Por que eu não posso encontrar um namorado

Como lidar com um pós término

2020.11.01 08:32 brunomhterra Como lidar com um pós término

Pois bem, no dia 7/10/2020 fui pego de surpresa com uma péssima notícia: minha namorada resolveu terminar comigo.
A gente namorava há quase 10 meses, mas a gente se tratava como um casal por 2 anos, a gente demorou tanto pra tentarmos um namoro por causa da barreira da distância (eu no RJ e ela em SC).
No final de setembro eu fui até ela, pra enfim ficarmos juntos. Foram dias ótimos, saímos, curtimos bastante, transamos muito, vimos bastantes filmes e comemos bastante besteira. Parecia estar tudo bem, e pra ser franco, eu queria ter passado bem mais que 2 semanas ao lado dela.
Quando eu cheguei no RJ, depois de de todos esses dias com ela, parecia correr tudo muito bem, até que no fim da noite ela me pegou de surpresa. Mandou um textinho dizendo que iria terminar comigo. O motivo? Ela disse que não me amava mais.
Isso foi (e ainda é) um choque pra mim. Eu não esperava, pois parecia correr tudo muito bem. Eu fui um bom namorado, ela parecia bem satisfeita com o nosso namoro, sempre elogiava meu companheirismo, apreciava minhas virtudes, meus posicionamentos, e todos ao redor viam a gente como um belo casal.
Ela é a pessoa que eu mais amei na minha vida, e quando li aquilo, dizendo que ela não me amava mais, foi como se um pedaço de mim tivesse morrido junto com o amor que ela tinha por mim.
Eu quis buscar respostas, dizer o que aconteceu, se foi algo que eu fiz, e fui bem insistente nos dias seguintes, até pq, eu não queria perder a garota dos meus sonhos fácil assim, precisava lutar. Ela nunca deu uma resposta muito elaborada, mas uma coisa que ela dizia muito era que ela sentia falta dos seus tempos de solteira, onde era mais feliz. É claro que não é tão simples, mas o fato dela simplesmente não me amar mais me deixava angustiado. Até hoje perco o sono por conta disso tudo.
Um pouco depois do término eu segui um conselho de um amigo de tentar partir pra outra, e eu fui, mas não adiantava, não era minha loirinha. Eu voltei pra casa mega frustrado depois que fui encontrar essa menina nova, nem consegui chegar perto dela. As memórias, os tempos que vivemos juntos, as noites que passamos só conversando as maiores besteiras do mundo....eu queria viver isso de novo, mas não com qualquer uma, eu quero viver isso com ela!
Eu confesso também que até hoje eu tento faze-la mudar de idéia, converso sobre o assunto, mas toda tentativa acaba gerando um grande fracasso, mas eu não quero desistir dela. Foi com ela que vivi os melhores dias da minha vida!
E não é só isso, queria muito que fosse só o término do namoro que me atrapalhasse nessa coisa toda.
Eu venho tratando minha depressão, diagnosticada no fim de outubro de 2018. Vivi altos e baixos, e com essa situação as coisas acabaram piorando bastante, pois todos os meus planos que eu tinha com ela se transformaram em um grande vazio, um quadro em branco que eu não faço idéia de como preencher. Nessa semana eu recebi uma oferta de emprego na mesma área que eu atuo hoje em dia, mas com um salário 3x maior que eu recebo. Meu pai (que é meu patrão) disse pra eu ir fundo, que eu poderia me dar bem... Foi um fracasso completo, fiquei uns 10 minutos dentro do banheiro daquele lugar, só chorando e vomitando. Eu não tava mentalmente preparado pra uma mudança tão grande, pra uma responsabilidade tão enorme. Sequer terminei o "dia de trabalho", fui pra casa e chorei até cair no sono. Desde o término perdi 8kg, eu sempre fui magrinho, pesava cerca de 70kg, mas hoje me pesei e deu 62kg. Eu não como bem, não me cuido bem. Não só o término, mas é como se perdesse uma parte grande da minha vida, eu não sei quem eu sou e como posso me recuperar dessa perda grande.
Enfim, eu ainda tento convencê-la a voltar, mas talvez eu nunca consiga. E mesmo se ela voltasse hoje, há uma ferida enorme que isso tudo gerou e não sei se dou conta de sarar. Eu tô completamente perdido no que vai ser de mim daqui pra frente.
Eu só quero ser feliz como um dia já fui ao lado dela....
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2020.10.12 06:00 vini_paviotti Não sei mais oque é real

Antes de tudo, eu queria poder conversar com alguém, alguém que não me julgasse, e não me conhecesse também. Bem, faz algum tempo que fui diagnosticado com ansiedade, desde criança eu tinha alguns sintomas, mas agora nos meus 18 anos isso se agravou, creio que evoluiu para um quadro de depressão, ainda não sei bem, pois ainda vou no médico, e tudo piora com as minhas experiências de vida, que vou conta algumas aqui. Já faz um tempo, eu tinha namorado uma garota, ela tinha vários problemas também, e um deles era anorexia, eu tentei de tudo para ajudar, e ela obteve uma melhora, mas depois de tantas brigas, e discussões, a gente optou por terminar, isso me desgastou demais, enfim, cada um foi pro seu canto. A pouco tempo, conheci outra garota por um amigo meu, que havia ficado com ela, quando a gente começou a se falar eles já não se falavam mais, e bem, posso dizer pra vocês, no início, quando estávamos ficando eu não queria nada sério, porém, ela sim queria, e no fim eu acabei namorando com ela, acabei gostando muito dela, pode se dizer, que eu comecei a amar de verdade, mas eu, mais uma vez, fiz merda, e terminamos pelo mesmo motivo, pois sou uma pessoa triste, e paranóica demais, eu acho que sempre estão contra mim, ou que estão me traindo, mesmo que eu não tenha motivo nenhum para acreditar nisso, enfim, ela terminou comigo perto do meu aniversário, no início não doeu tanto, mas depois, acabei ficando muito mal, por conta de mentiras que falaram pra mim sobre ela, acabei ficando muito mal, até que resolvi esclarecer tudo um dia, que era justamente o dia do meu aniversário, e de longe foi o meu pior dia, ela me ligou e meus amigos estavam todos preocupados, pois nesse dia, eu tentei me matar, engoli muitos remédios, por sorte ou azar, eles não eram tão nocivos assim, só senti muito sono, quando eu voltei do hospital, todos, inclusive ela, tinham me mandado várias mensagens, nesse dia eu não parava de chorar. Desde então, eu e ela nos falamos as vezes, e hoje em especial, eu tava muito mal, e resolvi mandar uma mensagem pra ela, ela disse que queria conversar comigo também, disse que se eu sentisse no meu coração, eu e ela podíamos se falar pessoalmente, ela disse que não sabia quando, mas teria que ser em uma sexta, a mãe dela antes não queria que a gente se falasse quando terminamos, mas agora, ela disse que eu e ela poderíamos conversar pessoalmente, eu falei coisas muito rudes pra essa garota, mas cara, eu sinto de verdade que eu gosto dela, só não sei se ela gosta de mim ainda, ela disse que quer falar comigo pessoalmente, só não sabe quando, pois segundo ela, temos que esperar a poeira abaixar, ela fala que gosta de mim aínda, e que nos podíamos até retomar o relacionamento, mas eu não sei, pois todas as pessoas a minha volta eu não consigo confiar, cada um conta a sua versão, sobre mim, sobre ela, enfim, esqueci de mencionar, mas eu tenho vários vícios, drogas, pornografia, e por aí vai, e isso tá acabando comigo, eu não sei mais oque é real, e oque não é, estou confuso, eu essa garota iremos fazer uma chamada terça, eu disse para ela me chamar, vou esperar dela isso, mesmo se por ventura ela ligar pra mim, eu não sei se eu devo encontrar com ela novamente, ela disse que iria me ouvir, e se eu me tratasse, e buscasse ajuda, eu e ela podíamos reatar, eu não quero me alimentar com falsas esperanças, mas eu ainda amo muito ela, e não sei se devemos ter essa conversa mesmo, minha cabeça tá uma confusão, eu não sei mais em quem acreditar, não vejo mais motivos para estar aqui, eu de verdade, tô muito mal. Desculpa pelos erros de português, e perdão se ficou meio confuso, afinal, a minha mente tá uma confusão...
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2020.08.16 13:35 Nicocchi606 Sou babaca?

