiones. <>, reporta el Ministerio de Defensa ruso.
La segunda grabación refleja el bombardeo contra los vehículos militares del Estado Islámico que los yihadistas trataban de esconder en un bosque cerca de la ciudad de Idlid. Según el Ministerio, el ataque fue realizado después de que se confirmara la información sobre la presencia de los terroristas en esta zona.
Lunes negro para el Estado Islámico: Rusia destruye la base donde se ocultaban importantes cabecillas terroristas
Las Fuerzas Aéreas rusas han llevado a cabo un ataque contra diez instalaciones del Estado Islámico en la provincia siria de Aleppo. Según informa el ministerio de Defensa ruso, varios edificios donde se escondían mandos militares del EI han sido destruidos.
Según reporta el portavoz oficial del Ministerio ruso de Defensa, general Igor Konashenkov, en el ataque aéreo realizado el domingo en la noche por aviones rusos Su-34 han sido destruidas 10 instalaciones, 20 tanques Т-55 y 10 vehículos de combate del grupo terrorista.
Durante la jornada del lunes los cazabombarderos rusos han seguido atacando las instalaciones del EI situadas cerca de la ciudad de Idlib en la provincia siria de Aleppo que previamente habían sido identificadas por la inteligencia militar rusa.
Asimismo los cazabombarderos rusos atacaron dos depósitos de municiones del Estado Islámico en las afueras de la ciudad de Tadmor en la provincia siria de Holms.
Según ha informado el general Igor Konashenkov a la agencia de noticias TASS, las aeronaves rusas emplazadas en la base aérea de Jmeimin han llevado a cabo 15 misiones de combate aéreo en Aleppo este lunes.
Destruidos por completo tres centros de mando del EI
Aviones rusos han atacado en las pasadas 24 horas nueve objetivos del grupo yihadista Estado Islámico (EI) en Siria, informó el portavoz del Ministerio ruso de Defensa, mayor general Ígor Konashénkov. <>, dijo a los periodistas.
Precisó, en particular, que la aviación rusa ha destruido tres puestos de mando de los yihadistas (en las provincias sirias de Hama y Latakia y cerca de la ciudad de Al Rastan), dos almacenes de municiones y un nudo de comunicaciones del EI en la provincia de Homs, un almacén y tres piezas de artillería en la provincia de Idlib.
Además, agregó el representante del Ministerio, los aviones rusos detectaron y destruyeron por completo unas 30 unidades de maquinaria automotriz y blindada, incluidos tanques T-55 capturados al Ejército sirio, en una base camuflada del EI en las afueras de la ciudad de Idlib.
Los aviones de ataque rusos Su-34, Su-24M y Su-25 han salido 25 veces desde la base aérea de Hmeymim en Siria.
Konashénkov destacó que todos los ataques rusos tienen como objetivo <.
La Fuerza Aérea rusa ha realizado nuevos ataques en Siria contra las posiciones del Estado Islámico destruyendo nueve objetos de la infraestructura del grupo terrorista en 24 horas, informa el Ministerio de Defensa de Rusia.
Bombarderos tácticos Su-24 continúan ofensiva contra el Estado Islámico en Siria
Tanto en el día como en la noche los cazabombarderos de la Fuerza Aérea de Rusia sobrevuelan el espacio aéreo de Siria con el objetivo de asestar golpes contra objetivos del Estado Islámico en el marco de la operación antiterrorista que Moscú lleva adelante en coordinación con Damasco.
La noche de este domingo en la Base Aérea de Hmeymim, cerca de la localidad siria de Latakia, fueron vistos cazas rusos Su-24 aterrizando y despegando, informa la agencia de noticias Ruptly, que publica un video de estas aeronaves de combate en acción.
El Sukhoi Su-24 es un bombardero táctico supersónico biplaza y bimotor, con ala geométrica variable, que permanece en servicio desde la antigua Unión Soviética. Este avión fue diseñado para lanzar ataques aéreos en condiciones climáticas adversas en el día y la noche y destruir objetivos terrestres y marítimos incluso en altitudes bajas.
