Conhecer alguém em pessoa namoro online

Palavras Somente.

2020.10.29 10:18 nofimnaime Palavras Somente.

Eu não aguento mais conversar comigo mesmo, e como não tenho mais pessoas para isso, essa é a melhor solução. Minha vida só desanda, e desde 2017 eu não consigo segurar as pontas, tive perdas que até hoje me doem, e escolhas nas quais eu me arrependo toda a noite antes de dormir. Consegui afastar esses pesos algumas vezes durante esse tempo, mas ele volta com mais carga, cargas atuais, e isso sempre vem a calhar na semana do meu aniversário. Mas esse peso não é a dor que quase me fez ser atropelado no meu aniversário ou a entrar em pânico na frente de um mercado. Uns meses atrás conheci uma pessoa, e eu naquele momento só queria sair com alguém, aproveitar uma nova amizade e ter aquele lance casual, era só isso, eu estava no meu canto escuro do quarto, já acostumado com esse peso no meu peito, e não queria mais dor de cabeça. E infelizmente eu conheci ela, eu não dava nada pra aquela desgraçada, as mensagens trocadas porém, me fez sentir algo por ela, aquele tipo de sensação "Ok, quero ser seu amigo", e desse jeito eu descobri que ela também não estava bem, tinha acabado de sair de um relacionamento complicado de 5 anos (3 anos de namoro, mas já sofria por 5 anos), e eu botei aquilo na minha cabeça, só queria ter uma pessoa pra conversar, conviver e aproveitar tudo que dava, e depois de uma longa espera de dois dias de conversa, resolvemos se encontrar, morávamos perto do outro, na qual no meio do caminho tinha um parque, perfeito meio termo para ambos, e quando eu vi ela, tudo que eu tinha montado sobre ela mudou. Aquele mesmo sentimento que você olha e admira aquela pessoa no trem, acha tudo incrível e pensa "e se...", o diferencial mesmo foi já conhecer ela, e a cada detalhe, conversa e risadas daquele dia, eu tive a infelicidade de nutrir um sentimento por ela... Não demorou muito para as coisas rolar entre a gente, tínhamos um entrosamento perfeito, e estávamos lá, indo pra minha casa no nosso primeiro encontro, e o que eu achei disso? Eu realmente tinha me apaixonado pelo brilho do olhar dela, o sorriso dela me trazia pás e a voz dela me acalmava, era tudo que eu queria até o momento, chegando lá ela me explicou que o ex relacionamento dela ainda pesava naquele momento, lógico que eu me desapontei um pouco, mas era apenas uma apaixonisse de momento, dava para reverter, e fiz o que tinha que fazer, falei que não iria servir de ponte para ninguém superar ninguém, acabou que ela dormiu na minha casa... Foi uma das melhores noites da minha vida? CLARO PORRA, E AINDA ELA FOI A PROTAGONISTA DE UMA DAS CENAS MAIS MEMORÁVEIS DA MINHA VIDA. No outro dia, conversamos ainda mais, e na dúvida que eu estava, esperei pelo movimento dela, pra mim tudo é um jogo, cada detalhe e ação conta, e o turno dela foi pedir um Uber pra minha casa, pra passar outra noite comigo, e ela estava incrivelmente linda... maquiada com uma delicadeza... vestido que abraçava a arte corporal dela... e a boca que porta o melhor dos sorrisos...
Foi nesse momento que eu cometi o maior erro de todos, depois de uma noite incrível (outra), eu falei que queria ela pro resto da minha vida, ela ainda estava afetada pela outra, mas o coração dela já sentia alguma coisa por mim, além do relacionamento passado dela, tinha a minha ex...
E então eu entro no meu primeiro inferno.
Sim, é isso mesmo que você está pensando, 4 dias de conversa e eu já estava pedindo ela em namoro, eu não conhecia ela direito, e muito menos ela me conhecia, só que aqueles momentos foram ótimos, e foram por bastante tempos, mesmo com autos e baixos, só que cada vez que ela deitava no meu peito, e a gente conversava fica mais nítido que os dois se amava, e saiu dela, o primeiro "te amo", na qual terei a dor de nunca esquecer, e foi assim que depois de 6 dias de conhecer ela, resolvemos entrar em um relacionamento, depois dela ter completado um mês de sair do dela, e eu de ter tentado incontáveis vezes de retorna com minha ex. Aliás, minha ex... todos nós temos problemas, e o problema dela sempre foi se depender demais de mim, morávamos juntos, e depois de perceber que a gente não daria certo, terminei e voltei pra casa, porém ela era destruída psicologicamente, uma vontade de suicídio constante, e eu tinha medo de isso se torna uma realidade, mesmo terminando com ela, a moça nunca deixou de ter minha importância, antes de sermos namorados, eramos amigos, e isso não acabou, sempre vou me importar com ela, como a grande amiga que ela é. E nossa protagonista não entendia isso, até tentou compreender a gente guardar por um tempo, mas ela queria nos anunciar para o mundo... E no começo eu não entendia o "pra que?" só tentava explica que isso poderia acabar com a vida de uma pessoa, e depois de uma semana nisso, se encontrando todos os dias com ela, resolvi conversar com minha ex. Expliquei pra ela o que estava acontecendo, e que eu tinha encontrado outra pessoa, que não queria perder o contato dela, sendo ela uma das pessoas mais importantes da minha vida, acabou que minha ex entendeu, e ficou ressentida, ela sentia muita coisa, e queria voltar... mas ela seguiu o caminho dela e me deu apoio, ela simplesmente me queria feliz, era só eu correr pro abraço da minha então amada e vocês teriam lido o começo de uma linda história de amor...
E então eu senti pela primeira vez a chama silenciosa do primeiro inferno.