Bom, nunca tentei fazer isso, mas realmente não sei mais o que fazer. Essa história vai ser meio longa, mas obrigada de coração para quem puder me ceder esse tempo.
Contexto: Sou filha única e ilegítima, nunca conheci meu pai por isso, ele nunca quis me encontrar, não me reconheceu e nunca mandou nenhum tipo de suporte e minha mãe não pede ao governo. Ele não é br e mora em outro país com a mulher e dois filhos. Minha mãe conheceu ele na Itália e sempre amou esse país. Ela veio me ter no Brasil mas sempre quis voltar para lá. Anos atrás, quando eu tinha 12 ela entrou em contato com um ex namorado italiano por e-mail, e em 2 anos decidiram se casar. Obviamente eu era contra, mas ela me levou para Itália contra a minha vontade mesmo assim, e minha família não fez nada já que era "uma chance de um futuro melhor". (Não discordo, o ensino é melhor mas é muito pesado, sem feriados e sem consideração, o Brasil é bem melhor nisso).
O problema: Desde que desci do aeroporto não fui com a cara do homem, mas aguentei pela minha mãe. Mas semanas depois o casamento não deu certo. O cara era um escroto, e nós dois não nós dávamos NADA bem. Naquele mesmo ano, minha mãe me colocou na escola (eu não sabia a língua, e valem duas coisas, ela me fez duas promessas. Não vou te colocar na escola até você se acostumar com a língua. E se não se acostumar em 2 meses a gente volta). Bom, como dizer....foi o inferno literalmente, eu sempre fui tímida, e não sabia a língua, logo fui excluída pela sala. E uma professora parece que se aproveitava de eu não poder me defender pra me humilhar na frente de todos. Enquanto isso em casa, eu passei a nem mesmo sair do quarto, nem para comer pois não aguentava nem ver o marido da minha mãe. E ela não se impunha com a desculpa de "a casa é dele, temos que respeitar". Nesse ano acabei com depressão e fobia social aliás. E agora não duvido nada que ainda tenha Distúrbio de personalidade Esquiva, suspeitas tenho muitas mas só o psicólogo pra confirmar. Me mudei de escola e passei um ano mais ou menos. Mudei de novo, de escola e de casa, nisso tinham passado 2 anos. Outro inferno, minha mãe não conseguiu manter o apartamento onde estávamos morando só as duas. Não tinham móveis em condições de uso, e passei muito tempo tendo que dormir no chão por isso, sozinha em casa a maior parte do dia. Alí a escola estava igual ao primeiro ano, ignorada por todos. E aquilo tudo piorou minha situação, comecei a ter crises de pânico e ansiedade e não consegui mais ir para a escola 15 dias antes de tudo ser fechado pela pandemia, mas não consegui nem mesmo participar das aulas online pelo medo de viver tudo aquilo de novo. Por pouco não perdi o ano... Agora é o 4 ano morando aqui. Nos mudamos de novo, para a casa do pai do ex marido dela, que é como um pai para a minha mãe. E é horrível aqui. Ele tem 86 anos, logo viveu em tempos de guerra e não entende que as coisas mudaram, nem tenta entender os outros, acha que todos tem que viver do mesmo jeito que ele, é REALMENTE teimoso e cabeça dura. Um exemplo: Eu estou de férias, logo quero dormir um pouco mais tarde, o que já é difícil já que em todos esses anos e ainda agora, divido um quarto com a minha mãe, então nem a minha privacidade eu tenho. Ontem não estava conseguindo dormir, acabei pegando no sono as 04:00, acordei às 10:00 e fui tomar café. Ele já entrou na sala falando de como era um absurdo isso. Que eu tinha que comer mais cedo. Razoável? Talvez se fosse só isso. Ele quer que eu siga esses horários dele: dormir às 21:30, acordar às 06:00, almoço às 12:00 e janta as 18:00. Principalmente o almoço, meio dia eu TENHO que estar na mesa. Uma vez eu tava de cama sem respirar por uma crise alérgica e não desci. Ele começou a berrar, jogou o chapéu no chão e saiu falando que eu estraguei o dia dele, que bem ou não, com fome ou não, meio dia eu tenho que descer e assistir eles comerem. Então comer fora? Nem pensar. E minha mãe não fala nada por que "é a casa dele" eu já tô tão irritada com isso! Quer dizer, nas FÉRIAS, eu não posso pegar um dia pra sei lá, almoçar fora com ela, comer um pizza fora, NADA. Por que se não a princesa em casa surta! Desculpa, eu sei que ele tem a idade e mentalidade dele, mas pelo amor de Deus. As vezes sinto que tenho que pedir permissão pra respirar, me sinto sufocada! Minha mãe fala que está tentando melhorar as coisas esse tempo todo, e sou eu que não me esforço. Na verdade tenho medo de quando a escola começar, eu falto bastante por crises de pânico/ ansiedade, é HORRÍVEL mas sei que esse cara vai fazer uma cena maior ainda de me ver em casa.
No final, falando assim, é um pouco do que eu passei, mas viver assim, todo dia em 4 anos, com uma pressão enorme de "ter que fazer tal coisa por tal pessoa ou eu sou mal educada" ou de ter que ser perfeita i tempo todo para agradar fulano porque é a casa dele vem acabando comigo. Minha família e uma psicóloga que eu fui (que eu tive que infernizar a minha mãe para me levar quando comecei as crises) me disse que quando eu tiver 18 vou poder fazer o que quiser..mas não sei se resisto até lá.
No final eu sou babaca? Por que não me esforço para ajudar a minha a "melhorar as coisas" (honestamente eu nem sei o que fazer pra ajudar, ela praticamente me largou na escola e parece que coloca todos antes de mim) e por ficar mal por toda essa situação? De verdade, eu não sei, talvez eu devesse dar mais suporte para a minha mãe? Tratar ela melhor ou algo? Eu realmente não sei mais o que fazer com tudo isso...ou com essas pessoas com quem moramos/ morávamos, é muito insensível da minha parte querer viver? Porque eu tô na Itália, e nunca fui visitar lugar nenhum, Veneza, Milão, Genova, Pisa, nada. Eu só queria um pouco de liberdade nisso tudo.
Desculpem o tamanho do texto, mas obrigada de verdade a quem leu até aqui. Realmente precisava colocar isso para fora.
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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2020.06.22 03:20 Joao-Leao-277 Fiz minha namorada cortar relações com o melhor amigo dela (podem julgar e dar conselhos)

Olá a todos!
Bom, em 2017 eu comecei a namorar uma garota, conheci ela numa festa de aniversário de uma amiga e lá mesmo nós percebemos que rolou um clima entre a gente, infelizmente ela era de São paulo capital e eu do interior desse mesmo estado, começamos a namorar a distancia depois de alguns meses, gastávamos em média uns 400 reais sempre que iriamos nos ver.
Enfim, depois de algum tempo no relacionamento nós decidimos trocar as senhas dos nossos facebooks (não foi por falta de confiança nem nada, e eu apenas dei minha senha pra ela, nunca exigi que ela faça o mesmo, mas ela fez voluntariamente), então eu não me aguentei e fui ver a conversa dela com esse amigo, eu já sabia que ela gostava muito dele no passado e já chegou a querer namorar com ele, por isso não resisti e fui olhar a conversa deles, a principio era tudo normal, até eu chegar um pouco mais afundo no chat, me deparei com várias insinuações sexuais da parte dele, mas o que me machucou foi ver que muitas vezes ela retribuía, e as vezes ela mesma tinha a iniciativa, além dessas insinuações eu vi que ele tratava ela muito mal, xingando e desrespeitando, xingamentos pesados que acabavam com a autoestima dela, mas pra ele era ''brincadeira''.
Foi ai então que eu não me aguentei e liguei pra ela de madrugada, mostrei os prints das conversas entre eles, disse que me senti traído( eles nunca se viram pessoalmente só tinham amizade pela internet, apesar de ser oito anos de amizade ele nunca quis encontrar ela, a casa deles ficavam mais ou menos umas 3h de viagem pegando ônibus e metro), mesmo que as insinuações sexuais fossem só virtuais, eu ainda fiquei muito abalado e confrontei ela dizendo que ela deveria escolher entre namorar comigo e ser amiga dele, ela me disse que as conversas que eu vi eram de meses atrás (de fato eram, mas ela passou no minimo dois meses no começo do nosso namoro falando essas coisas com ele) e que eles não tinham mais aquele tipo de conversa e que eu não posso fazer ela abandonar um amigo só porque eu quero porque assim eu seria um namorado controlador, mas eu disse que ela também não poderia me obrigar a namorar com ela, e que enquanto ela tivesse relações com pessoas como aquele cara que fazia mal pra ela, eu não ficaria com ela, ela chorou muito, mas decidiu ficar comigo, bloqueou ele em todas as redes sociais, ele tentou falar comigo mas eu não dei bola.
hoje em dia a gente tem um bom relacionamento, eu demorei pra parar de ficar triste com ela, e até hoje ainda tenho essa cicatriz, mas eu sinto que ela me ama muito e eu também a amo.
enfim, eu fui o babaca por ter feito ela terminar a amizade com o melhor amigo?
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2020.06.21 23:21 Joao-Leao-277 Fui babaca por fazer minha namorada cortar totalmente o contato com seu melhor amigo?

Olá a todos!
Bom, em 2017 eu comecei a namorar uma garota, conheci ela numa festa de aniversário de uma amiga e lá mesmo nós percebemos que rolou um clima entre a gente, infelizmente ela era de São paulo capital e eu do interior desse mesmo estado, começamos a namorar a distancia depois de alguns meses, gastávamos em média uns 400 reais sempre que iriamos nos ver.
Enfim, depois de algum tempo no relacionamento nós decidimos trocar as senhas dos nossos facebooks (não foi por falta de confiança nem nada, e eu apenas dei minha senha pra ela, nunca exigi que ela faça o mesmo, mas ela fez voluntariamente), então eu não me aguentei e fui ver a conversa dela com esse amigo, eu já sabia que ela gostava muito dele no passado e já chegou a querer namorar com ele, por isso não resisti e fui olhar a conversa deles, a principio era tudo normal, até eu chegar um pouco mais afundo no chat, me deparei com várias insinuações sexuais da parte dele, mas o que me machucou foi ver que muitas vezes ela retribuía, e as vezes ela mesma tinha a iniciativa, além dessas insinuações eu vi que ele tratava ela muito mal, xingando e desrespeitando, xingamentos pesados que acabavam com a autoestima dela, mas pra ele era ''brincadeira''.
Foi ai então que eu não me aguentei e liguei pra ela de madrugada, mostrei os prints das conversas entre eles, disse que me senti traído( eles nunca se viram pessoalmente só tinham amizade pela internet, apesar de ser oito anos de amizade ele nunca quis encontrar ela, a casa deles ficavam mais ou menos umas 3h de viagem pegando ônibus e metro), mesmo que as insinuações sexuais fossem só virtuais, eu ainda fiquei muito abalado e confrontei ela dizendo que ela deveria escolher entre namorar comigo e ser amiga dele, ela me disse que as conversas que eu vi eram de meses atrás (de fato eram, mas ela passou no minimo dois meses no começo do nosso namoro falando essas coisas com ele) e que eles não tinham mais aquele tipo de conversa e que eu não posso fazer ela abandonar um amigo só porque eu quero porque assim eu seria um namorado controlador, mas eu disse que ela também não poderia me obrigar a namorar com ela, e que enquanto ela tivesse relações com pessoas como aquele cara que fazia mal principalmente pra ela, eu não ficaria com ela, ela chorou muito, mas decidiu ficar comigo, bloqueou ele em todas as redes sociais, ele tentou falar comigo mas eu não dei bola.
hoje em dia a gente tem um bom relacionamento, eu demorei pra parar de ficar triste com ela, e até hoje ainda tenho essa cicatriz, mas eu sinto que ela me ama muito e eu também a amo.
enfim, eu fui o babaca por ter feito ela terminar a amizade com o melhor amigo?
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2020.06.13 01:13 matiasbarbizan É errado procurar alguém com que há apenas troca de olhares?