Es el único caza de esta clase en el mundo que cuenta con estas características.
Más de 3.000 yihadistas huyen ante el temor del avance del Ejército sirio
Más de 3.000 combatientes de los grupos yihadistas Estado Islámico, Frente Al Nusra y Jaish al Yarmouk han huido de Siria hacia Jordania ante el temor de una ofensiva a gran escala por parte del Ejército sirio.
<>, ha declarado una fuente militar a RIA Novosti.
Según la fuente, el Ejército sirio realizó ataques el pasado domingo contra posiciones del Estado islámico y el Frente Al Nusra en las afueras de la capital siria, Damasco, y en las provincias de Deir Ezzor y Homs, así como cerca de la ciudad de Palmira. Concretamente, en Deir Ezzor resultaron muertos unos 160 combatientes mientras que en Homs y Palmira perdieron la vida al menos 17 terroristas.
En la mañana del lunes, helicópteros de la Fuerza Aérea siria lanzaron panfletos en el sur de la provincia de Hama, invitando a los terroristas a rendirse y advirtiendo a la población civil sobre el inicio de una importante operación militar. Los folletos lanzaron sobre los asentamientos de los territorios de Rastán y Talbiseh, actualmente controlados por el Estado Islámico y el Frente Al Nusra.
Terroristas de Idleb retiran fuerzas y equipos y huyen hacia la frontera turca
El Ejército ruso ha bombardeado en estos últimos días las posiciones de los grupos takfiris EI y el “Ejército de la Conquista”, liderado por el Frente al Nusra (la rama siria de Al Qaida), en diversas partes de Siria, causando graves daños muy fuertes a todos estos grupos.
De ahora en adelante, la capacidad de las milicias takfiris de llevar a cabo ataques terrestres contra las posiciones del Ejército sirio se verá tremendamente reducida habida cuenta de la destrucción de sus cuarteles generales, depósitos de armas, vehículos blindados etc.
Según el canal Al Mayadin, los ataques rusos han obligado a los grupos terroristas a transferir sus depósitos de armas y municiones hacia las regiones que se encuentran en la frontera con Turquía, uno de los principales patrocinadores del terrorismo en Siria. Centenares de camiones han sido vistos dirigiéndose hacia los puntos fronterizos, señala el canal.
En estos últimos días, aviones rusos han llevado a cabo más de 100 ataques contra cuarteles generales y depósitos de municiones y armas en Jan Shaijun, Maaret al Numan, Yanal al Zawiyet, Ariha, Salama, el Aeropuerto de Tabakat y otros lugares, lo cual ha impedido que los grupos armados puedan reorganizar sus filas.
Por su parte, el periódico Al Safir ha confirmado este éxodo de los grupos terroristas presentes en Idleb hacia la frontera turca después de la destrucción de gran parte de sus equipos militares y sus posiciones en el norte de Siria.
Para el experto militar sirio Turki Hassan, los ataques rusos serán seguidos de una ofensiva terrestre realizada por el Ejército sirio. Los aviones rusos ayudarán a las fuerzas gubernamentales durante su próximo avance en la planicie de Al Gab, al noroeste de la provincia de Hama, indican diversas fuertes.
Por otro lado, el periodista Murtaza Hussein, ha señalado, refiriéndose a fuentes conocedoras del tema, que el Servicio de Inteligencia turco (MIT) ha ayudado a 150 líderes de los grupos armados que se hallaban repartidos por Hama, Idleb y Alepo a huir a Turquía.
Los líderes escaparon siguiendo las instrucciones de la Inteligencia turca después de que se extendieran los rumores de una ofensiva inminente del Ejército sirio en las tres provincias y los fuertes ataques aéreos rusos en ellas. Esto ha contribuido a incrementar la confusión en las filas terroristas.
Rendición de casi un millar de militantes armados en Deraa
Los ataques rusos continúan teniendo un impacto devastador sobre los militantes sirios. Más de 450 miembros del llamado “Ejército Sirio Libre” se rindieron el pasado fin de semana en la provincia sureña de Deraa y otros 250 que eran buscados por las autoridades sirias se entregaron también a las Fuerzas Armadas sirias.