A pessoa cujo eu já chamava de "Vida", não achou isso o bastante, mesmo já declarando nosso namoro, ela queria mais, pediu pra eu cortar contato com minha ex, vulgo melhor amiga, dizia que não daria certo e me pressionou a prometer isso pra ela, e nesse meio termo, eu tive que ver ela tentando reconstruir uma amizade com a ex dela e falhando miseravelmente no mínimo, mas BELEZA, segui deixando a minha ex de lado e fui construir o que eu queria com a pessoa que eu desejava, e nas primeiras semanas, foi maravilhoso, eramos a melhor combinação do mundo, dava pra sentir os outros casais invejando, a gente era mais entrosado que Romário e Bebeto, mais bonito que o sol se pondo em um céu laranjado, muito mais divertido que o todo o elenco dos Barbixas fundido com o Hermes e Renato, se você não entendeu que éramos incríveis, coloca todas as referências ao seu gosto que você vai entender. Só que eu descia mais para o inferno e não sabia.
Os outros níveis do inferno.
Todo mundo briga, não é nenhum erro discordar com alguém, e os lados se alterarem, mas o meu pavio estava curtíssimo... Eu não me aguentava, imagina então os erros das outras pessoas? E eu falava com ela o que me incomodava, e não era coisa básica do tipo "aí não gosto do seu sotaque" tava mais pra "você poderia falar menos putaria no meio da rua entre as pessoas?". E isso foi piorando, e eu não sou nenhum santo, muito pelo contrário, sei que errei de ter falado com ela daquele jeito, e então foi aí que o MEU jogo começou a trocar de estilo, eu percebi que tinha que mudar meu jeito, meu comportamento e minha forma de tratar algumas coisas. Sou explosivo, se tem que brigar, eu brigo, mas cara, eu não queria perder ela, e nessas foi me tocando que poderia ser melhor eu me trancar na fúria e dialogar na calma, e sim, eu me moldei a ela. Não, não errei só nisso, fiz coisas na qual eu não me orgulho e nem sei como aconteceu, porém, eu estava lá, ouvi o dela, e mudei, é um mérito meu, eu quero que você que está lendo tenha sua própria resposta para isso, pois a minha resposta é, não, isso não é um mérito, se você percebe que está errado, você muda, ok! Ok? E eu infelizmente não vou te dar um Plot Twist e falar que estamos vivendo lindamente, pois a gente desceu mais os degraus... No nível de começar a culpar o jeito no qual a gente conversava no whats para poder brigar, ela falava que eu era outra pessoa no whats, que respondia seco e era monossilábico, eu nunca vi isso, para começo de conversar, e ninguém nunca reclamou isso de mim, o que eu achei mais estranho, porém ela falou que outras pessoas que ela mostrava minha conversava concordava com ela, e tentei mudar isso, mandava mas áudio no intuito de ser mais confortável pra ela, e então chegou nosso primeiro mês de namoro...
Eeeeeh laiá, se quiserem numerar os infernos, fiquem à vontade, pois eu não tenho saco.
Eu sempre odiei isso, de mêsversario, maluco, ninguém quer saber que seu bebê feio está fazendo 8 meses, ou então seu relacionamento que ninguém liga está no terceiro mês, sabe quem se importa pro seu relacionamento, você e sua companheira, e... era importante para nós dois... pra mim pelo menos...
Chegou o cujo dia, e eu tinha planejado uma coisa simples, porém de coração. Vinho, uma pizza, janela aberta com iluminação da lua, era um momento especial na qual queria deixar ainda mais especial. Não falei nada, só deixei as coisas acontecer, e eu não sei por qual motivo, mas ela não estava me ajudando para isso (descobri depois o porquê) e meio que ficava "aí vc quer me ver ou não", meio que se não fosse óbvio que SIM, não só pela vontade de ver ela todo o dia, como pela data, e eu falava que queria, porém ela achou que faltou "vontade" nas minhas palavras, e resolveu ir em uma festa no dia que marcava um mês no nosso relacionamento, eu não acreditei, fiquei encabulado, cara, era nossa noite, noite na qual você optou por passar com pessoas que eu nem sabia quem era, e sem mais nem menos, e vamos discutir de novo... Mas dessa vez foi diferente. Fui na casa dela, já tínhamos conversado sobre o que aconteceu pelo telefone, ela falando que eu não fui direto e parecia sem vontade de ver ela, e eu explicando que não, e que ela cagou pra mim e foi pra uma festa como se fosse nada de mais... Acabou que ela me falou que estava muito cansada pra um relacionamento sério, e que achava melhor a gente dar um tempo, até ela se sentir confortável para estar em outro relacionamento... Tudo que eu queria, era não perder ela, concordei como um desesperado, porém falei que não iria aceitar algumas coisas, entramos em um consenso, e agora sim estamos felizes até agora, claro que não...
Depois desse episódio, resolvi me dedicar ainda mais, fazia tudo que dava pra ela, andava pra qualquer canto com ela, ia buscar, levava ela, talvez vocês nem acredita, mas eu mudei a direção do vento só pra ver o vento tirar o lindo cabelo dela da frente do mais belo rosto, e isso não foi o bastante. Ela buscava mais coisas para a gente discutir, com coisas do tipo "não se mexe no celular na companhia de alguém" é até verdade, mas dá pra você abrir uma excessões quando você passa o dia inteiro com a pessoa, mas eu aderi, e continuei me mudando por ela, era meu foco a melhora dela, e ter nossas alianças de volta "sim, eu comprei alianças, e ela tirou quando pediu o tempo". Mas foi aí que as coisas começaram a mudar pra mim, não vou esquecer que a gente passou mais um tempo de boas, mesmo depois dela ter pedido o tempo dela, a gente brigou muito, e nisso eu estava pensando "será que é bom pra nós dois?" só que quando a gente passava a tarde juntos, eu perdia esse pensamento, pois eu amava ela de verdade, cogitei terminar sim com ela, mas a gente conversava e se resolvia, porém foi nessa que eu percebi que só uma pessoa mudava, eu...