Bem gente o texto é curto porque não sei se estou sob o efeito da propaganda dos dia dos namorados, mas eu venho ficado meio preocupado comigo mesmo, se estaria agindo da forma certa, pra resumir eu to mesmo interessado em um garoto que pega metrô comigo, o problema é que não posso garantir se ele quer algo comigo mas tenho 90% de certeza, só que o problema é que devido a quarentena tenho aproveitado para chegar atrasado no trabalho as quinta e sextas, já que eu abro e não tem ninguém lá até o período da tarde, passo quase que despercebido, e são nesses dias que eu vejo ele, mas por ser metrô, não é sempre que consigo encontrar com ele, podia citar várias coisas pra provar meu ponto, mas eu queria saber se ficar procurando ele na internet é uma coisa errada? Faço o texto na esperança que talvez ele veja, mas mesmo ele vendo não sei se quero ser interpretado como desesperado, mas isso vai pro menino da linhas lilás com tatuagem. Edit: ele tem tatuagem na nuca.
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2020.03.09 15:13 SraGirassol 365 dias

Ontem, dia 8 de março de 2020, o meu relacionamento fez aniversário de um ano. Normalmente nós falamos ou escutamos “Eu fiz tantos anos de casado”, “Mês que vem é o meu aniversário de namoro”, mas quando nos referimos a uma data que envolve você e o seu parceiro para mim soa estranho o uso do “eu”. Claro, no dia a dia falo esse termo pela facilidade, porém - aos meus olhos - vejo o relacionamento como um “pacto” de amor, pode ser amizade ou namoro, você não deixa de sentir afeto pelo outro.
É uma união, um está para o outro assim como o oposto. Não é “eu”, ao invés disso, é “Nós”.
Na verdade, o relacionamento é dono de sua vida própria. Vejo como um filho. Cuidamos para ser saudável e evoluir da melhor forma possível. Evitamos brigas para não machucar nem ele e nem a gente, seus pais.
Olhando agora eu sinto tanto orgulho de chegar no ponto em que estamos. Um ano pode parecer muito, mas ainda é pouco. Pode parecer bobo ou até romântico (depende dos olhos de quem vê), mas eu gostaria de viver para sempre do lado dele. Depois de tantos anos só me decepcionando não só com homens, mas com os seres humanos eu sinto que encontrei alguém que posso realmente confiar meus sentimentos. Encontrei meu lar. Cresci aprendendo que era só eu, minha confiança não seria de ninguém. Mesmo tentando negar esse lado frio, era como me sentia. Estava tão sozinha... Querer confiar não significa que poderia.
Porém, com ele eu posso e confio.
Não sabia que encontrar meu atual namorado faria tão bem para mim, para ser sincera, antes de namorar eu pensava que isso não mudaria minha vida e que “namoro” era só mais uma das várias coisas que fazemos para nutrir o ego.
Mas, quem diria 🥰🥰
Estou tão feliz. Sinto-me realizada!!
Ele é tudo para mim e sou tudo para ele.
Um ano: check.
Fiz esse texto para registrar a data. Se for para esperar que alguém leia este texto, que seja ele. Comecei a usar Reddit por causa dele, e que bom! Caso alguém leia isso, esse é o meu registro de amor ao meu Mr. Something.
❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️
submitted by SraGirassol to u/SraGirassol [link] [comments]


2020.02.20 16:37 Archangel1902 Não está fácil.

Boa tarde, sou novo por aqui, procurei um lugar que eu pudesse desabafar e ao mesmo tempo receber alguns conselhos...acabei encontrando o reddit. Vamos lá.
Irá fazer um ano que conheci uma moça pela internet, a princípio, ela tem alguns problemas como depressão... procurei incentiva-la, dar apoio, uma pessoa com quem ela pudesse contar. Meses se passaram e nos aproximamos bastante, a amizade ganhou um toque de amor, carinho e afeto. "Amo-te" começou a ser mensagens comuns entre nós, assim como palavras de carinho, e uma preocupação recíproca um ao outro.
Entretanto, eu já escondi demais meus sentimentos com as pessoas, estou ciente que sou muito jovem e que posso mudar isso. E foi exatamente com ela que decidi mudar, eu a amo. Ao falar com ela sobre esse amor, relacionamento e por um toque mais aprofundado na nossa, até então, amizade, ela muda de assunto, fica "sem palavras" sobre o que dizer. Ela diz que isso é difícil para ela, pois entende que não é uma pessoa para se namorar, que é complicado para ela conhecer os familiares (O que me deixou com uma dúvida, uma vez que ela me contou que um dia foi para a casa do ex-namorado, que mora com a família, e acabou dormindo na cama dele) e até mesmo sair em público. Mas um detalhe, nós moramos muito longe um do outro.
Ela já namorou pela internet e com um rapaz da cidade dela, entretanto, esses namoros aparentemente foram bem desgastantes para ela.
Nós conversamos todos os dias, sempre acordo com o bom dia dela e ela acorda com meu boa noite em seu whatsapp. Ela já me disse que sou muito importante para ela, que não quer me perder, que quer minha companhia para sempre. As vezes eu fico um pouco off, e ela fica preocupada, manda mensagem, fica até um pouco chateada quando eu volto e me pergunta onde eu estava. Dar explicações sobre onde eu estava (Sempre em casa) já aconteceu algumas vezes.
Sinto que temos uma ligação forte, não gostamos de ficar longe do outro (sem falar no whatsapp). Só que isso se manterá apenas como amizade, eu gostaria que tivéssemos algo mais além do "melhor amigo". Por morarmos longe, tenho medo de perde-la para outro, pois quero muito bem a ela. Me lembro daquela música, "Só quero que você seja feliz, com ou sem mim...". Porém, a opção sem mim eu não imaginaria o tamanho da dor.
Enfim, esse é meu desabafo. O que eu posso fazer? Será que ela tem medo de aprofundar a nossa amizade? Ou o amor seria apenas de amigo? Eu já passei algumas noites tentado encontrar essa resposta. Conto com os conselhos de vocês mais experientes, pois para mim, isso tudo é novo.
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2020.02.16 21:21 Ejeal Mais alguém tem a dolorosa sensação que nunca vai conseguir correr atrás do tempo desperdiçado?

Quando eu era adolescente, queria ter um emprego, mas minha mãe falava para eu somente estudar, pois temos uma condição financeira boa e ela me bancaria até que eu entrasse na faculdade e pudesse arrumar um estágio, aí minha vida profissional começaria e tal. Hoje me arrependo muito de ter seguido o conselho da minha mãe, pois eu poderia ter me desenvolvido melhor se tivesse começado antes.
Enfim... entrei na faculdade e mais ou menos no quinto semestre comecei a me desesperar, pois vi que algumas amigas minhas estavam conseguindo estágio e então comecei a procurar igual uma doida, como eu nunca tinha trabalhado antes foi um pouco difícil, fiquei uns 2 meses procurando de uma forma não tão efetiva, depois aprendi a procurar direito e fiquei mais 5 meses procurando até que consegui, muita gente fala que tive sorte, pq segundo elas, ngm consegue o primeiro emprego em poucos meses, isso geralmente demora um ano ou mais.
Fiquei feliz de ter arrumado o bendito estágio, era em um escritório de Advocacia, bem grande, com mais de 1200 advogados, um ambiente bem sério e fui percebendo eu ficava muito tímida naquele ambiente, principalmente pq meu time corria o risco iminente da minha chefe gritar com algum de nós na frente de todo mundo e era muito constrangedor quando ela fazia isso, fazendo com que eu ficasse ainda mais reservada, sem interagir muito com os outros e por causa disso minha chefe me demitiu depois de 6 meses (e depois acabou demitindo meu coordenador de estágio tbm, que era um analista de RH sênior).
Agora estou procurando outro emprego, em recrutamento e seleção a nível de estágio, mas aparentemente a vida/Deus/os deuses/etc não deixam as coisas fluírem, pois tenho toda a qualificação e isso não é somente eu que digo, pelo contrário, quando faço entrevistas dizem que fui muito bem, mas sempre acontecem coisas que não estão sob meu controle, como por exemplo, a vaga repentinamente é cancelada, a pessoa que estava fazendo o meu processo de admissão pede demissão ou é demitida e todo o processo vai por água abaixo, ou então, eu passo na primeira fase e os recrutadores simplesmente esquecem de me chamar para a segunda fase, e eu fico sabendo disso, pois sempre me posiciono para saber o que aconteceu, ligo, mando e-mail e recebo essas informações, agora tenho 2 estágios obrigatórios da faculdade para fazer e não sei se convém arrumar um emprego nesse momento, pois parece que agora já está tudo perdido.
Outra coisa que acontece na minha vida, tenho 22 anos e nunca namorei, mas diferentemente do emprego, nunca corri atrás de um relacionamento, pois sempre fico com alguém e depois fico com preguiça de sair com aquela pessoa novamente ou então, fico meses conversando com alguém que conheci por app e fico muito apreensiva para encontrar a pessoa e acabo não indo, pois tenho medo da pessoa me achar chata ou feia e eu acabar sentindo que perdi meu tempo, o que eu queria mesmo era ter um amigo bem próximo e "de repente" essa amizade se tornasse um romance, mas o único amigo que eu sei tem interesse em mim é alguém que eu não me interessaria de forma alguma, também tenho muita preguiça de pessoas "muito sexuais", safadas, que parecem viciadas em sexo e eu sempre tenho a impressão que todo homem é assim. Fico bem com isso pois posso me satisfazer sozinha, e sei muito bem fazer isso, mas gostaria de ter alguém fixo, um namorado, para que eu pudesse me sentir normal.
Mais alguém com esses problemas ou algo parecido???
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2020.02.10 03:25 AnaLu001 Não vejo futuro pra mim

