Como saber se alguém gosta de você de volta

Eu quero mandar duas pessoas a merda no meu grupo

2020.11.12 06:34 C4l0psita Eu quero mandar duas pessoas a merda no meu grupo

eu tava com muita preguiça de escrever aqui mas agora que eu quase estourei em call com um amigo eu resolvi escrever.
Basicamente eu tenho um grupo de amigos no discord, eu conheço eles faz 4 anos e a gente é muito unido, lá todo mundo gosta de todo mundo e era um refugiu pra quem não gostava da vida real, então quando alguém do nosso grupo sofria bullying, ele podia ir la pra esquecer dos problemas, a gente sempre foi de boa até o começo do ano, uma garota pediu meu discord, ela jogava rpg e eu também e a gente começou a conversar, por acaso ela foi pro mesmo colégio que eu, a gente foi pro ensino médio junto, foi a primeira vez que eu estudei de manhã e ela também, a gente saía todo dia no recreio e ficava junto jogando truco com o meu grupo de amigos já que ela mais uma guria que gostava de anime e video-game (Nota: ela era de uma turma diferente da minha. Nota2: os meus amigos do colégio não são os mesmos do discord), tava indo tudo bem, eu era o mestre de uma campanha de rpg, ela já sabia disso, a gente passava muito tempo em call no discord desde que a quarentena começou, uma hora o meu grupo do discord iria descobrir que eu tava falando com outra pessoa já que eu passava muito tempo fora da call no grupo lá, basicamente eu cometi o que eu considero o maior erro da minha vida, eu adicionei ela na call pra ver uma campanha de rpg, só que meus amigos conseguiram o contato dela (meus amigos são de boa e eles moram em outros lugares do brasil, a menina é a unica que mora na mesma cidade que eu), eu adicionei ela no grupo do rpg meu e depois no grupo principal nosso que só cabe 10 pessoas, ela se enturmou lá mas ai que tá, tava pintando um clima entre nós, era um quase semi-mini-web-namoro, ou seja, não era nada oficial a gente nunca se beijou mas a gente não se considerava amigo e fazia umas indiretas sobre gostar um do outro, mas a gente tem uma personalidade que faz querer não confessar primeiro, então era um jogo mental pra ver quem se declara (tipo Kaguya-sama), bom, um dos meus amigos depois de um tempo começou a falar com ela, eu havia conversado com ela sobre ela não falar sobre a nossa relação para os meus amigos já que eu descobri que ela contou sobre eu dar boa noite pra ela e tals, depois disso o meu certo "amigo" conversou comigo sobre minha atitude com ela (eu sou uma pessoa difícil mas é de brincadeira, eu realmente levo o sentimento dela a sério), eu respondi que eu tava ciente disso, só que ele começou a se meter demais na nossa relação, eu conversei com ela sobre isso e ela concordou em parar de falar sobre isso com ele, mas tinha uma coisa, a gente postava imagem adultas no grupo, fazia comentarios de humor negro por que ninguém se descriminava, mas ela tava lá e eu não queria que ela visse essas coisas adultas e tals, por mais que ela não ache um problema eu acho e conversei com ela sobre isso, "fica dificil eu cuidar pra não te mandar meme com algo pornográfico e depois saber que meus amigos te mandam muito meme porno no teu privado", ela concordou comigo e eu falei pro pessoal pra evitar fazer isso, depois dela sair do grupo pra entrar outra pessoa no lugar, eu queria que se mantesse assim mas só não dava, eles adicionavam ela e eu não podia fazer mais nada por que eles ja haviam virado amigos dela, muito tempo depois e algumas conversas com ela, ela não tava mais no grupo, mas as pessoas conversavam ainda com ela no privado, o que era um pouco de problema por que depois de muito tempo eu descobri que o meu "amigo" falou pra ela me largar umas 2 vezes (não para me dar um chifre mas só por ser metido) eu mandei ele ir a merda e disse "não fode", eu fiz uma regra com o pessoal pra me avisar toda vez que ela fosse entrar no grupo pra eu cuidar se pode ou não (eu pedi isso, e pela nossa amizade e respeito por mim eles entenderam e aceitaram), só que uma pessoa não fez isso, que foi esse "amigo" e ele falou "mas agora eu tenho que beijar teu pé e pedir por favor pra adicionar ela?" e eu respondi "não, mas me avisar pelo minimo de amizade que a gente tem e pela minha situação", ele retrucou e eu perguntei se ele realmente queria conversar, por que se ele aceitasse eu ia mandar a real das merdas que ele tava fazendo faz um bom tempo, basicamente ele aceitou e eu perguntei qual era o lugar dele nessa história já que ele não fazia parte não era para estar se metendo, mas ele só tentou desviar e nunca respondia como um verdadeiro covarde, eu tava em call com dois dos meus melhores amigos em um outro grupo e os dois estavam vendo, por mais que não pareça eu analisei e conversei com eles pra ver se eu tava fazendo alguma coisa errada, mas não, tudo que deu de merda foi por culpa desse meu "amigo", só que ninguém ficou realmente do meu lado, eles chegaram a responder quando eu falava algo como "fulano você não concorda com isso?" mas ninguém ligou pra isso, o meu amigo basicamente tinha um ideal fudido de querer ajudar quem ele quiser e fodase, eu tava full putasso mas eu não podia xingar ele do nada sem ter motivo, então eu mantive a calma por que ele tava me contando que a guria que chamava ele pedindo conselho e não ele, então eu, ele e ela entramos em uma call e conversamos sobre isso, essa guria é muito minha amiga, e eu e ela queremos realmente ficar juntos, ela tava do meu lado, ela sabe que eu sofri, mas ela também não fez nada, eu tava literalmente sozinho, todo mundo concordava mas ninguém me apoiava, eu ainda to nesse caos todo e não sei o que fazer, o único cenário que me faria feliz é todo mundo parando de falar com esse "amigo" e todo mundo menos eu parando e falar com a menina, só que é tudo impossível já que é eu que quero isso e ninguém se importa com isso, eu conversei com dos meus melhores amigos agora, e ele disse que taria aqui por mim mas ele não tem ideias boas, eu ja tentei conversar com ela e ela me entende só que só não tem como chegar em uma conclusão, a mais plausível é eu me acostumar com a dor de quando eu querer fugir da minha vida real eu correr pro meu refugio, só que ele ja tava arruinado ja que antes eu queria só encontrar meus amigos mas a mina tava lá (agora não ta mais) e atualmente tem o meu "amigo" lá o que não me da vontade nem um pouco de entrar em call. Eu e a menina temos aula online, e ficamos em call juntos com a webcam ligada (por que a escola obriga) e a gente fica ainda sorrindo um para o outro, é legal isso mas eu não posso ainda me esquecer do todo o caos na minha volta, as vezes eu fico puto com ela e as vezes eu to calmo, mas eu não posso nem mandar ela ir a merda já que ela vai querer me perguntar o porquê disso e só seria mais dor de cabeça, eu só to pronto pra explodir e xingar todo mundo. eu já pensei em trocar de grupo mas eu prometi pra ela que não ia abandonar ela sem motivo, mas eu ainda sim só queria recomeçar e torcer pra não fazer essa cagada mais uma vez :/
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2020.10.29 14:46 KenzilRay Meu Primeiro Desabafo

Bom dia galera, tudo bem?
Tenho 21 anos e eu sou novo aqui, na verdade sou novo no Reddit em geral, e eu gostaria de desabafar um pouco com vocês, já vou adiantando minhas desculpas pelo texto longo.
Em Junho desse ano eu conheci uma menina pelo Tinder, e coincidentemente ela é da minha sala na faculdade, (estamos no primeiro ano, e como só tivemos aulas presenciais até Março, não deu pra conhecer muito bem o pessoal da sala). Bom, ai o caminho ficou fácil, eu procurei o WhatsApp dela no grupo da sala, e começamos a conversar por lá, e a gente se deu super bem, conversávamos o dia todo, sobre a faculdade, sobre o nosso cotidiano, sobre nosso problemas, enfim, sobre os mais variados assuntos, dava pra ver que ela tava afim de mim, assim como eu tava afim dela, mas infelizmente a gente não podia sair, nem se encontrar, por conta da quarentena estava tudo fechado, e tanto ela, como eu, estava levando isso a sério.
Bom galera, depois de uns dias conversando, eu percebi que ela estava totalmente diferente comigo, ela demorava horas pra me responder, e não me tratava como nos dias que a gente se conheceu. Isso me incomodava, mas eu sabia que não posso ficar cobrando isso de uma pessoa que sequer nem vi pessoalmente, então eu deduzi que ela estava passando por alguns problemas pessoais. Só que chegou num ponto que eu não aguentei mais, e resolvi perguntar a ela o que tava acontecendo, e resumidamente, ela tinha me dito que queria ir com calma em relação a tudo, pois passou por recepções recentes e não queria ser iludida novamente. Eu entendi o lado dela, até porque a gente não deve ficar forçando nada, tudo tem que acontecer de forma natural.
E desde esse tempo pessoal, vínhamos conversando como amigos pelo WhatsApp, as vezes conversávamos o dia todo, as vezes ela demorava pra responder, mas ela nunca me tratou mal, sempre foi gentil comigo, sempre puxava assunto e me chamava pra conversar, chegamos até fazer trabalho da faculdade juntos, eu senti que rolou uma identificação ali, entendem? Dava pra notar que ela gostava da minha companhia.
Só que a tragédia mesmo aconteceu no começo desse mês KKKKK Eu resolvi tomar uma atitude e falei que eu tava afim de uma conversa olho a olho, sair pra algum barzinho, lanchonete, restaurante, enfim, o lugar não importava, eu só queria conhecê-la melhor, sem segundas intenções. Galera, ela mandou um texto gigantesco, gigantesco mesmo, mas vou resumir aqui pra vocês: Ela disse que não sentiu o suficiente pra tentar um relacionamento, que eu posso ter criado um sentimento que não seja exatamente por ela. Ela também me disse que a gente pode dar certo lá na frente, mas que agora a gente não se identifica pra isso. Pra finalizar ela contou que tava gostando de um cara que não saber o que quer e que sempre vai e volta na vida dela.
Isso me deixou abalado de uma forma inimaginável gente, mas ela disse que se eu quiser, eu posso chamar ela pra continuar a amizade, ela só pediu um tempo pra eu me recuperar e acabar com esses sentimentos. E hoje pessoal, eu continuo decepcionado com o que aconteceu, eu sinto muito a falta da companhia dela, das mensagens, dos assuntos. As vezes eu me arrependo de ter dito tudo aquilo pra ela, pois hoje parece que a gente nem se conhece mais..... mas por outro lado, eu não iria saber que ela gosta de outra pessoa entendem?
Isso tá afetando no meu dia a dia, no meu desempenho no trabalho, nas aulas online, e nessa quarentena parece tudo ficar intenso, eu choro sozinho, sinto saudades, fico carente esperando por uma mensagem inesperada, eu sinto um vazio muito grande. Eu cheguei a responder alguns stories dela (podem me chamar de trouxa gente, porque eu sou mesmo), e ela respondeu com muita gentileza, como se nada tivesse acontecido, mas eu não prolonguei muito a conversa, porque eu só iria ficar me machucando ali... e não é isso que quero para mim!
Gente eu gostaria de saber o que vocês fariam no meu lugar, se vocês chamariam depois pra continuar a amizade ou não? Mais uma vez me desculpem pelo texto longo, não sei se alguém vai ter coragem ou o tempo suficiente pra ler e responder tudo isso, mas eu precisava desabafar com alguém....
Obrigado!
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2020.10.06 12:20 internalerrorfixed Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

Trabalho em uma farmaçia e parte do meu trabalho consiste em atender fornecedores pelo telefone. Há 27 dias eu atendi uma ligação, sempre bem educado, e a vendedora depois falar o "script" dela, perguntou minha data de nascimento e acabou pedindo meu contato pessoal. Resolvi passar porque não tinha motivos para não fazer. Talvez era alguém querendo algum tipo de ajuda, dúvida, e que ali na hora não queria perguntar ou estava com vergonha. Mas achei muito estranho perguntarem a data de nascimento, nenhum vendedor nunca fez isso.
Quando cheguei em casa lá estava um áudio com uma voz muito mais linda do que eu lembrava no telefone, comecei a conversar só pra saber o que a pessoa queria. Não tinha foto no perfil, sou feio e tenho vergonha de mim mesmo, mas ela queria saber como eu era. Sempre desconfiado, porque não me perguntava nada, não falava do trabalho, só parecia querer conversar mesmo. E eu conversava, escutava, enviei uma foto. Ela sempre mandava foto, vídeo indo caminhar, dirigindo, voltando da igreja, tudo numa boa. Uma pessoa linda, até demais, pra estar interessada em mim.
Continuo desconfiado, vou atrás de redes sociais, vejo que está participando até de concurso de beleza, crio expectativas mesmo sabendo que não tenho nada a oferecer. Lá vi que faltava poucos dias para o aniversário dela, no dia do aniversário dela espero dar meia noite, mando um vídeo todo envergonhado parabenizando ela, tenho problemas de autoestima então fica tudo bem cringe.
Ai ela começa dizer que queria me conhecer pessoalmente, me liga perguntando se pode vim na minha cidade (moramos há 160km de distância mais ou menos), mas estava tudo acontecendo muito rápido, peço pra ter calma, pra irmos nos conhecendo melhor, até porque até esse ponto as conversar eram bem casuais, eu pouco sabia sobre ela.
Ela saiu com a mãe dela pra comemorar, me manda foto e vídeo com a mãe dela, mas depois relata que achou que seriam só elas duas, mas que a mãe chegou com um rapaz e que ela não gostou dele, diz que "ele tá me testando", pergunto que tipo de teste e ela não responde.
Depois ela comenta que estava muito triste e só queria que eu estivesse lá pra poder dar um abraço nela no dia do aniversário, que tinha sido horrível sair com a mãe, que segurou choro a noite toda, que ela só queria me conhecer no dia do aniversário dela mas que parecia que eu não tinha gostado da ideia. Ai eu abaixo a guarda e crio expectativas, passo a conversar de uma forma mais carinhosa.
Pergunto sobre relacionamento e ela diz que terminou há pouco tempo, mas já estava há um tempo querendo terminar, e não dá mais detalhes. Volto a fuçar as redes e descubro que o intervalo entre o fim de um namoro de 2 anos e começar a conversar comigo é menos de 2 semanas. Volto a ficar triste e desconfiado por ser o consolo de alguém que só quer um relacionamento rebote, e que provavelmente depois de ajudar e reerguer essa pessoa, ela vai só virar as costas e voltar pro ex, que é bem mais bonito do que eu. Mas como ela sempre elogiava meu bom humor, minhas boas sacadas, acabo acreditando nessa de que talvez caráter e conteúdo se sobressaia.
Nesse ponto já estávamos conversando há umas 2 semanas, tentando encaixar uma data no final de semana pra nos conhecermos. Marcamos então para 3 de outubro, eu iria na cidade dela, 160km numa CG 150 pra conhecer alguém da internet numa cidade que nunca fui. Conversamos todos os dias por ligação, ligação de vídeo, falando sobre vida, trabalho.
Faltando 5 dias pra data que combinamos, numa ligação, ela me diz que alguém do trabalho dela arrumou alguém pra ela sair e ela aceitou, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa, disse que sentiu nojo, mas saiu. Beleza, racionalmente falando ela está solteira e faz o que quiser da vida, mas sinto uma falta de respeito do caralho fazer isso.
Ai eu comento sobre ela no trabalho, de forma bem rasa, e começam as histórias de pessoas que sumiram, foram roubadas, abusadas nessas de conhecer alguém pela internet. Decido investigar mais. Facebook, instagram, tiktok, facebook de todos os familiares, irmão, tio, primo, prima, mãe. Vejo que já foi casada (encontro um processo de divórcio) e que o requerente em questão foi o ex-marido. Nessa, já vejo que nos últimos 4 anos ela se casou, ficou 2 anos casada, separou, já engatou um namoro de mais 2 anos e menos de 1 mês depois já está me chamando de amor. Isso aos 24 anos de idade.
Desanimo total, decido parar de conversar e puxar assunto, levo muito a sério relacionamento e ela parece só querer aventuras. Sexta, sábado e domingo se passam. Sábado é o dia que eu iria lá. Ela nem questionou se eu iria ou não, parece não fazer muito caso, fico feliz, era o que eu queria, só me afastar e esquecer ela.
Ontem no horário do almoço dela, me manda uma foto com a cara inchada e de choro. Escrevo um texto dizendo pedindo desculpas, falando que tinha investigado a vida dela e dos familiares por medo de ir lá e acontecer alguma coisa, mas que não daria certo, que tenho coisas pra resolver antes na minha vida, mas que gostava dela, desejo sucesso e felicidades, algo pra terminar na amizade mesmo, num clima bom.
Ela responde que gosta da minha sinceridade, mas que nunca tinha pedido pra eu ir lá, e que o motivo do choro dela era algo muito pior que tinha acontecido domingo, que não conseguiu dormir, acordava chorando e gritando e pensou em me ligar, mas que bom que não tinha feito isso porque eu não me importava com ela. Que se eu fosse bom em investigar, que encontrasse quem seguiu, violentou sexualmente e bateu nela.
Ai eu desmontei, dor na barriga, tremedeira, ânsia de vomito, não sabia o que falar, aliás estou sentindo isso agora só de escrever e lembrar. Olhava pra tela do celular e não sabia o que digitar, só pensava nela sozinha em casa podendo fazer alguma besteira.
Eu jamais imaginaria que algo assim tivesse acontecido, mas ai já era tarde, ela só sabia falar que eu não me importava com ela, que era melhor assim mesmo, me afastando, e eu querendo demonstrar que mesmo não querendo um relacionamento, me preocupava sim com a vida de outra pessoa. Começou a falar que está cansada de ser julgada, que antes estava em um relacionamento abusivo, que hora eu era muito legal, mas hora eu julgava ela demais, que não era pra ter pena se nem intenção de conhecer ela eu tinha e que só queria uma amizade sincera.
Pergunto se ela está bem, se está com alguémm, responde que está em casa com medo, sozinha, com medo de ir trabalhar. Pergunto se ela conversou com alguém sobre isso e diz que não, falo pra deixar eu pelo menos escutar ela, que poderia falar o que fosse e eu ia dar suporte para o que precisasse, só que ai ela volta a discutir sobre eu parar de falar com ela, que não tinha motivo pra confiar em mim e que eu não gostava dela.
Confesso que usei de chantagem, que se não falasse comigo eu entraria em contato com a mãe e/ou irmão pra contar aquilo que ela estava me falando pra poderem ajudar ela, que se eu não conseguisse ajudar, iria encontrar alguém que consegue. Meu maior medo nesse momento era dela fazer alguma besteira, suicídio ou me bloquear e sofrer sozinha. Já estava procurando sobre o que fazer numa situação dessas na internet, o que falar, o que fazer, mas é tudo resumido em não culpar a vítima (óbvio, nunca faria isso) e escutar, mas como escutar alguém que não tem mais vontade/confiança de falar com você?
É isso, não sei como/o que/quando/quem falar, se acredito nisso ou não. Só quero o bem dela, mas não sei o que é o certo a se fazer. Jamais me perdoaria de "abandonar" alguém numa situação assim, mas sei que eu não sou a pessoa certa pra ajudar, que a família seria a melhor opção. Preciso de ajuda.