Las fuentes indicaron el sábado que un miembro del primer grupo había transmitido un mensaje a las autoridades que detallaba específicamente su intención de rendirse al Ejército si se concedía una amnistía a sus miembros.
Las fuerzas sirias dentro de la capital provincial de la provincia de Deraa se vieron sorprendidas por la enorme cantidad de militantes del ESL que se estaban preparando para rendirse a cambio de la amnistía. Las autoridades aceptaron su concesión y ésta quedó formalizada en un acto donde participaron casi un millar de rendidos al que acudió el gobernador de la provincia de Deraa.
La mayor parte de estos combatientes habían tomado las armas y luchado contra el Ejército sirio durante años en varios frentes hasta que se convencieron de la inutilidad de continuar una guerra sin perspectivas, especialmente dado que Siria se ha convertido ya en un conflicto internacional y ellos han comprobado que eran manejados como simples peones de los juegos políticos de varios países extranjeros como Arabia Saudí, Qatar, Turquía y algunos estados occidentales en contra de Siria.
Los rendidos entregaron a las autoridades sus equipos militares y armas, incluyendo cientos de Kalashnikov, lanzagranadas y misiles antitanque Kornet además de materiales para la fabricación de explosivos, morteros y obuses.
Se trata de uno de los mayores procesos de reconciliación en el país y ha servido para desmantelar brigadas enteras de militantes armados.
La ciudad de Deraa, situada en al profundo sur, fue en su día la “capital de la Revolución” y se ha convertido hoy en un símbolo de la reconciliación nacional mediante los acuerdos de rendición de los militantes como los mencionados anteriormente.
El jueves también, unos 70 militantes se rindieron en Damasco, Homs, Deraa e Idleb.
En los últimos meses, el número de hombres armados que se han rendido a las autoridades se ha incrementado debido a los avances del Ejército sirio en sitios estratégicos, lo cual ha le permitido cortar las rutas de suministro de los militantes y obligarles así a rendirse o morir. Este proceso se ha acelerado tras el inicio de las operaciones rusas en Siria y es considerado por los expertos como crucial para poner fin a la guerra en el país.
Irak da luz verde para que pilotos rusos combatan al Estado Islámico en su territorio
El primer ministro iraquí dijo que no se opone a que las Fuerzas Aeroespaciales rusas realicen ataques contra las posiciones del Estado Islámico en Irak.
Haider Jawad Kadhim al Abadi ha enviado una carta a Moscú solicitando el apoyo de la aviación rusa, escribe la agencia de noticias TASS, que cita las palabras del mandatario iraquí al canal Al Jazeera.
Al Abadi no tiene ninguna objeción a la actuación por parte de Rusia de ataques aéreos contra las posiciones del Estado Islámico en Irak previa coordinación con su Gobierno. El primer ministro también dijo que <>.
Actualmente las Fuerzas Aéreas rusas están llevando a cabo su operación contra el Estado Islámico en territorio de Siria después de que el Gobierno de Damasco solicitara ayuda militar a Moscú.
Comienza la ofensiva terrestre del Ejército sirio en el norte de Homs
El Ejército Árabe Sirio (EAS) - en coordinación con las Fuerzas de Defensa Nacional (FDN) y el Partido Nacional Sirio (PSNS) - ha comenzado su asalto a la llanura de Al-Rastan al norte de Homs, atacando a los rebeldes islamistas de Jabhat Al-Nusra y al Ejército Libre Sirio con una multitud de proyectiles de mortero y cohetes desde sus posiciones en Jabourin y Kafr Nan.
Mientras las fuerzas armadas sirias atacaron a los rebeldes islamistas, la Fuerza Aérea Rusa ha continuado su campaña aérea concentrándose en las ciudades de Al-Rastan y Talbieseh controladas por al-Qaeda. Esta campaña aérea se ha intensificado el domingo por la mañana, pues la Fuerza Aérea Rusa ha golpeado a los rebeldes islamistas con media docena de ataques aéreos.