Eu era uma pessoa estável emocionalmente, tinha bom currículo na faculdade e estagiava em uma empresa multinacional, com boas chances de contratação. Isso a cerca de 5 anos atrás.
Tudo mudou quando eu engravidei de um ficante. Tive que largar tudo pra criar meu filho sozinho pois o pai não quer nada. E tudo em minha vida começou a desandar aí.
Amo meu filho demais. Mas não é fácil. Meus pais me ajudam mas me sinto muito sozinha. Passei anos desempregada criando ele, e só consegui me empregar esse ano agora, em algo que não tem nada a ver com minha formação, que paga pouco e é temporário. Além de ser em uma área q eu acho chata mas tenho q fingir que tô gostando.
Pra variar passei ano passado a morar com minha mãe, que é aquela típica mãe narcisista que já vimos mto falar aqui nesse sub. Antes eu via morar com ela como algo sendo apenar temporário, que daqui a uns anos quando eu tivesse ganhando melhor conseguiria alugar um apartamento pra mim e meu filho.
Só que ano passado descobri ter um problema de saúde. Não é nada que vá me matar, provavelmente, e não quero entrar em detalhes, mas afeta minha qualidade de vida. Só ano passado precisei ser internada duas vezes.
Ou seja, imagine eu tar lá morando só com meu filho e passar mal sozinha em casa com ele? Não tem condições. Logo, só posso morar longe de minha mãe se tiver outra pessoa na casa tbm, ou meu filho já sendo mais velho, tipo lá prós 15 anos (ele tem 4)
Aí entra em outro problema meu. Eu adoraria encontrar alguém pra ter um relacionamento e poder dividir isso comigo, mas eu acho isso difícil tbm. Não só por ser mãe solteira nem nada. Depois de ter meu filho cheguei a ter um namorado e um quase namorado. Mas eu sempre acabo tendo um problema grande que é o fato de eu não ter tempo pra nada.
Eu trabalho, cuido da casa, de meu filho e querendo ou não de minha mãe que já tá ficando idosa. Nem toda semana eu tenho tempo pra sair. Vejo aqueles casais q tão juntos sempre e fico pensando q eu nunca vou poder ser assim pra ninguém.. mesmo quando eu saio sempre tô meio cansada e com sono. As vezes tendo tempo livre só quero ficar em casa dormindo.
Tenho dificuldades pra conhecer alguém tbm pois já passei por uma tentativa de estupro no passado então tenho um pouco de fobia de homem. Demoro pra conseguir me abrir com um. Recentemente eu me apaixonei por um grande amigo meu. Achei que poderia ser legal. Mas quando eu tentei criar um clima entre nós dois eu achei q ele meio que cortou. Ou seja, ele não tá mto afim e não tenho o que fazer.
De maneira geral, eu tenho estado estável cerca de 60 a 70 por cento do tempo. Mas tem momentos que eu fico muito mal. Percebo que acontece principalmente quando eu tô dirigindo. Acho que é pq sofri um acidente meio grave de trânsito recentemente e peguei trauma. Aí junta tudo. As vezes tô dirigindo e tenho crise de Pânico. Começo a lembrar de tudo o que eu passei e surto. Chego em casa chorando, me acalmo e boto meu filho pra dormir. Demoro pra dormir chorando.
Hoje eu gritei com meu filho. Ele não queria dormir. Nada demais.. mas eu gritei com ele. Eu não sou assim. Não sei o que me deu.
Não quero me tornar uma pessoa ruim nem ser ruim pra meu filho. Não quero desistir. Mas quero que meu sofrimento acabe. E nem contei todos os meus problemas nesse desabafo. Já perdi um amigo pro suicídio tbm. É foda. Já passei por coisa demais.
Não sei se consigo mais tentar fingir que tá tudo bom e normal depois de tudo isso que eu passei e ainda passo. Não tenho como fazer terapia tbm pois não tenho nenhum tempo livre mesmo.
Sei que vcs devem tar passando por momentos ruins tbm. Obrigada se alguém leu. Não se preocupem em comentar aqui.
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2019.12.16 00:40 rafaelh3 Lição de vida...

Boas malta…
Antes de mais peço desculpa pela parede de texto...É uma história longa mas são necessários todos os pormenores para a perceber bem...
Venho partilhar a minha história convosco, uma história de amores e desamores. Já aconteceu há muito, mas é algo que me pesa e tenho que jogar cá para fora… Desde já peço desculpa por alguma linguagem menos própria.
Vivo com o meu avô numa grande mansão em Lisboa. Foi ele que me educou desde que o meu pai se suicidou. Nunca tive grande contacto com ele, foi quando era muito novo ainda, mas do que o meu avô contava ele não era uma pessoa com um carácter muito forte (fruto da educação religiosa e super proteccionista da minha avó, contra a vontade do meu avô). O desfecho do meu pai deveu-se à minha mãe, Maria Monforte. Parece que era um pouco interesseira e quando viu que o dinheiro do meu pai já não a satisfazia (não me quero ostentar, mas graças ao esforço do meu avô posso desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer) fugiu com um italiano qualquer. O desgosto deu conta do meu velho, coitado…
Enfim, águas passadas não movem moinhos. O meu avô criou-me, qual segunda hipótese de criar um filho da maneira mais correta que ele via, com os valores e ideologias que ele achava mais correto, e atrevo-me a dizer que consegui corresponder às expectativas dele. Tornei-me num belo moço, capaz, um bom partido no general. Fui estudar Medicina para Coimbra, fiz o curso todo direitinho, e graças aos contactos do meu avô consegui logo montar uma clínica na Alta Lisboa onde tratei muito jet-set e alta socialite.
A vida corria bem, tinha o meu grupo de amigos, fazíamos muita merda juntos, fumávamos uns ópios, muita noite, muita soirée e festas. Enfim, um luxo de vida se me permitem o flex .
Gajas também, óbvio. Dada a minha posição social, riqueza e aparência não era motivo de preocupação meu. Mas sentia sempre qua faltava alguma coisa… A minha alma gémea ainda andava por aí e eu só precisava de a encontrar. Ainda tentei uma cena mais séria com uma miúda que conheci numa festa, mas não deu em grande merda. Ela era demasiado oca para mim.
Eis que entra a criatura mais perfeita que alguma vez pus a vista em cima. Malta, vocês não têm noção! Esta miúda tinha tudo! Bela de morrer, uma pele macia e bem-tratada, cabelos longos belíssimos, o olhar e lábios mays sexy que alguma vez vi, um corpo de morrer, tudo no sitio. E era super interessante, com uma personalidade top mesmo, divertido e astuta, inteligente e perspicaz. A minha alma gémea.
Acontece que a miúda já tinha namorado, um brasileiro qualquer, jogador da bola semi-profissional ou merda que lhe valha, mas eu pensei “que se foda essa merda, o amor é cego e eu já não vejo nada” e tentei fazer-me ao piso. Admito, fiz um stalk um pouco agressivo. Visto de fora, poderia parecer um bocado creepy, mas fodasse a miúda valia mais que a pena.
Fiquei uma beca desesperado, quando o meu trabalho não estava a dar frutos… até que fui chamado a casa dela para tratar da empregada residente. Jackpot! Chego a casa e o zuca não estava, tinha voltado para a Zucalândia por um período indefinido. Double Jackpot! Logo aí ao primeiro contacto eu e a miúda – Maria já agora - demos logo um click. Começámos a encontrarmo-nos mais vezes e eu cometi a loucura de comprar uma casa para vivermos os dois, e estarmos mais à vontade. Manos, que vida maravilhosa!
Entretanto, o cabrão do brasileiro voltou e descobre o que se andava a passar. “Já tá a puta armada” pensei eu. Andei bué stressado com essa merda, só a pensar que ele poderia vir de uma favela e já só me iam encontrar espalhado por esse mundo fora… Encontrámo-nos (estava todo cagado, tinha uma faca comigo, não fosse o Diabo tecê-las) e o cabrão faz-me uma revelação filha da puta… A miúda era amante dele! E basicamente deu-me carta branca para ficar com ela.
Triple Kill!
A vida soube ainda melhor depois disso! Tudo era uma maravilha. Tinha a minha Maria, o meu consultário e todos os dias eram uma benesse.
Mas claro que um desastre nunca vem só… Apareceu um gajo qualquer (emigrado lá da Quinta pata do cavalo ou merda do género) que queria falar com a Maria. Já estava a contar em ter que arrear algum ex ou assim, mas não. O mano conhecia era a mãe da Maria, e trazia um cofre endereçado a ela, da parte da mãe, que comprovava que ela era de famílias abastadas, e tinha direito a uma herança enorme!
Isso ia deixar a Maria feliz (ainda para mais agora que já não tinha o brasileiro, sentia-se mal de eu bancar as despesas todas), e a felicidade dela é a minha felicidade. Ela não estava em casa e eu aceitei a encomenda por ela. Quando vejo o nome do remetente cai-me tudo… Maria Mão Forte.
A Maria era minha irmã!
Não quis acreditar nessa merda, recusava-me. Depois de ter encontrado o verdadeiro amor, não ia ser uma partida do destino fodida que me ia arrancar isso das mãos. Não. Nem pensar.
Decidi ocultar isso da Maria e continuar a nossa relação.
As cenas nunca mais foram as mesmas mesmo assim… Instalou-se um clima entre nós, uma barreira que parecia intransponível… O meu avô soube e morreu de desgosto… Nunca me tinha contado de uma irmã perdida…
Como não poderia deixar de ser, a Maria descobriu que a nossa relação era incestuosa… O desgosto também fê-la pegar na parte da herança dela e emigrar para fora… Já eu decidi fazer uma viagem pelo mundo e espairecer, aceitar que o amor é um ideal impossível de atingir…
Amigos, quero que a minha história não vos deprima mas sim vos acorde. Cuidado que o amor da vossa vida, pode revelar-se a vossa irmã/o…
Cumprimentos amigos.
submitted by rafaelh3 to portugal [link] [comments]