Update: ela disse que conversou com alguém do trabalho e essa pessoa marcou médico pra ela. Elogiei, disse que era bom que ela conseguiu conversar com alguém, e que seria ótimo também ir na delegacia da mulher pra relatar o crime. Enviei o link do CVV - Centro de Valorização da Vida, disse que lá ela teria pessoas mais instruídas pra conversar, de forma totalmente anônima e que iriam ajudar ela se precisasse. Terminei com um "boa noite". Ela respondeu com um "Obrigada" e "Boa noite". Considero minha parte feita, não vou mais mandar mensagem. Sendo verdade a história do estupro, ela agora vai receber ajuda de quem pode ajudar mais do que eu. Sendo mentira, conseguiu estragar um dia da minha vida me sentindo mal e quase vomitando de ansiedade, mas vou sobreviver e ter história pra contar, e até evitar futuros problemas semelhantes.
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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2020.07.08 14:56 xDark0x Levei um fora da minha ex que ainda amo

Olá! Então, é minha primeira vez aqui escrevendo, e estou um pouco nervosa pois nunca fiz isso antes, tenho dificuldades em falar sobre o que sinto e tal, mas chegou à um ponto em que realmente preciso desabafar. Vou explicar tudo com datas pra ficar mais fácil. Ultimamente venho passado por uma série de eventos os quais me deixaram muito mal. Tenho uma ex namorada, a primeira e única com quem me comprometi até hoje (tenho 18 anos), em março de 2018 conheci ela através de uma amiga e desde então nos demos muito bem. Desde que a conheci já despertou um interesse e sentimento em mim. Tínhamos várias coisas em comum, gostos musicais, forma de ver o mundo e afins. Logo nos tornamos muito próximas, confiavamos tudo uma na outra e após uma jogada de charme aqui, umas coisinhas românticas ali (kkk) Consegui conquista-la. Isso em junho. Namoramos por 6 meses, muito felizes, mas devido uma interferência da família dela, que ficou sabendo de nós duas por intermédio de uma professora do colégio que conhece a mãe dela, (fdp fofoqueira) tivemos que nos separar. A mãe dela me contatou e com base em ameaças de contar à minha família, me fez confessar nosso relacionamento. Depois que o sangue esfriou e fiquei "mais calma", me senti muito mal, pois senti que à traí, me senti mal por acreditar na mãe dela (que considerando a pessoa que é não merece confiança) que disse não fazer nada com ela se eu falasse tudo. Paramos de nos falar, e como já era dezembro, estavamos de férias e não nos víamos (só tínhamos oportunidade de nos ver na escola). Só no ano seguinte, no primeiro dia de aula consegui contata-la e descobri da forma mais dolorosa possível que não sentia mais nada por mim e me odiava pelo que fiz. Me senti péssima, por ainda à amar e pela situação em si, que não saía da minha cabeça. Tivemos só essa conversa e depois nos distanciamos novamente (por escolha dela). Lá pra junho do ano passado, ela começou a dar sinais de querer voltar a falar comigo, depois de longas conversas sobre esse assunto, finalmente nos entendemos, mas não totalmente da forma como gostaria. Ela disse novamente não me amar mais. Foi doloroso, mesmo já tendo ouvido-a dizer antes. Ela estava passando por momentos terríveis com a família. Não é uma pessoa tão fácil de lidar (a criação ajudou um pouco nisso), então falar com ela naquela época foi bem complicado. Queria ajudá-la mas ela não permitia que eu o fizesse. Arduamente fui conquistando a confiança dela, até que desabafava comigo e eu tentava ajudar da forma como podia. Aos poucos ela foi melhorando e fomos resgatando a amizade e por ainda nutrir sentimentos românticos por ela, as vezes dava umas cantadinhas bobas, mas as vezes sérias também (Claro que não no momento que ela estava fragilizada, mas sim nos de descontração, para deixar bem claro). Em setembro nos aproximamos mais e finalmente consegui com que ela demonstrasse gostar de mim da mesma forma que eu dela. Pouco tempo depois a família novamente descobriu a gente, da mesma forma que da outra vez, mas dessa, eu estava de certa forma mais forte. Bom, consegui conversar com a mãe dela sem demonstrar medo pelo menos. Chegamos à conclusão de que realmente não dava pra ficarmos próximas na escola. e em meio à isso tudo, pedi ela em namoro pela segunda vez. Dessa, não mantinhamos o contato de antes, muito raramente ficávamos juntas, já que ela era de outra turma. mas passando o tempo começamos à relaxar um pouquinho e passar ainda mais tempo juntas, sempre que podíamos, porém com mais cautela. Dessa vez, durou 2 meses e meio, de outubro à metade de janeiro. Ela terminou comigo de novo, não por deixar de sentir, mas eu estava passando por questões pessoais (que até hoje estou lidando, e que me incomoda bastante falar). Como ela além de namorada era minha melhor amiga, falei com ela por mensagem sobre o assunto, e depois de conversar, de um dia inteiro completamente estranho e nós indiferentes, eu por me sentir mal por estar daquele jeito, ela acredito que por não estar acreditando e por lamentar a situação, no fim do dia ela terminou tudo. Foi terrível pra mim, confesso que fiquei com raiva de certa forma, pois queria ela do meu lado para enfrentar aquilo, eu estava apavorada sem saber o que se passava direito na minha cabeça. Mas no fundo, por trás de tanto sentimento ruim, entendia que era direito dela. Era total direito dela decidir onde ficar e até onde pode aguentar também, nunca foi uma relação fácil, e não posso exigir de alguém o que eu faria dentro da relação sendo que somos pessoas diferentes. Ainda mantinhamos contato, mas de forma meio estranha, até que ela começou a demorar muito para responder e por fim, sumir por dois meses. No aniversário dela em maio, fiz um pdf com várias mensagens e desenhos (felizmente sou boa com desenhos) e mandei para o email dela, isso sem muita pretenção, apenas como forma de carinho. Depois de 7 dias me respondeu pedindo desculpas por não ter visto já que não olhava o email (algo totalmente válido pois também não olho hehe) e dizendo que se eu quisesse voltar a manter contato que gostaria. Voltamos a nos falar por outra rede, diferente da que nos falávamos antes, e foi tudo muito bem, ainda demorava para responder, mas não posso cobrar já que deve ter as ocupações dela, assim como tenho as minhas. Embora sempre dê aquele desapontamento e dúvida sobre ser "importante" ou não kkk. E à partir de agora voltamos ao que está acontecendo atualmente. (Estou resumindo o máximo que posso pra não ficar maior do que já está.) Há umas três semanas, em uma conversa casual ela perguntou brincando se eu ainda sentia o mesmo por ela, e eu muito envergonhada disse que sim. No outro dia, acordo com um texto dela (ela gosta muito de escrever) falando sobre amor, sobre estar apaixonada por alguém que sempre atrai ela de volta e por isso quer manter em segredo. Automaticamente me animei e fiquei profundamente feliz, "ela ainda me ama!" Pensei. E dessa vez sem eu mesma ter que correr atrás. Escrevi algo respondendo à ela e mandei uma letra de música que gostava muito pra que ela ouvisse. Ela disse que escreveu aquilo aleatoriamente, mas sabe quando você vê que a verdade não é aquilo que a pessoa diz? Enfim. Foram assim as últimas três semanas, com textos românticos que se encaixam perfeitamente na nossa história, respostas minhas, e mais textos que também mandava pra ela. Ela sempre respondia dizendo que ficaram muito bonitas as coisas que escrevi, e era o mesmo que eu dizia para os dela, obviamente direcionados para uma pessoa, mas que por conta da primeira fala dela de querer "manter em segredo" eu não entrava em detalhes, embora estivesse crente de que eram para mim. Textinho vai textinho vem, perguntei se o que ela escrevia era para alguém (Isso já confiante de mim, mas queria que "confessasse") depois de enrolar um pouco para falar, acabou dizendo e era o nome de outra garota :) Fiquei sem entender nada, não sabia como reagir. Me senti uma idiota por ter imaginado que era pra mim e ao mesmo não entendia como aquilo encaixava tanto em nós e em outra situação. Não conheço a menina, mas aparentemente não à corresponde, enfim. Me senti tão mal, principalmente por ter pensado que as coisas eram pra mim e ter descoberto de uma forma tão brusca. Fui conversar com ela para tentar esclarecer tudo e foi até bem rude ao responder. Disse que não via mais futuro em nós e não queria mais a confusão que era "estar comigo". Isso aconteceu ontem, e até agora não sai da minha cabeça. Dormi pensando nisso da mesma forma que acordei hoje e foi a primeira coisa que veio à cabeça. Não é a primeira vez que acontece situações que me deixam assim, em relação à ela. As vezes parece que estamos em um looping infinito sabe? Pois sempre passamos pelos mesmos momentos, desde os complicados, aos de investidas minhas e a "volta do amor" dela, que é algo que me deixa com muitas dúvidas por dentro, pois poxa, que amor é esse que eu preciso ir atrás? E sinceramente, isso me deixa com tantos questionamentos e angústias, eu realmente à amo, e me sinto uma idiota por isso. Eu odeio me sentir dessa forma sabe? As vezes odeio ser dessa forma. Me sinto idiota por ser tão intensa em ralação aos sentimentos, principalmente numa época em que isso é pouco levado em conta por muita gente. Ocorre um misto de emoções, angústia, tristeza... Por tudo que já aconteceu e pelo que estou sentindo agora. Tenho dúvidas reais sobre nosso fututo, não sei o que pode acontecer conosco, se podemos ficar juntas, ou se realmente estamos fadadas à seguir caminhos diferentes; e isso é uma das coisas que mais me apavora, não saber o que irá acontecer, se esse sentimento por ela vale realmente a pena ou estou apenas perdendo tempo em minha vida, numa coisa que não terá fundamento. Me sinto afogada nesse misto de sensações, sentimentos de amor e tristeza que não sei como fazer passar.
Não sei se alguém vai ler até o final porque realmente ficou enorme kkk, mas de qualquer forma já vale o desabafo. Não tenho ninguém para falar sobre isso
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2020.06.05 02:33 99287593 Eu não sei o que fazer

Oi, alguém
(Esse desabafo vai ser grande,só pra avisar msm e desculpa se tiver erros de ortográfia)
Aos 10 anos eu fui assedia(hj tenho 16)por um cara bem mais velho que eu,minha mãe me disse que eu cheguei em casa correndo desesperada com o rosto roxo e o corpo frio,eu que era uma criança que fazia amizades com qualquer pessoa e era super extrovertida e animada com todo virei muito anti-social extremamente tímida para tudo (nessa parte de ser tímida eu já melhorei bastante hoje em dia) não sei como explicar essa parte,eu nunca fiz parte de um "grupinho" na escola nunca me senti à vontade em nem um lugar não conseguia sentir abraçada nem por minha família o único lugar que eu me sentia "livre" era meu quarto lá eu podia ser eu. Mas eu segui minha vida,mesmo que todos a minha volta não se importassem comigo eu simplesmente fingia que não me importava,só no ano passado que entrei em uma nova escola para fazer o ensino médio eu pela primeira vez me senti acolhida em tantos anos fiz meus primeiros amigos e desistir de negligenciar a minha saúde mental e fui procurar um psicólogo depois de alguns meses eu via que não mudava muito coisa a minha psicóloga me recomendou o psiquiatra e ele disse que tinha um início de depressão e ansiedade, quando voltei para a escola no mesmo dia eu acho q foi uns dos momentos mas emocionante da minha vida,todos meus colegas começaram a grita pois eu tinha indo a aula,eu quase chorei pois na minha escola passada quando disse que eu não ia estudar na mesma escola que todos meus antigos colegas eles nem ligaram sendo que literalmente qualquer favor que me pedisem eu fazia ( tenho esse problema de não saber disser não) quando alguém tinha dúvida em alguma matéria eu ajudava as vezes nem precisa pedir eu ia lá e fazia o favor mas quando uma outra colega minha (que hoje é minha melhor amiga) foi todos se humilharam para ela não ir (sim,eu fiquei com inveja) então quando vi que eles sentiram minha falta?Nossa!isso foi muito importante para mim. Comecei a tomar os remédios que o psiquiatra me receitou ele disse algo que eu sempre escuto ao contrário que sou corajosa por procurar eu mesma ajuda,já faz uns meses que tomo os remédios mas não mudou muito coisa,eu pensei em me suicida isso só não aconteceu pois no mesmo dia morreu a avó e minha vizinha de um amigo meu então não deu muito certo.A cada dia que se passa eu fico mais deprimida nem consigo chorar mais,tudo é tão sem graça e sem vida para mim,meus amigos não ajudam muito também,mas eles não tem culpa nisso eu que não gosto de falar sobre meus sentimentos então não tem nem como eles saberem.
Eu acho q esse texto ficou um pouco sem sentido, desculpa aí mas o motivo de eu fazer ele é que eu não consigo falar meus sentimentos com ninguém sem ser com a minha psicóloga (as vezes nem com ela) então eu achei que qualquer pessoa que tivesse coragem de ler tudo isso podesse me ajudar,como eu faço para me sentir melhor?eu não sei pq eu me sinto assim tenho todo do bom e do melhor tenho amigos,pais que me apoiam minha família é muito amorosa comigo eu realmente não tenho com o que reclamar mas pq eu não me sinto bem com td isso?pq parece que tá faltando algo? Se você poder me ajudar eu agradeceria muito e nossa vc realmente gosta de ler ou de ajudar ao próximo se vc leu tá isso parabéns eu te acho uma pessoa incrível só por ter lido muito obrigado.
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2020.05.01 00:44 TheCaraqmoranextdoor Guiazinho sobre Fake News. Minha abordagem e visão sobre o tema, e como combatê-la.

Acredito que a maioria de vocês compreendam como e para que(m) as notícias falsas trabalham. O risco de cair no óbvio é natural, mas com esse post eu gostaria de fazer o exercício da escrita e, talvez, ajudar a compreensão coletiva da força motriz do atual governo.
Vale notar que aqui escrevo minha visão e entendimento particular do fenômeno, de como fiz um apanhado de informações diferentes e juntei numa hipótese geral. As bases e conclusões são tirados de textos e debates que venho acompanhando sobre o assunto já há algum tempo.
Sem mais delongas, vamos a isto:
0. O Nascimento 
O processo todo começa de maneira dissimulada e insidiosa. Depois de um tempo, a partir de ligações lógicas muito simplórias, começam a tomar corpo e ficar cada vez mais sérias - as vezes sem sentido também.
Começa como uma piada, um relato de violência, um pânico com o estrangeiro. Conversas coloquiais, aquelas de botequim de quem não tem nada melhor a dizer e tem que manter a conversa rendendo enquanto a cerveja não acaba.
Um meme aparentemente inofensivo que exalta um político corrupto ou até mesmo vídeos informativos sobre o poderio militar de um país podem fazer parte de um esquema maior. Não quero dizer que obrigatoriamente fazem parte de uma grande conspiração mundial, mas, propositadamente ou não, lançam bases para o ataque aberto das fake news. É a preparação de um terreno para ser plantado.
Se você quiser fazer uso do método, você precisa de um ambiente propício. Esse ambiente pode ser muito bem fabricado, não importa se tem conexão com a realidade ou existe elos lógicos, ele só precisa existir na mente da população.
O que você precisa aqui é de propaganda. Muito melhor que você elaborar uma propaganda formal para TV, que é claramente verticalizada, de lenta elaboração e toda engessada, é fazer conteúdos imagéticos simples, toscos até, bem característicos da internet.
A circulação de memes ou de imagens que poderiam ser feitas por qualquer um tem uma penetração muito maior no imaginário da população. A aparente horizontalidade é outro pilar pra aceitação rápida e fácil por seus pares.
A propaganda boca a boca é a alma da fake news, ela confere o poder, ironicamente, da democracia para o convencimento de seus semelhantes. Claro que uma ajudinha da TV sempre é bom, principalmente se você for polêmico e controverso. Polêmica dá audiência, ambos saem “ganhando”.
1. O Público 
Vamos definir logo as coisas. Existem as pessoas que caem em fake news e pessoas que as fabricam. A convencida não o faz por mal, ela é levada por um caminho mais fácil de corrigir seus problemas; estas são mais fáceis de se arrepender. As fabricadoras não, elas tem consciência da mentira espalhada e ainda assim passam adiante porque vê algum lucro com toda essa situação. Como sempre existem os enganados e os enganadores.
As mentiras, difamações e notícias falsas são como uma carta sem remetente. Elas têm endereço certo de entrega, mas ninguém sabe quem enviou.
Toda fake news tem uma personalização na hora de ser enviada. A estratégia nunca é atacar todos com um conteúdo só, mas dividir a população em grupos compostos por personas, cada uma no seu quadrado e com sua vulnerabilidade exposta. Públicos diferentes reagem de maneiras distintas a cada estímulo ao qual são expostos. Logo, a personalização é fundamental para que a notícia faça o maior estrago possível.
Agora quem é esse público?! Todo e qualquer um que se julgue vulnerável.
Há muito mais tipos de personas, mas acho que já deu pra perceber que todas tem duas coisas básicas em comum: frustração e desejo de mudança/vingança.
Essa generalização nos leva ao próximo ponto do método.
2. Os Sentimentos 
Fake news não lidam com verdade ou mentira, fatos ou factoides, coerência ou incoerência. Esqueça a racionalidade, a checagem de notícias e a argumentação lógica. As Fake News miram nos sentimentos! O negócio é provocar reações profundas em seus receptores. Quando você atinge o sentimental de uma pessoa o racional é desligado e ela age no instinto. Por isso não adianta em nada apelar para a razão, estas pessoas estão sendo movidas pelas entranhas!
É aterrador, mas a racionalidade, a ciência e a verdade não tem chance mínima contra as fake news, não tem vez. Temos que aceitar esse fato para podermos compreender e reagir de maneira adequada a esse esquema.
O método tem primordialmente dois momentos, que sempre se confundem.
O coração da fake news é o estado de revolta constante imposto aos militantes. A dúvida é o sangue. A intenção é sempre instigar a cólera e a dubiedade. Cólera, não é a doença, é um estado psicológico no qual o indivíduo perde completamente as faculdades mentais e entra em modo berserker. A adrenalina é despejada a toda no sangue, a visão escurece e foca num ponto específico e o corpo se movimenta de modo automático para atacar seu alvo.
Imagine esse estado a todo momento, de forma mais incubada, mais omeopática, um rancor explosivo. É assim que as vítimas vivem todos os dias.
Uma dica breve, você consegue acalmar alguém que está com raiva. Você consegue dialogar com alguém que te odeia, mas você não deve sequer chegar perto de quem está em estado colérico, principalmente se ela portar uma arma. Pelo bem da sua saúde física.
Vale ressaltar que há uma outra tática muito bem executada pelo método para fidelizar essas pessoas. Inicialmente a tática é reunir as pessoas em grupos de perfis sempre mt semelhantes. Crentes com crentes no wpp, incels com outros incels nos chans e por aí vai.
As bolhas das mídias digitais são peça fundamental do meio onde será propagado as mentiras e organizar as vítimas. Sem elas talvez tivéssemos sim esse movimento global, mas de forma mais demorada e em menor escala. YouTube, grupos de Facebook - olá Cambridge Analytica, a precursora do mal - grupos de WhatsApp, Twitter, Chans, Fóruns online, Reddit... Todos esses sites e serviços são modos de nos conectarmos a nossos semelhantes e, claramente, o melhor método de disseminar as notícias falsas. As bolhas são o melhor meio para as fake news personalizadas serem espalhadas.
Além de facilitar o trabalho de distribuição de fake news, cria-se uma identidade e um sentimento de pertencimento a um grupo. Nesses tempos de globalização, sentir-se parte de um pequeno grupo é necessário para manter-se o engajamento desse público, dar uma cara e um objetivo comum para todos lutarem por ele.
Algo a se notar é a perda da identidade individual em prol de uma compartilhada. É uma característica meio fascista, meio comunista, é estranho pra quem supostamente luta pelas liberdades individuais. Não à toa aqui chama-se esse público de gado.
3. A manutenção 
A etapa anterior é fundamental para a manutenção. Se o indivíduo se sentir cada vez mais só numa causa, maior a chance dele a abandonar.
Imaginem o bater de palmas: começa quase sempre por poucos indivíduos, toma corpo muito rápido e depois diminui quando o ritmo decai. Ao passo que as pessoas vão vendo que os outros estão deixando de aplaudir ela para também. Morre assim as palmas. Morre o movimento.
Como não se pode deixar o gado morrer de inanição por causa da fome, existe um alimento básico e diário para o rebanho se manter forte e aguerrido.
3.1 O inimigo 
Por que dia sim, dia não o presidente solta uma controvérsia?! Então, é pra não deixar o movimento morrer, os sentimentos esfriarem. A guerra constante é fundamental pra manter a base atuante. A paranoia e a dúvida constante são fundamentais no psique da turba, nunca se esqueçam.
Mas guerra contra quem?
Contra quem simplesmente não importa. Por quê? Porque você pode eleger seu inimigo.
Os Comunistas, a esquerda, o PT, o Lula, a Rede Globo, o STF, os cientistas, a democracia, a constituição, o Congresso, o time do Vasco da Gama, o vizinho gato que troca de roupa com as cortinas fechadas, a ilha de Madagascar e o Rei Julian.
Não importa o nome, o inimigo tem que existir, mesmo que ele nem seja real. Você não mobiliza um exército pra sequer lutar. A movimentação e as batalhas tem que ser travadas todos os dias, é peça fundamental do método. Como disse anteriormente, se os militantes não estiverem sempre em batalha, a paz reina e as palmas cessam. O plano fracassa.
A parte interessante dessa guerra contra um moinho de vento é que ele retroalimenta todo o sistema de fake news. É um sistema simbiótico onde a mentira alimenta o sentimento negativo, que dá cacife para a inserção do discurso de ódio, que alimenta a ação da militância, que, obviamente, vai provocar uma defesa por parte do atacado. No momento que o inimigo reage o sistema volta pra primeira etapa e a roda volta a girar.
3.2 O Messias 
Todos nós quando estamos nos afogando temos o reflexo de procurar algo para se segurar e apoiar. Este mesmo reflexo é usado e abusado no funcionamento das fake news. Você está desesperado, em estado constante de dúvida, pra todo lugar que você olha tem alguém querendo te roubar, do seu vizinho ao seu político. A vida realmente parece sem saída.
“E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.” João 8:32
No meio do caos aparece uma pessoa que te dá respostas. Que te dá soluções que satisfazem tuas necessidades, não só as físicas, mas os anseios inibidos de violência e justiça – vingança. Ele é quase um líder profético, ele nos abraça com suas soluções, seu vocabulário idêntico ao nosso mostra que é um de nós, ele passa por cima das regras e normas que tanto temos raiva. Ele é praticamente um mito vivo.
A crença, por necessidade ou por interesse, é manobrada com certa maestria pelos financiadores do método. Eles pinçam a crença, que no nosso caso é cegada propositadamente, e logo depois apresenta alguém na qual a pessoa possa depositar sua fé, sua mais pura confiança.
E quando me refiro a fé e crença, não é só dos religiosos, que, diga-se de passagem, são os maiores apoiadores do presidente atualmente, mas de qualquer um que veja nesta figura messiânica forjada uma possibilidade de mudança.
Existem os gamers e geeks que acreditam ser os impostos a maior barreira para consumirem suas mídias e gadgets. Os libertários de internet que culpam o Estado pela “falta de liberdade econômica” do mercado. Temos até mesmo os militaristas indignados que, para resolver a situação da violência, precisamos ser mais violentos ainda. A lista vai longe e todos estes grupos supracitados estão em condição vulnerável, tanto para acreditar quanto para seguir o Messias de fake news.
Como todo bom Messias, ele tem discípulos, apóstolos que são encarregados de espalhar sua palavra. Aqui coloco duas peças fundamentais, os digital influencers e os empresários financiadores de disparos em massa.
O Messias nem sempre tem tempo de discutir e promover a baderna necessária para estar sempre em voga. Para isso, seus apóstolos, nossos influencers, estão sempre ativos para fazer a defesa de seu patrão. Não se engane, eles são pagos e recebem informações e fake news de cima, algo realmente verticalizado, para que possa se criar mais uma narrativa da semana.
Os influencers gozam também de uma maior informalidade e proximidade de seu microcosmo. Podem ser ex-jornalistas ou ex-cientistas para dar aquele verniz formal pro resto da sociedade, mas a maioria são pessoas comuns. Novamente, essa aproximação e aparente democracia, ajuda na identificação dos seguidores e no seu acirramento. A pessoa não é um simples seguidor, ela é um membro de uma seita, ela se deixa cegar para participar do grupo e estar mais próximo de seu mestre.
Os empresários, amigos de seu Messias, são os grandes responsáveis pela fase de overload. Sem eles, os bots e as inundações de notícias falsas, que devem ser criadas, não existem. Obviamente nem tudo parte de cima pra baixo, nessa pirâmide disfarçada de plano 2D, as vezes você precisa de um empurrãozinho e os próprios membros fazem o trabalho de graça. Mas sempre precisa de um empurrão inicial!
Por isso bots e compartilhamentos em grupos são tão preciosos na formulação de uma mentira. A intenção é sempre fazer o volume vencer a qualidade. O objetivo, novamente, é por dúvida na cabeça dos seguidores e criar uma narrativa distorcida da realidade para que elas se esqueçam do erro do chefe supremo e embarquem em uma nova jornada. Todos os dias.
Sem dinheiro, as fake news têm os dias contados. Há sempre um gabinete, um grupo muito bem articulado para apontar e executar a ordem do dia.
E por último, todo Messias que se preze é perseguido e tentado calar. Ele até sofre tentativas de homicídio. Toda essa perseguição é assumida por seus seguidores, é algo como se “mexeu com ele, mexeu comigo”. Sua turba sente na pele os ataques que seu Mito sofre, merecidamente, por mais simples que seja, como uma discordância.
Coincidência com a realidade? Pois é, é porque é mesmo.
4. Falhas do método 
O problema maior do método é ao mesmo tempo uma de suas finalidades. Destruir, desagregar, explodir. Caos. Apesar do paradoxo, necessidade de agrupar as pessoas para que elas caotizem tudo, é nessa lógica que eles operam. E dá muito certo, muito mesmo, as eleições de vários países provam isso. Mas por quanto tempo?
Com o passar do tempo os grupos de WhatsApp ou Facebook começam a implodir. Ter debandadas e discussões cada vez mais acirradas. A radicalização é a tônica do processo. Nem todo mundo gosta de radicalismo, na verdade poucas são as pessoas naturalmente inclinadas para os extremos, vide nossa política em tempos normais. As pessoas são levadas para as pontas em situações muito adversas, como a que estamos vivendo.
Cansa estar sempre no extremo.
É cansativo a cada dia que passa ter que defender algo no qual não se aceita completamente. A falta de diálogo e somente a repetição uníssona de um discurso fixo e batido leva a estafa dos membros. Alguns aguentam mais por crença ou por lucro, outros menos, é natural.
A entropia destes agrupamentos é inevitável, afinal a destruição está marcada no DNA deles.
E quando de fato houver rachas teremos grupos mais e mais fanáticos e perigosos, outros arrependidos, outros envergonhados e outros mais moderados.
Podemos observar esse fato com a demissão do ministro símbolo do combate à corrupção. O mesmo fato também é interessante de se observar a lentidão das reações às acusações feitas pelo ex-ministro.
Foram horas de apagão nas redes bolsonaristas. Horas! Enquanto o presida sofria na TV e na internet, os influenciadores simplesmente não sabiam o que dizer, o que atacar, e realmente se atacar. Estavam sem norte, sem uma cabeça que os dissesse o que reproduzir. Somente depois do “discurso” presidencial o ataque a Sérgio Moro começou com força e com bots. A narrativa estava montada e o overload posto em prática.
Esse meio tempo clareia a organização por trás de difamações e fake news do atual governo. Se fosse para apostar, diria que nesse ínterim foi discutido na sala da injustiça qual caminho tomar. Seria melhor atacar alguém com fama e reputação impecável com seu público? Ou seria melhor tentar um diálogo e por panos quentes na situação?!
Como o método não é afeto ao diálogo, a campanha de difamação contra Moro foi executada. A aposta foi dobrada. É assim que se contém danos nessa lógica deturpada.
Aqui temos uma palpável derrota, uma grande falha no método de ação dos mentirosos. Eles sempre aceleram mais, não tem breque, é sempre pra frente, custe o que custar. Como disse anteriormente, pessoas vão ficar pelo caminho, a tendência natural é o desgaste, o descolamento destes grupos que ficam cada vez mais nucleares.
5. O que fazer 
A motivação para sair dessa vida é completamente intrínseca ao participante. Geralmente desapontamentos, discussões e estafa os levam a desistência. Somente um minion pode deixar de ser minion. Se ele não quiser e for até o fim, não tem jeito, seu conhecido ou parente tem alguma deturpação moral ou social. Pessoas assim existem e são aos montes.
Temos que saber que não será da noite pro dia. O desapontamento é gradual, é um processo que as vezes demora, as vezes é rápido e obrigatoriamente tem que partir do afetado.
Isso não quer dizer que devamos ficar de braços cruzados esperando as pessoas se tocarem do erro que elas fizeram.
Proponho que mantenhamos o combate armados do deboche, do uso de memes, de simplesmente reproduzir as falas descabidas do pres para seus seguidores. Descemos o nível, mas temos que impactar também o emocional do minion. Ciência e razão não funcionam com eles, simples assim. O impacto tem que ser no emocional!
Por em cheque suas crenças absurdas com uma torrente de absurdos dos mesmos me parece ser uma boa tática. O overload contrário dentro do habitat natural serve para gerar mais dissonância e confusão, portanto temos que fornecer soluções também. Soluções simples, mas de sinal trocado.
Evitar por políticos da oposição no meio também ajuda. Algum fala uma coisa importante?! Diz que foi o tio do amigo que é médico. Lembrem-se que a sensação de horizontalidade pega de jeito as pessoas. Pessoas desconhecidas falando contra, memes debochando, a verdade, mesmo que espremida pelo formato tem que prevalecer.
Essa é minha tática e já tenho posto em prática. Parecer amigável, mas inundar de controvérsias sobre o que acreditam. Não é porque a conversão é intrínseca que não podemos dar uma ajudinha. Pedra dura em água mole, tanto bate até que mole.
Vocês devem ter outras também, gostaria que adicionassem aqui. Quase todas são eficientes, apesar de não acreditar nem um pouco em checagem de fatos e afins.
O campo do jogo é o emocional, não nos esqueçamos.
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2020.04.04 12:04 brewingwally Q&A Interview with the DEVS - DRLUPO (Translated PT-BR)