E então, chegamos no último inferno.
Essa epopéia estava no fim, e eu nem percebi, mas vamos logo para o último capítulo. Eu já conhecia a família dela, pelo menos a parte que ela sente alguma coisa, e chegou a vez dela conhecer a minha, meu irmão que tava em Brasília veio com a minha prima e era o momento perfeito, minha mãe ia preparar um almoço especial, chamou até minha tia e meu tio, tava tudo perfeito, só não esperava por uma coisa importante, ela não ir... Então vamos lá, bora começar uma semana antes, ela estava mal, se sentindo triste, fui na casa dela e troquei meu melhor amigo (que estava fazendo aniversário) pra ficar com ela, ele simplesmente me implorou para ir, e eu só falei "me ocorreu um imprevisto", era ela o imprevisto, e dei a força que ela precisava, beleza, no outro dia ela saiu com a amiga dela (coisa que me incomodava, já que a amiga dela incentivava ela ficar com outras pessoas, mas dessa vez, eu achei que ela precisava sair da casa dela). Só que ela ainda estava meio pra baixo, e no final de semana, especificamente sábado, resolvemos sair, ela com a galera dela, e eu com meu amigo que eu tinha furado, no domingo era o almoço, beleza, a gente conversou no whats e parou em um momento da noite, eu não me lembro do restante da noite, fiquei muito bêbado (e não, não fiz nenhuma merda de bêbado, só não me recordo de como eu voltei pra casa e que horas), acordei cedo, que é estranho, e antes mesmo de mandar mensagem pra ela, 6h ela me manda um áudio, falando que tava voltando pra casa da amiga dela naquele horário e que não daria pra ir pra minha casa conhecer minha família, eu fui destruído aí, mandei um "tudo bem", esperei até às 7h, fui no mercado comprar as coisas pro almoço, e foi isso, a cada pessoa perguntando, "Hey, cadê a sua Vida", eu simplesmente colocava um sorriso falso no meu rosto e falava "tá passando mal hoje, vai ficar em casa", no meio do almoço ela me ligou, e eu falei que fiquei mal com isso, e que não queria ver ela. E lembra que eu falei que via as coisas como um jogo, foi esse momento que eu pensei em desistir de tudo, o mais forte desse sentimento. Ela veio em casa, e me ouviu dizer que não queria mais aquilo, eu tinha cancelado trabalho pra ir ver a família dela, quando ela ficou na rua pra não ver a minha, mas eu fui fraco, aceitei as desculpas dela... A mesma pessoa que fala que desculpa não é uma palavra, e sim uma ação, e foi nisso que eu me peguei. E no outro dia, ela tinha uma entrevista de emprego online, na qual o entrevistador não foi com a cara dela (e ele foi babaca, ela foi incrível na entrevista), s acabou nela não passando, ficou devastada, e eu ainda meio chateado com ela, larguei de lado esse sentimento, e fui ajudar ela, comprei bebida, a melhor pizza que eu podia pegar (dominos é claro) pra ver ela levando o vinho que peguei pra beber com a amiga dela...
Ok...
Queria muito ver ela, e na sexta foi o dia, IRRAAAAAAAA, vou ver ela, e ela vai passar o dia comigo, vamos ter a melhor noite de todas e nada disso vai acontecer... Tirando a parte de ver ela, eu fui, e passei incrível 3h lá, a amiga dela falou que tava na bad, e pediu pra ela ir lá, e fodac eu. Mas até aí tudo bem, a garota lá precisava de uma companhia, acompanhei ela até um lugar pro Uber ficar tranquilo, e trocamos mensagem até de noite, quando ela resolveu sair... E sumiu... De madrugada (umas 5h) ela falou que a noite dela foi incrível, que conheceu um cara na qual conversou bastante, e que se divertiu muito, e isso foi as últimas coisas que ela me falou no final de semana resto de sábado, domingo e começo de segunda. Então começou a semana, fui entregar currículo já pensando "isso não está acontecendo" "deve ter uma resposta melhor", a única coisa que ela deveria fazer, era me valorizar depois da pisada de bola do almoço, e não contente, ela me pisa na com os dois pés depois, eu precisava entregar aqueles currículos, eles perderiam a data de vencimento, já que no outro dia eu teria 23 anos, e foi o pior dia do meu ano, eu tava visivelmente abalado, cheguei a vomitar no meio da rua, e mandei mensagem pra ela, pra saber se como estava, e ganhei um incrível "oi, c tá bem?". Cara eu já não tava legal, estava no meio da rua mal, e ainda ganho uma dessa, como se fosse um qualquer na vida dela, mandei um áudio pra ela, falei que não tava, que ela tinha sumido final de semana e queria conversar com ela, e sim, já ia com intensão do pior, colocar todas as coisas dela na minha bolsa, e com a pior das hipóteses já terminava ali, só que fui surpreendido... ela responde a porra do áudio com um "ah, não sei oq vc entendeu, nosso lance é casual, eu tive um final de semana cheio, virei duas noites, pipipipopopo" as lágrimas do meu rosto já estava deixando de existir com a falta de senso dela, eu simplicidade liguei e a única coisa que eu consegui falar foi "Eu desisto." Falei que ia encontrar ela e levar as coisas que estavam na minha casa, e pedi pra ela levar as minhas coisas (inclusive as alianças que ficou com ela), quando ela me chega, toda sorridente, fazendo sinalzinho com a mão, e eu não querendo acreditar, não sabendo se ela não entendeu a grandeza dos acontecimentos, ou porquê eu era só um qualquer