2019.12.15 13:02 coracaopartido3 O meu coração dói todos os dias

Todos os dias eu penso nela e o meu coração dói, literalmente. Eu achava que o nosso amor era perfeito, conhecíamos um ao outro nas suas maiores profundezas, tanto psicologicamente quanto fisicamente. Não havia censura, eu dizia tudo aquilo que ia na minha cabeça e não me sentia julgado e ela também.
Ela disse que me amava e que ia terminar com o namorado mas nunca terminou, disse que não teve coragem, o namorado que trabalhava longe voltava a casa de 3 em 3 meses e permanecia durante 1 mês. Ela escapava para se encontrar comigo mas e era como se tivesse lâminas que me cortavam por dentro sempre que imaginava eles os dois na cama. Usei um monte de drogas diferentes para acalmar o sofrimento mas não resultou, de tão doloroso que era. Tentei acabar com ela mas voltei sempre, fui para a cama com outras mulheres mas ninguém era ela.
E eu me perguntava "porquê?". Se ela me amava e dizia que já não gostava dele, porquê é que ela não acabou com ele para sermos felizes juntos. Eu só encontrava uma justificativa: Dinheiro. Ele trabalhava fora e o salário dele era pelo menos 3x mais que o meu. Fiquei meio traumatizado com esse assunto do dinheiro, não parava de pensar nisso. Hoje em dia eu, uma pessoa que nunca ligou muito ao dinheiro, recebe quase tanto quanto o namorado dela num trabalho onde posso sentar o meu cu numa cadeira durante 6h e depois vou para casa e ao contrário dele não tenho que ir para o estrangeiro ficar chuva e sol numa obra mais do que 8h por dia. Aliás, ele só recebe mais dinheiro porque trabalha mais do que 8h.
Há uns meses usei MDMA e em vez de dançar a noite toda fiquei a pensar na vida, cheguei à conclusão de que o motivo pela qual ela não se separou dele não foi o dinheiro, foi porque ela tem um verdadeiro lar com ele e também porque ele a "resgatou" da separação dos pais dela e de todas as discussões, e levou para a casa dele. Agora tenho dois traumas: O dinheiro, e o facto de eu não ter um lar. Eu moro sozinho, afastei da minha família, sou só eu e nada posso fazer para mudar isso porque a minha família é totalmente disfuncional.
Ao fim de 3 anos, no fim da nossa relação, comecei a usar cocaína todos os dias. No início foi muito bom, até no trabalho o meu desempenho melhorou mas depois parece que deu alguma coisa em mim que fiquei com um ódio enorme dela. Ela começou a falar com outros homens do instagram, descobriu que o namorado andava a conversar com outra mulher e provavelmente fez outras coisas e mesmo assim não quis acabar com ele, apesar dela falar mal do namorado todos os dias por outras razões como ter ajudado a obter o empréstimo para uma casa do pai dela que foi à falência e de ter começado a mandar na casa. As nossas discussões ficaram cada vez piores e a cocaína me ajudou a ficar mais aceso, então decidimos acabar de forma amigável e voltar a falar 1 ano após.
Isso foi há 5 meses, ainda hoje penso nela todos os dias, ainda hoje só penso em ter mais e mais dinheiro e vestir coisas de marca para esfregar na cara dela, ainda hoje penso em bater nela sempre que lembro tudo o que ela me fez passar, ainda hoje me sinto um idiota autêntico por ter permitido que ela fizesse isso tudo comigo, ainda hoje quero contar tudo ao namorado e a todas as amigas para que toda a gente saiba quem ela é. Eu já tive algumas pessoas más na minha vida mas nunca tive alguém tão falsa quanto ela, que me tivesse feito sofrer tanto, eu nunca odiei tanto alguém na minha vida. Mas mesmo assim eu ainda sinto a falta dela, e o meu coração dói muito, não me consigo imaginar com mais nenhuma outra mulher.
Puta que pariu, quando é que este sofrimento vai parar? Quando é que eu a vou esquecer?
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2019.10.21 17:05 BernardoCamPt História dramática

Boas malta…
Antes de mais peço desculpa pela parede de texto...É uma história longa mas são necessários todos os pormenores para a perceber bem...
Venho partilhar a minha história convosco, uma história de amores e desamores. Já aconteceu há muito, mas é algo que me pesa e tenho que jogar cá para fora… Desde já peço desculpa por alguma linguagem menos própria.
Vivo com o meu avô numa grande mansão em Lisboa. Foi ele que me educou desde que o meu pai se suicidou. Nunca tive grande contacto com ele, foi quando era muito novo ainda, mas do que o meu avô contava ele não era uma pessoa com um carácter muito forte (fruto da educação religiosa e super proteccionista da minha avó, contra a vontade do meu avô). O desfecho do meu pai deveu-se à minha mãe, Maria Monforte. Parece que era um pouco interesseira e quando viu que o dinheiro do meu pai já não a satisfazia (não me quero ostentar, mas graças ao esforço do meu avô posso desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer) fugiu com um italiano qualquer. O desgosto deu conta do meu velho, coitado…
Enfim, águas passadas não movem moinhos. O meu avô criou-me, qual segunda hipótese de criar um filho da maneira mais correta que ele via, com os valores e ideologias que ele achava mais correto, e atrevo-me a dizer que consegui corresponder às expectativas dele. Tornei-me num belo moço, capaz, um bom partido no general. Fui estudar Medicina para Coimbra, fiz o curso todo direitinho, e graças aos contactos do meu avô consegui logo montar uma clínica na Alta Lisboa onde tratei muito jet-set e alta socialite.
A vida corria bem, tinha o meu grupo de amigos, fazíamos muita merda juntos, fumávamos uns ópios, muita noite, muita soirée e festas. Enfim, um luxo de vida se me permitem o flex .
Gajas também, óbvio. Dada a minha posição social, riqueza e aparência não era motivo de preocupação meu. Mas sentia sempre qua faltava alguma coisa… A minha alma gémea ainda andava por aí e eu só precisava de a encontrar. Ainda tentei uma cena mais séria com uma miúda que conheci numa festa, mas não deu em grande merda. Ela era demasiado oca para mim.
Eis que entra a criatura mais perfeita que alguma vez pus a vista em cima. Malta, vocês não têm noção! Esta miúda tinha tudo! Bela de morrer, uma pele macia e bem-tratada, cabelos longos belíssimos, o olhar e lábios mays sexy que alguma vez vi, um corpo de morrer, tudo no sitio. E era super interessante, com uma personalidade top mesmo, divertido e astuta, inteligente e perspicaz. A minha alma gémea.
Acontece que a miúda já tinha namorado, um brasileiro qualquer, jogador da bola semi-profissional ou merda que lhe valha, mas eu pensei “caga nessa merda, o amor é cego e eu já não vejo nada” e tentei fazer-me ao piso. Admito, fiz um stalk um pouco agressivo. Visto de fora, poderia parecer um bocado creepy, mas JASSUS a miúda valia mais que a pena.
Fiquei uma beca desesperado, quando o meu trabalho não estava a dar frutos… até que fui chamado a casa dela para tratar da empregada residente. Jackpot! Chego a casa e o zuca não estava, tinha voltado para a Zucalândia por um período indefinido. Double Jackpot! Logo aí ao primeiro contacto eu e a miúda – Maria já agora - demos logo um click. Começámos a encontrarmo-nos mais vezes e eu cometi a loucura de comprar uma casa para vivermos os dois, e estarmos mais à vontade. Manos, que vida maravilhosa!
Entretanto, o cabrão do brasileiro voltou e descobre o que se andava a passar. “Já armaram estrondo” pensei eu. Andei bué stressado com essa merda, só a pensar que ele poderia vir de uma favela e já só me iam encontrar espalhado por esse mundo fora… Encontrámo-nos (estava todo cagado, tinha uma faca comigo, não fosse o Diabo tecê-las) e o cabrão faz-me uma revelação que até me apeteceu fundar uma faculdade horrível e chamar-lhe um nome à sorte tipo ISEP… A miúda era amante dele! E basicamente deu-me carta branca para ficar com ela.
Oh baby a triple!
A vida soube ainda melhor depois disso! Tudo era uma maravilha. Tinha a minha Maria, o meu consultório e todos os dias eram uma benesse.
Mas claro que um desastre nunca vem só… Apareceu um gajo qualquer (emigrado lá da Quinta pata do cavalo ou merda do género) que queria falar com a Maria. Já estava a contar em ter que arrear algum ex ou assim, mas não. O mano conhecia era a mãe da Maria, e trazia um cofre endereçado a ela, da parte da mãe, que comprovava que ela era de famílias abastadas, e tinha direito a uma herança enorme!
Isso ia deixar a Maria feliz (ainda para mais agora que já não tinha o brasileiro, sentia-se mal de eu bancar as despesas todas), e a felicidade dela é a minha felicidade. Ela não estava em casa e eu aceitei a encomenda por ela. Quando vejo o nome do remetente cai-me tudo… Maria Mão Forte.
A Maria era minha irmã!
Não quis acreditar nessa merda, recusava-me. Depois de ter encontrado o verdadeiro amor, não ia ser uma cena destas que ia deitar um garanhão raçudo como eu abaixo. Não. Nem pensar.
Decidi ocultar isso da Maria e continuar a nossa relação.
As cenas nunca mais foram as mesmas mesmo assim… Instalou-se um clima entre nós, uma barreira que parecia intransponível… O meu avô soube e morreu de desgosto… Nunca me tinha contado de uma irmã perdida…
Como não poderia deixar de ser, a Maria descobriu que a nossa relação era incestuosa… O desgosto também fê-la pegar na parte da herança dela e emigrar para fora… Já eu decidi fazer uma viagem pelo mundo e espairecer, aceitar que o amor é um ideal impossível de atingir…
Amigos, quero que a minha história não vos deprima mas sim vos acorde. Cuidado que o amor da vossa vida, pode revelar-se a vossa irmã/o…
Cumprimentos amigos,
Carlos Eduardo da Maia
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.07.27 11:13 EuSoQueroQue Para vc que amei