Hey peeps,
I haven't seen one in English yet but I was aiming to have a translated (summarized) transcript of the interview that happened last night on DrLupo's channel on twitch. My goal was to spread that information to the Brazilian community since I know this is, most likely, going to be huge in Brazil and in the world - to be honest.
For reference, the VOD link: https://www.twitch.tv/videos/582471212?t=06h52m10s
All in all, you will find the transcript below. It is not word for word but I believe it is a good concise version of the interview.

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Galera BR,
Resolvi postar o transcript dessa entrevista com os DEVs que aconteceu no canal do DrLupo ontem à noite. Não é uma tradução de palavra por palavra porém algo mais resumido. Espero que esteja claro e minha tradução foi bem mais resumida mesmo até porque foi uma conversa bem informal. Caso tenha interesse, o link está aí acima.

Terminei tudo por volta das 5 da matina então me desculpem por erros de português. Vou dar uma olhada assim que puder e arrumar os errinhos bobos.

O intuito conforme dito acima é disseminar informação. Tem muita pergunta boa e respostas boas que confirmam muita coisa. Eu to numa hype danada pra esse game e creio que muita gente esteja no mesmo barco. Pronto. Vamos à elas.

1) Quanto tempo eles pretendem ter o closed beta para valorant e no dia 7 de Abril, quantas keys ou accesso serão disponibilizados para players?
Não temos um número exato, porém nós estamos lançando o game no verão. No dia 7 iremos começar a deixar mais jogadores entrarem no closed beta. Não temos um número certo, porém será mais do que o dobro de hoje (25k segundo a internet).
Após o dia 7 de Abril, eles vão continuar liberando acesso dias após para aumentar o número de jogadores na closed beta.
2) Qual é o modelo financeiro sendo que o game é free to play? Como que a RIOT vai fazer $$$?
O plano de monetização vai ser parecido com o que é implementado em League of Legends, basicamente no escopo de comésticos. O plano que eles tem envolve ter um passe de batalha.
* No pay to win* RNG Loot boxes não estarão no game.
3) Quais seus planos para Ranqueadas?
Também chamado de "Ratings", não estará disponível no dia 1 quando o closed beta for lançando. Estará disponível um pouco mais adiante porque eles querem que os jogadores foquem em aprender o game sem a pressão de ranqueadas.
4) Qual é o processo de matchmaking?
Tanto para casuais ou ranqueadas, jogadores poderão criar grupos de até 5 pessoas e procurar partidas da mesma forma.
5) DrLupo - "Então se eu procurar partidas sozinho, terei chances de encontrar partidas contra um grupo fechado de 5 pessoas?" ?
Sim. Porém existem alguns detalhes do processo por trás do panos para melhorar a experiência dos jogadores e ajudar a balancear as partidas.
6) As Ranqueadas são baseadas em algum processo que jogadores já conhecem ou foi algo novo criado do 0?
Um pouco dos dois. Algumas coisas foram tiradas do League of Legends e outras foram adaptadas ou criadas para esse game em específico.
7) Número de Mapas quando for lançado?
4 Mapas.Eles querem focar em menos mapas porém de qualidade. Não querem ter 20 onde os jogadores odeiam 17.
8) Número de agentes?
10 quando o closed beta for lançado. Eles não tem um número certo para o lançamento ainda.
9) Vai rolar open beta?
Dificilmente. Querem explorar apenas o closed beta.
10) Data de lançamento para o game? ou continuamos com o lançamento no verão?
Continuam com a previsão de lançamento no verão mesmo com as circunstâncias negativas do momento.
11) O game tem aim assist?
Não.
12) Vocês tem planos para dar suporte a jogadores com controles?
Existe um suporte básico, porém nada além disso.
13) Planos para consoles?
Estão extremamente focados no PC. Estão prototipando para ver se é possível porém eles não querem lançar algo em outras plataformas onde acham que a estratégia competitiva pode sofrer consequências. Eles vão continuar explorando para ver se é possível no futuro.
14) Planos para MacOS?
Sem planos para MacOs. O foco é só PC.
15) Como que o backend funciona? Network supersampling e o tick do servidor?
(Houve uma explicação de como isso tudo funciona)
Resumo:
- Tick do servidor vai ser 128.
- Se alguém está com problemas de conexão, o servidor deles vai tentar prever aonde esse jogador vai estar sem dar a sensação de que o jogador está desaparecendo na sua tela e reaparecendo em outro lugar.
- Segundo eles, a sincronização entre o game cliente e o servidor vai ser quase idêntico. Isso significa que quando o jogador der um tiro, raramente terão a sensação de que o tiro não foi registrado. Exemplo: você claramente acertou o tiro no boneco, mas nada aconteceu porque o servidor ignorou o registro.
16) Já fizeram testes globais de conexão?
Já fizeram testes em muitas áreas e problemas sempre irão existir. O problemas que já foram detectados, já foram resolvidos. Esperam poder testar mais e mais áreas durante o closed beta para testar se o que construíram está funcionando corretamente.
17) Planos para a expansão de servidores para evitar latência?
Eles querem primeiro entender o porque existe a latência e tentar resolver da melhor forma possível. Sim, expansão está nos planos.
18) Regiões? América Latina? E outras regiões?
O plano sempre foi lançar o game no verão na escala global. Vão continuar a introduzir mais regiões nos próximos meses. No closed beta, eles gostariam de testar mais regiões porém, com com a pandemia do CODIV-19 no planeta, os planos estão sendo adiados porque dependem de seus parceiros para ajudar a montar a infraestrutura.
19) o matchmaking de jogos causais também são baseados em skills?
Sim!
20) ANTI-CHEAT e o sistema chamado Fog of War?
Resumo: Tem um time dedicado para montar um sistema para conter os hackers e o sistema chamado fog of war, basicamente esconde as informações de outros jogadores no seu game cliente até que eles estejam perto o suficiente, impossibilitando ou dificultando bastante o uso de wallhacks por exemplo.
21) Planos para novos agentes, mapas, e armas?
Sim, temos para agentes e mapas. Para armas, não por enquanto a menos que exista alguma oportunidade durante o lançamento.
22) Ainda sobre anti-cheat, qual que é a política de assédio no game? Existe alguma maneira de reportar jogadores? Vocês tem explorado bans por hardware também?
Estão explorando bans por hardware e estão levando super a sério os bans nos hackers para manter a integridade competitiva no game. Assédios serão levados a sério e existe um sistema in-game. O grande foco é impedir que jogadores quebrem ou perturbem o game dos outros.
23) existe alguma opção parar impedir de jogar com o mesmo jogador várias vezes? Existe alguma função para bloquear de jogar com certos jogadores?
Vão explorar mais a frente. Resposta não tão clara. A respeito de game com hackers, assim que for detectado pela RIOT, o game vai parar. O hacker vai sofrer as consequências e a partida não vai contar.
24) Ajuste de FOV?
Todos estarão na mesma escala que vai ser 103. O intuito, de novo, é focar no competitivo e existe uma certa vantagem em poder ajustar o FOV do seu game client.
25) Suporte para Resoluções? Ultra wide? 4:3? 16:10?
Não vai ter suporte para 4:3 esticado ou stretched. 16:9 e 16:10 ta incluso. A razão por não dar suporte a resoluções esticadas são as mesmas usadas no FOV. Para não esticar os pixels na tela e dar uma vantagem a jogadores.
26) Planos para modo de espectador? Ou modo replay?
Sim, eles tem planos para ter um modo espectador quando o game for lançado e querem explorar a funcionalidade de Replay só depois do lançamento.
27) Planos para modo criativo como em Fortnite? Surfing e outros? Vai ter uma lista de servers?
Não existe lista de servers. Tudo vai rodar nos servidores de RIOT. Não existe planos para modo criativo ou etc no momento.
28) Suporte para daltônicos?
Sim, a funcionalidade já está presente.
29) Existe algum suporte para jogadores cegos? Visualização de som?
Estão explorando formas de ajudar jogadores a entender os sons dentro do game. Algumas coisas são bastante visuais.
30) streamer mode? Escondendo seu nome e de outros jogadores?
Estão explorando mas ainda não sabem quando estará pronto.
31) E jogadores que quitaram no meio do jogo? Ou perto do final?
Estão testando algumas funcionalidades já. Por exemplo, quando detectarem um jogador está afk ou outra que se desconectou, como eles vão garantir que o time dessa pessoa que saiu vai conseguir continuar com o game de uma forma sustentável? Para achar a melhor forma, vão precisar de feedback da comunidade.
Pessoas que saírem vão receber uma penalidade.
32) Certamente existe um grupo de crianças que irá tentar derrubar os servidores no dia do lançamento? A RIOT está preparada pra isso?
Sim. Se prepararam da melhor forma possível. Em adição, estão levando consigo a experiência adquirida em 10 anos de League of Legends.
33) Existirá alguma variação entre sensibilidade do mouse em vertical ou horizontal?
Por agora, só existe um ajuste global para ambos. Porém, estão dispostos a viabilizar dependendo da reação da comunidade do game.
34) Base de dados da RIOT. Existirá alguma API pra facilitar o job de alguns sites na coleção de estatísticas e etc?
O time da RIOT está trabalhando duro para fazer isso acontecer. Ainda não tem uma data específica, porém esperam estar pronto durante o lançamento.
35) Quais são os planos da RIOT para a frequência de atualizações do game?
Ainda não tem um plano certo, porém sabem que querem lançar dois tipos de updates: hotfixes e updates de balanceamento. Os planos são para faze-los frequentemente.
36) Planos para mudar a posição das armas no seu agente? Por exemplo, altera a visão para a mão esquerda?
Estão olhando por enquanto. Não foi algo que foi construído desde o início, porém viram que jogadores tinha uma preferência depois de um tempo. Não sabem se estará presente durante o lançamento ainda.
37) Planos para desabilitar quando a arma reflete o movimento do jogador (indo pra cima e pra baixo o tempo todo) ? (Por exemplo: o movimento da cabeça do seu herói no Apex legends)
Vão conversar entre si pra viabilizar a funcionalidade.
38) Quando você está mirando com a sniper, um pontinho vermelho aparece no centro da mira e desaparece quando você se move? Existe alguma maneira de trocar essa funcionalidade entre si? Quando você se move, o pontinho vermelho aparece e quando você para desparece?
Certamente podem dar uma olhada e ver como podem melhorar.
39) Planos para por LORE no game? Muita gente gosta de criar uma conexão com seus agentes e entender suas histórias
Sim. Eventualmente. Querem que os jogadores foquem em aprender o jogo e joguem por enquanto. Também reconhecem que os jogadores gostam de saber mais sobre os agentes, então vão introduzir o lore com o tempo.
40) Outras empresas com Bungie, gostam de por infográficos e roadmaps para suas comunidades a respeito de seus games. A RIOT tem planos parecidos?
Já conversaram entre si a respeito dessa ideia e gostariam de se tornar previsíveis a ponto de poder fazer o mesmo. Ainda não podem prometer algo assim, mas querem chegar no mesmo patamar.
41) Existe planos para por algum website onde jogadores podem chegar o status dos servidores da RIOT?
Estão pensando em soluções para resolver esse problema para jogadores e sabem da importância e querem construir algo que dê essa visibilidade para a comunidade.
42) Existe suporte para jogos em LAN?
É difícil dar suporte para algo assim e o foco deles é totalmente diferente levando em consideração que tudo é conectado a conta da RIOT. Não ficou claro, porém existe a possibilidade.
43) Mouse acceleration? Aceleração de mouse?
Não
44) Planos para outros modos de jogos que já foram vistos nas streams?
Não podem comentar ainda.
45) Planos para detectar contas smurf ou boosting?
Sabem que smurf pode ser um problema e estão trabalhando em como detectar logo cedo contas smurf e parte disso já está implementada em seus servidores no sistema de matchmaking. Por fim, estão sempre a procurar de formas a melhorar a experiência dos jogadores.
46) existe algum sistema para a votação de mapas?
Por enquanto não por conta do número baixo de mapas. Estão abertos a introduzirem essa funcionalidade dependendo da quantidade de mapas no futuro.
47) E-SPORTS?!?!
RIOT estará publicando diretrizes de torneis em breve inicialmente. Querem saber o que a comunidade quer do game em relação a esports. A RIOT tem bastante experiência já e querem saber e entender o que a comunidade quer esperar e ter do game. Confirmaram que já estão pensando e confirmaram que deveriam investir nisso, porém não querem forçar na comunidade.
48) Partidas personalizadas?
Sim!
49) Existe algum tipo de restrição de idade para campeonatos no futuro?
Não tem a menor ideia ainda. Não estão nesse ponto ainda.
50) Caso você tenha conseguido entrar no closed beta, você vai ter algo em especial te aguardando dentro do game? Algum cosmético ou coisa?
Sim. Tem uns negócios lá (não foi comentado se é um cosmético ou não). Eles sempre gostam de retribuir a aqueles que estão ajudando-os.
51) Existe planos para skins de armas e agentes?
Skins de armas, certamente.
“Skins de agentes é complicado. A inclinação é dizer: sim, certamente teremos. Porém temos que pensar na naturalidade do cenário competitivo. A menos que consigamos fazer da maneira correta, não iremos adiante para não cagar no game.”.
52) Planos para eventos dentro do game? Baseado em estações? Etc?
Sim.
“Nós adoramos festas! Sim!”
53) Vocês estão batendo de frente com CS:GO. Algumas coisas estão sendo executadas de forma espetacular e outras nem tanto em comparação com CS:GO. O jogo foi inspirado em CS? Vocês têm o intuito bater de frente com CS? Lupo diz – “Nós nunca vimos ninguém construir um tactical shooter assim antes. Nunca. Vocês são os primeiros a fazerem isso!”
u/riotsupercakes – “Nós não conversamos a respeito do que o sucesso seria caso tirássemos CS:GO da jogada ou se tirássemos todos seus jogadores. Não é assim que trabalhamos. Nós temos várias pessoas no nosso time que jogam CS religiosamente e eles amam o jogo e nós estaríamos mentindo caso disséssemos que não houve inspiração em CS. Eu não quero tenhamos essa imagem que nosso objetivo é destruir o CS. Não é assim que pensamos e não é seu objetivo.”
u/riotziegler – “Nós estamos desenvolvendo esse game justamente por amamos esses games. De repente é um pouco ingênuo de nossa parte porque jogadores irão fazer comparações... nosso objetivo é criar um tact-shooter que abraça mais a criatividade que jogadores trazem para o game.”
54) Última: Caso você perca a conexão e caia da partida, você pode voltar?
Sim!
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2020.03.03 17:09 sickntwisted Adeus futebol português

