Casamentos chineses africanos

Não... 62% dos portugueses não são racistas...

2020.07.10 00:04 aquele_inconveniente Não... 62% dos portugueses não são racistas...

Não... 62% dos portugueses não são racistas...
Foram várias as publicações neste fórum sobre os supostos estudos sobre o racismo e que Portugal afinal era um antro de pessoas patologicamente racistas, a maioria até sem saber que o era...
No centro dessas publicações esteve uma notícia muito disseminada pela comunicação social portuguesa. Um estudo em que se dizia que 62% da população portuguesa teria pelo menos uma atitude racista.
https://www.publico.pt/2020/06/27/sociedade/noticia/european-social-survey-62-portugueses-manifesta-racismo-1921713
O pública, e as suas notícias sobre o suposto racismo dos portugueses não é de agora, já há vários anos que vem fazendo do mesmo:
https://www.publico.pt/2017/09/02/sociedade/entrevista/portugal-e-dos-paises-da-europa-que-mais-manifesta-racismo-1783934
Achei estranho. A minha percepção de dia-a-dia ia contra todas estas notícias e decidi entender melhor o que se passava em Portugal. Porque razão estes estes estudos diziam que o país onde casamentos mistos sempre foram aceites e onde quase todas as famílias têm alguém que está ou esteve a viver num país africano era o mais racista da Europa?
Parte 1 - A falsa pergunta sobre racismo
As notícias incidem apenas num subgrupo de três questões:
  1. Há grupos étnicos ou raciais por natureza mais inteligentes?
  2. Há grupos étnicos ou raciais por natureza mais trabalhadores?”
  3. Há culturas, por natureza, mais civilizadas que outras?”
O número tão falado é obtido ao verificar quantas pessoas responderam "sim" a pelo menos uma das três perguntas.
A terceira pergunta é ridícula e nada tem que ver com racismo, no máximo teria a ver com xenofobia. Ainda assim, só alguém que tenha sucumbido ao politicamente correcto responderia "não" a essa pergunta. É óbvio que há culturas mais civilizadas que outras.
Aliás, isso é tão óbvio que é implicitamente assumido pelos grupos que lutam contra opressão a minorias pois essencialmente querem tornar mais civilizada a cultura portuguesa. Podendo uma cultura tornar-se mais civilizada com o tempo, a única forma de nenhuma cultura ser mais civilizada que outra era se todas evoluíssem ao mesmo tempo nas mesmas coisas.
Mais ainda, ninguém pode de boa fé argumentar que culturas que fazem mutilação genital feminina ou que aceitam a existência de escravatura (ainda as existem em áfrica) que sejam culturas igualmente civilizadas à cultura europeia ou portuguesa.
Apenas 1/3 dos portugueses respondeu que sim à primeira questão. Estes sim podemos dizer assumem uma forma de pensar racista. Relembro a definição de racismo:
  1. Teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outros, baseada num conceito de raça, preconizando, particularmente, a separação destes dentro de um país ou região (segregação racial) ou mesmo visando o extermínio de uma minoria.
  2. Atitude ou comportamento sistematicamente hostil, discriminatório ou opressivo em relação a uma pessoa ou a um grupo de pessoas com base na sua origem étnica ou racial, em particular quando pertencem a uma minoria ou a uma comunidade marginalizada.
"racismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/racismo [consultado em 09-07-2020].
Parte 2 - O combate ao racismo
É importante sublinhar que respodner que sim à primeira e à segunda questão é efectivamente assumir uma ideologia racista. Esse no entanto não é o problema para a sociedade, o problema é se essa forma de pensar se materializa.
Ou seja, 1/3 dos portugueses acha que há raças ou etnias mais inteligentes que outras. Mas pergunto, que raças? Estão a dizer que acham os chineses super inteligentes como é o seu esterótipo? Ou acham que os negros são mais burros que os brancos? Ou ambas? Porque pensam isso?
Mais importante ainda, materializam esse pensamento? Maltratam alguém por acharem que é menos inteligente ou mais preguiçoso?
Acho que é importante salientar dois pontos relevantes que devem conduzir a forma de reduzir o racismo
  • Porque motivo acham as pessoas que há raças superiores?
  • Qual é a alteração do comportamento dos que acreditam na superioridade de raças?
Em relação ao primeiro ponto o problema penso estar no cérebro humano. O nosso cérebro é uma maquina de "machine learning" natural, um supercomputador que identifica padrões de forma subconsciente. Se as experiências que as pessoas têm com pessoas de outras etnias sistematicamente demonstram capacidades cognitivas inferiores, a pessoa, ainda que subconsciente, vai começar a criar essa percepção. Num país como o nosso isso é bem fácil de acontecer. A maioria dos negros tem chegado a Portugal com uma escolaridade precária, mal sabendo falar ou escrever, sem nunca ter treinado conceitos de matemática. Se alguém tiver uma conversa com o grosso dessa população migrante e que nunca teve acesso a ensino que os levasse ao seu potencial cognitivo é natural que depois no dia-a-dia se notem diferenças na forma de estar e de pensar. O português médio provavelmente não irá indagar sobre tudo isto e apenas vê a diferença e fica por aí achando que é assim por ser assim. Se isto for verdade (o facto da percepção de superioridade vier destas experiências pessoais) a maioria das medidas que se costumam apresentar, como quotas na universidade, só pioraria a situação pois aumentava a exposição a pessoas que não tinham conseguido cumprir os requisitos intelectuais (notas do exame) para estarem presentes naquela universidade. A solução passará por garantir que as más condições familiares de imigrantes não afecta o abandono ou sucesso escolar, que os professores tenham autoridade para ensinar os filhos dessas pessoas e que o rigor académico lhes é incutido como já é no resto da população nativa.
Em relação ao segundo ponto, e mais preocupante, é preciso ver se em Portugal alguém tem menos hipoteses ao concorrer a um emprego e outras coisas que tais para ver se de facto há uma materialização disso, ausência de dados não me posso pronunciar nessa parte.

Cartão mostrado aos inquiridos
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