(Escrevi essa carta pensando em não mostrar para ninguém. Mas não teve o efeito que eu esperava. Quem sabe se outras pessoas lessem)
Oi, tudo bem?
Menos de uma semana atrás eu te mandei uma mensagem sobre um filme que assisti. Dessa vez vc respondeu. Foi educada, mas não continuou a conversa. Para mim foi o suficiente para achar que desta vez a msg tinha alguma chance de virar uma conversa, então fiquei tentando pensar em como puxar assunto. Não quis usar perguntas pq não queria fazer vc se sentir obrigada a responder. Pensei em te contar sobre a minha vida, que mudou bastante nos últimos 2 anos.
Mas achei que esse seria um bom assunto para quando finalmente conversarmos em pessoa. Acabei escolhendo um elogio, a maravilhosa habilidade que vc tem e sempre me deixou com inveja foi a capacidade de ter assuntos e manter uma conversa saudável. Mandei essa mensagem,
Agora acho que vc pode estar interpretando como se eu estivesse sendo "passive-aggressive", como que reclamando de vc ter sido "apenas" educada e não continuada a trocar msgs.
Eu odeio que a parte de mim que tenho te mostrado nos últimos 10 anos foram de msgs nos momentos que estive mais triste, solitário ou fragilizado de alguma maneira. Toda vez que paro para pensar, sei que estas msgs só servem para te afastar ainda mais de mim. Mas, acho que saber que vc está do outro lado, ainda que não me ouvindo, tem me feito bem.
Anteontem te mandei outra mensagem. Desta vez mais parecida com uma conversa saudável. Contei que mudei de emprego, de cidade, perguntei como vc está. Dessa vez o resultado foi muito diferente. Não quanto a sua resposta, mas que poucas horas depois de enviar a msg a minha "crise" atual melhorou bastante. Ao ponto de achar que eu estava bem, pelo menos até a próx crise daqui 2 ou 4 anos.
Foi pensando nesse bem estar que resolvi escrever esses sentimentos. "Talvez seja o processo de transformar seus sentimentos em palavras que tenha tido o efeito benéfico." Decidi que, da próx vez que eu realmente precisasse dizer alguma coisa, escreveria neste papel. Não demorou para meus pensamentos estarem cheios de novo.
Assisti um vídeo sobre relações abusivas, e me corta o coração identificar atitudes minhas como as de um namorado abusivo. Eu me odeio por todo mal que já te fiz e nem pedi desculpas. (...) Agora me lembro que eu cheguei a me desculpar por ter te ignorado naquele churrasco, mas o verdadeiro peso daquelas ações só entendi agora, que o vídeo citou explicitamente que ignorar seu parceiro em um ambiente público é uma atitude abusiva e altamente prejudicial.
Hoje eu entendo que usava o silêncio como uma arma contra você. E só posso imaginar o quanto isso te machucou.
(...)
Passei alguns minutos discutindo comigo mesmo se deveria escrever pensamentos que provavelmente irão te afastar ainda mais de mim. Escrevo com o sentimento de te mostrar, mas sem intenção real de te enviar ou mostrar esse caderninho. Por isso mesmo não faz sentido não ser honesto com o papel. Oras, ser menos honesto e escolher quais pensamentos escrever são resquícios do comportamento manipulativo meu. Como se mesmo uma carta de desabafo, que nunca será mostrada devesse ser escrita com a intenção de te convencer a conviver de novo comigo.
Até pq se eu não consigo expressar meus sentimentos para um pedaço de papel, como poderia expressá-los para você?
Os pensamentos, que meu lado medroso queria deixar de fora desta carta, era que se eu consigo hoje identificar atitudes tão tóxicas em como eu era quando estávamos juntos, provavelmente existiam outros que eu nem entendo como problemáticos. Pensei também que, quando vc me ignora nas estúpidas msgs que envio, está apenas se protegendo de uma pessoa... tóxica? abusiva?
Eu já não sei o quanto estou sendo realista ou apenas sendo auto depreciativo. Esse comportamento provavelmente é outra característica abusiva minha.
Não sei se chegou a ver o filme "before the sunset", imagino que ainda não. Passou menos de 1 semana desde que te disse para ver.
Eu gostaria muito de te dizer que quis te recomendar o filme principalmente por 2 motivos:
O tom da conversa que os personagens tem. Como se o tempo que passou não fizesse diferença nenhuma e eles fossem bons amigos durante todos estes anos. Queria que vc lêsse as minhas msgs para vc com esse tom, de maneira meio leve, meio pesada, mas principalmente honesta.
Eu sei que, em termos de voltarmos a ficar juntos, não entrar em contato e deixar o acaso nos juntar seria mais efetivo. Mesmo que demorasse muitos anos. Mas só de pensar em isso não acontecer eu sou tomado por uma tristeza, um sentimento de vazio.
O segundo ponto do filme que queria muito conversar com vc, é quando a mulher diz: "I was fine until i read your book"
Com ctz vc já percebeu que isso acontece bastante comigo. A maior parte das vezes eu me lembro de vc com saudades e carinho, e um gosto bitter sweet que fica na boca. As vezes, como essa de agora, a saudade fica demais. Eu não me controlo e acabo mandando alguma msg torcendo que encontre vc em um momento parecido, e consiga transformar a distância entre nós em uma conversa como a do filme.
MAS, eu nem sei se vc tem a mesma saudade que eu sinto por vc. Quando penso em como fui com vc, imagino que fui apenas uma fase ruim, que vc seria mais feliz se não tivesse me conhecido. Ao mesmo tempo, eu me recuso a acreditar que seja possível sentir tanta saudade de alguém que não sente a sua falta.
Acabo me convencendo que a única diferença é que vc tem um auto-controle melhor que o meu. Que as suas crises de saudades acontecem, quando alguma música ou filme te lembram de mim, mas que vc não me procura de maneiras bobas como eu faço com vc.
Me lembro de uma vez que vc me pediu uma receita, que fazia quase 9 anos que não comia aquilo. Eu devo ter te respondido de algum jeito ruim, pq quando te perguntei dos cookies que vc fez para mim um dia, não me respondeu mais. Essa vez eu fiquei muito confuso. Inicialmente achei que vc queria conversar como amigos apenas, mas quando não me respondeu pensei que vc continuava com aquela filosofia boba de "ex bom é ex morto". Fiquei com raiva. Vc me ignorava quando eu tentava algum contato, mas me pedia coisas qdo tinha algo a ganhar.
Quando a raiva passou, pensei que poderia ser saudade que te fez mandar as msgs, e não sabia o que fazer com essa possibilidade. Eu queria que fosse verdade, como se uma confirmação que eu fui importante para vc como vc foi para mim.
(...)
Agora, escrevendo, me lembro de vc comentando que eu pedi um tempo no namoro "do nada" ou algo do tipo. Metade dos motivos eu tenho ctz que já tinha reclamado para vc antes, e vc não fez esforços para melhorar. Era o jeito como vc tratava seus amigos homens, dando muita liberdade, inclusive quanto a contato corporal, de abraços por trás e cócegas. Essas atitudes me machucavem tanto nos meus ciúmes quanto nas minhas inseguranças. Aquele dia que eu tentei fazer cócegas em você e não consegui me incomoda até hoje. Ver um amigo seu te fazer cócegas, o jeito que vc ria, acabou comigo naquele momento.
A segunda metade de pq eu quis das um tempo, essa é a parte mais difícil de confessar. Gostaria de te dizer em pessoa, mas muito provavelmente eu nunca vou ter a oportunidade.
Quando a gente já não estava tão bem juntos, apereceu alguém.
Era uma mulher muito bonita e simpática. Acho que tanto eu como ela sentimos uma conexão, daquelas que vc sabe que a outra pessoa tb tem?! Bom, começamos a conversar mais. Me sentir próximo de alguém no mesmo momento que me sentia distante de vc me confundiu bastante. Hoje eu entendo que foi apenas um "crush" e que a gente não controla com quem vai se sentir atraído. Mas na minha cabeça isso era inaceitável. Sentir-se atraído por outra mulher era incompatível com a minha definição de amor.
Se eu tivesse na época o pouco de maturidade que tenho hoje, eu saberia que esse sentimento não significava nada. Que não havia necessidade de passar nenum dia longe de vc.
Lambrar dos meses seguintes, quando tínhamos separado mas não de verdade, Vc quis voltar a ficar juntos, eu não quis. Depois eu quis, vc não. Aí inverte mais uma vez, e depois outra. Como se fosse um problema de desencontros ou timing.
Mesmo quando estávamos namorando, toda vez que acontecia a menor das brigas eu demorava para processar meus sentimentos. Até lá vc já tinha se cansado de tentar me animar, tentar me ajudar a me abrir mais. Então, quando eu finalmente superava o motivo inicial da briga, vc estava agora chateada comigo por ter sido tão frio e distante durante a briga.
Talvez se vc tivesse mais paciência com a minha demora em digerir emoções. Talvez se eu fosse mais maduro emocionamente. Eu já não sei mais.
Só sei que é tarde demais para pedir desculpas. Eu imagino que vc me veja como o ex abusivo, que ainda tenta entrar em contato apenas para ser manipulativo. Mas eu só quero que vc saiba que eu estou pensando em vc. Que eu te vejo como a pessoa mais importante a passar na minha vida até hoje.
Eu só quero que vc saiba que eu te vejo como no filme, que um dia vamos nos encontrar, sem horários, sem relacionamentos, e que nesse dia nós vamos conversar natural e honestamente, e se não for para ficarmos juntos, que pelo menos eu consiga te pedir desculpas.
Desculpas por todas as lágrimas que eu te fiz derramar.
Desculpas por todas as brigas que não deveriam ter existido.
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2019.06.12 22:52 Eyeofart Quando você não sente.