estou a criar este post um pouco antes de clicar no botão de unsubscribe do subreddit. "vai pela sombra". à vontade. nada contra o subreddit, mas sim contra o que ele representa, que é o futebol português.
não quero fazer um post lamechas. não é, de todo, o meu propósito aqui. odeio lamechices. o propósito deste post é apenas reflectir na forma como abordamos o futebol e, em último caso, gerar alguma discussão.
eu adoro futebol. sou ateu, mas o futebol é o mais perto de uma religião que eu possa ter. já deveria ter pendurado as botas à algum tempo - as costas queixam-se diariamente e os pés já não obedecem tanto ao que a cabeça quer - mas não consigo parar. já vivi em vários sitios e a primeira coisa que faço é procurar um grupo para jogar futebol. gosto de pensar jogadas, gosto de reflectir no que fiz mal, gosto de ver pessoal que não joga tanto a dar o litro e odeio ver quem pensa que sabe jogar. tive treino tático durante uma fase da minha vida e adoro ainda pôr isso em prática. jogar com pessoal mais novo e saber que ainda sou capaz de estar ali a competir, senão de igual para igual, pelo menos de forma a, no fim, ter o respeito de com quem acabei de jogar - e o convite para o próximo jogo... e o ser escolhido logo em primeiro... e voltar a casa e contar à minha mulher como correu, como eram os adversários, etc, etc. tenho vários hobbies mas, para além da leitura, o futebol é aquele que quero que dure até que o corpo diga, definitivamente, chega.
cresci na zona de Lisboa e, se subisse umas ruas, via o estádio de Alvalade do lado esquerdo e o da Luz do lado direito. na escola gostava de tentar marcar livres com o pé esquerdo como o Balakov e de tentar fintar com o direito como o JVP. como sou destro, optei pelo Benfica.
a minha mentalidade desportiva devo-a ao meu tio e ao meu avô. Sportinguistas contidos, o meu avô levava o meu tio a praticar todos os tipos de desporto. o meu tio aparenta ter menos 20 anos do que o que na realidade tem. o meu avô adorava ver desporto e o meu tio adorava competir, falar com os adversários que tinham acabado de perder ou de ganhar, perguntar dicas sobre raquetes, chuteiras, movimentos que ele tinha visto e tinha admirado num oponente. esse mesmo tio, Sportinguista, levou-me ao meu primeiro jogo num estádio. Benfica - Leverkusen a 1 de Março de 1994. e fiquei agarrado ao Benfica.
mas ultimamente não tenho querido ver o futebol português. as razões são óbvias para (quase) todos aqui. claro que a forma do Benfica ajuda :) mas o cimento da minha decisão tem vindo a secar há algum tempo.
somos adultos. isto não é o Dragon Ball, em que aguentávamos 4 semanas de tédio para a promessa de um Kamehameha no próximo episódio. ninguém gosta de sexo sem climax. e no futebol português, não há climax, e continuamos a consumir. ninguém aqui ia comprar um telemóvel que sabemos que não liga passado 2 dias. no entanto, poucos de nós se queixa por apoiar um clube incondicionalmente, quando é óbvio que esse clube está estrago. a culpa nem é do clube, mas sim da permissibilidade do sistema em que ele está inserido.
ultimamente tenho lido cada vez mais "a culpa é dos adeptos por não apoiarem". OK, então quando um dia apanhar uma intoxicação alimentar devido à qualidade do bitoque que me serviram, vou bater palmas para ver se passa. os clubes não são nossos amigos. o apoio a um clube é uma das características do produto que está lá para NOSSO bem, não para o deles. sim, é óptimo para um jogador estar a receber aplausos e sentir o carinho de um grupo. mas no trabalho de qualquer pessoa, quando ela faz mal o seu trabalho, é normal que sinta o desagrado dos seus superiores. é normal que um developer que faça um jogo com problemas receba críticas negativas. o facto de outro adepto, uma pessoa na mesma posição que qualquer um de nós, nos faça sentir culpados por não apoiarmos uma associação que não nos traz nada a não ser entretenimento fugaz, é da maior infantilidade que já vi. "tu gostas do Rafael? toda a gente sabe que o Donnatello é a melhor tartaruga ninja". cresçam.
outra é culpar alguém por não apoiar um clube da terra. calma vegan. não é assim tanta hipocrisia quanto isso... gosto de animais, nunca na vida vou directamente maltratar um animal. mas gosto de comer carne. pode ser que um dia não goste tanto, mas não sou um ser humano menos digno por causa da minha escolha alimentar. o clube da minha terra faliu há uns anos. e agora? começo a ir aos domingos de manhã para o local onde o estádio está a ruir e bato palmas às jogadas que só estão visíveis se puxar muito pela imaginação? cada um gosta do clube que gosta. sejam felizes nisso e pronto. une-nos o futebol e é saudável falar com alguém de perspectivas diferentes, saber o que estão a passar, quais as dificuldades que passam, etc.
mas não. preferimos apontar o dedo ao gajo que usa uma t-shirt aos fins de semana de uma cor diferente da nossa, como se essa pessoa fosse a personificação de tudo o que aprendemos a não gostar.
segundo muita gente aqui, eu matei vários adeptos do Sporting. e assobio de forma provocatória nos jogos contra eles. segundo muita gente aqui, os sportinguistas pagaram a árbitros. segunda muita gente aqui, os portistas fazem ameaças física sobre os árbitros. eu sou Português e espero que ao conhecer pessoas estrangeiras eles não pensem que fui eu quem inventou a escravatura.
já não dá mais. vejo a miséria que é o nosso campeonato e depois venho aqui para ler a opinião dos adeptos. e enquanto leio imagino os nossos dirigentes a sorrir e a esfregar as mãos. "RESULTA!" dizem eles. temos jogadores - empregados neste país - com salários em atraso. temos clubes em falência técnica. temos o Estado a dar estádios - propriedades de milhões de euros - a clubes. temos divídas de milhões a serem perdoadas por bancos. temos dirigentes em tribunal constantemente.
e antes de dizerem que estou a atacar os adeptos dos clubes destes exemplos, vamos aqui dar um exemplo: a perdão da dívida do Sporting. vocês acham mesmo que, se fosse com o Benfica, não aconteceria o mesmo? era exactamente a mesma coisa. mas eu é que sou estúpido, porque devia ser do Benfica antes de ser cidadão Português, né? devo proteger os meus, priorizar o Benfica e deixar para trás os meus valores de justiça. que estúpido que sou.
pergunto-vos porquê? porque é que no caso do futebol já deixamos que aconteça tudo? é que não é pelo produto... porque o produto deixa muito a desejar. porque é que não há revolta, boicote, por um coisa que nem sequer nos mete dinheiro ao bolso? porque é que não exigimos melhor para nós?
olhem para o produto: há uma Liga que não faz nada - multas que não sabemos para onde vão, jogadores mal inscritos cuja culpa é descartada e prejudica clubes pequenos que não conseguem sobreviver, regulamentos que só servem para uns, e que age inpune sem dar justificação por tudo o que se passa; há arbitragens incompetentes - profissionais, mais bem pagos que o Português médio, a fazer um trabalho que não chega perto de uma prestação normal, quanto mais positiva; temos patrocinador da Liga a patrocinar clubes da própria Liga - tipo... como podemos deixar isto?... etc, etc, etc.
é que ainda se o próprio futebol fosse atrativo. mas é tudo a mesma candonga. parece mesmo WWF. o defesa tapa a bola, dá o cú ao avançado, cai para o chão sozinho e é falta. pontapé de baliza aos 85 minutos para a equipa que está a ganhar, o guarda redes está quase a chutar a bola, começa a correr... ouve-se um apito... amarelo para o guarda redes, está a demorar tempo... desde os 10 minutos, mas bora lá mostrar quem manda aqui!
depois temos os programas televisivos. já o disse aqui, são programas de entretenimento. dentro da merda toda que é o nosso futebol, até são a coisa mais sincera que há. só acabariam quando o nosso futebol crescesse de nível para não os merecer mais. enquanto não cresce, aguentem com eles.
vou ser ainda mais psicótico agora. o Benfica tem sei lá quantas vezes mais dinheiro que o resto dos clubes. tem recursos que os outros nem sonham ter, neste momento. se isto fosse outro negócio, como tecnologia, o Benfica teria o poder para conseguir secar a concorrência de uma forma completamente natural. mas isso não acontece. onde estão esses recursos? ou são eles só para o público os apreciar? é que em termos de negócio de futebol nenhuma das carências foi colmatada. portanto, porque se o dinheiro do futebol não está a ir para o futebol... perguntemo-nos para onde vai, ou não? para a dívida também sabemos que não está a ir.
o Sporting aparentemente vai agora dar 10 milhões por um treinador, não afirmado. imaginem que emprestavam 1000 euros ao vosso primo que estava enrascado... a mulher deixou-o, ele precisa só desse dinheiro para safar a renda e a comida deste mês. é dinheiro vos faz falta, mas pá... é familia, ajudar está-vos no sangue. passado 2 semanas ele aparece, de fato, num Porsche e ignora-vos.
é assim que me sinto com isto tudo. dei muito do meu tempo ao futebol português e sinto que ele está a ignorar-me e não quer dar nada de volta.
juntem a isto clubes com menos meios a tentar de tudo para poder dar aos jovens um bocado da sua paixão pelo desporto, a lutar para pagar rendas anormais e equipamentos e recursos para continuarem a sobreviver... e que depois vêm outros clubes mais históricos que não pagam ordenados e que levam pancadinhas nas costas.
nem vou falar dos direitos desportivos.
desculpem, isto está longo. vou fazer um TLDR de seguida. antes só mais uma coisa: dizer "é lidar"e usar o conceito de "whataboutism" carimba-te imediatamente como hipócrita. não és mais esperto porque o teu clube não foi apanhado a fazer x. não és mais inteligente por estar a acusar alguém de algo que o teu clube simplesmente não se lembrou de fazer primeiro. és apenas um triste está a proteger todos aqueles que estão a ganhar dinheiro à tua custa.
TL/DR; isto é tudo uma merda. o nosso futebol é uma vergonha. a elite do futebol nacional usa-nos para se alimentarem e viram-nos uns contra os outros. e nós gostamos. whataboutism e hipocrisia é a mesma coisa.
que merda de post. hasta!
EDIT: que raio é uma pasta? tudo o que seja conteúdo para copy paste é uma pasta? ninguém pode ter pensamento crítico hoje em dia? raio da geração que cresceu com a internet. ninguém leva ninguém a sério.
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2020.02.01 02:36 altovaliriano O corvo (de sangue) de Jeor Mormont

Texto original: shorturl.at/lpA19
Autor: Desconhecido
Título original: Examining Bloodraven, Part 5: Corn

Este post examinará o uso do corvo do Lorde Comandante Jeor Mormont por Corvo de Sangue ao longo da série e o que podemos aprender sobre Corvo de Sangue a partir de seu uso do pássaro. Para mim, a maior evidência que Corvo de Sangue está entrando na pele do pássaro é o seu pedido constante por milho.
No primeiro sonho de Bran sobre o corvo de três olhos, Corvo de Sangue também pede milho a Bran. Penso que esta evidência (e outras que apresentarei mais tarde) indicam que Corvo de Sangue está se entrando na pele do corvo de Mormont e não um Bran do futuro, como alguns sugeriram.
Alguns podem perguntar, se Corvo de Sangue está realmente na pele do corvo, por que ele não diz as coisas com mais clareza? Eu acho que existem algumas respostas para isso.
Em primeiro lugar, ele não quer que as pessoas comecem a suspeitar que há um humano controlando o pássaro, o que pode levá-lo a perder os olhos, os ouvidos e a voz limitada que tem com o Lorde Comandante.
Em segundo lugar, sabemos por Bran, Jon, Arya e Varamyr Seis-Peles que, quando eles entram na pele, assumem algumas características do animal e o efeito é amplificado ao longo do tempo. Provavelmente, Corvo de Sangue está cuidando dessa ave há tanto tempo, que de vez em quando começa a fazer coisas de corvo.

A Guerra dos Tronos

Jon Snow apresenta o leitor a Mormont e seu corvo quando são enviadas notícias de que Bran está vivo. Jon observa:
Jeor Mormont, o Senhor Comandante da Patrulha da Noite, era um homem áspero e velho, com uma imensa cabeça calva e uma desgrenhada barba cinzenta. Tinha um corvo pousado no braço e alimentava-o com grãos de milho.
– Ouvi dizer que sabe ler – sacudiu o corvo, e a ave bateu as asas e voou até a janela, onde pousou, observando Mormont tirar do cinto um rolo de papel e entregá-lo a Jon. “Grão”, resmungou o corvo em voz roufenha. “Grão, grão.”
Acho muito curioso que, na primeira vez em que encontremos Jeor Mormont, Martin passe mais tempo nos falando sobre o corvo do que sobre o Lorde Comandante da Patrulha da Noite. Isso reforça ainda mais minha crença de que tudo o que o corvo faz é importante. Depois que Jon termina de ler a carta, ele pontua que Bran vai viver. Mormont diz que o garoto será aleijado, mas Jon não se importa e nem o corvo:
O corvo voou até seu ombro, gritando “Viver! Viver!”.
Como mentor de Bran, é claro, Corvo de Sangue só se importa com o fato de que o garoto vivera, não se ele será incapaz de andar novamente.
Quando o lorde comandante conta a Tyrion sobre o desaparecimento de Waymar Royce e se chama de tolo. O corvo concorda:
“Tolo”, concordou o corvo. Tyrion ergueu o olhar. O pássaro o olhou com aqueles olhos negros, pequenos e brilhantes, agitando as asas. “Tolo”, gritou de novo.
Tenho a impressão de que, na segunda vez em que o corvo diz tolo, ele está dirigindo esse comentário a Tyrion, em parte porque o pássaro está olhando diretamente para ele. Se Corvo de Sangue já sabe como Tyrion negligenciará a Muralha quando ele é Mão do Rei, apesar de ver a condição da Patrulha da Noite e se sentir desconfortável ao olhar além da Muralha, faria sentido que ele o considerasse tolo.
Curiosamente, quando Mormont inspeciona os cadáveres encontrados no bosque de represeiro ao norte da Muralha, o corvo não está com ele. Corvo de Sangue obviamente teria acesso a esse cenário através da rede de represeiros, então ele não envia o corvo. Talvez ele soubesse que todos os homens em Castelo Negro deviam ver as criaturas por si mesmos e, portanto, não usariam o corvo para aconselhá-los a serem queimados. Mais tarde, no capítulo em que a notícia da morte de Robert e da prisão de Ned chega à Muralha, o Corvo está esperando na luz solar de Mormont:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
Achei interessante que o corvo ainda peça por milho, mesmo que tenha acabado de ser alimentado. Isso me diz que pode haver mais na palavra do que simplesmente pedir comida. Enquanto a conversa continua, o corvo permanece em silêncio até Mormont dizer:
– Seu dever agora é aqui – lembrou-lhe o Senhor Comandante. – Sua vida antiga terminou quando vestiu o negro – sua ave soltou um eco rouco. “Negro.”
Corvo de Sangue está lembrando Jon de seu dever para com a Patrulha. Além disso, isso me diz que Corvo de Sangue acredita que Jon precisa permanecer na Muralha, pois é aí que seu destino acontecerá de um jeito ou de outro, junto à Patrulha da Noite. Jon deixa Mormont e desce para brigar com Sor Alliser Thorne. Quando Mormont chega, diz a Jon:
– Disse-lhe para não fazer nada estúpido, moço – resmungou o Velho Urso. “Moço”, papagueou o pássaro.
Corvo de Sangue expressando sua decepção por Jon. Ele precisa que ele cresça e rápido. Quando Jon permanece em sua cela, eventualmente, Fantasma percebe que algo está errado e Jon começa a se aproximar dos aposentos do Lorde Comandante quando:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É claro que isso acontece quando o cadáver de Othor tenta matar o Lorde Comandante Mormont. Corvo de Sangue está tentando acordar o Lord Commander para que ele possa se defender e também alertar qualquer pessoa que esteja por perto criando uma algazarra. Eventualmente, Jon chega a enfrentar Othor e, durante a longa batalha da qual não sinto vontade de transcrever o corvo grita: grão. Lorde Comandante Mormont ainda não está acordado neste momento e Corvo de Sangue está tentando acordá-lo, mas eventualmente ele chega na sala nu com uma candeia de azeite:
Jon tentou gritar, mas não tinha voz. Pondo-se em pé com dificuldade, chutou o braço para longe e arrancou a candeia das mãos do Velho Urso. A chama tremeluziu e quase se extinguiu. “Queime! ”, grasnou o corvo. “Queime, queime, queime! ”
Rodopiando, Jon viu as cortinas que arrancara da janela. Atirou com ambas as mãos a candeia para cima do monte de pano. Metal rangeu, vidro estilhaçou-se, óleo derramou-se e as cortinas se transformaram numa enorme chama.
Quando uma fonte de fogo surge, Corvo de Sangue entra imediatamente em ação e diz a Jon o que fazer para matar a criatura. Claramente, este não é um corvo falante normal; na verdade, ele dá bons conselhos em momentos de crise. Ele sabe o que fazer e quando fazê-lo. Para qualquer leitor neste momento, o corvo é claramente mais do que aparenta. No próximo capítulo de Jon, ele pergunta a Mormont se eles receberam uma ave com notícias de seu pai, no que o corvo de Mormont responde:
“Pai”, escarneceu o velho corvo, inclinando a cabeça enquanto passeava pelos ombros de Mormont. “Pai.”
O pássaro está provocando Jon sobre seu pai, porque Corvo de Sangue, como será visto inúmeras vezes, sabe que Eddard não é o pai de Jon (sim, pressuponho que R+L=J seja verdade, mas não quero discutir isso aqui).
Eventualmente, Mormont diz:
Temos sombras brancas na floresta e mortos irrequietos que caminham furtivamente por nossos salões, e é um rapaz que ocupa o Trono de Ferro – disse, desgostoso.
O corvo riu estridentemente. “Rapaz, rapaz, rapaz, rapaz.”
Até Corvo de Sangue sabe que Joffrey é um idiota! Mas também mostra a opinião de Corvo de Sangues sobre o assunto. Ele sabe que o reino precisa estar unido sob um forte líder para enfrentar os Outros, mas o que eles têm é Joffrey e uma guerra civil. Então, Mormont oferece Garralonga a Jon, causando o corvo entrar em erupção em ataques de:
“Tome”, repetiu o corvo num eco, arranjando as penas com o bico.
Tome, tome.
Corvo de Sangue quer que Jon pegue a espada. Acho que isso mostra que ele sabe que Jon precisará de Garralonga no futuro. O que me faz duvidar que Corvo de Sangue planeje dar Irmã Sombria a Jon (presumindo que ele ainda a possua). Eventualmente, Mormont explica sua razão:
Lutou bravamente… e, mais importante, pensou depressa. Fogo! Sim,maldição. Já devíamos saber. Devíamos ter lembrado. A Longa Noite já caíra antes. Ah, oito mil anos é bastante tempo, com certeza… mas, se a Patrulha da Noite não recorda, quem recordará?
“Quem recordará”, concordou o corvo falador. “Quem recordará.”
O fato é que foi o corvo que disse a Jon para queimar Othor, e agora ele está basicamente respondendo a Mormont: "Eu lembrei, eu e os Filhos da Floresta, e salvamos sua pele".
Depois que Jon faz sua rápida fuga para o sul e é trazido de volta, Mormont diz que ele sabia disso o tempo todo, eles acabaram conversando.
Acha que seu tio Benjen foi o único patrulheiro que perdemos neste último ano?
Ben Jen”, crocitou o corvo, inclinando a cabeça, com pedacinhos de ovo caindo do bico. “Bem Jen. Ben Jen.”
– Não – disse Jon. Tinha havido outros. Muitos.
– Julga que a guerra do seu irmão é mais importante que a nossa? – ladrou o velho.
Jon mordeu o lábio. O corvo bateu as asas em sua direção. “Guerra, guerra, guerra, guerra”, cantou.
Achei as menções de Corvo de Sangue sobre Benjen particularmente interessantes. A partir dessa passagem, senti que Corvo de Sangue sabe exatamente o que está acontecendo com Benjen, mas está mantendo isso perto de seu peito por enquanto, todavia acho que ele revela uma pista interessante nos livros logo depois:
– O senhor seu pai o enviou até nós, Jon. O motivo, quem poderá dizê-lo?
Por quê? Por quê? Por quê?”, gritou o corvo.
Acho que Corvo de Sangue sabe exatamente o que Jon está fazendo na Muralha e por que Ned o enviou para lá. Observe que, embora Martin use pontos de interrogação, ele não diz que o corvo pergunta usando o verbo [no original em inglês, diferente da tradução em português, só há um ponto de interrogação, no terceiro “por quê”]. Acho que o modo como Martin escolhe o verbo sempre que escreve o que o corvo diz é importante para decifrar o significado de suas palavras.