pra ela, ela sentou na minha frente e disse "aí, eu não vou mais correr atrás de você... E blá blá blá" era uma realidade horrível, eu não estava acreditando que vivia aquilo, eu pedi minhas coisas, dei a dela, e disse tchau, e ela teve a pachorra de me perguntar se eu não ia abraçar ela, será que em algum momento ela percebeu minha expressão facial? Ela olhou pro vermelho dos meus olhos? Ou então notou o tom da minha voz? Eu cheguei em casa, destruído, e desativei tudo que poderia, graças a Deus eu ainda tenho pessoas que se importa comigo, e me ligaram, falei que ia me isolar um pouco e que qualquer coisa poderia me ligar. Foi a pior noite da minha vida, não dormi nada, e não aguentava nada, quando chegou as 7h da manhã, resolvi sair, chorando que soluçava, e fui para o parque, sentei no banco, e fiquei lá, quando a primeira pessoa me liga, me dando os parabéns (sim, era meu aniversário), eu não sabia oq falar e disse que tava ocupado, na segunda eu não consegui enganar, e percebeu minha voz de choro, falei que logo ligava de novo, e na terceira, eu desabei, era minha ex, a única pessoa que eu não esperava, ela sempre sabe quando eu não estou bem, e ela me deu um pouco de energia, me incentivou a ir pra casa, ver minha mãe, e sair com algum amigo, levantei animado, as palavras dela fazia sentido, até lembrar que a única pessoa que eu realmente queria a ligação não fez questão, e aconteceu uma das piores coisas da minha vida, eu simplesmente olhei para um carro na rua, e fui em direção a ele, a sorte que eu tive do cara ter feriado hoje eu vejo que é incrível, a sorte que eu tive de só ter subido em cima do capô dele e ver ele de tão perto atrás do parabrisa só mexendo a boca não entendendo nada que ele falava, sai de cima do carro e sentei na calçada, depois de uma longa conversa entre um grupo de pessoas, um cachorro e comigo mesmo, resolvi ir pra casa, lavei meu rosto e abri a geladeira, minha mãe tinha feito uma torta pra mim e comprado pizza pra fazer de noite, a minha relação com minha mãe é de mais ou menos pra ruim, porém naquele mesmo dia, foi ela que me viu chorar depois de me desejar sorte, sendo que quem eu chamava de "Vida" me deu o pior parabéns possível pelo Instagram.
Até hoje, dois dias depois do meu aniversário, ela não apareceu pra falar qualquer coisa, e eu realmente não quero ver a cara dela, pois eu tô destruído, até agora eu tô recebendo ligação e mensagem de pessoas que realmente se importa comigo, pedindo pra me ver, e eu não conseguindo, porque essa é a pior versão de mim, e eles merecem muito mais que isso, eu tô pensando em tanta coisa ruim agora, e minha mente tá conturbada tentando simular isso como se nunca tivesse acontecido, e eu realmente não consigo acreditar como esses poucos meses, destruíram tanto minha vida.
Você que leu isso até agora, agradeço muito por reservar esses minutos da sua vida pra esse texto, eu começar ele umas 23h da noite, e tô terminando agora 6h17, depois de parar algumas vezes, e me desculpa pelo tamanho. Eu só achei que precisava compartilhar isso com alguém.
Obrigado por ter chegado até aqui.
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2020.07.16 16:52 fobygrassman HAPPN PARA CASADOS

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2020.06.21 05:41 duartejoaov Gratidão Profunda de um Adolescente.

Então, eu vejo muitos posts reclamando por aqui e tal, e sinto falta de ver coisas positivas também, portanto vou deixar minha experiência com a mudança de vida que tive.
Eu tenho 17 anos atualmente, e vocês não tem noção do quanto minha vida mudou em 2 anos ! Vou resumir bastante a história, mas se eu fosse contar tudo ficaria aqui quase 1h.
Para vocês entenderem a história, aos 15 anos em abril de 2018 aproximadamente, eu tinha uma melhor amiga que era muito apegado, e até meio apaixonado. Em abril ela começou a namorar um garoto e eu estava ficando meio triste cm isso e tal, por tanto decidi me afastar. No início tava sendo meio difícil, eu conversava com ela todos os dias e fazia falta. 1 mês depois tomei uma decisão, eu era um garoto que jogava muito, ficava 24h no Pc jogando LoL, parei pra refletir uma noite e vi que tava infeliz com a minha vida, eu não tava vivendo o que eu queria, parei pra analisar o que eu tinha que mudar, e decidi largar os jogos, vendi meu PC no dia seguinte e nunca mais joguei.
Essa decisão foi o ponta pé inicial, a partir dali minha vida estava direcionada a mudar. Eu estabeleci 3 metas de coisas que eu queria mudar na minha vida, que eram 1- Arrumar um emprego 2- Conhecer pessoas novas 3- Melhorar como pessoa, minha personalidade em geral O ano acabou de começar 2019: Comecei do início, indo atrás do emprego, todo dia de manhã entregava currículo online. Após 6 longos meses consegui meu 1° emprego, nessa época eu já não estava mais triste por ter cortado a amizade, não conversamos mais e eu não sentia falta, enfim, consegui o emprego em junho do ano passado, fiquei feliz pra caralho... Comecei a ver as mudanças surgindo. Fiz umas amizades muito boas nesse emprego, me ajudaram a evoluir, eu tinha que acordar bem cedo e carregar caixas, era cansativo mas mesmo assim era grato por aquilo e pelo o que me proporcionou.