Jugando un papel integral en esta ofensiva, el objetivo principal de la Fuerza Aérea Rusa es debilitar las defensas de Jabhat Al-Nusra en Talbieseh y Al-Rastan; esta es una de las razones por la que la Fuerza Aérea de Rusia ha seguido bombardeando esta zona controlada Al-Qaeda con ataques aéreos repetidos, mientras que sus aliados de las fuerzas armadas sirias preparan un asalto a gran escala.
La ofensiva al norte de Homs es un esfuerzo militar imperativo para las fuerzas armadas sirias debido a que las llanuras de Al-Rastan se encuentran justo al sur del Aeropuerto Militar de Hama y la capital provincial de la gobernación de Homs.
Rusia bombardeará los centros económicos de EIIL en Siria
Las Fuerzas Aeroespaciales de Rusia lanzarán bombardeos contra los centros económicos del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en Siria, informan fuentes rusas.
En estos momentos, Daesh tiene bajo control un área más grande que el Reino Unido y dispone de alrededor de 7 mil millones de dólares en reservas, ha detallado Sputniknews
De este modo, el Kremlin intenta reducir los ingresos de esa banda takfirí que, según evidencias, es el grupo terrorista más adinerado de la historia.
Recuerda que Daesh vende petróleo robado de Irak y Siria a compradores en Turquía y así consigue gran parte del capital que necesita para comprar armas y pagar los sueldos de sus integrantes.
Por esta razón, asegura dicho medio informativo, Moscú tendrá como objetivos las rutas de tránsito desde donde la banda takfirí transporta el petróleo a la frontera con Turquía, cortando el acceso del EIIL a una parte considerable de sus ingresos.
Los ataques rusos que comenzaron el miércoles a petición —por escrito— del presidente sirio, Bashar al-Asad han conseguido destruir varias posiciones de Daesh como puestos de mando, depósitos de armas y bases de entrenamiento.
La Flota rusa prepara ataques desde el Mediterráneo con misiles de crucero
La Fuerza Aérea Rusa está ocupada llevando a cabo numerosos ataques aéreos alrededor de Siria, dejando algunas zonas vulnerables a los ataques de los rebeldes islamistas, tanto Jabhat Al-Nusra como el Estado Islámico (ISIS). Esto ha creado la necesidad de la marina rusa de intervenir en este conflicto por primera vez desde que llegó a Tartus.
Recientemente, la armada rusa ha posicionado tres buques de guerra en la costa de Latakia en anticipación para su masivo asalto de misiles de crucero que es probable que ocurra en los próximos días, mientras las fuerzas sirias y sus aliados se acercan a las llanuras de Al-Ghaab Llanuras en la gobernación de Hama, bajo control de Jaysh al-Fateh.
La marina rusa jugará un papel imprescindible en contra de las fuerzas rebeldes islamistas, mientras se prepara para bombardear numerosos sitios en el campo occidental de Siria que consideren una amenaza para la soberanía del país y las fuerzas armadas sirias que protegen a Siria de las numerosas facciones de rebeldes islamistas amenazando su control en todo el país.
Según una fuente del ejército sirio en Latakia, los buques de guerra rusos se pueden ver desde las orillas de la capital provincial. Esto fue confirmado por más de una fuente en la provincia - la fuente agregó que la Armada rusa ha preparado sus misiles de crucero de largo alcance para ser disparado en el país desde el Mar Mediterráneo.
El Estado Islámico comienza una retirada general
El Estado Islámico (ISIS) está siendo atacado desde el aire, por los numerosos aviones de combate de la Fuerza Aérea Rusa que están patrullando los cielos del este de Siria. En cuestión de 48 horas, el ISIS ha sido golpeado por la Fuerza Aérea Rusa dentro de la capital de la provincia de Al-Raqqa y sus alrededores por lo menos 25 veces por día. Los ataques aéreos apuntan a lugares imprescindibles que no habían sido tocados por la Coalición encabezada por Estados Unidos. Estos incluyen el Aeropuerto Militar de Tabqa y el Hospital Nacional de Tabqa - principal base militar y sede del ISIS en Al-Raqqa.