A Fúria dos Reis

O corvo aparece pela primeira vez em A Fúria dos Reis quando Jon leva Sam a Mormont com os mapas que Sam tinha a tarefa de encontrar para a grande patrulha. Mormont está decepcionado com os mapas:
– Estes são velhos – queixou-se Mormont, e o corvo serviu de eco com um grito penetrante de “Velhos, velhos”
Acho que é provável que os mapas sejam da época em que Corvo de Sangue era Lorde Comandante. Mapas mais recente não são mencionados e duvido que alguém como Corvo de Sangue se contentasse em estar às cegas. Ele gostaria de mapas atualizados para seus patrulheiros e que estes mapas estivessem na galeria para quando chegasse a hora em que seriam necessários. O comentário do corvo sobre a idade dos mapas parece indicar isso.
Mormont começa a contar a Jon Snow como propuseram a Meistre Aemon que sentasse no Trono, e recebemos uma informação interessante:
Aerys casou com a irmã, como os Targaryen costumavam fazer, e reinou durante dez ou doze anos.
Mormont está falando de Aerys, o rei a quem Corvo de Sangue serviu como Mão. Não conhecemos outras Mãos de Aerys I e, embora isso não diga muito, sabemos que Corvo de Sangue foi nomeado Mão logo após Aerys subir o trono, portanto, seria razoável supor que Corvo de Sangue foi Mão durante todos os dez ou doze anos do reinado de Aerys.
No final da aula de história de Mormont sobre os reis Targaryen:
[...] até Jaime Lannister pôr fim à linha dos Reis-Dragão.
“Rei”, crocitou o corvo. A ave atravessou o aposento privado e foi pousar no ombro de Mormont. “Rei”, voltou a palrear, pavoneando-se de um lado para outro.
– Ele gosta dessa palavra – Jon sorriu.
– Uma palavra fácil de dizer, e fácil de gostar.
“Rei”, a ave voltou a se manifestar.
– Acho que ele deseja que tenha uma coroa, senhor.
– O reino já tem três reis, e isso são dois a mais para o meu gosto.
Mormont afagou o corvo sob o bico com um dedo, mas os olhos nunca deixaram Jon Snow.
Aí está Corvo de Sangue, nos fornecendo mais provas para R+L=J. O corvo diz rei depois que Mormont afirma que os reis Targaryen estão todos mortos. Se Lyanna se casasse com Rhaegar, Jon seria o herdeiro do trono, presumindo-se que Aegon seja uma fraude (e acho que aí está mais uma evidência de que é).
Durante a patrulha, os membros da Patrulha da Noite admiram o grande represeiro em Brancarbor:
– Uma árvore velha – Mormont estava montado, franzindo o cenho. “Velha”, concordou o corvo empoleirado no seu ombro. “Velha, velha, velha.”
– E poderosa – Jon conseguia sentir o poder.
Provavelmente Corvo de Sangue viu através desta árvore desde as suas origens e sabe quantos anos ela tem. Enquanto a patrulha está olhando a vila:
“Foram” gritou o corvo de Mormont, esvoaçando até o represeiro e empoleirando-se acima de suas cabeças. “Foram, foram, foram.”
Corvo de Sangue está dizendo a eles exatamente o que aconteceu em Corvarbor, já que ele provavelmente viu através do represeiro. Mormont decide que não acamparão em Brancarbor, mas:
– Procure Tarly e certifique-se de que ele ponha isto a caminho – Mormont disse enquanto entregava a mensagem a Jon. Quando assobiou, o corvo desceu batendo as asas e foi pousar na cabeça do cavalo. “Milho”, sugeriu a ave, balançando-se. O cavalo relinchou.
Novamente, vemos o uso da palavra milho do corvo no momento em que estão prestes a enviar uma mensagem com informações incompletas.
Eventualmente, a Patrulha chega à Fortaleza de Craster, onde:
– São poucos aqui, e isolados – disse Mormont. – Se desejar, destacarei alguns homens para os escoltarem para sul até a Muralha.
O corvo pareceu gostar da ideia. “Muralha”, gritou, abrindo as asas negras como se fossem um colarinho elevado atrás da cabeça de Mormont.
[...]
A mulher passou a língua por lábios finos.
– Este é o nosso lugar. Craster nos mantém a salvo. É melhor morrer livre do que viver como um escravo.
“Escravo”, o corvo resmungou.
Corvo de Sangue claramente acha que seja melhor que Craster e suas esposas vão para a Muralha. Ele provavelmente sabe o que Craster tem feito pelos Outros e enviá-lo para a Muralha acabaria com isso. Ele também comenta como as esposas de Craster são escravas. Quando eles saem da Fortaleza, Jon diz a Mormont:
– Ele dá os filhos à floresta.
Um longo silêncio. E então:
– Sim – “Sim”, o corvo resmungou, pavoneando-se. “Sim, sim, sim”.
Corvo de Sangue está muito ciente do que Craster está fazendo e provavelmente sabe muito mais sobre o que acontece com esses filhos do que nós.
Eventualmente, a Patrulha atinge o Punho dos Primeiros Homens. Jon e Mormont conversam sobre Benjen Stark,
– Sim – Jon respondeu –, mas… e se…
– … estiver morto? – Mormont concluiu, num tom que não era desprovido de gentileza.
Jon confirmou, relutante, com a cabeça.
“Morto”, disse o corvo. “Morto. Morto.”
– Pode vir mesmo assim até nós – o Velho Urso disse. – Como fez Othor, e Jafer Flowers. Temo isso tanto quanto você, Jon, mas temos de admitir a possibilidade.
“Morto,” crocitou o corvo, sacudindo as asas. A voz da ave subiu de intensidade e tornou-se mais estridente. “Morto.”
Eu acho que essa é uma evidência muito forte de que Corvo de Sangue acha que Benjen está morto. Para mim é difícil de admitir porque sempre esperei que ele voltasse, mas acho essa evidência muito forte. Eventualmente, Qhorin Meia-Mão e os homens da Torre Sombria chegam ao Punho. Qhorin começa a conversar com Mormont, sobre esperar no Punho até que os patrulheiros explorarem as Presas de Gelo. Isso leva o corvo de Mormont a dizer:
“Morre”, resmungou o corvo, percorrendo os ombros de Mormont. “Morre, morre, morre,morre.”
Corvo de Sangue sabe que destino aguardará muitos daqueles que ficam no Punho quando os Outros atacam ou durante a marcha de volta à Muralha.

A Tormenta de Espadas

Primeiro encontramos o corvo em ASOS durante o prólogo de Chett. Depois que Chett não encontra nenhuma caça, Mormont diz:
Podíamos ter ficado todos melhores com um pouco de carne fresca. – O corvo em seu ombro inclinou a cabeça e ecoou: “Carne. Carne. Carne”.
Eu acho que isso é Corvo de Sangue prenunciando o que acontecerá com os amotinados que traem Mormont. Eles são comidos por Bran, Meera, Jojen, Hodor e Verão. Mormont faz seu discurso dizendo aos homens o plano de enfrentar Mance Rayder que alguém grita:
– Vamos morrer. – Era a voz de Maslyn, verde de medo.
“Morrer”, gritou o corvo de Mormont, batendo as asas negras. “Morrer, morrer, morrer.”
É claro que muitos desses homens estão prestes a morrer, e o próprio Maslyn morre durante a batalha no Punho.
Quando a Patrulha finalmente retorna à Fortaleza de Craster, Craster anuncia:
– Tenho um filho.
“Filho”, crocitou o corvo de Mormont. “Filho, filho, filho.”
Novamente, o corvo mostra muito interesse nos filhos de Craster, dizendo que ele sabe exatamente o que acontece com eles. Durante o funeral de Bannen, Mormont diz:
– E agora terminou a sua vigia – ecoou Mormont.
“Terminou”, gritou seu corvo. “Terminou.”
Acho que aqui Corvo de Sangue está indicando que a vigia de Mormont está prestes a terminar devido ao motim. Depois do fim do motim, quando Gilly está com ele, ela diz:
– [...] Se não o levar, eles levam.
– Eles? – disse Sam, e o corvo ergueu a cabeça negra e repetiu, numeco: “Eles. Eles. Eles.”
Durante essa conversa, o pássaro continua avisando a Sam que ele precisa sair e seguir para a Muralha com a garota. É claro que Corvo de Sangue não quer que os Outros levem outro filho de Craster. Se Corvo de Sangue estivesse realmente trabalhando com os Outros, não acho que ele tentaria levar aquela criança de volta à Muralha. Após o motim, o corvo de Mormont não é visto por muito tempo até a escolha do próximo lorde comandante:
O caldeirão estava no canto junto à lareira, uma enorme coisa negra de fundo redondo, com duas enormes alças e uma tampa pesada. Meistre Aemon disse algo a Sam e Clydas, e eles agarraram as alças e arrastaram o caldeirão para a mesa. Alguns dos irmãos já estavam fazendo fila junto aos barris de penhores quando Clydas tirou a tampa e quase a deixou cair em cima do pé. Com um grito roufenho e um bater de asas, um enorme corvo saltou de dentro do caldeirão. Voou para cima, talvez em busca das vigas, ou de uma janela por onde escapar, mas não havia vigas no porão e também não havia janelas. O corvo estava encurralado. Crocitando ruidosamente, voou aos círculos pela sala, uma, duas, três vezes. E Jon ouviu Samwell Tarly gritar:
– Eu conheço aquela ave! É o corvo de Lorde Mormont!
O corvo pousou na mesa mais próxima de Jon. “Snow”, crocitou. Era uma ave velha, suja e enlameada. “Snow”, voltou a dizer, “Snow, snow, snow”. Caminhou até a borda da mesa, abriu de novo as asas e voou para o ombro de Jon.
Lorde Janos Slynt sentou-se tão pesadamente que fez tum, mas Sor Alliser encheu a adega com uma gargalhada zombeteira.
– Sor Porquinho pensa que somos todos tolos, irmãos – disse. – Ele ensinou à ave este truquezinho. Todos eles dizem snow, é só ir à colônia e escutar com seus ouvidos. A ave de Mormont sabia mais palavras além dessa.
O corvo inclinou a cabeça e olhou para Jon. “Grão?”, disse com ar esperançoso. Quando não obteve nem grão nem uma resposta, soltou um cuorc e resmungou: “Caldeirão? Caldeirão? Caldeirão?”
Corvo de Sangue claramente quer que Jon seja Lorde Comandante e manipula o voto para que ocorra. Por que o corvo quer Jon especificamente como Lorde Comandante? Eu penso que Corvo de Sangue acha que a identidade de Jon (outro produto dos Primeiros Homens e Valirianos) o faz importante também. Além disso, Corvo de Sangue provavelmente está usando informações das quais não temos conhecimento para tomar sua decisão.

A Dança dos Dragões

Em ADWD, o corvo trata Jon como Mormont, acompanhando-o e grasnando conselhos. A certa altura, Jon percebe:
O corvo de Mormont o olhava com astutos olhos escuros, e então voou até a janela.
– Você acha que sou seu servo? – Quando Jon abriu a janela com seus grossos painéis de vidro amarelo em forma de diamante, o frio da manhã bateu em seu rosto. Respirou para limpar os vestígios da noite enquanto o corvo voava para longe. Esse pássaro é muito espertinho. Tinha sido companheiro do Velho Urso por longos anos, mas isso não o impedira de comer o rosto de Mormont quando ele morreu.
Jon pode ser o servo [thrall, no original em inglês] de Corvo de Sangue em alguns aspectos, porque ele é subconscientemente influenciado pelo corvo. Eu não acho que Corvo de Sangue esteja entrando na pele de Jon ou algo assim, mas ele está influenciando suas decisões através dos corvos. Ele sabe que algo não está certo com aquele corvo, mas não faz nada a respeito.
Eventualmente, Jon ordena a Sor Alliser Thorne que saia em uma patrulha:
– Então o garoto bastardo vai me mandar para a morte.
Morte, gritou o corvo de Mormont. Morte, morte, morte.
Você não está ajudando. Jon espantou a ave.
Isso me diz que Corvo de Sangue espera que Sor Alliser morra em sua patrulha (ainda a ser conhecido) ou acha que Jon realmente quer que Sor Alliser morra nessa missão. Jon acha que ele pode não gostar de Sor Alliser, mas que nunca desejaria um irmão morto. No entanto, também pensa:
Thorne está em mãos melhores do que merece.
e
Oito homens de bem, pensou, e um... bem, veremos.
Acho que Jon quer que Sor Alliser morra, mas não se sente confortável em admitir. Entretanto, Corvo de Sangue vê através dele.
Depois que Jon recebe uma surra de "Camisa de Chocalho” no pátio:
Ficarão amarelas antes de sumir – ele disse para o corvo de Mormont. – Parecerei tão doentio quanto o Senhor dos Ossos.
Ossos, a ave concordou. Ossos, ossos.
É a primeira vez que o corvo diz ossos. Eu acho que provavelmente Corvo de Sangue sabe que Mance ainda está vivo e não é o Senhor dos Ossos, no entanto, o corvo especificamente concorda, então é possível que Melisandre o tenha enganado – mas eu realmente duvido disso. Não quero dizer que Corvo de Sangue é onipotente, mas como alguém treinado no uso de seduções [glamours, no original], duvido que ele seja enganado por alguém. Eventualmente, Jon pensa no que pode esperar por Arya em seu casamento com Ramsay:
Certa vez ele pedira a Mikken para fazer uma espada para Arya, uma lâmina de espadachim, feita num tamanho menor para caber na mão dela. Agulha. Ele se perguntava se ela ainda a possuía. Espete neles a ponta aguçada, dissera a ela, mas se ela tentasse espetar o Bastardo, isso poderia custar sua vida.
Snow, murmurou o corvo de Lorde Mormont. Snow, snow.
Acho que Corvo de Sangue está tentando lembrar Jon de que ele é um Snow, não um Stark e, ligado à Patrulha da Noite, deve esquecer de Arya em seu dever como um homem da Patrulha.
Eventualmente, Jon trata Tycho Nestoris, do Banco de Ferro de Bravos. Nestoris diz:
Se ele [Stannis] se provar mais digno da nossa confiança, é claro que teremos grande prazer em lhe emprestar toda a ajuda de que ele necessitar.
Ajuda, o corvo gritou. Ajuda, ajuda, ajuda.
[...] Haverá um preço.
Preço, gritou o corvo de Mormont. Preço, preço.
Corvo de Sangue sabe que o Banco de Ferro ajudará Stannis e está mostrando que eles também podem ajudar a Muralha. Ainda assim, sabe que há um preço. No entanto, o corvo grita “ajuda” uma vez a mais do que “preço”, então eu acho que Corvo de Sangue está tentando dizer a Jon para aceitar o preço inevitável, porque eles precisam da ajuda.
Jon recebe notícias de que uma garota foi encontrada ao sul da Muralha:
– Uma garota? – Jon se sentou, esfregando o sono dos olhos com as costas das mãos. – Val? Val retornou?
– Não é Val, ‘nhor. Foi deste lado da Muralha.
Arya. Jon se endireitou. Tinha que ser ela.
Garota, gritou o corvo. Garota, garota
Corvo de Sangue está tentando deixar Jon saber que a garota não é Arya, mas na verdade é Alys Karstark.
Quando Jon vai encontrar Tormund Giantsbane fora da Muralha, ele pensa:
Fantasma era a única proteção que Jon precisava; o lobo gigante podia farejar seus inimigos, mesmo aqueles que escondiam sua inimizade atrás de sorrisos.
Mas Fantasma tinha partido. Jon tirou uma das luvas negras, colocou dois dedos na boca e deu um assobio.
– Fantasma! Comigo.
De cima veio o súbito som de asas. O corvo de Mormont voou do galho de um velho carvalho para pousar na sela de Jon. Grão, gritou. Grão, grão, grão.
O fantasma não é a única proteção de Jon. Corvo de Sangue tenta cuidar dele também em situações perigosas. Ele ajudou com o morto-vivo e pode facilmente alertar as pessoas sobre o perigo através do pássaro.
Depois que Jon acorda de um sonho sobre matar lutando com uma espada flamejante sozinho na Muralha, ele acorda e:
Levantou-se e vestiu-se na escuridão, enquanto o corvo de Mormont reclamava pelo quarto. Grão, a ave dizia, e Rei e Snow, Jon Snow, Jon Snow . Aquilo era estranho. A ave nunca dissera seu nome completo antes, pelo que Jon se lembrava.
O corvo dizendo isso logo após esse sonho é muito significativo. O corvo está novamente dizendo que Jon é o rei, mas dizê-lo logo após um sonho que parece terrivelmente com a profecia de Azor Ahai me diz que Corvo de Sangue tinha alguma idéia do que Jon estava sonhando e queria imprimir nele sua própria importância. Como Jon observa, esta é a primeira vez que o corvo diz seu nome completo.
Depois que Jon volta de tentar convencer Selyse sobre outra expedição da Hardhome e ignora o conselho de Melisandre, ele volta aos seus aposentos para descobrir:
O grande lobo gigante branco não parava quieto. Andava de um lado para o outro do arsenal, passava pela forja fria e voltava.
– Calma, Fantasma. – Jon chamou. – Quieto. Senta, Fantasma. Quieto. – No entanto, quando tentou tocá-lo, o lobo se eriçou e mostrou os dentes. É aquele maldito javali. Mesmo aqui, Fantasma pode sentir seu fedor.
O corvo de Mormont parecia agitado também. Snow, a ave gritava. Snow, Snow, Snow. Jon o espantou, pediu para Cetim acender o fogo e depois ir atrás de Bowen Marsh e Othell Yarwyck.
Tanto o Fantasma quanto o corvo estão agitados e agindo de forma estranha, mas Jon não entende a deixa. Eles estão tentando avisá-lo do perigo. Isso ocorre pouco antes de ele convidar o homem que acabará se voltando contra ele para seus aposentos.
Eventualmente, Jon está se encontrando com Tormund Terror do Gigantes e eles têm a seguinte conversa:
Garotas, gritou o corvo de Mormont. Garotas, garotas.
Aquilo fez Tormund gargalhar novamente.
– Agora, eis um pássaro com juízo. Quanto quer por ele, Snow? Eu lhe dei um filho, o mínimo que podia fazer era me dar o maldito pássaro.
– Eu daria – disse Jon –, mas provavelmente você o comeria.
Tormund rugiu daquilo também.
Comer, o corvo disse, sombriamente, batendo as asas negras. Grão? Grão? Grão?
Imediatamente depois disso, Jon recebe a "Carta Rosa". E não ouvimos nem vemos mais nada do corvo pelo resto do capítulo. O que isso significa? Por que a única coisa que o corvo diz, em advertência, é "Milho"? Voltando a A Guerra dos Tronos, há duas explicações possíveis:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
O corvo usa milho como mentira aqui, ele acabou de comer, mas está pedindo comida. Poderia ser Corvo de Sangue tentando indicar a Jon que a carta é uma falsa manobra, como muitos teorizaram. E:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É quando Mormont está sendo atacado pelo morto-vivo. O corvo grita “Grão” como um aviso. Jon deve se lembrar disso. Ele costuma pensar na noite em que lutou contra o morto-vivo. Ele deve poder fazer a conexão de que “grão” é um aviso. Eu acho que esse é o aviso e que Jon não faz nada acerca ele. Eu acho que Corvo de Sangue estava tentando protegê-lo e avisá-lo, mas novamente ele não queria se arriscar a revelar mais sobre o corvo, pois sabe que Jon já tem suas suspeitas sobre isso. Isso me leva a algumas outras possibilidades:
  1. Talvez Corvo de Sangue soubesse que Jon tinha que morrer ou sofrer uma traição, mas queria avisá-lo. Quando Jon voltasse, estaria mais aberto a ouvir o corvo, supondo que Jon seria capaz de juntar as peças.
  2. Corvo de Sangue é limitado por Melisandre. Até onde eu sabia, o corvo de Mormont nunca interage ou está presente em volta de Melisandre. Sabemos que Melisandre queimou a águia de Orell durante a batalha na Muralha, portanto ela deve saber reconhecer os troca-peles. Corvo de Sangue não quer arriscar que isso aconteça e, quando Jon vai fazer seu discurso para a Patrulha e os selvagens, o corvo fica para trás porque Melisandre está presente. Isso daria credibilidade à ideia de que Melisandre seria de alguma forma responsável pelo que acontecesse com Jon e que desempenhará um papel em trazê-lo de volta. Eu acho que essa é a opção mais provável.

Conclusões

O corvo é o meio pelo qual Corvo de Sangue mantem um olho na Patrulha e influencia sutilmente o Lorde Comandante. Ele dá dicas de verdades maiores, mas não as revela completamente para manter sua posição. O uso mais direto de sua influência foi ao instalar Jon como Lorde Comandante. Isso me diz que ele queria Jon neste cargo. Juntamente com seus esforços para levar o filho de Craster à Muralha [...], me diz que Corvo de Sangue não está trabalhando com os Outros como alguns têm sugerido.
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2020.01.15 05:35 kingsvell Nunca imaginei que viria escrever algo aqui mas dessa vez, cheguei no meu limite...