Após 7 meses nesse meu emprego, um colega meu do trabalho falou de um concurso público que iria ter para trabalhar na empresa ao lado, que era a Intelbras, era uma vaga para jovem aprendiz, de 14 a 24 anos, pensei então porque não participar, sai do emprego e fui direto na empresa me candidatar para a prova. 1 semana depois fui fazer a prova, não tinha nem estudado direito, mas estava confiante. Após receber o resultado da prova descubro que passei na pontuação mínima que era 14/20 questões, sinceramente eu não sabia nenhuma de matemática, mas as de português eu sabia 9, então as outras 5 foi só no chute (kkk). Fiquei feliz pra caramba, porém tinha a entrevista para fazer ainda, e eram cerca de 500 jovens que iam participar para 60 vagas. Chegando o dia da entrevista, eu estava confiante, não sei porque, mas tinha a sensação de que tudo ia ocorrer bem, e foi dito e feito, a entrevista era em grupo e me destaquei muito bem, no mesmo dia soube que fui um dos aprovados. Eu estava até meio em dúvida sobre mudar ou não de empresa, pois eu tinha bastante amigos na empresa que eu trabalhava e ia ser difícil me afastar, porém eu sabia o que era o certo a fazer, aceitei a proposta, isso foi essencial pra minha mudança, vocês vão saber o porquê.
Em fevereiro desse ano eu comecei na empresa, confesso que estava meio inseguro, mas logo no 1° dia fiz amizade com um cara muito gente boa chamado Marcos. O Marcos era aquele tipo de amigo que te passa a "visão" de tudo, ele era um cara boa pinta e conseguis se dá bem com qualquer um, inclusive com as mulheres. Estava gostando muito do trabalho, era simples e não exigia muito esforço, além de ter um salário bom. Por ser um cargo de jovem aprendiz eu fazia curso no Senai, com vários adolescentes, e esse meu amigo Marcos estudava lá, portanto ele conhecia quase todo mundo, por eu andar com ele fui conhecendo algumas pessoas também. Um certo dia ele me apresentou a Lívia, que era uma garota muito linda mesmo, eu nunca fui aquele menino pegador, fiquei com poucas gurias, mas eu não me achava feio, nem muito bonito, porém tenho um papo massa, consigo desenrolar bem. Eu e essa Lívia começamos a conversar, porém conversamos por 1 semana e depois paramos de conversar.
Chegou o carnaval desse ano, eu nunca tinha pulado um carnaval, mas achei que esse ano merecesse por estar acontecendo muitas coisas boas, então eu fui. Resumidamente meu carnaval foi muito massa, eu conheci muita gente e aproveitei bastante, mesmo não tendo ficado com 1 guria só KKKKKK. Nesse carnaval conheci o Fidelis, que por coincidência morava aqui perto de casa, então decidimos ir pra casa dele beber e trocar uma ideia depois do carnaval, foi eu e uns amigos nosso, esse dia foi importante pois qnd eu cheguei em casa parei pra refletir e vi o quanto minha vida tinha mudado. Eu havia conseguido um bom emprego, consegui conhecer pessoas novas, mudei meu ciclo de amizade, me afastei de amizades que eu considerava negativas.
Dali pra frente eu sabia que tava cada dia mais perto de ter a vida que eu queria, eu tava vendo resultados das minhas atitudes e percebendo as mudanças.
Pulando pra mês passado, eu voltei a falar com a Lívia, e ficamos bem íntimos, me identifiquei muito com ela e tal, me parecia algo meio distante ainda ter algo com ela, mas mesmo assim tentei. Depois de uma semana mais ou menos decidi mandar a real pra ela, falei que achei ela uma garota muita firmeza e parceira, e que ela era engraçada e pá, e perguntei se ela tava ficando com alguém, logo em seguida ela respondeu que me achava altos guri tbm e pá e que não tava ficando com ninguém, porém isso foi d madrugada e no outro dia mudamos de assunto. A princípio minha idéia era marcar algo com ela pós quarentena, então continuamos conversando normalmente. Semana passada ela começou a dar algumas indiretas pra mim, como se quisesse ficar comigo, confesso q fiquei bem feliz, agora estamos bem próximos, já marcamos de sair e tenho certeza que vamos ficar pq ela já falou que quer. Não sei como vai ser qnd sairmos, vou só ter fé e ver no que dá, talvez eu volte pra contar como foi kkkk.
No mês passado aquela melhor amiga que eu tinha veio falar comigo, ela já tinha terminado o namoro há um tempinho, porém eu realmente nem sabia dela. Começamos a conversar e expliquei o pq tinha me afastado, além disso ela falou também que eu virei outra pessoa, que eu tinha mudado de mais para melhor e que ela tava orgulhosa de mim, pela pessoa que eu me tornei. As vezes ainda conversamos mas não sinto nada por ela, mas considero uma pessoa especial pois me ajudou a mudar.
Chegamos no dia de hoje, sinceramente 2 anos atrás eu não tinha noção do quanto minha vida ia mudar, tive muita fé e fui atrás do que queria, nunca me acomodava. Hoje recebi uma notícia muito mas muito boa mesmo, não vou comentar porque é algo que quero deixar no sigilo por enquanto, mas isso vai me abrir muitas portas na minha vida e sou extremamente grato.
A minha mensagem final pra vocês é pra vocês não aceitarem ter uma vida que não se orgulhem, a nossa vida é uma experiência única, portanto vivam o sonho de vocês, vivam o extraordinário ! Não se acomodem em uma vida que não se orgulhem, procure ir atrás de mudar, de evoluir, de conhecer coisas novas, garanto que vai ser a melhor atitude que vocês vão tomar na vida toda, e vão poder vivenciar uma experiência única de poder olhar pra trás e ver toda a tua trajetória e se orgulhar por tudo o que vivenciou. Cada pequena decisão que tomamos influência o nosso futuro, e tudo depende só de nós mesmos, de nosso pensamento e das nossas atitudes, há 2 anos atrás eu não achava que era capaz de conquistar tudo o que eu consegui, hoje estou vivenciando isso.
Sou muito grato por tudo o que aconteceu, porém não estou satisfeito ainda, e não irei parar até ter a vida que eu imaginei.
Hoje posso dizer que aquela minha lista com 3 coisas está completa, e sinto uma paz profunda por isso.