Devo ter perdido a conta de quantas vezes escrevi para esta comunidade. Não sei ao certo, meu propósito era encontrar pessoas em situações similares para conversar, talvez encontrar alguma bendita solução para mim, apesar de tudo.
Não estou reclamando de nada, não mais. Apenas venho para escrever sobre o que tenho sentido – O Nada.
Cheguei a pensar em tomar medicamentos, mas não sei. Para isso preciso consultar um profissional e minha preguiça que beira ao mais que absurdo não permite para com que eu faça nada.
Não vivo, apenas existo. Às vezes, sinto que isso está me consumindo aos poucos, em outros momentos, não sinto nada. Sou incapaz para qualquer coisa, nada mais, nada menos que um ser inútil.
Não estou pedindo por nada. Talvez no próximo ano, algo que não estava esperando (óbvio), está para ocorrer. Minha mãe está prestes a sair de casa para morar com o namorado e meu desejo maior seria o de ficar, mas não sei se poderei, pois não tenho emprego e não posso me manter só. E morar com meu pai não é uma opção.
Não peço por nada.
Agradeço por ter lido.
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2019.03.26 09:08 jwachowski Toda vez que digo adeus eu morro um pouco

Eu tinha acabado de pedir um martine para o garçom enquanto a banda de jazz tocava I loves You Porgy. Foi quando a avistei entrando pela porta do bar. Demorei a acreditar. Ela continuava linda. Cabelos cacheados ao natural. Já não usava mais aquelas cores extravagantes de quando estávamos na faculdade. Ela estava acompanhada mais não me ative a esse detalhe. Não me ative mais a nada depois que ela entrou naquele recinto.
— Nina! Nina!
— Joel? Nossa! O que você tá fazendo aqui em Berlim?
— Eu trabalho aqui. To fazendo um bico tocando sax nesse bar.
— Cara, que coincidência! — Ela sorria com seus olhos brilhantes enquanto o homem que a acompanhava resmungava algo em um alemão com sotaque do interior. Ela ainda usava a mesma cor de batom de quando estudávamos.
— Eu vou tocar agora mas se depois do expediente você quiser tomar alguma coisa pra gente conversar. — Perguntei em português rezando para que o o alemão que estava com ela não tivesse entendido.
— Pode ser. Me dá seu numero que eu te mando uma mensagem e a gente combina.
Subi ao palco e empunhei meu sax alto. Toquei I fall in love too easily do Chat Baker. Eu imaginava sua boca no lugar daquele instrumento frio e babado. Lembrando de tudo que renunciei para seguir meu coração. Lembrando todas as vezes que a vi mudar de namorado enquanto eu permanecia no caminho que eu escolhi. Senti meu o celular no meu bolso vibrar e quando acabei o solo e o tecladista entrou dei uma olhadinha no mensageiro e lá estava uma mensagem dela.
No dia seguinte nos encontramos no parque. De óculos escuros andávamos pela beira de um lago onde alguns patos nadavam tranquilamente.
— Tem sentido falta do Brasil? — Perguntei.
— Sim, mas as coisas lá estão muito difíceis. Talvez eu volte depois da fake war. Por enquanto meu nome está na lista vermelha do governo. Se eu voltar agora posso ser presa. Mas conta aí, como você veio parar aqui em Berlim? Eu achei que você fazia francês na faculdade.
— Sim, eu terminei fazendo francês. Mas como vim parar aqui é uma longa história.
— haha Joel e suas longas histórias.
— Verdade haha. Mas eu preciso confessar uma coisa. Eu aprendi Alemão por sua causa. — Ela enrubesceu suas bochechas rosadas. — Naquela época durante a graduação eu fui apaixonado por você durante anos.
— E agora não é mais?
— Se eu ainda fosse não estaria falando isso com você.
— Na verdade eu sempre soube disso. Você tem a alma transparente, Joel. Ontem no bar enquanto você tocava quase dava para ver e tocar o que você sentia. — Ela disse isso e tirou meus óculos escuros. — Seus olhos continuam com o mesma cara de cachorro magro.
— Haha! Você também continua com essas bochechas sardentas! Parecem um morango.
— Ah para de falar das minhas bochechas!
Coloquei meus óculos de sol novamente e continuamos andando pelo parque. Sentamos num banquinho gelado. Não falamos nada apesar da saudade de falar português. — Quando você volta para o Brasil? — Ela perguntou.
— Na segunda feira. — A BMW do Alemão Buzinou ao longe.
— Eu preciso ir. Foi muito bom te encontrar e conversar em português com alguém.
— Eu também curti.
— Antes de ir eu preciso perguntar… porque você nunca disse nada?
— Eu era besta, Nina. Tinha medo de tudo. A diferença é que hoje sou uma besta sem medo de parecer ridículo.
— Entendo haha. Então, boa sorte na sua viagem! — Ela me deu um abraço forte que deixou meu sobretudo empregnado com aquele perfume doce cor de violetas. Sentei novamente no banquinho e coloquei meu fone de ouvido. Na playlist tocava Every Time You Say Goodbye — Ella Fitzgerald enquanto os patos no lago acasalavam tranquilamente fazendo ondinhas pela água.
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2019.03.17 23:30 desabafo123 Como a dependência emocional afetou meu relacionamento

A ideia do meu post é compartilhar como meu relacionamento se desenvolveu e algumas situações que marcaram ele. Não é a intenção necessariamente obter aconselhamento de “o que devo fazer? ”, apesar de que estes serão bem-vindos assim como relato de vocês sobre situações semelhantes. O post é longo pois descreve alguns aspectos que considero importante na compreensão de como a dependência e carência emocional, neste caso unilateral, podem dominar uma relação. A conta é throwaway.
Tenho 27 anos e quase que “sempre namorei”, é assim que os que me conhecem me descrevem. Desde os 18 anos tive 4 namoradas que duraram de 1 a 3 anos. A cerca de 3 anos atrás tive meu maior período solteiro, 1 ano e alguns meses e fui genuinamente feliz nesta fase ainda que no fundo estava afim de encontrar aquela pessoa.
Eu tinha então 25 anos e em uma das muitas noites saindo com os amigos conheci ela, com então 18 anos. Percebi que era alguém que tinha vontade de sair mais vezes, e assim fizemos. Um encontro, depois outro, um final de semana juntos, conheceu meus amigos, inclui ela no meu grupo de amigos, conheceu minha família. Avançando alguns meses e descrevendo nosso namoro em velocidade cruzeiro: Nos víamos quarta à noite e no final de semana (de sexta à noite até domingo à noite), quando ela dormia em casa e passávamos 48h juntos.
O tempo que passávamos juntos presencialmente era praticamente perfeito, fazíamos muitas atividades juntos. Eu sempre procurava algo diferente para fazer, fosse algum passeio, alguma atividade, algum barzinho ou balada nova (adorávamos sair beber juntos, curtir, dançar, se pegar, voltar pra casa meio bêbado e continuar se pegando até dormir), e bastante viagens para o interior ou litoral, sempre ficando em algum hotel ou pousada aproveitando o dia e terminando com jantar romântico, fizemos cerca de 10 destas. Sexo muito bom e fazíamos muito.
Uma dinâmica diferente, porém, acontecia quando estávamos separados, cada um em sua casa. Ela se tornava emotiva, carente e por vezes isso parecia deixa-la ansiosa e ter atitudes grosseiras. Procurava razão nos detalhes para justificar que eu “não amava ela”, “não a tratava como prioridade” e era uma pessoa fria. Essa situação se agravou conforme passava os meses de relacionamento.
As razões que justificavam eu “não amar ela” eram por exemplo: demorar para ver e responder mensagem de whatsapp, esquecer de dar bom dia ou boa noite (o que acontecia se eu tinha uma manhã corrida ou dormia sem querer por estar cansado), eu não aceitar ter que reportar para ela diariamente com quais pessoas da empresa fui almoçar ou precisamente que horas havia saído do trabalho (dizia para ela que estava sendo controladora e possessiva, ela que o mínimo que espera de um namorado é que ele de satisfação).
Era comum, cerca de quase toda semana ela vir discutir por alguma situação desse tipo, dizer que passou o dia chorando, pensava em mim o dia todo e que eu estava nem aí. “Sinto como se eu não tivesse um namorado” ela dizia. Eu realmente havia estado nem aí só porque ela mandou uma mensagem bastante grosseira porque eu dei “bom dia” as 10:30 ao invés de as 9h. Eu pensava que era só um enorme drama por nada e não deixava isso abalar meu dia de trabalho, ela, no entanto passava o dia chorando e me ligava a noite dizendo como que eu poderia amá-la e simplesmente não se importar em quão mal ela estava.
Nossa rotina talvez venha a ser bastante relevante neste contexto. Eu trabalho de 10h a 12h por dia, meu trabalho é dinâmico e inclui reuniões diárias, internas e externas, relacionamento profissional com diversas pessoas e empresas. Moro sozinho fazem 2 anos e sou totalmente independente financeiramente sendo responsável pelo controle de gastos, alocação de investimentos e aperfeiçoamento profissional de forma a vir ganhar mais no futuro. Tenho um grupo de amigos próximos que nos encontramos toda semana. Por não morar mais com meus pais, costumo visita-los uma noite por semana. Também gosto de ter um pouco de tempo sozinho, fazendo outras atividades não produtivas. Ainda assim, se eu observar a semana como um bloco de várias horas, eliminar as horas que estou dormindo e no trabalho, eu passava 75% do tempo com ela, ajeitando nos 25% restantes todas estas outras atividades.
Ela faz faculdade de manhã e vai na academia a tarde, apenas isso. Sobre a faculdade vale ressaltar que quando a conheci no final de 2017 ela fazia um curso, em 2018 resolveu mudar para outro e em 2019 decidiu que faria outro, em uma área e faculdade diferente desta vez. No período de férias ela só vai na academia.
Ela não tinha amigos. Zero. Quando a conheci ela estava junto com uma amiga e pareciam bastante próximas. Em cerca de um mês ela se afastou desta amiga e desde então nunca ouvi dizer algo como “vou visitar fulana”, “fulana me convidou para jantar”, “vou no aniversário de fulano” etc. Não sei o nome de nenhum amigo dela porque nunca ouvi falar da existência de algum.
Até mesmo da família dela se afastou, eles eram uma equipe de esporte juntos e participavam de alguns campeonatos. Logo que nos conhecemos ela abiu mão de ir na próxima etapa e tiveram que a substituí-la. Ela inclusive não me dizia sobre alguns eventos que a família dela nos convidava, algum tempo depois eles começaram a me chamar diretamente e justificativa dela para não querer ir era que “o final de semana era nosso tempo de ficar juntos”.
Diante destas situações e mesmo envolvido no relacionamento percebia que algumas coisas não estavam certas. Minha atitude era motivá-la a sair, conhecer novas pessoas, buscar novos hobbies, buscar desenvolvimento acadêmico/profissional para no futuro ter um estágio legal, etc. Esta minha postura foi inclusive mal percebida. Segundo ela, enquanto ela estava lutando pelo casal, para ficar mais juntos, eu estava lutando para que ela achasse distrações e nos afastasse, e ainda, que a ausência de ciúmes da minha parte fazia parecer que eu não a amava.
A essa altura é possível se perguntar porque eu aguentava isso. O que acontecia é que eu dava pouca importância as crises e carências exageradas, me distraindo com as outras responsabilidades da vida. Ao mesmo tempo eu dava bastante importância ao tempo que passávamos juntos no final de semana, que era de bastante proximidade e atividades legais. Achava também que eu mantendo essa postura de não entregar atenção quando vinha com crises e grosserias, e incentivá-la para assumir novas responsabilidades na vida a situação tenderia a melhorar. Mas aconteceu justamente o contrário, e com o avançar da relação ela buscava justificativas ainda mais estranhas para dizer que eu “não amava ela”.
1 ano e meio de relação e ela pede para conversar, vem até minha casa e diz que quer terminar. As justificativas como pode imaginar são “eu nunca senti que você me ama”, “me sinto sozinha durante a semana e você parece não se importar”, “nunca ganhei flores ou presentes fora de época”, “você não posta fotos nossas ou declarações de amor públicas” e por fim “não posso mais perder tempo com alguém que não me ama, preciso estar com alguém que me ama de verdade”.
2 semanas depois estava postando fotos com outro cara. Declarações de “como sou feliz de conhecer alguém que me ame de verdade” e postando um buque de flores que havia ganhado dele.
Procurou inclusive uma amiga minha que eu apresentei a ela para dizer como estava feliz no novo namoro, como ele era perfeito e dava toda a atenção que eu não dava. Que ele assume ela (assumir no contexto dela é postar coisas em rede social). Que não sabia como aguentou tanto tempo se dedicando para uma pessoa que não a tratava como prioridade. Que o fato de eu não correr atrás dela após o término simbolizada a minha ausência de sentimento.
Já passou uns meses e estou bem resolvido com essa situação, sigo a vida normalmente. No entanto passei um bom tempo intrigado com o que aconteceu, pesquisando e refletindo. Hoje levo comigo a conclusão que o que ela experimentou não foi amor de verdade, certamente não um amor maduro e que direciona ambos para o crescimento pessoal e conjunto. Eu apenas supria a dependência e carência emocional dela.
Com o tempo ela precisou de doses ainda maiores de atenção para se sentir satisfeita e preencher o vazio que ela mesma criou, e na iminência de prejudicar outros aspectos da minha vida eu restringia a apenas o que eu citei, trocas de mensagens diárias e finais de semana incríveis, respeitando minha individualidade nos momentos que eu precisava. Bastou então surgir outra pessoa despejando atenção para fazer mais sentido sob o ponto de vista dela transferir o foco de atenção e carência para alguém que “a ama de verdade”.
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2019.02.07 04:56 Best_Player_ Quando pode chegar o dia em que eu cumpro algo?