Então, desde ja começo pedindo desculpas pelos palavrões e pela forma que vou escrever, provavelmente com muitos erros de português pois escrevo isso com muito ódio e muita tristeza em mim...
Assim, sei que vou ser julgado aqui, mas antes que me julguem, deixa que eu faço o trabalho pra vocês, vai ser mais fácil: Eu sou literalmente UM BOSTA inutil. Eu tenho 29 anos e estou pra completar 30 esse ano, estou numa fase terrivel no qual eu não consigo um emprego tem mais de 7 anos, o último emprego que eu tive foi um "estágio" no qual fui tratado por quem me contratou da forma mais escrota possível.
O que eu mais desejo na minha vida era poder sair da casa de meus pais mas, infelizmente, meu fracasso é tão grande, mas tão grande que eu ja não sei mais o que fazer. Sou formado em Publicidade e propaganda em bsb e no meu ultimo ano de faculdade, basicamente, todas as agencias fecharam pois só existiam escritórios aqui para fazer licitação pq a legislação obriga. Pedi, basicamente, de joelhos a uma "amiga" influente daqui pra me ajudar e nada aconteceu. Mandei meu CV pra ela e eu acredito que ela simplesmente cagou pra mim.
Tentei fazer bico de Uber ano passado porém eu achei aquilo tamanha humilhação no qual não dei conta é basicamente um trabalho escravo e a população faz seu carro de lata de lixo. Se eu consegui fazer 100 reais liquido foi muito! Resultado: Fudi (no sentido de desgaste, depreciação mesmo, nada sério) com o carro que por sinal era de minha mãe, minha mãe não podia saber na época pois tinha tido um AVC e hoje quem acabou cuidando dela sou eu (não tenho do que reclamar disso, mas eu ja não tenho tempo pra mim, pra fazer as pouquissimas coisas que eu gosto pois tbm tenho uma namorada no qual me consome demais, mas não venho aqui reclamar dela.).
Muitas das responsabilidades de casa ficaram sobre minhas costas ja que antes minha mãe fazia tudo aqui em casa. Eu tenho um irmão porém ele trabalha loucamente e é extremamente na dele. Ficaria extremamente feliz se ele ajudasse mais dentro de casa, mas a única pessoa que ele ajuda é a namorada dele que ele trouxe da pqp pra morar aqui e ela ja não ajuda muito aqui em casa e acabou que tirou boa parte de minha privacidade.
Dado um pouco de contexto venho aqui mostrar o porque que eu sou um bosta: Nada adianta você tentar agradar todo mundo que todo mundo pisa em ti. Tentei seguir na carreira de fotografia porém me fudi, sou realmente muito bom mas depois de um certo tempo percebi que não tem como competir com o povo do ramo pois eles fazem questão de te FUDER de verde e amarelo OU quem procura um trabalho de fotografia sempre vai ter um sobrinho pra fazer. Tentei juntar minha formação com a fotografia e também deu errado, apliquei mais de 10 fucking vezes a um dos studios que fazia trabalhos para Caixa, BB e etc, o filha da puta me chamava só pra trocar uma idéia sobre equipamentos e me dispensava. Desisti de tudo e tentei seguir carreira na aviação, coisa básica mesmo, atendimento ao cliente, recepção o que esses agentes de aeroporto fazem, porém, não sei porque, ja tentei mandar currículo escrito que eu tinha ensino médio completo, ensino superior completo, mas, com apenas 3 porras de cias aéreas nessa merda de país fica foda de conseguir uma bosta de emprego, as vezes parto do pressuposto que alguém com ensino superior não vai aceitar o salario que eles oferecem, mas né, pra quem não ganha bosta nenhuma e é sustentado pelos pais, o melhor a se fazer é ganhar 500 conto pra trabalhar meio periodo, sei lá... Mandado cv pras cias e NADA, nenhuma posição. OU seja, em algum momento da minha vida eu fiz uma cagada absurda que não consigo mais porra nenhuma, saca? É uma frustração do qual não tem tamanho.
Eu sei que tem uma galera numa situação muito pior, uma situação muito escrota mesmo... Eu frequentei o Centro internacional de Reabilitação Sarah Kubitcheck acompanhando minha mãe, não reclamo da minha situação quando eu vejo a galera lá toda lascada... O que eu acho foda, pra mim, é que eu não consigo crescer na minha vida! Eu to pra perder outra namorada porque eu não consigo sair de casa, porque não consigo ajuda-la a pagar as contas dela e até mesmo as minhas!
É uma frustração enorme no qual a única saída que eu vejo é o suicidio mas o bosta aqui nem isso consegue fazer! Ja tentei ligar pro CVV e o que eu sempre recebi era uma ligação caindo do nada ou nunca sendo atendido. Ja tentei 3x, na 3a eu fui internado em uma clinica psiquiatrica (2014). Eu não sou de bsb sou do rio, deixamos tudo para trás, perdi todos os meus amigos, fiquei doente, tentei fazer novas amizades aqui mas pelo visto em bsb ninguém quer ser seu amigo se você é sustentado pelos pais ou não é funcionário público.
Eu tento conversar com meus pais sobre isso, sobre as minhas frustrações e eles acham que é babaquice da minha parte porque eles acham que é o objeto de desejo que causa minhas frustrações e não o "big picture". Eu explico: por exemplo, preciso de dinheiro para comprar algo, seja o que for. Eu ODEIO pedir aos meus pais isso logo eu fico frustrado por conta de não conseguir tal coisa... Aí meu pai fica emputecido por achar que se ele me der tal coisa tudo vai voltar a ser o mar de rosas. Eles não entendem que não é o objeto, o tangível, é o fato de eu não conseguir meios próprios para eu conseguir determinada coisa! Uma viagem, um objeto de valor, qualquer coisa... É uma merda depender deles.
É muito ruim se sentir um bosta, não poder crescer com nada, sentir que todo mundo está crescendo e você ficando pra trás. Eu nunca fui bom em estudar, não sei estudar, não passaria em nenhum concurso público, para vocês terem idéia, meu terceiro ano foi em uma escola que ninguém tava nem aí pra nada, o dono só queria o dinheiro mesmo pois reprovei o segundo ano duas vezes. Meus sonhos, todos, ja foram por agua abaixo. Ja desisti de ser pai pois ja não tenho mais condições fisicas e psicolgicas pra isso, nem financeira, né?
Tentei ao máximo tirar nacionalidade portuguesa pra tentar a vida em outro país, mas o dinheiro acabou e o ânimo também depois de ver relatos que mesmo você tendo a documentação, as pessoas nos outros países vão te ver como lixo. Eu to sem perspectiva de vida NENHUMA.
É dificil lidar com meus pais que não olham o que deveriam olhar pra mim, aceitar uma pessoa que não ajuda em casa e que tá com problemas na familia e nào fazem nada, eu não conseguir um emprego pra poder me virar, ouvir sua namorada o tempo todo falando que você precisa arrumar um emprego que ela ja tá velha e que precisa casar logo, minha mãe que não entende o quão fracassado eu sou que depois de formado (2013) em 2016 eu tentei análise de sistemas, em 2017 eu tentei nutrição e 2018 eu tentei psicologia e todos esses cursos deram errado para mim, fica forçando que eu tenho que achar um emprego, porra meu, se eu não dou certo em bosta nenhuma, vai ajudar ficar forçando isso?
Eu moro numa das piores cidades do DF com relação a fazer amizades. Sou uma pessoa que pensa MUiTO no próximo, que não gosta de incomodar, que trata bem, que respeita, mas na cidade onde eu moro é só bolsominion, é só gente estúpida fazendo estupidez, hoje eu quase fui atropelado porque o babaca entrou na contra-mão. Assim, é um lugar onde o povo só olha pro próprio nariz! Eu não nasci pra essa cidade e eu não nasci pra esse mundo. Eu espero que, daqui a alguns dias eu consiga fazer aquilo que eu mais quero pois eu não estou aguentando mais ter que dividir apartamento com gente que não gosta de mim (namorada do meu irmão), não gosto de ficar dando despezas pra meus pais, me sinto um lixo quando eu peço dinheiro a eles, um homem de 30 anos na cara pedindo dinheiro pra papai e pra mamãe? Eu so um lixo de pessoa... Sei lá.
Se você leu até aqui, cara, tu é muito foda, saiba disso. E desculpe o texto grande e bagunçado, é uma ilustração de como minha insatisfação com o mundo tá. Eu começo um assunto que vai puxando o outro nada a ver e que depois volta. Sei lá. Terapia é uma coisa que não funciona pra mim, pois desde a época que eu fui internado, ja passei por mais de 10 psicologos e nada. NADA. Hoje eu tomei uma decisão de simplesmente sumir. Apaguei todas as minhas contas em rede social com exceção da bosta do facebook que ainda tem alguns dos meus jogos conectados a ele, vou procurar trocar meus numeros também. Eu nao quero mais ser encontrado (apesar de ninguém me procurar mesmo), e simplesmente conseguir o que eu mais quero que é pular da janela do sexto andar. Pois o inutil, bosta, o escroto (como a namorada do meu irmão me chamou no TT sem eu ter feito NADA a ela e sempre oferecer as coisas a ela), o babaca aqui cansou, saca?
Desculpe pelo texto. Bom dia, galerinha. :)
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2019.12.29 03:12 altovaliriano Asha Greyjoy

Asha é a terceira criança e única filha mulher de Balon Greyjoy e Alannys Harlaw. Ela era um criança que não chamava a atenção, mas cresceu para se tornar uma mulher atraente e ousada, que não gostava da idéia de se tornar esposa de um Senhor, mas titular do direito à Cadeira de Pedra do Mar.
Quando Theon deixou as Ilhas de Ferro, a imagem que tinha de Asha era uma garota com “um nariz que mais parecia um bico de abutre, uma colheita madura de espinhas, e não tinha mais peito do que um rapaz” (ACOK, Theon II). Mas nenhum tipo de observação é feita sobre seu comportamento. Não que Theon seja particularmente bom em observar ou julgar caráter. Mas ele é pego de surpresa quando Tio Aeron lhe apresenta a perspectiva de que Asha poderia estar na linha de sucessão:
– Ambos os meus irmãos estão mortos. Sou o único filho sobrevivente do senhor meu pai.
– Sua irmã está viva – Aeron nem sequer ofereceu a Theon a cortesia de um relance.
Asha, Theon pensou, confuso. Era três anos mais velha do que ele, mas, mesmo assim…
– Uma mulher só pode herdar se não houver nenhum herdeiro varão em linha direta – ele insistiu em voz alta. – Não aceitarei que me privem dos meus direitos, aviso.
O tio soltou um grunhido.
Avisa um servo do Deus Afogado, rapaz? Você se esqueceu mais do que pensa. E é um grande idiota se acredita que o senhor seu pai algum dia entregará estas ilhas sagradas a um Stark. E agora cale-se. A viagem já é suficientemente longa mesmo sem a sua tagarelice de pombo.
(ACOK, Theon I)
Olhando em retrospectiva, este é um diálogo que faz pouco sentido. Aeron se recusa a aceitar a pretensão de Asha em razão de seu sexo e não é o tipo de homem que faria joguinhos psicológicos com Theon. Talvez seja uma sinalização que Martin inicialmente pensava em armar menos resistência à sucessão de Asha. Talvez a idéia seria que ela assumisse o trono durante o (abandonado) salto temporal de 5 anos depois de Tormenta de Espadas e que Euron reapareceria para destroná-la.
De toda forma, Asha cresceu sem irmãos, mas foi criada pela mãe “para ser ousada” (AFFC, A Filha da Lula Gigante) e ainda menina era vista “atirando machados em uma porta” (AFFC, O Capitão de Ferro). Portanto, Asha desde cedo já podia ser contada como parte do seleto grupo de mulheres das Ilhas de Ferro que “tripulavam os dracares com seus homens, e dizia-se que o sal e o mar as modificavam, dando-lhes os apetites de um homem” (ACOK, Theon II).
A má aparência, porém, é algo que atormentou Asha durante o crescimento. De fato, durante a adolescência, a filha da Lula Gigante teve um curto romance com Tristifer Botley que, segundo Asha, provavelmente foi iniciado porque ambos tinha rostos “atormentados por espinhas” (Botley era um dos cinco protegidos da mãe de Asha, Alannys Harlaw, trazidos a Pyke para substituir os filhos perdidos com a Rebelião Greyjoy de 287 DC). O affair foi descoberto e Botley foi enviado de volta para Fidalporto. Mas a coincidência que aconteceu foi que ambos os adolescente complexados pelas acnes se tornaram adultos bonitos.
Quando conhecemos Asha em A Fúria dos Reis, GRRM demonstra a beleza de Asha fazendo com que Theon, sem saber que estava falando com a irmã, sinta-se imediatamente atraído por ela. O modo como Asha engana Theon revela como a garota sem predicados que ele conheceu na infância se tornou uma mulher independente e muito mais preparada para liderar com os Homens de Ferro do que ele.
O entrosamento entre Balon e Asha é tangível nos livros, de modo que o Rei Greyjoy não faz qualquer ressalva ou reserva sobre sua capacidade e direitos. Obviamente, a perspectiva de ser descartado em prol da irmã é o que acende o fogo do ciúme e vaidade de Theon, levando-o a tomar Winterfell.
Porém, o que Theon deixa passar despercebido é que Asha, por debaixo da persona arrogante, se deu ao trabalho de vir a Winterfell para tentar dissuadí-lo. Caso a relação de ambos tivesse começado em outro pé, talvez Theon não teria confundido a deferência com uma tentativa de ecarnecê-lo ou separá-lo de seu prêmio (o castelo dos Stark). Àquela altura este era até um erro desculpável da parte de Theon, pois até o leitor não entendia perfeitamente as intenções da irmã de Theon.
Quando Asha se torna POV em O Festim dos Corvos, entretanto, a pessoa que vemos é substancialmente diferente do que pensávamos. Asha é uma pessoa estranhamente sentimental.
Alguém que revela ter partido para a guerra com o “coração pesado” em deixar a mãe para trás porque temia que ela morresse em sua ausência. Alguém que, apesar do discurso bélico e entrosamento com o pai, “sempre se sentira em casa em Dez Torres, mais do que em Pyke”. Que dentre tantos modelos masculinos em seus tios paternos, preferia seu tio materno, Rodrik Harlaw, considerado menos viril, mas mais inteligente e melhor administrador. Alguém que, apesar de gostar de amores selvagens, importa-se com os sentimentos românticos de Tristifer Botley, a ponto de querer protegê-lo dela mesma ao invés de simplesmente enxotá-lo.
Em verdade, é curioso o efeito que o amor meloso de Tristifer tem sobre Asha. Na juventude, ela chegou a nutrir sentimentos por ele, mas algo mudou. Porém, mais do que simplesmente desapontada pela falta de ousadia de Botley, Asha foi acossada por uma investida diferente do rapaz:
[...] chamara aquilo de amor, até Tris começar a falar dos filhos que ela lhe daria; pelo menos uma dúzia de filhos, e, oh, algumas filhas também.
“Não quero uma dúzia de filhos”, dissera-lhe, aterrorizada. “Quero ter aventuras.”
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Alguém poderia arguir que o terror de Asha era simplesmente o medo do compromisso. Afinal, Asha estava carregando o peso de ser herdeira de Balon e não poderia se ver ligada a um segundo filho delicado como Tristifer. Contudo, o contexto no qual essa afirmação foi é revelador. Asha parece estar aterrorizada com a perspectiva de ter filhos.
A julgar pelo histórico de Asha, ter filhos é provavelmente um empreendimento a ser evitado. Sua mãe teve cinco filhos e a perda de 4/5 deles a transformou em outra pessoa. Uma pessoa fraca:
Alannys Harlaw nunca teve o tipo de beleza que os cantores apreciavam, mas a filha adorava seu rosto feroz e forte e o riso em seus olhos. Naquela última visita, porém, encontrara a Senhora Alannys num banco de janela, aninhada debaixo de uma pilha de peles, de olhos fitos no mar. Isto é a minha mãe, ou o seu fantasma?, lembrava-se de ter pensado ao beijá-la no rosto.
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Esta constatação é interessante por conta dos últimos acontecimentos em A Dança dos Dragões. Asha Greyjoy tem um relacionamento brutal com um rapaz de aparência delicada, com quem ela transa antes de Stannis invadir e tomar Bosque Profundo. Asha estava à procura do meistre do castelo para tomar chá da lua e evitar engravidar de Qarl, mas a invasão faz com que ela se esqueça da situação. Portanto, há uma possibilidade de que Asha esteja grávida de Qarl, o Donzel.
Caso essas suspeitas tenham algum fundamento, algumas implicações práticas e narrativas envolvem:
  1. A pretensão deste filho de Asha à Cadeira de Pedra do Mar pode ser considerada mais qualificada do que a de Euron. “Filhos do sal podiam até mesmo ser herdeiros quando um homem não tinha filhos legítimos com sua esposa da rocha” (TWOIAF, As Ilhas de Ferro);
  2. Asha teria que enfrentar a temida gravidez durante o inverno do Norte;
  3. A lealdade cega de Tristifer Botley pode vir a calhar muito para Asha durante a gestação.
A questão é que Asha, mesmo que Asha decida levar esta gestação adiante, qualquer oposição ao Olho de Corvo, pedindo uma nova Assembléia de Homens Livres levaria necessariamente à guerra. Se esta não era uma perspectiva que agradava Asha em O Festim dos Corvos (ela fica feliz ao saber que Aeron convocou uma Assembléia), será uma perspectiva ainda menos atraente em Os Ventos do Inverno.
Declarações de GRRM
Perguntas
  1. Por que Aeron citou Asha como pretendente à Cadeira de Pedra do Mar em ACOK, mas a rejeitou em AFFC?
  2. Por que Asha tem mais afinidade com Tio Rodrik Harlaw do que com Balon Greyjoy?
  3. Asha realmente teme a gravidez em razão do que aconteceu com sua mãe?
  4. Asha deveria ter aceitado a proposta de Rodrik Harlaw e desistido da Cadeira de Pedra do Mar para se tornar herdeira de Dez Torres?
  5. Asha está grávida de Qarl o Donzel?
  6. Um filho de Asha poderia ter direito a Cadeira de Pedra do Mar? A pretensão seria melhor do que a de Euron?
  7. Você vê paralelos entre Asha Greyjoy e Rhaenyra Targaryen?
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2019.09.23 05:30 mjddi81 Me sinto frustrada

Vou tentar ser mais breve possível.
Desde criança tive problemas com minha imagem, aos 8 anos eu era gordinha e já sofria muito bullying dentro da escola. Eu nunca tive namorados na adolescência porque nessa fase as coisas só pioraram: espinhas, sobrepeso, etc. Era muito difícil gostar de alguém e sempre ter que ficar calada por medo de ser rejeitada e de fato eu era, os meninos sempre preferiram minhas amigas. Eu melhorei minha imagem aos 18 anos e mesmo assim ainda tinha (e tenho, agora com 23) muitos problemas relacionados ao meu corpo.
Meus relacionamentos sempre foram pela internet, já que na vida real era tudo mais difícil e eu não conseguia "ser eu". Engatei um namoro em 2016 e estou entre indas e vindas até o momento. Eu não consigo me sentir ao menos desejada pelo meu namorado. Ele pouco me toca/beija ou sente vontade de ter relação sexual.
Fim de semana passado eu saí, bebi e tentei ficar com alguém -estava solteira até então-, porém o cara simplesmente negou e eu só queria sumir dali a todo custo. Por fim o vi beijando uma menina que estava comigo no rolê (amiga de amigas, etc) senti como se eu estivesse novamente nos primórdios da minha infância/adolescência, sempre sendo trocada por outras à minha volta. Resultado, voltei com o meu ex, mesmo a relação estando uma merda, por medo de não ter mais ninguém para ficar. A primeira pergunta que fiz para ele foi "por que você gosta de mim???" E o mesmo respondeu "não sei!". Me sinto feia, não consigo me manter focada em absolutamente nada. Tento me manter em dietas, estou com problemas e iniciei um tratamento, meu interesse pela faculdade decaiu, mal tenho estudado. Enfim... frustrada e sem saber como agir. Eu simplesmente não consigo me amar ou gostar do que vejo no espelho.
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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2019.06.06 03:56 readyfortheplague Até o próximo amanhecer

Enquanto todos dormiam ele apenas passeava pela noite enfeitando o que só era possível até algumas horas da noite
depois de tanto tempo se despindo de todos os recursos que o faziam ser quem era
indo além de fórmulas sociais e didáticas começou a perceber que os caminhos haviam se tornado diferentes
ia além do que costuma
então uma bela madrugada qualquer ! desses que não existem por acaso alguém o esperava !
olá ! disse o sujeito com terno preto ... camisa branca e gravata vermelha !
estendendo a mão pra apertar a dele enquanto retirava o cigarro da boca com a outra
mãos foram apertadas como o trejeito social implica que seja feito
- gosto de vir fumar aqui antes de entrar em casa ... minha mulher não gosta que eu fume ! você sabe como é !
ele não sabia
depois do aperto de mão ele vai embora
dobra a esquina e volta pra casa
ficou pensando naquilo por um tempo
fazia tempo que não encontrava ninguém aquela hora da madrugada !
e era mesmo muito estranho um sujeito chegar do trabalho de madrugada
mas talvez ele fosse um executivo ou apenas usava o trabalho como desculpa pra se encontrar com a amante e por isso era desse jeito
e no outro dia apesar de ter hesitado a sua tarefa não essencial à sua vida ele fez do mesmo jeito !
antes de chegar no mesmo ponto que tinha encontrado o sujeito na noite anterior ouvi uma discussão e apenas olhou pela esquina esperando não ser visto !
eram três homens e os três usavam terno ... sem contar o sujeito que também usava ! e depois de ouvir alguém falando que se ele fosse nesse tal lugar de novo ele iria morrer ! e viu um dos sujeitos enterrar o punho fechado em sua face !
os outros três entram no carro ! um belo carro por sinal ! e vão embora
a luz da varanda de sua casa acende e a mulher abra a porta e pergunta o que foi !
ele responde que foi um problema de trabalho e que já havia sido resolvido
então ela pergunta que lugar era esse que haviam falado !
ele responde que não era nada ! que era só formalidade de trabalho e que ficaram zangados porque perdeu alguma ações !
eles entram !
ele volta pra cada dali mesmo e tenta saber que lugar é esse !
mas não tinha idéia de como começar a seguí lo a menos que tivesse o carro !
e no outro dia dito e feito !
nem dormiu essa noite ! pegou seu carro esperou na porta da casa e o seguiu !
como saberia o sujeito que estava sendo seguido !
o sinal fecha !
ele vê um sujeito se aproximando do carro ! tirando a arma debaixo da jaqueta de couro vermelha e atirando !
e agora ele simplesmente não sabe nem o início nem o final que levou a aquele desfecho
e ninguém nunca saberá !
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2019.05.15 16:46 JesseAmaro77 Developer Showcase #7 - Mirko (artista 3D)

Developer Showcase #7 - Mirko (artista 3D)
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Postado em 15 DE MAIO de 2019 ÀS 11:05 por TENA
Tradução: ✪ G.H.O.S.T ✪ #4225 - Jessé Amaro da Costa
Post Original: https://steamcommunity.com/games/513710/announcements/detail/1621771190468404838
Grupo SCUM BRASIL OFICIAL - facebook.com/groups/scumbrasil
Discord: https://discord.gg/NpbdQne
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Ei pessoal!
Eu espero que vocês não estejam muito bravos, pois eu esqueci alguns desses showcases! Estivemos muito ocupados recentemente, com algumas coisas grandes que estarão surgindo em breve, então todo o restante que não é estritamente relacionado ao jogo foi colocado em segundo plano. Estou de volta, e estou muito animada para que você conheça Mirko , oficialmente um artista 3D , mas não oficialmente um dos meus colegas de trabalho favoritos, e hoje você descobrirá o porquê!

Eu realmente tentei pensar em uma piada de mau gosto para usar como legenda, mas olhe para essa cara! Ele é tão legal que eu não consigo fazer nada. Desculpe.