Enfim acho que é isso, perdão pelo texto longo, mas espero que ajude algum de vocês, ainda mais na fase da adolescência que é algo difícil, talvez eu conte outras experiências que tive futuramente !
Gratidão pela atenção e muita fé na mudança !
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2020.03.15 21:38 xhoppus Sabe quando você se vê sem ninguém?

Tipo eu tenho amigas mas esse ano não trocamos uma mensagem se quer,acho que agora sao mais colegas do que amigas, depois do ensino médio cada uma foi pro seu lado e é isso. Eu namoro a 4 anos e tenho um relacionamento bom, já foi pior em algumas épocas (namoramos a distância e nos vemos nos finais de semana), acontece que ele tem os amigos dele, amigos do jogo, amigos da vida real... E eu só tenho ele sabe? Jogamos as vezes (LOL) mas ele sempre prefere jogar com os amigos, eu sempre sou a 2° opção, ele só me chama pra jogar junto quando não tem pessoas suficiente pra fechar um time com 5, e não jogamos juntos tipo só nos dois, só pra passar o tempo e se divertir. A questão é que se eu não tenho esses momentos junto com ele e com os amigos dele eu fico completamente sozinha, no jogo eu só tenho ele e os amigos adicionado, da umas 10 pessoas e só... já ele tem a lista lotada de amigos, e eu sinto falta sabe de ter alguém pra jogar, pra mandar memes (ele nunca entende os que eu mando), pra falar coisas aleatórias, pra jogar junto, sei lá... sempre que adiciono alguém no jogo (meninas tb) ele exclui pq acha que a pessoa quer "tirar proveito" por eu ser mulher num jogo online, e quando eu falo que é uma menina ele diz "É sim claro que é aham", e sabe eu não converso nada demais com as pessoas que já adicionei, só falamos sobre o jogo e em como a partida foi boa/ruim, nunca passei meu número ou algo assim pro pessoal de jogo, amizade do jogo sempre ficou no jogo... Acho que ele se sente inseguro de eu conhecer alguém legal (nos conhecemos num jogo de tiro também online e ele foi a UNICA excessao, depois dele nunca mais passei meu número pra ninguém de jogo)
Só um desabafo mesmo foi mal pelo textao
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2019.08.12 07:24 echimenes SOBRE O LADO COMPLICADO DAS RELAÇÕES - HOMOAFETIVAS OU NÃO

Ok, isso é literalmente um desabafo. Acho que já passei da fase das reclamações - e essa nem seria a função desse grupo. Mas aviso desde já: história longa a frente.
Primeiro, vou contextualizar vocês:
Eu tenho 22 anos de idade. Formado em Contabilidade em uma universidade federal. Me considero bonito, tenho boas comunicações sociais no ramo profissional e já trabalho na minha área de formação a quase 2 anos.
Sou gay. Não assumido para familiares - não por escolha, mas simplesmente por que não me preocupo com o que vão pensar de mim. Eu sou o que sou e tenho pleno orgulho de mim. Não preciso ficar anunciando a ninguém. Quem já sabe, e algumas pessoas mais próximas a mim já sabem, me aceitam sem complicações ou preconceitos imaturos.
Sempre fui mente aberta, porém apenas me reconheço como homossexual a pouco mais de 3 anos. Morava em uma cidade minúscula até mudar definitivamente para a cidade onde a minha universidade se localiza, uma das maiores do estado. Aqui, terminei minha graduação e consegui um bom emprego. Viver com a minha avó, depois do falecimento da minha mãe aos meus 11 anos, me fez crescer livre, embora minha timidez excessiva na adolescência não me permitiu ser um cara de festas e baladas, ou bebidas e outras drogas lícitas. Não sou de muitos amigos até hoje, embora seja mais extrovertido do que jamais fui.
Gosto de escrever. Muito. Meu sonho é ganhar dinheiro escrevendo um dia, seja livros ou roteiros de novelas e filmes - confesso: eu penso alto, embora meus pés estejam bem firmes no chão. Sou nerd quando o assunto é ciências, filmes, séries, livros e coisas dessa área pop. Gosto de fazer amigos que curtam o mesmo que eu.
Agora vamos ao "problema":
Eu me apaixonei por um garoto. Um ano mais velho que eu. Nem um pouco nerd e de personalidade extremamente mais dominante, mais autoritária. Um cara mandão, do tipo que não aceita "nãos" como resposta para nada.
Eu, que cresci sendo mimado pelas mulheres da minha família, jamais pensei que fosse me desarmar por outra pessoa como aconteceu. De verdade, pensei que eu fosse ser um grande babaca quando encontrasse o amor da minha vida.
"Grande engano o seu!" - disse o coração.
Pois é, o amor veio. Jamais senti o que senti por ele quando nos conhecemos. Foi bem na época em que eu "soube" que gostava de garotos e esse cara literalmente me ensinou, me introduziu ao mundo LGBTQ+. E só Deus sabe o quanto eu adorei isso. Aprendi a perder o pouquinho de preconceito que eu ainda trazia comigo desde antes de me ver nesse meio. Ele cuidou de mim, me ajudou a me adaptar nessa nova cidade e me fez pensar estar num sonho.
Obs.: sem contar que tudo o que sei 'na cama', adivinhem? Foi ele também que me ensinou. Virgem até os 20. Pronto, falei.
Eu realmente espero que outros homossexuais que lerem esse texto se identifiquem com a minha história. Eu não acho que seja tão incomum assim passar pelo que eu passo.
Começamos a namorar. Eu conheci a família dele. Passei a frequentar muito sua casa e a dormir lá mais vezes do que eu dormia na minha própria durante a semana. Seis meses haviam passado e já fazíamos planos ousados de irmos morar juntos dividir um mesmo aluguel e um mesmo lar. Ter nosso próprio doguinho.