Con ningún lugar para escapar dentro de Siria, la banda terrorista se ha visto obligada a huir hacia zonas más seguras fuera del país; esto fue confirmado por los hombres de las tribus Shaytat en el campo oriental de la gobernación de Deir Ezzor.
El Estado Islámico hace volar el Arco del Triunfo en Palmira
Militantes de la organización terrorista Estado Islámico han hecho saltar por los aires el Arco del Triunfo, un monumento importante de la ciudad de Palmira, que contaba con 2.000 años, informó el jefe de antigüedades de Siria.
Maamoun Abdulkarim dijo a Reuters que fuentes en Palmira habían confirmado que el Arco de Triunfo, una joya de la exquisita colección de ruinas en la ciudad oasis, fue volado por los terroristas.
<>, indicó Abdulkarim.
<>, añadió.
Militantes islámicos volaron templos en el sitio del Patrimonio Mundial de la era romana, controlado por el Estado Islámico desde que Palmira dejó de estar bajo el control del Ejército sirio en mayo pasado y destruyeron otros monumentos y edificios históricos.
Los arqueólogos destacan que la razón principal por la que los terroristas del Estado Islámico están eliminando de la faz de la Tierra grandes monumentos de la historia antigua en Siria e Irak es ganar cantidades enormes de dinero por estas reliquias únicas.
Los que amparan y apoyan el terrorismo: Estados del Golfo planean “una respuesta militar” tras la operación rusa en Siria
El lanzamiento de la operación antiterrorista en Siria por parte de Rusia "ha enfurecido" a los países de la región que tienen la intención de alcanzar el derrocamiento del presidente legítimo del país árabe, Bashar al Assad, publica la prensa occidental. Algunos analistas creen que Arabia Saudita, Catar y Turquía pueden aumentar su ayuda militar a los grupos de la oposición siria.
Según el diario británico 'The Guardian', las potencias regionales con eficacia <>.
Hasta después del inicio de los bombardeos rusos de los territorios controlados por el Estado Islámico, esos países han dejado claro que permanecen comprometidos con el derrocamiento de Al Assad. <>, advirtió el ministro de Exteriores saudita, Adel Al-Jubeir, unas horas antes de las primeras operaciones de la Fuerza Aérea rusa.
<>, opina Julien Barnes-Dacey, del Consejo Europeo de Relaciones Exteriores.
Analistas estiman que Riad ha centrado su apoyo a los rebeldes en el sur de Siria, mientras que Turquía y Catar han respaldado a los rebeldes del norte, incluyendo las milicias islamistas conservadoras como el grupo Ahrar al Sham, vinculada con el Frente al Nusra. <>, dice el analista regional Ali Bakeer.
No obstante, la situación en estos países se ve afectada por varios factores. El apoyo de Turquía ha sido obstaculizado por las tensiones internas por el caso de los kurdos. Arabia Saudita y Catar ya están involucrados en "una guerra costosa y sangrienta en Yemen, que puede limitar tanto sus recursos militares como financieros".
The Daily Star: ‘Putin enviará 150 mil soldados a Siria para recuperar Al-Raqa’
El presidente ruso, Vladimir Putin, pretende poner en marcha una gran misión para recuperar el control de la ciudad de Al-Raqa, en el norte de Siria. En el marco de este plan, Moscú quiere desplegar 150 mil soldados en dicha ciudad, el feudo del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe), ha revelado este domingo el diario The Daily Star.
Es muy claro que Rusia quiere barrer el norte del país (Siria), teniendo (bajo control) Al-Raqa y los recursos de petróleo y gas alrededor de (la ciudad de) Palmira”, dice una fuente citada por The Daily Star.
Citando a una fuente anónima, The Daily Star explica que <>, en la provincia de Homs.
La fuente agrega que para lograr este objetivo sería “vital” expulsar a Daesh de Al-Raqa, a la que ha considerado como “capital” (de facto) de la banda takfirí.