Mirko está na Gamepires há quase 3 anos e durante esse tempo ele fez um monte de recursos de jogo que todos vocês conhecem e amam. Ele diz que sempre quis trabalhar no desenvolvimento de jogos e tinha fortes tendências nerds desde que era criança. Um bom exemplo deste último é o quão proficiente ele é com qualquer coisa relacionada a hardware. Alguém no escritório quer comprar um novo hardware e precisa de conselhos sobre o que fazer? Pergunte ao Mirko. Meu laptop está agindo de forma estranha e o Google não pode me ajudar? Vá se lamentar para Mirko. Na maioria das vezes você nem precisa perguntar. Ele vai se oferecer para fazer isso sozinho porque ele é legal assim.

Uma foto completamente sincera e nada arrumada de Mirko lavando minha xícara de café, embora já estivesse limpa

Ele é um artista 3D autodidata que brincava com vários softwares de modelagem em casa em seu tempo livre, começando com o 3ds Max, usando tutoriais do Youtube e frequentando diferentes fóruns de modelagem 3D. No entanto, ele nem sempre foi um desenvolvedor de jogos. Antes disso, em outra vida, Mirko era um chef. Sim, você ouviu isso direito - Mirko foi um Chef de cozinha por 11 longos anos. Eu perguntei a ele o que aconteceu, porque enquanto eu apenas sabia essa informação, eu não sabia a história completa. Ele simplesmente disse que se cansou da cozinha e decidiu mudar de carreira. Bem desse jeito? Sim, apenas assim. Gamedev é obviamente um ambiente estressante e acelerado, mas ele diz que nem chega perto do estresse de trabalhar em uma cozinha. Ele se inscreveu na Gamepires, passou no teste e o resto é história.

https://preview.redd.it/tt3zorazwdy21.png?width=1824&format=png&auto=webp&s=1592a6a6660b9816853186cd64fbde6caec567fd
Em seu tempo livre, Mirko gosta de fazer modelos de casa da Barbie.

Isso é exatamente o que é ótimo sobre ele. Digamos que ele quer fazer alguma coisa, mas não sabe como. Você pode ter certeza de que ele vai estudar o inferno fora dessa coisa, assistir a tantos tutoriais quanto ele precisa aprender e praticar como um louco. É honestamente inspirador. Até a maioria de suas respostas às perguntas da entrevista foram inspiradoras. Perguntei a ele qual era a parte favorita de seu trabalho e ele disse que está aprendendo coisas novas porque sempre há algo novo para aprender. Normalmente eu apenas fazia uma piada sobre uma besteira motivacional e seguia em frente, mas nesse caso eu sabia que ele não estava mentindo.

Um modelo futuro de uma casa Barbie atualizada.

Então, o que exatamente foi a contribuição de Mirko para o SCUM, você pergunta? Bem vamos ver. A maior parte do seu trabalho diário está relacionada ao level design , mas como você já deve saber, somos uma Pequena Equipe™ e Todos Fazem um Pouco de Tudo™ e ele também. Lembra do aeroporto? O lugar mais visitado da ilha? Mirko fez tudo isso. O Mech ? Mirko. O drone que aparece nos momentos mais inconvenientes possíveis e segue você por aí? Também Mirko. Um monte de bases subterrâneas, armas, novos ativos da cidade? Sim, Mirko.
![img](dgyhcsh5xdy21 " Nós ouvimos que vocês gostam de spoilers, então aqui está um legal. ")

Sua história é importante e não apenas no sentido de seguir os seus sonhos e coisas boas que acontecerão. Eu não estou aconselhando ninguém a desistir de seu trabalho e dizer "Eu vou ser um desenvolvedor de jogos agora" porque isso é obviamente estúpido. Não, a história de Mirko é uma história de trabalho duro e dedicação ao aprendizado e é algo que todos nós podemos aprender e aspirar.
Espero que você tenha gostado do post desta semana e tenha conhecido nosso Mirko. Se você tem algum pensamento ou mensagem para ele, por favor, deixe-os nos comentários abaixo!
Tenha um ótimo dia e volto a falar com você em breve!

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Postado em 15 DE MAIO de 2019 ÀS 11:05 por TENA
Tradução: ✪ G.H.O.S.T ✪ #4225 - Jessé Amaro da Costa
Post Original: https://steamcommunity.com/games/513710/announcements/detail/1621771190468404838
Grupo SCUM BRASIL OFICIAL - facebook.com/groups/scumbrasil
Discord: https://discord.gg/NpbdQne
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2019.03.29 23:16 impostoderenda Por que (ou não) ter filhos?

Gostaria de saber de quem tem filhos, qual a sensação de criar alguém. Pra quem não tem e quer ter, pq dessa decisão? E quem não quer, pq não quer?
Alguns pontos que levantei pra construir minha opinião sobre (todas adaptaras a minha forma de pensar e meu meio social/financeiro):
Emocional Considero que uma das partes legais de ter um filho é a parte emocional da coisa. Alguém genuinamente feliz em te ver, alguém que se sente protegido quando você está por perto, alguém que te prefere à qualquer pessoa, alguém que carrega seus traços, sua história e nem que seja um pouco da sua fisionomia... pelo menos em algum momento você vai se ver naquela criança. Num mundo tão frio, é aquela criança que vai te encher de amor.
Status Bancar uma criança gera um status, dependendo da sua idade e do quão bem você está financeiramente, ter um filho eleva o nível das suas conquistas já que tudo fica mais difícil com aquele pequeno sugador de recursos financeiros chamado filho.
Evolução Assim como crescer, arrumar emprego, casar, adquirir bens... ter filho demonstra também uma certa evolução, nos casos ideais, espera-se que a pessoa que tem filhos (principalmente se for planejado) seja uma pessoa mais madura. Uma pessoa que “cumpriu” mais uma etapa da vida.
Legado Ter um filho também é te manter vivo por aqui, é passar seu legado, por menor que seja, manter viva a história da sua família. Passar a diante a sua cultura.
Sociedade Acho que aqui começa a parte “ruim” da coisa... Nada estará 100% sob seu controle. E isso não é exclusivo de quando a criança é mais independente. Seu filho, assim como você, é um ser que convive em sociedade e você já parou pra pensar o quanto isso abre margem pra coisas ruins acontecerem?. Desde seu filho crescer, se envolver com pessoas erradas e ser um criminoso, sociopata, psicopata OU seu filho cruzar o caminho de um desses e acabar morto, com traumas psicológicos, ser abusado sexualmente ou N coisas ruins que isso pode gerar. Fiz uma enquete em um grupo de Facebook e boa parte da galera disse que sofreu abuso mas a maioria nunca contou pros pais e tinham traumas com isso até hoje. A maioria era criança quando isso aconteceu... já imaginaram também quantas coisas acontecem com bebês? Se uma criança que pode contar, já cometem esses abusos, imagina um bebê que não vai se lembrar? Confesso que um dos meus maiores medos de ter um filho é esse, de alguém simplesmente foder a mente dele ou ele ser uma dessas pessoas (ou o combo duplo).
Morte A morte é natural e acontece. A gente sempre imagina que vai ficar velho e morrer mas... quais as probabilidades? Já pensou que você pode morrer e QUEM vai se importar tanto quanto você para seu filho?, o outro genitor da criança também não é pra sempre. Do mesmo jeito que você pode ver 3 gerações a sua frente, você pode morrer e deixar um bebê que você escolheu por nesse mundo, sem o necessário amparo. Além do fato de que a criança pode morrer, acho que se algo desse tipo acontecesse com um hipotético filho que eu viesse a ter, eu iria ficar louca.
Prioridades Desde que você não seja um biliardário, você terá que deixar de ir à locais que gosta pelo seu filho, comprar o que quer pelo seu filho, perder horas de sono pelo seu filho e se ver nesse caminho sem volta de viver em função de outra vida.
Valores Quais valores em um tempo como esse, passar para seu filho? O que é certo? Qual o sentido disso tudo aqui?
Ter um dependente Sim, você não pode mais tacar o foda-se. Se dar ao luxo do desemprego, se dar ao luxo de ficar doente, se dar ao luxo de ser depressivo, se dar ao luxo de coisas pequenas, simples e individuais que pessoas sem filhos podem fazer.
Pressão social O erro do seu filho não é um erro dele, é um erro seu. A culpa é sua se a criança é hiperativa, se vive doente, se vira um adolescente drogado, se é um marmanjo sem emprego. Se tem alimentação toda errada: você está criando um futuro diabético obeso. Se a alimentação é natural: você tá criando um natureba, coitada da criança... criança gosta de doce. Se for um suicida, se for um criminoso.... a culpa é dos pais. Seja por influência ou negligência.
Você deu a vida pra alguém que não pediu... Sim, e muita gente (eu, inclusive) preferiria não ter nascido. Pq a gente continua esse ciclo de colocar alguém no mundo, como se fosse maravilhoso viver aqui, sendo que não é? Quase todos são depressivos, ansiosos, com algum tipo de problema. Pq, colocar mais um ser nesse ciclo?
Socialmente não aceito Seu filho pode sofrer por ser transgênero ou gay. Por ser deficiente físico ou mental. Por ter alguma patologia... e voltamos ao ponto de: você não controla onde ele está e nem é imortal para protegê-lo o tempo inteiro.
Tempo A gente não percebe mas os dias e anos são super rápidos. A nossa vida de fato corre... nesse tempo você é pressionado a amadurecer de dias pro outro, arrumar emprego, estudar, comprar coisas, continuar evoluindo na sua área, ter um corpo padrão, e fazer coisas, agir de certa forma, sobreviver a varias coisas (possíveis doenças, acidentes, crimes e ameaças). Durante anos você fará isso por você e outra pessoa, por muito tempo a pressão da evolução do seu filho é uma pressão que cai sobre você. A vida não é muito curta para usar boa parte dela vivendo por outra pessoa?
Seu filho simplesmente quer liberdade Mesmo que ele more com você pra sempre, ele vai querer se libertar. Ele vai parar de acatar suas certezas e basicamente fazer oq muitos aqui fizeram: quebrar a cara e aprender sozinho as merdas. E você, que se doou tanto para aquela pessoa, vai perdê-la e confiar que ela vai fz certo, mesmo sabendo que isso pode não acontecer. Imagina alguém que há alguns anos tava te chamando de mamãe/papai estar bebendo num local perigoso e se você quiser proteger, você é exagerado? Se apaixonar pela pessoa que você sabe que vai fz ela sofrer? Virar as costas pra você pq simplesmente você não gosta do namoradinho drogado dela? Por mais “bem criado” que seu filho seja, são situações que você não pode prever.
E é por isso que quero muito ter filho, mas sinto medo.
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2019.01.26 02:28 RaelImpAerosolKid Uma história de como eu e amigos meus corremos risco de morte. (Longa)

Vou postar um TL:DR aqui em cima mesmo: Eu e amigos meus fomos numa trilha que basicamente não era para ser frequentada e tivemos perigo de morte na Praia de Geribá em Buzios, RJ

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Vou escrever isso agora, pois a memória está relativamente fresca na minha mente. Eu diria que o acontecimento foi a poucas horas antes de eu estar escrevendo isso.

4 pessoas, contando comigo foram em uma viajem para ficar em uma casa de praia.
A praia mais próxima se chama Geribá. Pesquisem e verão a aparência da praia.

Vocês sabem aquelas caminhadas ou trilhas que dão medo no sentido, por exemplo, de se alguém cair, vai se ferrar todinho? Mas eu refiro a aquelas que ninguém realmente cai (só se for burro demais) mas o perigo está ali.

Então, ao longo de uns 4 dias, nós fomos nesse estilo de caminhada, onde passávamos por varias formações de pedras diferentes. Fomos nas praias somente de Ferradurinha e Geribá, onde essas formações são muito presentes.

A real história foi numa tentativa de passar somente pelas pedras, pelo lado esquerdo da Praia de Geribá, atrás delas um morro íngreme e alto, até Ferradurinha, estas ficam uns 400 metros uma da outra. A gente tinha ido somente andando nas ruas, mas nesse último dia de viajem, decidimos ir e nos aventurar mesmo.

Anteriormente eu tinha ido olhar algum possível caminho, mas me reparei com algo que o meu amigo chama de “Caminho de Marimbondo”, ou seja, uma trilha que vai no meio do mato te rodeando por todas as direções e quase certamente com insetos. Nenhum de nós particularmente gosta de insetos. Essa era a única opção porque a nós tínhamos que passar por uma pedra bem alta sem possibilidade de escalar (isso aconteceu tudo ao lado do litoral aliás), e seria cansativo nadar e dar uma volta gigante.

No último dia da viagem, decidimos tentar ir mesmo e fomos só com chinelo, short e camisa, sem nenhum celular (que nem todas as outras vezes). A gente entrou nesse Caminho de Marimbondo e relativamente rápido chegamos no safe ground, depois dessa mata estando uma grande formação de rochas diferentes e menores relativamente fáceis de se passar.

Depois de alguns minutos caminhando chegamos em um obstáculo bem difícil de superar: era basicamente um espaço cheio de água, em um formato de um “U” esticado (tenho certeza que tem um nome para isso) entre duas pedras (basicamente o único lugar possível de caminhar). Dava talvez para pular para a outra pedra, que estava Aprox. 160cm mais alta que a outra, mas se você escorregasse, ia cair num lugar bem estreito cheio de coral áspero e com ondas batendo, não muito recomendado.

Ok, até agora eu acho que quem tentou ir nessa rota sabe de o que eu estou falando, esse último obstáculo novamente só podendo ser superado nadando cansativamente ao redor dele. Ou era o que pensávamos.

Olhando ao redor, eu e um amigo achamos quase ao mesmo tempo uma formação de pequenas pedras e terra subindo a montanha que com certeza não era natural. Ela tirava a vegetação e no “topo” dava uma curva para a direita que dava a entender que continuava para contornar aquela vala (eu acho que eu lembrei a palavra) entre as pedras.

O problema é que essa formação era extremamente íngreme, na escala de mais de 45° de ângulo, e isso é bastante coisa. Mas parecia que haviam vários galhos para se segurar. Nós não pensamos muito nisso, e fomos os 4 escalando.

Ao subir essa porra dessa parte muito íngreme, eu na frente percebi que nós fomos ganhando altura muito rápido, dava para ver uma grande parte do mar e da praia de longe. Como eu disse, todas as vezes que íamos em trilhas, o perigo realmente era pequeno, mas dessa vez dava realmente para cair, e se caísse na melhor das hipóteses não derrubava em ninguém mas batia de cabeça nas pedras embaixo. Me lembro que um dos meus amigos disse literalmente: “Mano, eu acho que essa é a trilha mais fudida que eu ja fui em toda a minha vida.”

Eu afirmo a existência do perigo por alguns fatores. Primeiramente algumas partes da subida nem tinha onde se segurar direito (calculamos mal a quantidade de galho), ao não ser em terra e pedras pequenas e esperar que o atrito é suficiente para te segurar. Outro fator é que eu tenho quase certeza que ninguém foi nesse lugar faz algum tempo, porque uma pedra do tamanho de uma mochila que eu pisei simplesmente deslizou e caiu lá embaixo. Eu tive sorte pois o meu outro pé tinha justamente o atrito suficiente para me segurar. Eu caindo era a pior das hipóteses, eu iria derrubar todo mundo. Outro fator pode ser a porcaria do chinelo que toda hora escorregava do pé, mas sem o chinelo o pé queimava na temperatura das pedras.

Todo mundo conseguiu chegar aparentemente no topo. Na curva para a direita tinha outro caminho de marimbondo e uns percevejos vermelhos esquisitos nas plantas que o meu amigo conseguiu tirar. Eu agora não estava mais na liderança, acho que voltei para o 3° lugar na “fila”.

O único motivo por nós não termos decidido voltar era que tanto subir quanto voltar era extremamente difícil, e se chegássemos a praia da Ferradurinha, era só voltar andando.

Após o outro Caminho de Marimbondo, no caso super escorregadio de se passar também, chegamos numa área mais plana na metade da montanha. Agora mais para a direita havia uma descida que parecia direcionar para mais uma daquelas valas para a água.

Primeiro eu só queria saber quem foi o animal que fez essa trilha e COMO TU FEZ A TRILHA porque além de existir uma corda de 30cm totalmente inútil que sem esforço claramente poderia descer até o final da descida, não havia quase vegetação nenhuma e o terreno era feito de um tipo que convenientemente tem uma palavra para representá-lo. Pesquisem “Scree”.

Nessa imensidão de pedrinhas pequenas é extremamente fácil sair deslizando até embaixo do precipício (que nós achávamos que era algo diferente).

Primeiramente a pessoa da frente ao começar a descer escorregou, e o que a salvou de cair de cara escorregando foi porque ela estava segurando os 2 chinelos na mão, e isso deu justamente o alcance suficiente para se apoiar com a ponta dos chinelos no tronco de alguma árvore de pequeno porte.

A gente só não desistiu de descer porque tinham 2 arbustos pequenos que possibilitavam um pouco de decida, mas mesmo assim não seguravam até o final. Eu tinha dito que não pensávamos que essa trilha levava para um precipício, porque parecia que na esquerda, bem na borda, havia uma pequena cova (caverna) para a próxima parte da montanha.

O único jeito de descer era escorregando e esperando não cair até o final, se segurando nos arbustos. Eu e o último lugar descemos até os arbustos (eu de alguma forma consegui descer não escorregando), mas os dois na frente foram até o final. Aparentemente não havia nenhuma caverna. Eu lembro que falei: “Vamos pular na água, subir de volta não da.”

O lugar era bem alto e pular talvez machucaria um pouco, mas pensava que era a única opção. Algo mais me aguardava: o precipício não dava para a água, mas sim para uma pedra que se extende demais para pular e cair na água. Basicamente quem cair embaixo morre na certa.

O momento mais tenso foi o primeiro da fila ter perdido um pouco o equilíbrio la no final e quase ter caído nas pedras. Pelo o que ele me disse, ele teve que ir um pouco mais para frente para retomar o equilíbrio, e aparentemente alguém tinha talvez botado uma pedra pequena na tentativa de segurar alguém de cair embaixo (a minha pergunta é: como?), então foi menos pior, apesar de que se ele tivesse caído para frente não teria volta. A única opção era realmente tentar voltar para cima.

Essa subida de volta foi marcada por diversas falas de “Quase que eu caio” e “Por favor não caia”. Eu, junto com a pessoa ao lado consegui subir com um pouco mais de facilidade do que os outros dois, apesar de que em várias partes eu tive que arrastar a minha mão na terra como apoio.

Me lembro que a terceira pessoa falou: “Como que se sobe de volta aqui”, em uma parte que realmente era íngreme e repleta de “Scree”. Com várias mãos para ajudar de várias pessoas, chegamos na parte mais alta da trilha, aquele caminho de marimbondo. Tecnicamente era muito mais seguro. Ao indo voltar, tivemos que queimar os pés nas rochas e terra quentes que haviam e lembro que eu joguei o chinelo para baixo do morro (só atrapalhava).

Antes da descida, a gente falou entre si: POR QUE ESSA TRILHA QUE NÃO LEVA A ABSOLUTAMENTE LUGAR NENHUM EXISTE, A GENTE SÓ QUERIA DAR A VOLTA NA PORRA DA PRAIA DE GERIBÁ, E QUEM QUE FEZ UMA TRILHA DESSAS COM ESSE NÍVEL DIFICÍLIMO E EXTREMAMENTE MORTAL SEM VOLTA PARA LUGAR NENHUM.

Eu tenho quase certeza que alguém deve ter morrido lá nas pedras, e pesquisei um pouco sobre “Trilha impossível praia Geribá até Ferradurinha” e não achei nada. Quando chegar em casa vou ver no Google Earth 3D e mostrar algumas fotos se possível. Não quero voltar mais para lá.

Eu digo que quando voltamos para a praia eu nunca fiquei tão feliz em ver pessoas da minha espécie circulando pela praia e ruas.

O acontecimento foi no dia 24/1, aniversário de uma das pessoas que estava no grupo comigo.
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Obs: O texto foi escrito rapidamente, perguntem se deixarem de entender algo. Acabei de perceber que eu fiquei alternando entre "a gente" e "nós" ksksk
Obs2: O Google Earth 3D infelizmente nem chega a essa parte do Estado do RJ, somente com fotos que posso mostrar o lugar.
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2018.12.05 23:22 avehomem [10 anos] COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

O texto abaixo corre a internet já faz algum tempo já faz pelo menos uma década. Vi a notícia do show do Loser Manos e quis reler o texto. Fui procurar e notei que o texto foi publicado neste blog em 11 de novembro de 2008. Ou seja, completou 10 anos algumas semanas atrás.
Pelo que parece é a fonte original, mas não tenho certeza. Eu, assim como todos meus conhecidos, li em algum outro fórum ou comunidade do Orkut. Divirtam-se!

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS,
por Adolar Gangorra em adolargangorra

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish. Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi...

Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".

"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!

Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"

"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!