Logo quando encontramos nossa nova casa, com menos de um ano que nos conhecíamos, resolvemos fazer nossa "lua de mel". Compramos juntos uma viagem para o Nordeste, onde ele viu o mar pela primeira vez comigo - eu já havia visto antes, durante um Simpósio no sul em que fui com minha turma da faculdade.
Foi durante essa viagem que senti as coisas começarem a desandar. Eu soube desde o início que ele era obsecado por sexo. E não me entendam mal, eu também gosto, mas no caso dele - ser assumido desde muito pequeno, ter conhecido o mundo do sexo logo com seus 14 anos de idade e nunca ter sido muito controlado pela mãe que o criou para ter cuidado com esses assuntos, creio que isso mexeu com a cabeça dele -, imagino que isso o deixou ser mais guiado pelo lado irracional da coisa.
Eu sei que muitos casais passam por isso. Apimentar a relação, encontrar uma forma nova de fazer. De repente, um brinquedo ou um até mesmo um terceiro. Sim, hoje eu sei que isso é a coisa mais normal no mundo. Não é um bicho de sete cabeças. Não é um BIG DEAL. É o ser humano. Somos nós. Cansamos do mesmo corpo, dos mesmos lábios, dos mesmos assuntos. Não tem a ver com amor. Tem a ver com adrenalina. Precisamos sempre de renovações, de viver novas aventuras. É maior do que nós. Pessoas desimpedidas passam por isso dia após dia. Mas chega a ser um tabu para os casais. E não estou falando apenas de homossexuais. Homens e mulheres se machucam o tempo todo quando chegam nesse estágio do relacionamento. É triste e desencorajador, mas devo dizer que para quem passa por isso, pode ser um grande ensinamento de vida.
Não sei se é por sermos dois homens ou se é por termos feito as coisas muito rápido, mas com menos de um ano de namoro, cansamos um do outro. O amor não diminuiu, pelo contrário, ainda é o mesmo. O que mudou foi a falta de novidade. Ele já tinha tido muito mais experiências do que eu. Havia passado por loucuras que rezo para nunca ter que passar. Mas eu, em termos, ainda sou um iniciante nesses assuntos. Ele queria mais do que isso.
Sugeri um terceiro. Sou MUITO mente aberta. A ideia não me magoou no início, embora tenha me assustado, confesso. Ele prontamente aceitou e aconteceu ainda nesse viagem. Minha primeira experiência a três, mas não a primeira dele, claro. Embora eu não tenho dito nada a princípio, isso mexeu comigo. Não soube como reagir. É estranho ver a pessoa que você ama com outro. Okay, eu deixei, eu permiti aquilo, mas quando aconteceu, fui invadido por um sentimento totalmente novo.
Depois da viagem, as coisas não melhoraram muito. Fizemos a "brincadeira" outras várias vezes, mas parecia não ser certo. Eu vejo pornografia online diariamente como todo garoto da minha idade. Isso nunca me afetou ao ponto do vício.
Então as desconfianças começaram.
Eu ia para o trabalho nos dias em que ele tinha folga e ficava imaginando o que ele estaria fazendo em casa. Ou com quem ele estaria. Vejam bem, não sou ciumento, mas eu já sabia do que ele era capaz por causa do sexo. Aliás, não se trata de ciúmes; é algo mais... ético. Poxa, somos um casal. Praticamente casados com alianças e tudo. Já fizemos ménage antes e não haveria por que pensar que pudesse haver traição no meio. Eu tinha esse sentimento dentro de mim - ainda tenho -, de querer conhecer alguém diferente, me envolver como me envolvi com ele. Sabem? Me sentir como me senti no começo com ele. Quando a chama da paixão era ardente e incontrolável. Mas não poderia deixar nada mesquinho aflorar de dentro de mim. Eu amo ele. Ponto.
E foi então que eu descobri. Eu já estava às vésperas de me formar na faculdade. Estava com emprego novo e tudo parecia correr as mil maravilhas. Eu soube através de um meio anônimo que ele estava saindo com outros caras. Não poderia dizer quantos, mas sabia que eram mais do que um. Meu mundo só não caiu por que sei me virar em situações de emergência. Sei alinhar meus pensamentos. Sei administrar o que é racional do que não é.
Não joguei nada na cara dele. Deixei as coisas fluirem. Continuei a trabalhar durante o dia e pegar o ônibus para ir a faculdade a noite. Nos finais de semana, eu limpava a casa e lavava nossas roupas. Por ter poucos amigos, praticamente não saia nas folgas.
Não demorou muito para eu também começar a sair com outras pessoas. As escondidas, claro. Era só sexo. Nada de contatos. Apenas satisfação da carne. Ele fez, por que eu não podia? Também sou jovem, bonito, por que bancar a Cinderela com a madrasta e as primas más? Podem me julgar a partir daqui, mas me senti revigorado. Senti a chama de novo. Não me senti me vingando, estava muito além disso.
As vezes ainda fazíamos nossos trios, mas com frequência menor do que antes. Então um dia, ele descobriu que eu também pulava a cerca como ele. O cara com quem eu havia saído numa folga minha em que ele trabalhou, não sei por qual motivo - talvez para ver o circo pegar fogo - mandou prints de nossas conversas para ele e aí... bem, não foi tão frio quando eu fui. Brigamos como nunca. Claro que já havíamos brigado antes por vários motivos diferentes - inclusive por sexo -, mas essa briga em especial foi a maior. Decidimos nos separar. Ele jogou varias hipocrisias na minha cara e eu, bem, eu aceitei. Foram sete dias sem nos vermos. Eu já estava pensando em me mudar para a casa de um primo até saber para onde iria, quando tivemos uma última conversa. Abri minha alma, expliquei o que eu havia feito e por quê. Lembram do que falei sobre não aceitar "nãos" como resposta? Pois é, isso vale para não aceitar que a culpa recaia sobre você também. Foi uma conversa difícil. Tínhamos um cachorro para cuidar. Uma casa alugada com um contrato de aluguel ainda longe de vencer e dívidas contraídas juntas para liquidar. Talvez tenha sido a junção de tudo isso, daquela dívida moral que eu sempre vou ter com ele por ter me ajudado tanto no começo, mas reatamos.