Bem, eu não tenho muitas ideias de quando eu poderia acabar me matando.
Eu imaginava que seria ano passado por motivos de 2017 ter sido horrível para mim e que as coisas iriam piorar naquele ano ao ponto de eu não aguentar. E... piorou mesmo, porém não lá fora, mas dentro da minha cabeça (claro que as coisas lá fora pioraram também, mas agora eu me dei conta que grande parte dos problemas são causados por eu ser um desgraçado inútil.
Acho que o mais perto do suicídio foi no final de 2017 mesmo, quando eu tava há umas semanas bem... huh? Eu faltava pelo menos a maioria das aulas da semana porque não queria acordar e também dormia quase o dia todo. Numa dessas minha mãe chegou e ficou reclamando sobre eu estar faltando demais (Com o clássico argumento que eu não faltava NENHUM dia no início/metade do ano. Motivo: eu tava feliz mesmo, tipo MUITO feliz) e agora eu tava fazendo isso (curiosamente ela me xingava igualmente por não faltar nenhum dia daquele tempo (?????). O que mais me incomodava é que ela dizia que o motivo de eu estar triste era por causa de tal garota, mesmo que eu já estivesse mal desde antes dessa pessoa, then ¯_(ツ)_/¯) Ela tinha perguntado por que eu tinha faltado a aula de novo (como sempre), e naquele dia eu inventei de, invés de dizer "porque eu não acordei :)" como sempre, dizer a verdade, "eu não quis" (Nope, eu não fui grosso ao dizer isso, mas...), então ela ficou 2000% mad porque eu tinha sido desrespeitoso e slaoq. Ainda disse que prefiria que eu mentisse do que falasse isso, mesmo que ela obviamente tava querendo implicar com isso faz um tempo, então só usou de desculpa. well, ela simplesmente decidiu que eu não ia mais usar a internet até slaoq porque isso e aquilo. As 2 únicas coisas que eu fazia naqueles dias era dormir e ficar o pouco tempo acordado no celular, então eu pensei "Huh, tenho nada a perder agora mesmo. Vou ir falar pra ela tudo". Com "tudo" eu digo as merdas que ela fazia/que deixava acontecer e que ficar focando em mim não ia melhorar nada/algo tinha que ser feito" (Favor, não entender errado: O motivo de eu ter pensado em legitimamente me matar não foi "hurr, minha mãe má tirou minha internet :cc" (Talvez alguém pense isso (alguém se quer vai ler isso algum dia?), porém isso só gerou a conversa, conversa cujo gerou essa "possibilidade").
Well, a conversa não foi legal. Teve até uma pequena discussão política (começada por mim, k), para ver o quão desorganizada foi. Fora isso, foi eu falando coisas como "Isso tá tudo errado, olha a merda que tá acontecendo aqui em casa, você deixa aquele arrombado tratar você e a tua filha como lixo, e depois trata ele realmente como alguém que você ama e exige que respeitem ele" (eu tava pensando em resumir isso, mas escrevi quase tudo), e ela respondendo com coisas como "teu pai fez "pior", por que você gosta dele?" ou "se ele fez coisa pior por que eu não posso????". Qualquer discussão com ela (até os dias de hoje é ela acusando outras pessoas de fazer algo pior, então os erros dela são absolvidos ou algo assim (Creio que ela aprendeu isso com aquele arrombado, até porque quando estão discutindo é ela falando mal das amantes e ex's dele e ele falando mal dos namorados dela antigos e meu pai).
Além dela dizendo que me odeia e slaoq mais (enquanto eu dizia o contrário (não, por mais mentirosa/manipula que essa parte pareça, foi isso mesmo)), eu comentei sobre estar pensando em me matar porque puta merda. Ela literalmente disse "Uiui, olha como sou depreissivo ;cc" e também duvidou que eu me matasse.
Como eu fiquei sobre isso? Claro que ótimo, eu entendi porque pessoas tem medo de falar sobre o que pensam com outras. Depois, aproveitando que TUDO o que eu disse foi ignorado ou respondido por "Seu pai fez pior" eu resolvi escrever uma cartinha, que tinha 4 páginas. Carta essa falando tudo o que eu tentei falar porém não consegui e desejando que coisas boas fossem feitas no futuro (exemplo: que minha mãe, depois de resolver as coisas em casa, voltasse para a antiga religião (cujo ela abandonou)). Well, a ideia era "Hm, como não fui ouvido naquela hora talvez me ouçam agora". Carta cujo eu acho meio inválida nos dias de hoje por motivos de se eu me matar não vai ser por aqueles motivos, e que eu tava me importante demais quando escrevi ela.
Ao mesmo tempo gravei um vídeo para meus avós por motivos de eu gostar muito deles (Eles realmente são pessoas incríveis :3), porque não queria parecer ter esquecido deles, mesmo que isso talvez faria eles se sentirem pior). Ao mesmo tempo enviar mensagens para pessoas como meu pai, para não por a culpa do que eu fiz na minha mãe, é quase certeza que se eu me matasse ele iria jogar toda a culpa nela e outras coisas.
Depois o plano era encontrar algum prédio que eu pudesse entrar. Eu sempre imaginei meu suicídio com um tiro na cabeça por motivos de ter certeza de que não iria doeficar vivo, além de ser mais rápido, porém não era uma opção naquele momento (Actually eu cogitei trocar meu celular com alguma pessoa do meu bairro por uma arma, porém iria demorar e eu não sabia em quem ir). Naquela época eu não entendia que uma facada no peito era bem enficiente, mesmo eu ainda tendo medo de não ser tanto, se não eu provavelmente teria usado (ou não, até porque eu sou UM FODENDO HIPÓCRITA HAHAHAHAHAH). Ao mesmo eu não tava muito normal e falei para meu melhor amigo que eu estava legitimamente querendo me matar, com a ideia de que ele me ajudasse (??????).
bem, depois de tudo isso eu caí no sono chorando e um pouco desesperado (afinal, eu realmente tava pensando "HOJE É ÚLTIMO DIA") e acordei tendo que aguentar toda a besteira que eu fiz mais cedo.
huh, eu ainda tenho que jogar fora minha carta de suicídio
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2018.12.05 23:22 avehomem [10 anos] COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

O texto abaixo corre a internet já faz algum tempo já faz pelo menos uma década. Vi a notícia do show do Loser Manos e quis reler o texto. Fui procurar e notei que o texto foi publicado neste blog em 11 de novembro de 2008. Ou seja, completou 10 anos algumas semanas atrás.
Pelo que parece é a fonte original, mas não tenho certeza. Eu, assim como todos meus conhecidos, li em algum outro fórum ou comunidade do Orkut. Divirtam-se!

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS,
por Adolar Gangorra em adolargangorra

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish. Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi...

Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".

"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!

Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"

"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!

"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
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