"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
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2018.11.22 18:05 Dinohobby Traduzi o famoso GT "don't worry, he knows"

Traduzi o famoso GT
esse texto é uma merda e eu não sei formatar pra ficar igual uma gt aqui, mas pelo menos agora quem não sabe inglês pode sofrer junto


https://preview.redd.it/bcoado4y4xz11.jpg?width=261&format=pjpg&auto=webp&s=9c3cf2b86d140599c553c4bc46be215a16d80839


O que fazer /b/? Estou apaixonado pela mesma garota por basicamente minha vida inteira, mas a situação tá tão fodida agora que eu não sei como parar de ligar pra ela.
> apaixonado pela mesma garota minha vida toda
> conheço ela desde o jardim da infância
> os pais dela são pobres e vivem numa casa com um quarto e quatro crianças então ela vem dormir aqui quase toda noite
> saímos juntos quase todo dia por anos
> todos nossos amigos faziam piadas sobre a gente se casar um dia
> ela sabe que eu gosto dela e ela diz que sente o mesmo mas que “não quer rotular isso”
> consigo ficar com ela, mas nada além disso
> ela diz que gosta muito de mim e que tem medo de que vamos acabar fazendo “aquilo” se a gente tentar mais alguma coisa
> decido continuar sendo virgem até me casar com essa garota
> nós dois costumamos sair com dois garotos (vamos chamar eles de Eric e Dave)
> no geral é a gente jogando Halo na minha casa
> às vezes fumar uma verdinha quando Eric consegue um pouco
> falamos sobre festas mas nunca fomos convidados
> Eric começa a andar com o primo viado e velho dele de vez em quando
> Zoamos ele por sair com um cara de 37 anos
> Diz que o primo compra cerveja e deixa ele fumar na casa dele
> Bomporquenaodisseantes.jpg
> Começamos a ir pra casa do primo dele beber e jogar Halo uma vez por semana quando a esposa dele leva as crianças para ver os pais dela
> Ele compra a breja, tem comida, jogos, não é ruim
> Às vezes ele tem uma atitude cuzona de ficar mandando na gente e se achar o rei dos nossos rolês semanais mas foda-se
> Começo a trazer minha pseudo namorada pra lá
> Primo sempre tá de olho nela mas ela tá acostumada em ser a única garota dos nossos rolês então de boa
> Mesmo que esse velho fodido saiba que essa mina tá fora dos limites ele continua tentando dar em cima dela
> Pior parte é que ela parece não ligar
> Um dia ele pergunta por que não aparece que eu sou o namorado dela no face
> Mcq ela diz “ah, ele é mais um melhor amigo que qualquer outra coisa”
> Ódio pulsante quando ele diz “zé, tu tem que prender essa mina cara, ela tá transando”
> Só vemos esse fodido uma vez por semana e ela continua dormindo na minha casa sempre então acho que não vai dar em nada
> Eu continuo falando pra ela que ele é um pau no cu
> Ela concorda comigo mas diz “você me conhece, eu nem sei ser rude”
> Além disso a gente não pode simplesmente parar de ir, nosso ritual tá bem estável nesse ponto
> Uma hora começamos a misturar bebida com Halo, halobida
> Somos retardados não pensamos nisso antes
> Primo velhote fodido fica criando regras aleatórias toda vez
> “regras da casa” como ele diz
> Como a pseudo namorada não joga, às vezes ele cria regras envolvendo ela
> Ela tem que tomar as cervas se tiver um multikill, merda assim
> Um dia ele propõe que ela tenha que sentar no colo de quem ganhasse o próximo jogo
> Esse merda é o melhor de nós, então obviamente essa regra é pra ele
> Eu começo a falar “cara eu acho que ela não quer...”
> Quando ao mesmo tempo ela ri e diz “vocês viu...” implicando que tudo bem
> Me sinto como um baita viado por tentar proteger demais e vou na onda deles
> Ela fica a maior parte das próximas horas no colo dele
> Emputecido quando a gente foi pra casa, eu brigo com ela e depois nos reconciliamos como sempre
> Continua sendo essa merda pelas próximas vezes
> Maior parte das vezes sentadas de colo
> Às vezes fazem ela dançar uma “dança sexy só de zoas”
> Nada que eu possa ficar publicamente puto por
> Meu tio tem um casamento no mesmo dia que um desses rolês acontece
> Peço pra ela não ir
> Ela diz “provavelmente ela não vai”
> Peço de novo, praticamente implorando dessa vez
> Ela diz que vai tentar não ir mas que os garotos enchem muito o saco e que ela não sabe dizer não
> Ambas declarações são corretas, mas eu fico puto com ela e falo pra ela ter bolas o suficiente pra isso
> Brigamos de novo
> Não tenho tempo pra reconciliar antes de ir pro casamento
> Tenhoummalpressentimento.jpg
> Nervoso o fim de semana inteiro
> Falo com ela por mensagens na viagem de volta com meus pais, ela diz que vai me ligar quando eu voltar, pelo tom de voz dá pra saber que ela se sente culpada
> Aicaralho.png
> Acontece que ela ficou bêbada demais e eles implementaram stripping no jogo, primo, Eric e Dave viram ela completamente nua
> Queporraéessa.jpg
> Brigamos de novo
> Mcq eu percebo que eles tiveram mais prazer sexual com ela que eu até agora
> Penso que acabou, terei que procurar uma nova vida social agora
> Ela me chama de madrugada e vem em casa
> Chora pedindo desculpa, diz que tem um problema muito complicado com falar não e que vai tentar consertar isso
> Perdoo ela e vamos para a cama dando abraços
> Bem estranho com Eric e Dave a próxima vez que vejo eles
> Não falamos sobre o assunto mas eventualmente temos uma conversa de perdão meio estranha já que eu tô claramente bravo
> Ela para de ir na casa do primo pau no cu por um tempo
> Uma hora ela volta a ir
> “para consertar todas nossas amizades” ela diz
> As coisas de forma lenta mas firme começam a evoluir para o que era antes
> Eu sei que eu tenho que colocar um fim nisso
> Percebo que álcool é a principal diferença da minha casa para a casa do primo
> Começo a pegar bebidas do armário dos meus pais quando a gente joga Halo em casa
> Não sei muito bem o que eu tava pensando já que a gente continuava indo pra casa do primo
> Uma hora meus pais descobrem
> Minhas notas também tão caindo
> Combo deixa eles putos pra caralho
> Pseudo namorada não pode mais dormir em casa e eu não posso sair por uma semana
> Pseudo namorada e eu brigamos por isso e eu nem lembro o porquê
> Recebo mensagem do primo uns dias depois falando que ele vai ter a casa vazia e que é pra gente ir
> Noooooooooooooooooooooooooo.jpg
> Tento sair escondido mas sou pego
> Fico ligando pra ela o tempo inteiro mas ela ainda tá brava comigo e não atende
> Dia seguinte ainda sem contato, fim de semana então não vejo ela na escola
> Queporraéssaqueporracaralhoéessa.jpg
> Enlouqueço praticamente tendo um surto emocional
> Vejo ela na escola quando a Segunda finalmente chega
> Ela me ignora o dia todo
> Ela vai pra casa antes de eu poder encontrar ela depois da aula
> Chamo ela uma porrada de vez, falo pra ela que meu castigo acabou e que eu realmente quero falar com ela, se tiver acabado pelo menos que ela me fale isso
> Encontro Eric e Dave, muito nervoso para perguntar de forma tranquila o que caralho aconteceu
> Muito fodendo estranho mas basicamente eles me dizem que jogaram strip Halo de novo
> Eric vaza na hora mas Dave me diz depois que Eric e o primo filho de sete putas tavam passando a mão nela enquanto ela tava meio desmaiada
> Diz que ele sente muito e que tentou impedir
> Não tenho mais ninguém pra ficar puto então desconto no Dave
> Uma hora ela me manda uma mensagem dizendo “você age como se houvesse algo para terminar”
> Mostro essa merda pro Dave e saio correndo chorando pra caralho
> Muito envergonhado para sequer lembrar disso
> Penso que minha vida acabou
> Ela vem em casa aquela noite, sem mensagens, sem ligação, sem nada
> Soluçando na porta
> Nem sei como ficar puto com ela
> Eu falo que tudo bem, eu ouvi o que aconteceu e te perdoo
> Ela continua chorando e a gente vai dormir
> No meio da noite ela solta um “eu te amo”
> Inexperadamenteomelhormomentodaminhavida.jpg
> Nem penso direito e falo “também te amo”
> “não importa o que aconteça?” ela pergunta
> Eu digo que sim
> Perguntar se não importa o que aconteça continua por um tempo
> Tenho um mal pressentimento
> Ela diz que não tinha pra onde ir depois que meus pais não deixaram mais ela vir dormir em casa
> Que ela odeia ficar na casa dela e como eu sabia o quanto ela odiava os pais dela
> Ela admite ter falado isso pro velhote por mensagem quando tava indo pra casa na Sexta (dia que o strip aconteceu)
> Ele diz que a casa dele tá livre até Segunda, e convida ela pra ficar lá
> Eu tô tremendo enquanto ela fala isso
> O jeito que ela estava agindo finalmente se encaixou e fez sentido na minha cabeça
> Nunca tive uma epifania desse jeito
> Eu nem tenho que perguntar mas eu faço mesmo assim
> Ela diz que eles foram até o fim
> Nem sei por que eu perguntei os detalhes mas eu precisava
> Quantas vezes?
> Ela diz que não sabe uma porrada de vez e no fim termina falando que foram 5
> Você gostou?
> Ela diz que não mas eu pressiono ela e ela diz que teve um orgasmo
> Que posições?
> Missionário e de quatro
> Preservativo?
> Pausa, não.
> Nós dois estamos chorando o tempo todo
> Ainda em estado de choque na manhã, ela tomou uma pílula do dia seguinte pelo menos
> Nós ainda estamos meio estranhos nos próximos dias mas eu tô estranhamente positivo
> Ela diz que me ama o tempo todo, antes não me dizia nunca
> Oficialmente colocamos isso no face
> Todos na escola souberam o que houve mas não dão sequer uma foda
> Damos a mão o tempo todo, dizemos um para o outro que enquanto tivermos um ao outro estará tudo bem
> Chega ontem
> Recebo uma mensagem do primo falando para eu ir lá
> Quase dou risada por ele pensar que nós vamos
> Depois das aulas eu procuro minha namorada, de verdade agora
> Vejo ela com Eric e Dave
> Ainda putasso com Eric, então já tá um clima ruim
> Mcq eles dizem que tão indo pra casa do primo
> Eu nem sei o que dizer
> Eu falo que não vou
> Quando fica claro que eles vão eu indo ou não eu acabo cedendo e indo junto
> Jogamos Halo e bebemos um pouco
> Tão bravo que nem sei o que fazer
> Sentimento de estranheza é ainda pior
> Sinto que nem sequer estou lá
> Tento fazer ela ir pra casa várias vezes, Eric e o primo convencem ela a ficar
> Ela fica no meu colo o tempo todo, meus braços ao redor dela
> Acabamos assistindo Prometheus
> Dave foi pra casa nesse ponto
> Cometi o erro de me levantar para pegar cerveja
> Quando eu volto ela está no colo do velho filho da puta
> Pergunto pra ela se está tudo bem
> Ela diz que sim
> Ela e o escroto começam a se beijar
> Eric diz “cara, relaxa”
> Mcq ela diz para ele “não se preocupa, ele sabe”
> Eu falo pra ela que eu estou indo pra casa
> Ela diz que vai ficar
Isso foi noite passada, eu não falei mais com ela depois disso.





é isso, se alguém quiser que eu mude alguma coisa é só falar
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2018.11.22 18:02 Dinohobby Traduzi o famoso GT "don't worry, he knows"

Traduzi o famoso GT
esse texto é uma merda e eu não sei formatar pra ficar igual uma gt aqui, mas pelo menos agora quem não sabe inglês pode sofrer junto

https://preview.redd.it/kbb85loj1xz11.jpg?width=261&format=pjpg&auto=webp&s=025aeb7a52941a245760c0c67bcb8d1e971aaa6f

O que fazer /b/? Estou apaixonado pela mesma garota por basicamente minha vida inteira, mas a situação tá tão fodida agora que eu não sei como parar de ligar pra ela.
> apaixonado pela mesma garota minha vida toda
> conheço ela desde o jardim da infância
> os pais dela são pobres e vivem numa casa com um quarto e quatro crianças então ela vem dormir aqui quase toda noite
> saímos juntos quase todo dia por anos
> todos nossos amigos faziam piadas sobre a gente se casar um dia
> ela sabe que eu gosto dela e ela diz que sente o mesmo mas que “não quer rotular isso”
> consigo ficar com ela, mas nada além disso
> ela diz que gosta muito de mim e que tem medo de que vamos acabar fazendo “aquilo” se a gente tentar mais alguma coisa
> decido continuar sendo virgem até me casar com essa garota
> nós dois costumamos sair com dois garotos (vamos chamar eles de Eric e Dave)
> no geral é a gente jogando Halo na minha casa
> às vezes fumar uma verdinha quando Eric consegue um pouco
> falamos sobre festas mas nunca fomos convidados
> Eric começa a andar com o primo viado e velho dele de vez em quando
> Zoamos ele por sair com um cara de 37 anos
> Diz que o primo compra cerveja e deixa ele fumar na casa dele
> Bomporquenaodisseantes.jpg
> Começamos a ir pra casa do primo dele beber e jogar Halo uma vez por semana quando a esposa dele leva as crianças para ver os pais dela
> Ele compra a breja, tem comida, jogos, não é ruim
> Às vezes ele tem uma atitude cuzona de ficar mandando na gente e se achar o rei dos nossos rolês semanais mas foda-se
> Começo a trazer minha pseudo namorada pra lá
> Primo sempre tá de olho nela mas ela tá acostumada em ser a única garota dos nossos rolês então de boa
> Mesmo que esse velho fodido saiba que essa mina tá fora dos limites ele continua tentando dar em cima dela
> Pior parte é que ela parece não ligar
> Um dia ele pergunta por que não aparece que eu sou o namorado dela no face
> Mcq ela diz “ah, ele é mais um melhor amigo que qualquer outra coisa”
> Ódio pulsante quando ele diz “zé, tu tem que prender essa mina cara, ela tá transando”
> Só vemos esse fodido uma vez por semana e ela continua dormindo na minha casa sempre então acho que não vai dar em nada
> Eu continuo falando pra ela que ele é um pau no cu
> Ela concorda comigo mas diz “você me conhece, eu nem sei ser rude”
> Além disso a gente não pode simplesmente parar de ir, nosso ritual tá bem estável nesse ponto
> Uma hora começamos a misturar bebida com Halo, halobida
> Somos retardados não pensamos nisso antes
> Primo velhote fodido fica criando regras aleatórias toda vez
> “regras da casa” como ele diz
> Como a pseudo namorada não joga, às vezes ele cria regras envolvendo ela
> Ela tem que tomar as cervas se tiver um multikill, merda assim
> Um dia ele propõe que ela tenha que sentar no colo de quem ganhasse o próximo jogo
> Esse merda é o melhor de nós, então obviamente essa regra é pra ele
> Eu começo a falar “cara eu acho que ela não quer...”
> Quando ao mesmo tempo ela ri e diz “vocês viu...” implicando que tudo bem
> Me sinto como um baita viado por tentar proteger demais e vou na onda deles
> Ela fica a maior parte das próximas horas no colo dele
> Emputecido quando a gente foi pra casa, eu brigo com ela e depois nos reconciliamos como sempre
> Continua sendo essa merda pelas próximas vezes
> Maior parte das vezes sentadas de colo
> Às vezes fazem ela dançar uma “dança sexy só de zoas”
> Nada que eu possa ficar publicamente puto por
> Meu tio tem um casamento no mesmo dia que um desses rolês acontece
> Peço pra ela não ir
> Ela diz “provavelmente ela não vai”
> Peço de novo, praticamente implorando dessa vez
> Ela diz que vai tentar não ir mas que os garotos enchem muito o saco e que ela não sabe dizer não
> Ambas declarações são corretas, mas eu fico puto com ela e falo pra ela ter bolas o suficiente pra isso
> Brigamos de novo
> Não tenho tempo pra reconciliar antes de ir pro casamento
> Tenhoummalpressentimento.jpg
> Nervoso o fim de semana inteiro
> Falo com ela por mensagens na viagem de volta com meus pais, ela diz que vai me ligar quando eu voltar, pelo tom de voz dá pra saber que ela se sente culpada
> Aicaralho.png
> Acontece que ela ficou bêbada demais e eles implementaram stripping no jogo, primo, Eric e Dave viram ela completamente nua
> Queporraéessa.jpg
> Brigamos de novo
> Mcq eu percebo que eles tiveram mais prazer sexual com ela que eu até agora
> Penso que acabou, terei que procurar uma nova vida social agora
> Ela me chama de madrugada e vem em casa
> Chora pedindo desculpa, diz que tem um problema muito complicado com falar não e que vai tentar consertar isso
> Perdoo ela e vamos para a cama dando abraços
> Bem estranho com Eric e Dave a próxima vez que vejo eles
> Não falamos sobre o assunto mas eventualmente temos uma conversa de perdão meio estranha já que eu tô claramente bravo
> Ela para de ir na casa do primo pau no cu por um tempo
> Uma hora ela volta a ir
> “para consertar todas nossas amizades” ela diz
> As coisas de forma lenta mas firme começam a evoluir para o que era antes
> Eu sei que eu tenho que colocar um fim nisso
> Percebo que álcool é a principal diferença da minha casa para a casa do primo
> Começo a pegar bebidas do armário dos meus pais quando a gente joga Halo em casa
> Não sei muito bem o que eu tava pensando já que a gente continuava indo pra casa do primo
> Uma hora meus pais descobrem
> Minhas notas também tão caindo
> Combo deixa eles putos pra caralho
> Pseudo namorada não pode mais dormir em casa e eu não posso sair por uma semana
> Pseudo namorada e eu brigamos por isso e eu nem lembro o porquê
> Recebo mensagem do primo uns dias depois falando que ele vai ter a casa vazia e que é pra gente ir
> Noooooooooooooooooooooooooo.jpg
> Tento sair escondido mas sou pego
> Fico ligando pra ela o tempo inteiro mas ela ainda tá brava comigo e não atende
> Dia seguinte ainda sem contato, fim de semana então não vejo ela na escola
> Queporraéssaqueporracaralhoéessa.jpg
> Enlouqueço praticamente tendo um surto emocional
> Vejo ela na escola quando a Segunda finalmente chega
> Ela me ignora o dia todo
> Ela vai pra casa antes de eu poder encontrar ela depois da aula
> Chamo ela uma porrada de vez, falo pra ela que meu castigo acabou e que eu realmente quero falar com ela, se tiver acabado pelo menos que ela me fale isso
> Encontro Eric e Dave, muito nervoso para perguntar de forma tranquila o que caralho aconteceu
> Muito fodendo estranho mas basicamente eles me dizem que jogaram strip Halo de novo
> Eric vaza na hora mas Dave me diz depois que Eric e o primo filho de sete putas tavam passando a mão nela enquanto ela tava meio desmaiada
> Diz que ele sente muito e que tentou impedir
> Não tenho mais ninguém pra ficar puto então desconto no Dave
> Uma hora ela me manda uma mensagem dizendo “você age como se houvesse algo para terminar”
> Mostro essa merda pro Dave e saio correndo chorando pra caralho
> Muito envergonhado para sequer lembrar disso
> Penso que minha vida acabou
> Ela vem em casa aquela noite, sem mensagens, sem ligação, sem nada
> Soluçando na porta
> Nem sei como ficar puto com ela
> Eu falo que tudo bem, eu ouvi o que aconteceu e te perdoo
> Ela continua chorando e a gente vai dormir
> No meio da noite ela solta um “eu te amo”
> Inexperadamenteomelhormomentodaminhavida.jpg
> Nem penso direito e falo “também te amo”
> “não importa o que aconteça?” ela pergunta
> Eu digo que sim
> Perguntar se não importa o que aconteça continua por um tempo
> Tenho um mal pressentimento
> Ela diz que não tinha pra onde ir depois que meus pais não deixaram mais ela vir dormir em casa
> Que ela odeia ficar na casa dela e como eu sabia o quanto ela odiava os pais dela
> Ela admite ter falado isso pro velhote por mensagem quando tava indo pra casa na Sexta (dia que o strip aconteceu)
> Ele diz que a casa dele tá livre até Segunda, e convida ela pra ficar lá
> Eu tô tremendo enquanto ela fala isso
> O jeito que ela estava agindo finalmente se encaixou e fez sentido na minha cabeça
> Nunca tive uma epifania desse jeito
> Eu nem tenho que perguntar mas eu faço mesmo assim
> Ela diz que eles foram até o fim
> Nem sei por que eu perguntei os detalhes mas eu precisava
> Quantas vezes?
> Ela diz que não sabe uma porrada de vez e no fim termina falando que foram 5
> Você gostou?
> Ela diz que não mas eu pressiono ela e ela diz que teve um orgasmo
> Que posições?
> Missionário e de quatro
> Preservativo?
> Pausa, não.
> Nós dois estamos chorando o tempo todo
> Ainda em estado de choque na manhã, ela tomou uma pílula do dia seguinte pelo menos
> Nós ainda estamos meio estranhos nos próximos dias mas eu tô estranhamente positivo
> Ela diz que me ama o tempo todo, antes não me dizia nunca
> Oficialmente colocamos isso no face
> Todos na escola souberam o que houve mas não dão sequer uma foda
> Damos a mão o tempo todo, dizemos um para o outro que enquanto tivermos um ao outro estará tudo bem
> Chega ontem
> Recebo uma mensagem do primo falando para eu ir lá
> Quase dou risada por ele pensar que nós vamos
> Depois das aulas eu procuro minha namorada, de verdade agora
> Vejo ela com Eric e Dave
> Ainda putasso com Eric, então já tá um clima ruim
> Mcq eles dizem que tão indo pra casa do primo
> Eu nem sei o que dizer
> Eu falo que não vou
> Quando fica claro que eles vão eu indo ou não eu acabo cedendo e indo junto
> Jogamos Halo e bebemos um pouco
> Tão bravo que nem sei o que fazer
> Sentimento de estranheza é ainda pior
> Sinto que nem sequer estou lá
> Tento fazer ela ir pra casa várias vezes, Eric e o primo convencem ela a ficar
> Ela fica no meu colo o tempo todo, meus braços ao redor dela
> Acabamos assistindo Prometheus
> Dave foi pra casa nesse ponto
> Cometi o erro de me levantar para pegar cerveja
> Quando eu volto ela está no colo do velho filho da puta
> Pergunto pra ela se está tudo bem
> Ela diz que sim
> Ela e o escroto começam a se beijar
> Eric diz “cara, relaxa”
> Mcq ela diz para ele “não se preocupa, ele sabe”
> Eu falo pra ela que eu estou indo pra casa
> Ela diz que vai ficar
Isso foi noite passada, eu não falei mais com ela depois disso.





é isso, se alguém quiser que eu mude alguma coisa é só falar
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