Continuamos juntos, embora elefantes ainda caminhem pela nossa casa. Eu sei perdoar. Já perdoei várias coisas e pessoas antes dele. Não guardo mágoas, pois sei dos malefícios que se dão com isso. Não gosto de atmosféras tóxicas dentro de um relacionamento, seja ele amoroso ou não.
Agora, sinceramente já não ligo para as folgas dele. Não ligo para o fato de quantos caras ele vai levar para a nossa cama enquanto eu Não estou por perto. Eu sou mente aberta ao extremo. Talvez se ele tivesse me pedido antes de fazer, eu tivesse deixado. Não estou decepcionado e não me sinto traído. Não choro por isso a noite depois que ele já dormiu. Minha consciência está, acreditem vocês, tranquila. Certa vez, num banheiro público, li a seguinte frase:
"Você tem certeza que não está colocando vírgulas ainda deveria estar colocando pontos finais?"
Pois é, eu sei que estou colocando vírgulas. Muitas. Sinto que metado de mim iria embora no momento em que nos separassemos definitivamente. Pois mudei muito depois que o conheci.
Mudo a cada dia estando perto dele e sabendo do que aconteceu. Me sinto preso. Preso em algo que já parou de andar. Isso me faz querer me odiar, mas eu também tenho amor próprio. Ou será que acho que tenho por pensar assim e fazer algo totalmente diferente?
Eu sou um garoto e a outra pessoa também é. Somos um casal homossexual vivendo num país predominantemente homofóbico e intolerante. Mas eu sei que essa minha história é a mesma que muitos outros casais vivem ou já viveram por aí. Eu amo esse cara. Amo ao ponto de ainda estar com ele depois de tudo. Amo ao ponto de saber que estaríamos melhor separados. Mas me faltam forças para dar esse passo.
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2019.03.13 16:16 kerfeus Preciso escolher a alternativa menos pior.

Bom, vamos lá! Sempre fui tímido, por isso, tenho poucos amigos e meus relacionamentos amorosos sempre foram curtos (não mais que 1 mês) e esporádicos.
Por volta dos meus 18 anos eu descobri que realmente queria trabalhar com Design e também cheguei a conclusão de que, em algum momento da minha vida, eu iria morar fora do país.
Os anos foram passando e tentei duas vezes fazer graduações que são corelacionadas com Design (aqui onde eu moro não tem Design) e ambas tentativas foram sem sucesso. Em contraste, desde os meus 18 anos trabalho com Design (atualmente estou com 23) e realmente gosto da coisa. O meu único problema é com os salários oferecidos aqui na minha cidade, por isso no último ano comecei trabalhar como freelancer pela internet.
Já que gosto tanto de Design, meu trabalho é online e sempre quis sair do país, resolvi então botar em prática o meu plano de fazer uma graduação de Design em Portugal. Juntei uma grana, ganhei outra do inventário do meu pai e iniciei a parte burocrática no início desse ano.
Até aqui parece que tudo está indo muito bem, né? Mas trabalhar em casa pode ser extremamente solitário, especialmente quando vc não tem namorada e seus poucos amigos quase não saem com você. Por isso comecei a ficar depressivo e cheguei a conclusão que não seria saudável ir pra outro país morar sozinho nessas condições.
Comecei a apelar então para os famigerados apps de relacionamento para conversar com pessoas, sabe? E, pasmem, consegui um fucking encontro no primeiro mês usando esses trekinhos. Pra alguns isso pode ser uma coisa normal, mas eu estava a quase 2 anos sem sair com ninguém (é sério, minha boca estava com teia de aranha).
Eu realmente não pensava que iria conseguir alguma coisa por ser tímido e ter essa vida monótona de ficar em casa 98% do tempo. Na minha cabeça, se arrumasse uns contatinhos pra conversar no whatsapp de vez em quando, já estaria no lucro. O fato é que não só consegui um encontro, como tbm acho que ele foi prazeroso pra ambos tanto que já temos um day 2 em vista.
E aí entra o primeiro ponto. Não tenho como rejeitar uma relação mais íntima/duradoura pois sinto que é justamente isso que falta pra mim nesse momento. Ao mesmo tempo, como me relacionar alguém sabendo que nos próximos 6 meses aquilo terá que acabar por conta do meu muito provável intercâmbio? A primeira coisa que veio na minha cabeça foi:
"Ah, relaxa. Essa tua história com a menina pode não dar em nada."
Retruquei meu própio pensamento "Sim é verdade, mas você sabe muito bem que vc não consegue ter relacionamentos vazios. Vc sempre se envolve emocionalmente e, se não for com essa, provavelmente será com outra.

O meu dilema é que estou prestes a morar longe da minha Mãe, irmãos, amigos, cidade natal pela primeira vez na minha vida e isso por si só é uma barra pesada pro emocional de qualquer um aguentar. Penso que talvez não seja prudente colocar uma futura namorada na equação, especialmente quando essa seria praticamente a sua primeira namorada (Já tive uma antes mas, por diversos motivos, não considero uma experiência real de namoro). Por outro lado, quando vc tem 23 anos e poucas experiências sociais, vc não vai querer jogar fora a chance ter um relacionamento legal com alguém e talvez fazer até novos amigos.
Então, me isolo socialmente pra não conhecer novas pessoas e ferro com o meu psicológico, conheço novas pessoas e me permito ter relacionamentos e pioro drásticamente a experiência de partida, ou boicoto minha carreira e adio a experiência de ir pro exterior pra vivenciar essas coisas "novas" por mais tempo?
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