La agencia rusa de noticias Sputniknews anunció el domingo que las Fuerzas Aeroespaciales de Rusia lanzarán bombardeos contra los centros económicos del EIIL en Siria para reducir los ingresos de esa célula.
Buzaina Shaaban, asesora política del presidente de Siria, Bashar al-Asad, ha defendido este domingo en una entrevista con BBC las operaciones militares rusas en su país contra los terroristas.
<>, ha subrayado Shaaban para luego recordar que además del EIIL, hay otros grupos armados que operan en Siria como Frente Al-Nusra, que es catalogado como "terrorista" según la Organización de las Naciones Unidas (ONU).
Respecto a la insistencia de EE.UU. en que la oposición en Siria se divide a "extremistas" y "moderados", ha opinado que la Administración de Al-Asad está lista a dialogar con aquellas partes que no se hayan alzado en armas contra el Gobierno y la nación sirias.
¿Cuáles son las misiones del Centro de Coordinación de Bagdad?
La cooperación entre Rusia, Irán, Iraq y Siria ha crecido rápidamente desde la apertura del Centro de Coordinación de Bagdad, o “célula de Bagdad”, que ha supuesto un reforzamiento de la cooperación militar y de inteligencia entre los cuatro países. La primera misión del centro es la de recopilar datos de inteligencia sobre el EI y otros grupos terroristas para guiar la campaña de ataques aéreos de Rusia y Siria contra los terroristas en el territorio de esta última y también la campaña que lleva a cabo Iraq contra el EI en su propio territorio.
El centro fue abierto poco antes del inicio de los ataques aéreos de Rusia en Siria dentro del marco de lo que ha sido llamado como la Alianza de 4+1 (Los cuatro países mencionados más Hezbolá).
El centro recopila datos de inteligencia sobre los grupos terroristas, principalmente el EI, como su estructura organizativa, número de miembros, y armamento así como su expansión territorial, formas de aprovisionamiento y obtención de apoyo logístico etc. También decide qué armas y operaciones son las más indicadas para atacar a estos grupos. El centro recoge y analiza la información y luego la transmite a los centros políticos y militares de los países miembros.
También proporciona asistencia directa a las operaciones militares de los estados miembros contra el terrorismo.
El Centro está localizado en el Ministerio de Defensa de Iraq, en la Zona Verde de Bagdad, y está integrado por seis representantes de cada país. En él, participan miembros de los Guardianes de la Revolución de Irán, del Ejército y las Fuerzas de Movilización Popular de Iraq y representantes de los Ejércitos sirio y ruso.
Según Serguei Koralenko, el representante ruso en el Centro de Información de Bagdad, dijo en una entrevista con RT que la principal misión del Centro es la de detectar los centros de mando y posiciones del EI y otros grupos terroristas con el fin de incrementar la calidad y efectividad de los ataques.
El Centro podría también coordinar posibles ataques rusos contra el EI en Iraq, en el caso de que los gobiernos ruso e iraquí así lo decidan. El primer ministro iraquí, Haider al Abadi, ha solicitado a Moscú expresamente que lleve a cabo otra campaña aérea en su país. Existe preocupación en Iraq de que los bombardeos rusos en Siria lleven a un éxodo de terroristas del EI hacia las zonas de Iraq que controlan. Esta posibilidad ya se está produciendo con el traslado de miembros del grupo desde Raqqa, en Siria, a Mosul, en Iraq.
El objetivo del centro es, este sentido, el de cortar las comunicaciones y vías de aprovisionamiento entre los miembros del EI en Siria y sus homólogos en Iraq y coordinar las operaciones para debilitar, y luego eliminar, al grupo en ambos países. Esto requiere ataques aéreos contra las rutas y los convoyes de los terroristas. El objetivo es destruir al EI al mismo tiempo en ambos países.
Cabe señalar que el centro está abierto a la presencia de otros países que deseen participar en el objetivo común de la lucha contra el terrorismo y el fomento de la paz y estabilidad en Oriente Medio.
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